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Conselhos para 2018

Sexta-feira, 29.12.17

MAIS POESIA 

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  DEIXAR O SOL ENTRAR 

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  NÃO DAR PÉROLAS A PORCOS

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 PRIVILEGIAR A LEITURA

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publicado por bolaseletras às 15:43

O plano

Quinta-feira, 28.12.17

 

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Aproxima-se novamente aquela maravilhosa altura do ano em que os planos de mudança rejubilam nas nossas mentes crentes e nas redes sociais, em que as certezas de que o homem ou a mulher que seremos amanhã será certamente bem melhor e mais preparado do que o que foi no ano prestes a fenecer. Definimos metas irreais crentes na superação do ser, fechamo-nos numa rota única que nos encaminhará para o tão almejado sucesso, encerramo-nos no quadrado dos nossos longínquos sonhos que, estranha e paradoxalmente, não poderiam ser mais limitados. Planeamos e limitamo-nos a esse rumo pré-definido como se não vivêssemos num mundo em constante e imparável mutação/ebulição, desconhecendo que o melhor plano só poderá ser aquele em que dizemos para nós mesmos: vou estar preparado para o desconhecido, vou ser flexível como um elástico para não quebrar ao primeiro desvio de rota. O plano é não ter plano, é gizar um plano a cada segundo, é destruir o plano pelas mãos de um novo plano. O plano é vivermos.

 

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publicado por bolaseletras às 14:55

Feliz Natal

Sexta-feira, 22.12.17

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Minhas queridas amigas, meus bons amigos, meus escassos mas fiéis leitores. O tempo e a falta dele, o trabalho e a criançada não me têm deixado muito tempo para esta tasca gourmet de palavras e de ócios. O ócio está hoje na cauda da cadeia alimentar que a sociedade nos serve, mas há a esperança que o próximo ano nos traga algo de renovador. Que estes dias que se aproximam vos encham os corações de pacotes de alegria e, se a coisa não for assim tão líquida, que pelo menos um pacotinho de manteiga vos ponham no sapatinho, pois já a Maria Schneider sabia bem que por vezes nada como uma ajudinha para ajudar a ultrapassar as agruras da vida. Sei que os votos têm este toque de humor negro, que há quem apelide de mau gosto, mas se calhar é isto que o mundo precisa: um bocadinho menos de vontade de sermos todos muito politicamente correctos, um abre olhos para dizermos o que realmente sentimos e ao que vamos. Feliz Natal, meus amigos, do fundo do coração.

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publicado por bolaseletras às 10:28

A mulher, pelos olhos de Christian Coigny

Quinta-feira, 07.12.17

 

Por entre os meandros do mundo virtual cruzei-me com a arte de Christian Coigny, um fotógrafo suíço que, pelo que fui debicando aqui e ali, é conhecido por ser um esteta da fotografia feminina, tal como Vermeer o era da arte de retratar as mulheres numa tela. O seu foco é retratar as mulheres com um profundo sentido de intimidade, mistério e delicado respeito. Os gestos simples das mulheres ganham pela sua lente uma complexidade elegante que permite beber ainda mais nitidamente a essência da sua beleza.

Pelos seus olhos, uma mulher a contemplar um vaso envolve-nos numa serenidade duradoura, as paisagens mais belas dissolvem-se e enriquecem a magia indefinida e viciante dos contornos femininos, um corpo reclinado na cama é um convite a uma morte feliz pois sabemos que poderia ser aquele o derradeiro momento da nossa existência.

 

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publicado por bolaseletras às 14:14

Alentejo

Terça-feira, 05.12.17

 

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Fim de semana prolongado muito bem aproveitado para mostrar aos herdeiros as belezas e desgraças do Alentejo profundo. Palmilhar a bela e fria Portalegre, perder o olhar nos campos, explicar a dinâmica do corte da cortiça e o porquê dos números nos troncos dos sobreiros, não ter palavras para explicar o porquê da magreza de vacas, bois, ovelhas e touros, devorar migas, coelho com almíscaros e demais petiscos alentejanos, sentir a estranheza deles pelo facto de tão belo parque infantil em Arronches estar deserto de miúdos, as ruas desertas porque os velhos não saem de casa com tanto frio, explorar ávida e loucamente cada recanto do belíssimo castelo de Marvão, sentir que o frio é algo que afeta adultos que não estão possuídos pela energia dos tenros anos e pela curiosidade infindável de quem tudo quer devorar. Belo e triste Alentejo, e talvez tão belo porque tão triste.

