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Quem guarda os nossos guardas?

Terça-feira, 11.07.17

  

z_guarda.jpg

   

Os 18 (18!!!) agentes de uma esquadra da PSP de Alfragide, todos os agentes dessa esquadra (todos!!!) foram acusados pelo Ministério Público, entre outros crimes, pela prática de crimes de tortura e racismo contra alguns jovens de etnia africana. Independentemente da punição exemplar, disciplinar e criminal, que venha a ser aplicada a estes elementos - caso as acusações venham a provar-se em sede de julgamento, claro está - é preciso, por uma vez, irmos mais longe. Quem, como, com que critérios são recrutados os agentes de autoridade que confiamos defenderão as nossas vidas e bens e a segurança dos nossos filhos? Estes 18 agentes de autoridade (custa tanto escrever isto, considerar que esta gente é agente de alguma coisa, quanto mais de autoridade) são sujeitos a que provas que comprovem a sua honorabilidade, humanidade, educação, etc. e tal, para o exercício de uma das missões mais nobres do Estado? Ou importará apenas a sua destreza física e conhecimentos técnicos? Quem são os responsáveis máximos por validar os critérios e regras que regulam o recrutamento desta gente? Quem permitiu esta desbunda total? Por uma vez, foquemo-nos nas questões por trás das questões imediatas e retiremos consequências sérias de mais uma vergonha nacional. O que é demais é demais.

 

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publicado por bolaseletras às 14:42


17 comentários

De Marta Elle a 11.07.2017 às 18:47

A ser verdade o que eles fizeram é horrível e condenável, mas também imagino até que ponto foram provocados.
Imagina que eras tu um desses agentes. Chegavas àquele sítio e do nada insultavam-te ou agrediam-te só porque eras polícia. E no dia seguinte mais do mesmo, e no outro...um dia a tampa salta.
Depois, também creio que enviam os menos experientes para os sítios mais difíceis.

De bolaseletras a 11.07.2017 às 20:14

Nada justifica isto, NADA! Qualquer forma de desculpabilização do que se passou é pactuar com a crueldade descrita (caso se confirme).

De O ultimo fecha a porta a 11.07.2017 às 23:12

Presumo que nesta condenação tenham sido ouvidos os dois lados. Ser agente num bairro problemático deve ser o maior e mais perigoso desafio de um polícia, convenhamos. Porém, nada desculpa o conteúdo racista e execrável que se foi dito.

De bolaseletras a 12.07.2017 às 09:57

Atenção que ainda não houve qualquer condenação, apenas uma acusação por parte do Ministério Público, dura, e certamente fundamentada em provas. A audição dos dois lados será certamente efetuada, como é de lei, em sede de julgamento.

De jabeiteslp a 12.07.2017 às 14:09

Ó Porrinhas
vejo que acreditas no Pai Natal e nas Botinhas
da Geringonça... Pfiiiiiiiiiiiuuuuuu pivete

De Anónimo a 12.07.2017 às 10:03

Mas está tudo louco!? Acreditam mesmo que os 18 agentes são todos racistas? A sério que levam a sério criminosos que andam à boa vida, que não trabalham, não pagam impostos pois nem sequer trabalham!!!!! Este mundo moderno em que vivemos onde ser politicamente correto é que é, sem ligar a evidências e fatos comprovados, pois não queremos ser considerados mauzinhos nem racistas, queremos é ser modernos!!!!! Acordem rápido pois mais um pouco e será tarde! O que se passa em França, Inglaterra, Alemanha rapidamente se passará cá em Portugal! Tirem força e apoio às nossas polícias que rapidamente deixaremos de ser considerados um dos países mais seguros do Mundo! Gosto de ver na TV, falam dos jovens, dos jovens, entrevistam moradores, mas nunca referem a sua profissão, se são estudantes ou não...são jovens e moradores... Que palhaçada!!!!!

De Markinho a 12.07.2017 às 11:36

Que não haja a menor dúvida que há polícias que nunca o deveriam ter sido. Mas, ATENÇÃO por favor! Os defensores destes meninos a que chamam etnias, "e desprotegidos" (pus entre aspas) DE CERTEZA ABSOLUTA que nunca estiveram em contacto com estes "coitadinhos" nem os têm por perto. Se os tivessem por perto, saberiam o quanto é torturante ter de os suportar. Eles, não respeitam rigorosamente ninguém, eu assisto ao longe (felizmente) ás suas condutas completamente desenquadradas e desadequadas daquilo que é viver em sociedade. A qualquer hora da noite ou da madrugada, buzinam junto a prédios como forma de chamamento de outros. Há desentendimentos de trânsito e sacam logo de pistola. Cospem no chão, em estabelecimentos comerciais. Urinam fora das sanitas em locais públicos, mas propositadamente para na ideia deles, humilharem os "romas" como chamam ás outras pessoas que não são da sua etnia. Esta gente só conhece a palavra DIREITOS, e tem-nos mais que todos os cidadãos, na medida em que são (a maioria) mantidos pelos impostos de quem trabalha. Invadem hospitais, invadem escolas e agridem funcionários e professores, conduzem sem carta de condução, levam crianças e bébés nos carros sem a respectiva cadeira e as autoridades fazem vista grossa (pudera). A uma mulher desta etnia, que todos os dias vai levar o filho á escola de carro e não tem carta. Se vê o polícia, vira logo na rua antes e é mais do mesmo todos os dias (escola EB 2,3 Carteado Mena, em Viana do castelo. Ou seja, É TUDO DELES. A palavra DEVERES para com a sociedade, não existe no vocabulário desta etnia. E é isto que as meninas do Bloco de Esquerda e de outros partidos deviam saber, mas NÃO SABEM, rigorosamente NÃO SABEM ou dá-lhes jeito não saber. Nota-se que não estamos a falar de racismo. Estamos (estou) exclusivamente a falar do direito a viver(mos) sem ser molestados. Eles recusam ser integrados, eles não aceitam as nossas regras, no entanto, sentem-se no direito de nos impor as suas. Quem os defende, só porque é chique ou politicamente correcto, deixem que isto tome proporções gigantescas... depois será tarde demais.

