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5 argumentos inabaláveis em defesa da febre amarela

Terça-feira, 31.05.16

 

1. Sara Sampaio  

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2. Brigitte Bardot

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3. Sophia Loren

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4. Rihanna

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5. Eva Herzigova

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publicado por bolaseletras às 10:08

A febre amarela

Segunda-feira, 30.05.16

  

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Esta história do Estado estabelecer contratos de associação com estabelecimentos de ensino privado começa a chatear-me. A inocente brincadeira (provocatória, é certo) que se vê na imagem acima e que descontraidamente coloquei no FB animou as hostes e despoletou algumas reacções mais encaloradas. Como é evidente, a malta mais de esquerda ataca os privados que criticam a intervenção do Estado na economia mas que se pelam para serem tocados pelo seu toque de Midas, isto, claro, enquanto a malta mais inclinada para a linha lateral direita do nosso espectro político discorre acaloradamente sobre a “sangria comunista a vingar”. Aqueles que defendem os estudos que demonstram que custa menos ao Estado um aluno financiado no privado do que um pago diretamente pelo estado na escola pública, esquecem, convenientemente, que isto não é assim tão branco e preto, tão pão pão queijo queijo, que a fria realidade dos números oculta demasiadas negociatas feitas neste sector e, sobretudo, que a falta de igualdade no acesso a essas supostas escolas de elite subsidiadas com o dinheiro de todos mas a quem nem todos acedem em pé de igualdade é uma realidade inegável. Não há preto nem branco nesta história, mas há muita gente a contribuir para que o cinzento impere.

 

De qualquer forma, era bom que as pessoas percebessem que o facebook é bom para lançar umas larachas sobre bola ou umas provocações pouco reflectidas sobre as fixações do momento, só para relaxar as meninges. Procurar discutir seriamente assuntos sérios nessa feira de vaidades e parvoíces mais não é que deturpar a dignidade da sã discussão. E então, quem ganha, esquerda ou direita, Estado ou privado? Vou ali ler mais uns 1000 artigos sobre o tema, consultar mais uns números despejados pela Pordata, o Ministério da Educação, o Tribunal de Contas e outros que tais sobre as nossas costas e logo vos digo qualquer coisa. Entretanto, vou pagando a escola privada dos meus filhos pela qual optei nesta fase da vida, pois não tive a sorte de ser bafejado pela febre amarela…

 

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publicado por bolaseletras às 14:50

Reflexões para o fim de semana, pela lente de Bruce Davidson

Sábado, 28.05.16

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Podemos encarar um fim de semana de chuva como uma oportunidade perdida, uma partida mal humorada de um destino aziago, a desculpa perfeita para lamentarmos mais uma desdita da vida. Podemos também sair à rua e marimbarmo-nos no vento e na chuva e fazermos desses elementos supostamente deprimentes música para os nossos ouvidos. Outras hipóteses passarão por afogarmo-nos em séries e filmes, bons ou maus pouco interessa, desligando o cérebro por entre o óleo das pipocas. Podemos também, de televisão desligada e sorriso largo, rirmos como loucos sem razão e horizonte. Rir porque sim, porque chove ou espreita o sol. Rir absurda e alarvemente. Há quanto tempo não experimentamos esse insano mas puro prazer?

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publicado por bolaseletras às 11:17

The sound of silence

Sexta-feira, 27.05.16

  

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 Retrato de Theolonius Monk, por Herb Snitzer

 

Há dias em que o nosso cérebro clama por paz, paz à séria, sem pensamentos simples ou raciocínios complexos, sem dilemas mínimos ou dramas de vida e de morte, o desejo simples e intenso de que o nosso horizonte intelectual se apresente, por um dia, umas horas que sejam, desprovido de impasses tremidos ou convicções inabaláveis. Paz, apenas a paz de quem navega no mar morto sob o sol morno de um qualquer fim de tarde. A acompanhar, porque a nossa fábrica de pensamentos jamais se submeterá à inacção - por muito que nos procuremos forçar a tal - recomenda-se o recurso à música, à sua força surda e avassaladora, substituir o emaranhado da incessante teia de estímulos pelo som que nos entra pelos olhos e nos isola do som que não interessa, nos possui pela alma e nos esgota na entrega completa a essa voluptuosa feitiçaria dos sentidos.

 

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publicado por bolaseletras às 15:38

Emma Hartvig - jovem fotógrafa sueca

Quarta-feira, 25.05.16

  

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publicado por bolaseletras às 16:41

O fiel companheiro

Terça-feira, 24.05.16

  

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Beber um copo, ler um livro, saborear um prazer sem sentir o peso das horas, sem nos submetermos à tirania dos ponteiros que nos conduzem à próxima paragem, ao compromisso seguinte. O tempo deveria ser um fiel companheiro que nos permitiria organizar a vida, não o dono e senhor dos nossos dias, horas, minutos, segundos, um tiranete que nos esvazia a liberdade de fazer com o tempo o que dele queremos, como que um túnel que nos suga para o interior de uma ampulheta com paredes de grades. Não sei qual foi o exacto momento em nos sujeitámos a deixar de dispor do nosso tempo para que ele passasse a dispor de nós, sei que esta melancólica submissão, por mais sentidos e utilidades que tenha, não pode ser mais importante que a nossa felicidade. Olhemos para o relógio: ainda vamos a tempo de ser felizes?

