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Sporting 1 - Académica 0

Domingo, 25.01.15

 tanaka.jpg

 

Nos anos em que brilhantemente orientou o Estoril, Marco Silva aproveitava com sabedoria um factor que hoje não detém em Alvalade: os adversários procuravam jogar de igual para igual contra a sua equipa, o que permitia explorar na perfeição os avançados rápidos do Estoril e a arte do contra-ataque. Quando se treina o Sporting é sabido que no campeonato português 80% dos jogos vão ser disputados contra equipas que reconhecem a superioridade leonina, que ou jogam para o empate ou quanto muito espreitam matreiramente o contra-ataque para tentar uma vitória pouco esperada. Reunir estratégias para enfrentar esse tipo de jogo dos adversários é um desafio novo para Marco Silva, um desafio fundamental para um treinador de equipa grande. Não perceber isso é grave, não encontrar (ou demorar a fazê-lo) a estratégia certa para abater autocarros é até agora o maior handicap do nosso jovem Marco. Esperemos que venha a consegui-lo, a bem do seu futuro no clube. 

Individualmente apetece-me destacar um muito bom William Carvalho, a cavalgar todo o terreno para se aproximar da excelência do ano passado. Do lado esquerdo um Jefferson como há muitos anos não tínhamos um defesa canhoto. Lá na frente, parece-me que o banco não faria mal a Montero, como se passou no ano passado quando Slimani o ajudou a melhorar o desempenho. Além disso, a garra e ratice de Tanaka já o fazem merecer a titularidade. É preciso olhar para o que pode fazer-se melhor e fazê-lo. Quase sempre simple is better, Marco, vamos lá a isso.

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publicado por bolaseletras às 22:25

Dos efeitos terapêuticos de um dia de sol

Sexta-feira, 23.01.15

 vou ali beber um copo e já venho.jpg

Nos primeiros dias chorara que nem uma Maria Madalena. A vida deixara de fazer sentido, convencera-se que aquele era o amor da sua vida, que tudo o resto era deserto, que não mais o olhar de um homem a arrebataria como o fizeram aqueles dois berlindes diabólicos que quando a fixavam no mais fundo de si a faziam tremer como o mais violento tremor das entranhas da terra. O toque, aquele toque mágico e inimitável perdera-se no segundo em que a última palavra foi proferida.

Os dias passaram, não muitos, os suficientes, e um dia o sol acordou-a com uma luz especial, um calor apaixonante e ela voltara a empolgar-se pela vida. Vestiu-se como se fosse para um cocktail numa ilha tropical e foi tomar um aperitivo no bar da moda, onde o viu pela primeira vez. Rei morto, rei posto, porque a vida era só aquela e o sol não merecia que as nuvens não a deixassem brilhar. 

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publicado por bolaseletras às 18:16

Sobre os dramas da gravidade e afins

Quinta-feira, 22.01.15

 Helmut Newton.jpg

No ano em que Helmut Newton fotografou este passeio de barco certamente não se fabricavam cirurgias plásticas que transformassem uma mulher banal na musa dos nossos sonhos. Havendo possibilidade de eu estar enganado e ocorrendo a remota hipótese de nesse desconhecido ano já se produzirem tentações via bisturi, poderei sempre alegar que a febre de enganar o próximo e a si mesmo ainda não era a que hoje vivemos. Os seios proeminentes e à prova de gravidade, essa louca tentação dos devassos, dos homens sérios e menos sérios, dos solteiros e casados, é hoje uma perfeita banalidade, ao alcance de uma operação banal, à distância de um clique de um qualquer site porno-rasca. Maldito o dia em que as mulheres se convenceram que buscamos a perfeição quando apenas queremos o que elas são. Tudo bem, concedo, que isto de me chamarem hipócrita não é agradável – se a natureza, na sua generosa aleatoriedade, quis brindar-vos com um par de belas ondas navegantes, imunes aos malefícios da gravidade, tanto melhor. Caso não tenha sido tanto assim, foi assim que teve que ser. Nunca uma mulher deixou de ser uma mulher, no seu enleante leque de encantos e defeitos, por não ter um par de mamas perfeitas. Tenham lá calma com isso, queridas amigas.