De Como? a 12.07.2017 às 14:28

Ora nem mais. É só direitos, deveres ficam para os outros.

De Anónimo a 12.07.2017 às 15:33

Muito bem falado... É andamos nós a sustentar isto tudo

De Anónimo a 12.07.2017 às 11:47

Quanto a mim, e não duvidando que ás vezes, se pode pecar pelo excesso, não tenho a menor dúvida de que estes Agentes, por mais que tenham aplicado a força, o tenham feito de ânimo leve. Se eu estivesse no lugar deles, faria o mesmo. Já assisti, mais do que uma vez, e certamente outras se seguirão, à provocação dos Agentes da PSP/GNR, sem que eles tenham qq reacção à mesma. Assim, e vendo estes "bandidos" que todas as culpas são, continuamente, atribuídas à Polícia, claro está que outra coisa não fazem a não ser provocá-los, insultá-los e agredi-los. PENA que não o façam aos magistrados dos tribunais que os ilibam, ou às famílias. PENA que não apareçam associações, a defender, quem nos defende. PENA que os comandantes destes Agentes, não venham a público em defesa deles.
ASSIM ... SÓ SE PERDERAM AS QUE CAÍRAM NO CHÃO. PARABÉNS A TODOS OS AGENTES DE AUTORIDADE DESTE PAÍS E OBRIGADA POR EXISTIREM!

De s o s a 12.07.2017 às 12:48

a realidade, aqui e no mundo : os policias sao pessoas igualzinhas as pessoas mais humildes. Sao piores que as pessoas vulgares, porque usam e abusam da força, sobretudo ilegalmente, tambem para roubar.

Nem é preciso gastar palavras para o obvio : os policias lidam com gentinha, nao é vida facil para tantos policias.

Mas do que estamos a falar, como aconteceu em tantos casos e no caso que foram ao ponto de cortar a cabeça a um prisioneiro na esquadra, e fizeram-na desaparecer !!!, , é de arbitrariedades, prepotencia, uso ilegal de força, o MP diz mesmo tortura.

Basta isto : alteraram, cometeram fraude nos inqueritos, coisa normal praticada , no caso pelos policias, mas em todas as classes, grupos.

Deixo esta pergunta : precisamente a adulteraçao dos inqueritos foi para se safarem, oou faz parte do esquema habitual para em sede de tribunal, escaparem ?

De Como? a 12.07.2017 às 14:27

Cortaram a cabeça e fizeram desaparecer?!? Mas em que raio de mundo andas tu a viver? Dá-me do que tomaste que aparentemente é forte...

De OLP a 12.07.2017 às 19:47

http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/libertado-gnr-que-decapitou-suspeito

De Marco Antunes a 12.07.2017 às 13:00

Neste caso há um aspeto que não percebo. O IGAI investigou o caso à data e arquivou-o. O ministério público veio agora tratar de meio caso. Porque arquivou o IGAI o caso? Porque é que o ministério publico só se preocupa com a ação dos policias e não se preocupa em perceber o que fizeram os que não eram policias?

A ser assim temos 18 policias com conduta imprória e uns quantos santinhos que nada fizeram e foram mártires.

Desculpem, mas não cola.

De Como? a 12.07.2017 às 14:30

Ora nem mais, Mas estes novos pseudo iluminados que temos agora como população adulta em PT é gente que nunca foi exposta às duras realidades deste país. Assim sendo vomita qualquer verborreia que lhes vem à cabeça.

De Teresa a 12.07.2017 às 13:55

Sei lá...



Todos nós!?!?!?!


Na educação de cada um. Dos guardas e dos civis.


Uma educação que vá da gestão do conflito mais básico - como em criança aprender a dizer não quando é não, mesmo que isso o transforme em "mariquinhas" - até ao mais avançado nível que é vetar todos aqueles que provocam, empolam etc - com, e por, palavras, actos e/ou omissões - todas as situações que nos tornam em bestas quadradas.


Na educação desenvolve-se a empatia. Pelo outro. Essa empatia vai fazer sentir que, em momentos de conflito, nada justifique que esmagues a cabeça de outro ser com a bota ou o bastão.
Essa empatia vai fazer entender que os que zelam pela tua segurança não merecem ser apedrejados quando em ronda nem ser emboscados para que o teu maior número e o factor supresa os apanhe desprevenidos e te dê a vantajem que achas que te dará a vitória.


Sei lá quem guarda a guarda.


Deveríamos ser todos nós.


Até a CS, que se delicia em lançar debates para o quais se está, verdadeiramente, marimbando.

Se formos sinceros vende ser contra os que representam a autoridade. Não vês casos do anónimo tanto tempo (se é que chegas a ver) em antena como vês de uma "autoridade": professor, polícia, padre, advogado, banqueiro, figura pública... tudo para, ridiculamente, provar que todos somos o "outro". Quando não somos. Quando não podemos ser...



Sei lá...

De O Cunho a 12.07.2017 às 16:36

Em minha casa até o cão é preto.

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