 

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publicado por bolaseletras às 11:40

Vai quem já nada teme

Quinta-feira, 30.11.17

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publicado por bolaseletras às 18:37

Obrigado Mónica

Quarta-feira, 29.11.17

 

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É importante estarmos cientes de que o mundo não é um local geralmente aconselhável. Há guerras, há gente que passa fome, grassa a maldade e a inveja pelo sucesso do vizinho. Há miúdos capazes de nos dar um tiro nos cornos para nos roubar os ténis de marca. Há taxistas que chispam ódio dos olhos quando saímos no aeroporto de Lisboa e pedimos que nos deixem ali aos Olivais. Há mulheres que deixam de nos amar por dá cá aquela palha. Há homens que fingem que amam só para terem o privilégio da posse. E depois há, felizmente, a Monica Bellucci, que nos faz esquecer que o mundo pode ser um lugar mal frequentado.

 

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publicado por bolaseletras às 11:45

Macau, 18 anos depois

Sexta-feira, 24.11.17

 

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Macau? Creio que poderei resumir a coisa ao resultado das provas de magníficos vinhos proporcionadas pelo nosso irmão do Oriente: “Epá, foi preciso regressar 18 anos depois a Macau para provar o vinho da minha vida”! Meia hora depois calo-me porque o vinho que se segue é tão bom ou melhor. Foi assim Macau. Rever os cheiros, o bulício sem fim, os recantos que o imparável progresso não apagou, beber o novo que amanhã será novamente objecto da minha nostalgia. Rever pessoas que nos marcaram, conhecer novas gentes, emocionar-nos com a toponímia bilingue das ruas, a língua lusitana imortal do outro lado do mundo, a calçada portuguesa bem cuidada e admirada. No topo de tudo, a amizade que a tudo sobrevive e continuamente se reforça, único combustível que nos permitiu dormir a correr para nada perder e tudo sorver, cravar com ferro em brasa no coração a terra, o vinho e as gentes. Até já irmãos, até já Macau!

 

 

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p.s. – As fotos são da minha autoria, as dos vinhos provados surgirão em breve.

 

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publicado por bolaseletras às 15:39

Parabéns Bandeira, até já Ou Mun!

Quinta-feira, 16.11.17

 

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Cerca de 18 anos passados regresso à boa e velha Macau, Ou Mun segundo os locais, terra que tornou os adolescentes lusitanos que aí viveram, nos quais tenho o privilégio de me incluir, personagens fascinantes e misteriosos, os últimos heróis na terra. Amizades inquebrantáveis, amores inesquecíveis, experiências difíceis de igualar, tudo ali era novo e desafiador, tudo era barro para moldar homens em corpos de rapazes. Volto para matar saudades do cheiro inconfundível daquela terra que todos os anos conquista mais um pedaço ao mar, volto para abraçar o nosso amigo irmão, grande Mestre Bandeira que hoje faz anos e que está feliz pois amanhã nos terá nos seus braços, aos seus irmãos! Até já, Bandas!

 

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publicado por bolaseletras às 14:23

A miragem

Sexta-feira, 10.11.17

 

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Ele insistia em perseguir o sonho impossível, navegando incessantemente no imediato e na descontrolada atracção que as labaredas da paixão sobre si exerciam. O futuro não o reconhecia, só aceitava o presente, como se amanhã fosse um dia longínquo muito além do seu horizonte. Ela embarcara nessa viagem pelas mesmas razões, pois não resistia à dança inebriante do fogo. Um dia, cansada de não ver o horizonte para lá da cortina de fumo produzida pelas labaredas, decidiu que o futuro venceria a outrora irresistível voracidade do presente. Ele sentiu o presente despedaçar-se, mas compreendeu. Apesar dos seus desejos imediatos e da bebedeira do momento, aprendera a amar, mais do que tudo, a serenidade nos olhos dela. E essa serena felicidade (?) era tão valiosa e tão merecida que estilhaçara os limites do hoje para todo o sempre, rumo a um futuro onde a sua presença pouco mais era que uma miragem.

 

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publicado por bolaseletras às 14:37





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