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publicado por bolaseletras às 17:25

Still about Charlie

Quarta-feira, 21.01.15

Charlie2.jpg

Dou comigo a prestar cada vez mais atenção a representações visuais em detrimento das palavras. Além do já conhecido efeito meteorológico que o vento sobre estas exerce (nota: figura de estilo só ao alcance mentes superiores) esses hieróglifos dos tempos modernos tendem a criar dentro de si um espaço oco que provoca um interminável e irritante eco. Tanto se escreve e debate sobre os valores e os propósitos salvíficos de crenças e religiões e basta surgir este cartaz mordaz e certeiro para, num só flash, nos pormos a pensar na utilidade de tanta tinta e saliva gasta a pregar as velhas e as boas novas. Não fora o meu jeito para a ilustração ser mais rupestre que os rabiscos de Foz Coa e este blog assistiria ao assassinato lento, planeado e definitivo das palavras. Têm sorte, as sacaninhas.

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publicado por bolaseletras às 16:41

Os verdadeiros heróis dos nossos mares

Terça-feira, 20.01.15

 mar.jpg

Se há gente que merece a nossa admiração e compaixão é a gente do mar. Se há gente que sofre, que come o pão mais duro do que aquele que o diabo amassou são os pescadores. Se há gente que merece ser apoiada, cujas condições de vida e de trabalho deveriam ser objeto de políticas públicas direcionadas, generosas e eficazes é a gente do mar. Sofrem calados, enfrentam os elementos da natureza na sua mais bravia e rude versão para ganharem um mísero ganha-pão, para nos porem na mesa os mais nobres e ricos alimentos. Gostava de fazer uma homenagem condigna a esta nobre gente mas preferia muito mais que lhes fossem dados apoios, condições, justa retribuição em troca das palavras ocas, das lágrimas de ocasião ou das homenagens póstumas que recebem. O nosso mar, o mar deles, não deveria estar prenhe das lágrimas das suas mães, mulheres e filhos. O nosso mar não é feito de lágrimas de Portugal, é feito do suor destes heróis.

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publicado por bolaseletras às 17:26

Miguel, lembra-te: Não há amor como o primeiro

Segunda-feira, 19.01.15

 não há amor como o primeiro.jpg

 

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publicado por bolaseletras às 18:10

Das exigências de uma esmerada educação (Sporting 4 - Rio Ave 2)

Segunda-feira, 19.01.15

miguel.jpg

Não é fácil descrever a sensação que me causa o sorriso do pequeno Miguel ao deparar-se com o estádio, o verde que preenche as bancadas, a alegria com que repete o avançar do placar em uníssono com o speaker, o júbilo com que grita “O Tanakinha marcou! O Tanakinha marcou”. Juntando a isso o orgulho em poder testemunhar o crescimento dos dois futuros centrais da selecção nacional e o nascer de um futuro génio (sim, Gauld vale ouro, não duvidem, meus amigos), digamos que foi uma belo passeio pelo nosso Estádio, excelentemente abrilhantado pela corajosa e valorosa réplica do Rio Ave. Faltou mais Nani, vai havendo cada vez mais William Carvalho e os rapazes lá da frente não têm deixado que as saudades do Slimani apertem. O caminho faz-se caminhando e vem aí a segunda volta para mostrarmos ao mundo que crescemos e podemos ganhar a qualquer equipa. Vamos a eles rapazes!

