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Será que amanhã...

Sexta-feira, 31.05.13

 

 

Não devem escassear aqueles que reflectem sobre a idiotice que é existirem idiotas que ainda perdem tempo a escrever idiotices sobre o verão, paisagens idílicas, mulheres inatingíveis, o amor, a condição humana, a própria bola que rola nos relvados, a beleza inocente da natureza sem mácula do homem, etc., etc., etc., sobre como é possível existir gente que não foca toda a sua energia nos dramas do mundo, quando o mundo se está a desmoronar, quando o mundo como o conhecíamos é, apesar de toda a fealdade que nunca deixou de manchar esse mundo lá atrás, é, dizia, cada vez mais uma doce e suave memória. Sabemos, mas preferimos nem sequer o pronunciar, que os dias de amanhã dificilmente se assemelharão aos dias dóceis que, ainda assim, apesar de toda a fealdade que nunca deixou de manchar a vida dos homens na terra que outrora conheceram, foram os dias que ontem vivemos. Preferimos falar de tudo menos de um futuro que desconhecemos mas desconfiamos mais negro, preferimos as imagens radiosas dos dias passados do que o cinzentismo que sentimos anunciar-se nos dias futuros. Será que amanhã os pássaros deixarão de voar? Será que não mais veremos o sol desfalecer nos braços do horizonte?

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:03

A que cheira o Verão? A liberdade!

Quinta-feira, 30.05.13

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:12

A filosofia na ponta de uma tesoura

Quarta-feira, 29.05.13

  

 

O som incessante das tesouras, as conversas cruzadas, conversas de homens que falam de coisas de homens. O suave ranger das lâminas que desfazem faces duras e secas, que procuram adoçar expressões imutáveis. Foram demasiadas horas de piadas alarves, de histórias de caça, de memórias eternamente repetidas dos grandes jogos do passado (da malha ao futebol, do chinquilho ao hóquei patins), foi demasiada testosterona naqueles metros quadrados partilhados com o suor de demasiados barbeiros inclementes. Sabia que aquele seria o último dia numa sala de barbeiro dominada por homens.

 

 

 

O cabelo crescia e nada, não encontrava a tesoura que me convencesse. Até que um dia (como em todas as histórias o volte face começa com um “até que um dia”) entrei num salão de barbeiro/cabeleireiro partilhado por barbeiros pachorrentos, abrasileirados e efeminados e por três cabeleireiras silenciosas, como que esmagadas pelas conversas de semi-machos dominantes. No meio delas um sorriso tímido mas convicto, adaptado, longe de intimidado, um sorriso de quem sabe que é aquele sorriso que trará clientes à sua cadeira. Cleo, a brasileira de cabelo ruivo e sorriso agridoce tornou-se a minha cabeleireira dos últimos anos. Começou pela piada do sorriso, passou pela arte de me domar os remoinhos, conquistou-me em definitivo pela conversa leve, levemente filosófica, a filosofia da vida na ponta de uma tesoura. Os próximos capítulos serão ocupados pelas palavras da Cleo, pela sua arte natural para nos fazer adorar conversar. A falta que nos faz a filosofia, meus amigos.

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publicado por bolaseletras às 18:20

A merecida glória vimaranense e o regresso aos podres vermelhuscos

Terça-feira, 28.05.13

 

 

Passadas 48 horas das emoções do Jamor, acalmados os ânimos, urge explorar mais em detalhe os porquês da desgraçada época benfiquista e em particular do jogo da final da taça de Portugal. Ora, como ando cansado, recorro  ao trecho que se segue escrito por um reconhecido blogger benfiquista, no momento em que abandonou cabisbaixo as bancadas do Jamor (ver o texto todo aqui: http://redpass.blogs.sapo.pt/). As palavras infra mostram na perfeição a arrogância, a total ausência de fairplay, a sobranceria parola, a gritante falta de dignidade nas derrotas - está tudo aqui (e não fui eu que as escrevi, foi um esclarecido benfiquista dos sete costados):

 

"Não falei com ninguém, fui só andando à medida que o jogo acabava e até tive a calma de olhar para a bancada branca do outro lado e esboçar um sorriso, aquela malta merece aquela alegria. São uns adeptos do caraças! Aliás, muito pior do que perdermos o jogo e discussões no relvado , muito pior, repito, é não terem tido a dignidade de ficarem no relvado a assistir à entrega da Taça ao Vitória. Com o Chelsea não se foram embora, pois não? O Vitória vale muito mais do que um Chelsea, não tem magnatas russos a gastar fortunas com a equipa mas tem uma massa adepta que dá lições de paixão a qualquer beto daquele bairro de Londres. O Benfica tem que saber ser digno. Ou melhor, tem que reaprender a ter a sua dignidade. Não devia ser eu a lamentar isto aqui, devia haver alguém responsável lá dentro que não deixasse a equipa ir embora."

