Ao contrário do que a fotografia parece indiciar, hoje o Feirense não jogou com o autocarro em frente da sua baliza. Antes pelo contrário.
Visto o jogo do benfica fica, para além da desilusão por não ver os vermelhuscos perder pontos, um travo amargo pela derrota de uma equipa solidária, aguerrida, organizada e bem oleada como foi o Feirense. A certa altura convém olhar uns anos para trás e reconhecer que a melhoria na qualidade do futebol praticado pelas equipas habitualmente abaixo da primeira metade da tabela, tem sido um forte impulso para uma maior competitividade no nosso campeonato. Ainda assim, parece que as equipas grandes do nosso campeonato pouco ligam aos bons jogadores dessas equipas ditas pequenas. Se calhar porque os euros ganhos na intermediação desses jogadores dão menos lucros a diversos agentes desportivos, se calhar porque dá menos sainete ir buscar um prometedor jogador a uma dessas equipas do que uma pérola preciosa sul-americana por burilar.
No Benfica a pérola é cada vez mais Rodrigo, que hoje parecia carregar com a equipa às costas da sua classe. De resto, a sempre atractiva arte de Aimar entrava cada vez mais no seu menor fulgor físico, sendo o argentino compensado no meio terreno pelo completíssimo Witsel. Lá atrás cumprem-se os mínimos, percebendo-se alguns problemas face a velocidades aceleradas e face a um Emerson sempre na corda bamba. Depois é Cardoso e a sua eficácia e um árbitro que nunca erra contra o Benfica (o penaltie da vitória é claro, sem dúvida, mas já vi esta época penalties ainda mais claros serem escamoteados ao Sporting ou a adversários do Benfica). Enfim, ou o Feirense fez de facto um óptimo jogo ou o Benfica acusou alguma falta de vitalidade. Esperemos que a segunda hipótese se confirme nos jogos vindouros.