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publicado por bolaseletras às 09:25

Histórias cor de rosa do mundo da bola

Sexta-feira, 16.01.15

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Derivado do carácter multifacetado desta tasca de luxuosos gostos, em que tanto se vira um penaltie de tinto carrascão como se debica um Moet & Chandom de valor incalculável, é apanágio deste cantinho frequentado pelas mais altas individualidades da nação e pelos maiores salafrários do país (sim, tantas vezes coincidirão na mesma pessoa…) discutir os dilemas da condição humana enquanto se dão uns toques pelos dramas cor-de-rosa da atualidade. Falo, como já deverão estar a adivinhar, da discutida problemática se a Irina deu com os pés ao Ronaldo ou se este foi marcar orgásmicos golos para outra freguesia. Se tal sucedeu, tenho a comunicar ao universo rosa choc noticioso que compreendo na perfeição e que lamento profundamente. Compreendo que dois riquíssimos e famosíssimos jovens queiram experimentar tudo o que de melhor tem o mundo, depois de se terem experimentado mutuamente, uma vez que a sua conta bancária e os seus outros atributos naturalmente lhes abrem portas obviamente fechadas aos comuns mortais. Lamento imensamente porque a jovem Irina vale tanto como uma bola de ouro e para o nosso maior só queremos o melhor. Fica aqui um apelo ao Ronaldo para ter em atenção este meu lamento e o conselho para, se necessário for, manter uma relação de fachada, nem que seja só para que a 4ª bola de ouro brilhe ainda mais quando recebida de mão dada com a beldade russa. Uma atenção, Cristiano.

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publicado por bolaseletras às 17:19

Da beleza dessa instituição, o condomínio, pela lente de Bruce Davidson

Quinta-feira, 15.01.15

 

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Os vizinhos podem ser a melhor coisinha do mundo, sobretudo quando não nos fazem entrar em desespero por bloquearem constantemente o elevador, quando detestam fazer conversa de circunstância, quando não se queixam do tempo (lá dizem os ingleses: "the first sign of madness is complaining about the weather"), quando não são caloteiros, quando percebem sem surpresa que o amarelo é para os plásticos e não para os vidros, quando não nos aborrecem as criancinhas com perguntas parvas ou gritinhos entusiasmados, enfim, quando são pessoas normais e não os amigalhaços lá do prédio que moram ao nosso lado mas nunca convidámos para uma cerveja na porta ao lado. Sou do tipo que estima os vizinhos, mas tenho os meus dias. 

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publicado por bolaseletras às 15:38

Da urgência e da importância das coisas

Terça-feira, 13.01.15

 mafalda-importante-urgente[1].jpg

No top das frases um dia lidas de que nunca me esqueço, a qual já devo ter em tempos partilhado aqui pelo blog, está a seguinte: “Se é importante não deve ser urgente, se é urgente não é certamente importante”. A frase/adágio é atribuída aos “alemães” e lia-a num artigo escrito pelo antigo ministro Luís Campos e Cunha. Creio que não há dia em que não me depare com uma situação que me desperte a vontade de gritar bem alto esse adágio. As urgências são o sal dos corredores do poder deste país, das repartições, dos serviços, das empresas. Parece que em 99% dos casos só naquele momento exacto se soube que era preciso ter aquele documento concluído amanhã, só naquele minuto se soube que aquela encomenda tinha que ser preparada para expedição, só naquele exacto segundo o senhor ministro percebeu que tinha que fazer um balanço daquela medida para daqui a umas horas. Neste mundo de correrias loucas planear é visto como uma futilidade ou modernice, o que interessa é dar resposta na hora, não frustrar os gestores das urgências diárias. Enquanto corremos e suamos asseguramos que seja feito muito bem e a horas um mundo de tarefas que não são pensadas nem realmente importantes, fica por pensar e por fazer tudo aquilo que poderia, sem urgência mas com eficácia, ajudar-nos a sair deste buraco sem fim onde nos vamos afundando. No atletismo temos um fantástico histórico nas corridas de fundo, no mundo real somos os tristes campeões de sprints inúteis e de estéreis correrias.

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publicado por bolaseletras às 17:00





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