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publicado por bolaseletras às 18:12

Jonathan Franzen

Segunda-feira, 27.05.13

 

 

Entrei no mundo de Jonathan Franzen através do livro “Correções” e descobri um escritor magnífico. Franzen possui uma voz singular, apaixonada, que nunca desiste de mergulhar mais e mais na vida das suas personagens - pessoas comuns - e nas impenetráveis formas que estas adoptam para se relacionarem. O autor norte americano, natural de Ilinois, é igualmente ensaísta e jornalista, sendo conhecido por ser um escritor apaixonado pela sua profissão: escrever, escrever e escrever. Para Franzen escrever é estar muito infeliz da forma mais feliz possível, sendo que a infelicidade tanto pode estar na preocupação com o livro, com a inspiração, com a última página, o momento em que a relação do autor com as personagens termina, momento que já o fez chorar. Mas há também a felicidade de estar completamente preso na obra criativa, a felicidade de querer que o dia seguinte chegue de novo para voltar a escrever, de saber que no dia seguinte o que há a fazer é escrever, escrever é tudo aquilo que terá de fazer. A paixão de Franzen pela arte da escrita sente-se nas frases, nas pausas, nas imagens que nos transmite e planta na nossa mente e pele. O amor continua a ser a mais forte inspiração a que o homem se pode agarrar.

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publicado por bolaseletras às 18:18

Guimarães 2 - Benfica 1 (e a taça de Portugal foi para o Minho)

Domingo, 26.05.13

 

 

Só me foi possível assistir à final do Jamor a partir dos 60 minutos, mas chegou e sobrou. Deu para perceber que após o primeiro golo a táctica do génio da mesma passava por aguentar pachorrentamente o 1-0 para ganhar a tacita. O público, o espectáculo, o respeito por quem pagou o bilhete que se lixasse. Depois do 1-1, aos 78 minutos, o Benfica manteve-se impassível, como que surpreendido pela desfaçatez dos rapazolas do Minho, como que incomodado por quem se atrevia a perturbar-lhe a glória pré-anunciada (onde é que já vimos isto esta época?). Depois do 2-1, o Benfica continuou sem lutar, apático, irritado com a sorte, com o mundo que novamente recusou vergar-se à sua superioridade. Para terminar em beleza só faltava o Benfica sair do relvado antes do Guimarães erguer a taça - não faltou, aconteceu mesmo. Foi também esta arrogância que ajudou a concretizar a brilhante época do quase.

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publicado por bolaseletras às 22:31

Dica para pais deslumbrados

Sábado, 25.05.13

 

 

Leio por terras do twitter uma excelente dica para pais deslumbrados: "O facto do seu filho de 2 anos saber mexer num IPad é um sinal da genialidade da Apple, não do seu filho". Eu, pecador, me confesso – não foram poucas as vezes que me gabei junto de amigos e conhecidos das artes do meu Miguel no manuseamento de smartphones. No entanto, todavia, contudo, dando ouvidos à minha natureza humilde e a uma teimosa inclinação para o auto-conhecimento por via de profundos mergulhos introspectivos, sempre desconfiei de tanta genialidade herdada. Vamos embora Miguel, vamos para a rua dar uns chutos na bola que o Steve Jobs não é para aqui chamado.

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publicado por bolaseletras às 22:54

Gosto de me drogar (eu não, o JP Simões)

Sexta-feira, 24.05.13

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publicado por bolaseletras às 18:03

2,3,4,5,6...

Quinta-feira, 23.05.13

 

 

São poucos os intitulados casais modernos, educados e tituladíssimos (gente com mestrado, doutoramento, etc. e tal) que pensa em ter mais do que um filho nos dias que correm. A desculpa, sempre banal e fatal, é a de que os tempos estão difíceis, o futuro incerto, as exigências profissionais não dão tempo para tirar mais tempo aos pais. Assim sendo, andar a plantar crianças como quem planta feijões seria uma absoluta irresponsabilidade. A mim parece-me muito bem que gente ajuizada e educada se preocupe com o futuro e o bem-estar das crianças, mas já me perturba um bocadito que tais preocupações económico-financeiras não colidam com os SUV último modelo, com as férias pelos Brasis e afins, com o empréstimo chorudo para pagar o andar no centro da cidade. Ok ok, queremos o melhor para os petizes, um colégio privado imaculado, que andem no British, na Alliance Française, que possam ter festinhas naqueles sítios cheios de brincadeiras com insufláveis que nos sugam as poupanças, as melhores roupas, a consola última moda, o gadget perfeito. Isto dá para um, mas não dá para mais, porque as férias, o carro e a casa no centro da cidade fazem parte da perfeita educação. Se os nossos pais e avós tiveram 2, 3, 4, 5, 6 filhos, isso foi uma perfeita loucura, sabe Deus como alimentaram eles as crianças, desconhece-se o milagre que fez dos petizes os seres educados e economicamente racionais que hoje são. Pode ser que mais à frente, quando todos nós formos velhos, sintamos falta desses 2, 3, 4, 5, 6 filhos que nos pagariam as reformas, nos fariam sorrir, nos poriam os cabelos ainda mais brancos.

 

Fotografia de Gervasio Sánchez

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publicado por bolaseletras às 20:16

Das extremas e diversas dificuldades que se atravessam nos caminhos do cumprimento da lei e do respeito pelo bom senso

Quarta-feira, 22.05.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:22


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