 

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publicado por bolaseletras às 10:50

O Braga de parabéns e o André nas bocas do mundo

Segunda-feira, 23.05.16

  

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O Braga mereceu levar a Taça de Portugal para a cidade dos arcebispos porque jogou melhor, porque soube manter a fé e a coragem depois de ter recebido dois golpes do destino que indiciavam que a derrota do ano passado se iria repetir. Saber contrariar as ironias do destino é uma qualidade que cai bem aos vencedores. Mais que tudo, o Braga merece este troféu porque há alguns anos que busca com sucesso a sua afirmação como grande e estável equipa do futebol nacional, coisa que como sabemos não é fácil fazer, num mundinho onde imperam invariavelmente os 3 grandes de sempre.

 

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Este jogo teve também a curiosidade de recuperar muita da parolice e do maldizer lusitano no que respeita à sua relação com a seleção nacional. Eu próprio, depois de ver o fantástico segundo golo de André Silva no jogo, com um pontapé de bicicleta VanBasteano, me perguntei se Fernando Santos poderia, com argumentos sobejamente justificados perante tal momento de génio do jovem dragão, revogar com efeitos retroactivos e definitivos a convocatória de Éder para a selecção em troca do miúdo André. Pensei nisto não pensando que antes desse momento o talentoso rapaz nada provara para além do seu enorme potencial, nada mostrara (para além dos golos na equipa B do Dragão) que justificassem essa aposta corajosa mas arriscada, sobretudo quando falamos de um jogador sem qualquer tipo de rotinas na equipa principal das quinas. A ponderação é já uma qualidade rara nas cabecinhas dos pensadores lusitanos, mas a coisa piora a olhos vistos quando da nossa selecção se trata. Gostei muito do futebol (não só do golo) do André, mas há que haver calma, senhores. Por outro lado, poderá haver quem diga que quem não arrisca não petisca. Eu, percebendo à distância as opções de Fernando Santos, em nome da estabilidade do grupo e da lógica das coisas, poucas dúvidas tenho que, sobretudo depois deste jogo, poucos deixariam de louvar o nosso Engenheiro das quinas se este tivesse ousado sem olhar para o lado. Ainda olhando por outro ângulo, será que ao levar Éder à selecção, um ponta de lança com um registo de prestações e de golos com a camisola das quinas muito perto do nulo, será que essa não pode ser também considerada uma opção ousada de Fernando Santos? Será que essa confiança depositada no jogador não poderá abaná-lo, convidá-lo à superação? Esperança, portugueses, esperança!

 

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publicado por bolaseletras às 10:07

Sobre os limites do eu e o amor sem fronteiras

Domingo, 22.05.16

  

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Fotografia por Helmut Newton

 

Para heterossexuais empedernidos (grupo onde provavelmente me incluo) não é fácil afirmar, sem uma ligeira sombra de preconceito, que está tudo bem, que impera a liberdade de ser e agir acima de tudo, que o respeito pelas opções individuais de cada um estão acima das nossas tantas vezes obtusas convicções individuais. Não é fácil mas é possível, e o caminho para lá faz-se de mãos dadas com o crescimento pessoal, sobretudo naquele importante vector da personalidade que em tantos seres humanos tarda a desenvolver-se e que me atrevo a intitular de “as minhas opções e convicções não são melhores do que as dos restantes, são apenas diferentes”. Olhar para os outros e aceitar as diferenças, sem a crítica proveniente do fundo do “Eu”, não cedendo à tentação do comentário, procurando mesmo encontrar beleza onde não nos reconhecemos. Há tanta beleza para além de nós.

 

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publicado por bolaseletras às 11:00

O rebanho

Sexta-feira, 20.05.16

  

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  Fotografia por John Trent

 

O olhar baço replicava as suas almas indiferenciadas.

A fuga desesperada da exclusão

do dedo acusatório a quem se afastava do caminho

mimetizou as suas almas e vontades numa paisagem de indistintas cores

de um branco sujo mesclado pelo cinzento do esquecimento

de transparências opacas imunes à luz do sol.

 

O caminho era agora uma infinita linha recta

paralela ao silêncio das almas penadas

uma estranha comunhão entre uma vida sem sentido

e uma morte que não se sente

pois já nada se sente.

 

O olhar resistia sem razão à força surda da ausência de vontades.

Viver era espreitar eternamente a fronteira indistinta do nada que jaz do outro lado do rio.

  

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publicado por bolaseletras às 08:13

Lá longe, ao fundo do túnel

Quinta-feira, 19.05.16

  

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Quando a vida é madrasta para aqueles que amamos tendemos a amaldiçoar o Deus em que acreditamos ou ouvimos dizer que existia. Quando os alvos do esquecimento divino reúnem em si, além do nosso amor, a nossa convicção de que melhores pessoas não existirão à face da terra, desistimos de esconjurar os entes sobrenaturais e simplesmente entregamo-nos à descrença. Alguns, provavelmente os eleitos, procuram acreditar que por detrás de um grande mal se refugia um bem maior, sob o denso nevoeiro de um plano ardilosamente arquitectado. Eu, confesso que me limito a ficar triste, entregue à minha silenciosa impotência quando a minha potência nada pode mudar, e rezo, rezo como não rezo no resto dos meus dias. É uma oração oportunista, reconheço, mas nada peço para mim, só para os outros. Força A., as minhas preces estão contigo.

 

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publicado por bolaseletras às 00:01


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