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Disfrutar - não ceder às maléficas e anestesiantes garras do maralhal

Sexta-feira, 14.07.17

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Perdermo-nos no ruído dos outros é esquecermo-nos de nós. Será vantajoso, se é esse o esquecimento que buscamos. Podemos, contudo, optar por nos perdermos em nós. Numa praia deserta ou semi-habitada. No silêncio mais perfeito que só a submersão no nosso mar nos devolve. Aquela esplanada repleta de inspiração visual e morta de sons humanos. Rir sem razão e sem eco, só porque sim. O silêncio aconchegante da música. Como única companhia o sonho nas asas do desejo.

 

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publicado por bolaseletras às 14:30

A interminável batalha está dentro de nós

Segunda-feira, 26.06.17

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publicado por bolaseletras às 17:37

Como falar sem palavras

Quarta-feira, 21.06.17

 

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There is a language older by far and deeper than words. It is the language of bodies, of body on body, wind on snow, rain on trees, wave on stone. It is the language of dream, gesture, symbol, memory. We have forgotten this language. We do not even remember that it exists.        

    

Por Derrick Jensen, "A Language Older Than Words"

 

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publicado por bolaseletras às 11:34

Cabo Verde - um tratado sobre a morna incerteza da felicidade

Domingo, 11.06.17

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Uma semana na cidade da Praia a beber as raízes paternas, a ensinar números a quem não precisa de números para ser feliz e a aprender tanto sobre isso. Sobre o simples que é ser feliz. O tempo passa devagar e ninguém tem intenção de acelerá-lo. Os movimentos são suaves, apenas embalados pelo som da música, sempre presente, imanente, como que uma segunda pele. Mornas, coladeras, inúmeros ritmos dançados e cantados na língua dos eternos românticos, o crioulo que não os deixa acelerar demasiado e que, mesmo quando longe das ilhas, os mantém para sempre seus amados filhos. Desconfio que essa enebriante descontracção e leveza é o que os conduz à estagnação económica, o que os impede de dar o salto qualitativo que os prende às suas raízes africanas - muita beleza mas demasiada pobreza. Talvez se acabassem com a música. Talvez se a água do mar não fosse tão quente. Talvez pudessem trocar a sua felicidade pelo ar condicionado que os fecharia em casa, longe do mar e da música que dança pelas ruas enquanto sorriem.

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publicado por bolaseletras às 21:12

O que para sempre fica

Quarta-feira, 07.06.17

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Após contemplar esta magnífica imagem de Marilyn Monroe, imortalizada pelo fotógrafo Milton Greene corria o ano de 1956, não resisti em pesquisar um pouco a origem desta intimidade entre a câmara de Milton e a entrega despojada de Marilyn. Milton foi de facto muito íntimo da sempiterna diva, tendo sido o seu baluarte após a sua separação da lenda Joe DiMaggio. Integrou-a no seu seio familiar permitindo-lhe uma estabilidade até então desconhecida, abrindo caminho a que a estrela pudesse descer um pouco à desejada terra. Milton procurava que a câmara fosse muito além do que os espectadores viam e do que Marilyn lhes oferecia, buscava, mais do que tudo, a autenticidade de Marilyn. A vida e as vidas de quem as vive na corda bamba conduziram a que os destinos dos dois se separassem, ficando para sempre o que nem a morte pode apagar: a memória e a beleza indestrutível.

  

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publicado por bolaseletras às 18:20

Some like it hot

Sexta-feira, 02.06.17

  

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O café da e pela manhã não é apenas e unicamente um ritual. É o que determina o que será o resto do nosso dia, do sucesso ou infortúnio das horas que se seguirão. Quente, desgraçadamente pouco quente, queimado, no ponto, é a sua adequação ou inadaptação às nossas necessidades que inconscientemente determinará toda a corrente de acontecimentos, decisões, omissões e ilusões. Precisamos do mimo certo pela manhã, do toque com a intensidade perfeita naquele ponto escondido nas nossas meninges, nas sinapses que nos conduzem por entre o emaranhado do que de nós desconhecemos e faz de nós o que somos sem saber que o somos.

 

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publicado por bolaseletras às 10:36

Longa se torna a espera

Sexta-feira, 26.05.17

  

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Nunca sabemos a falta que nos fará aquela pessoa tão decisiva para a nossa vida, a nossa felicidade e que demasiadas vezes damos por garantida. O olhar de Myke Tyson parecia ser já premonitório de que o seu treinador e pai de substituição poderia muito em breve deixá-lo de novo órfão. Não sei se Tyson teve a sensatez, coragem e sensibilidade de lhe dizer o quanto ele significava para si, o quanto o amava. Estupidamente, dos actos que nos parece exigir mais coragem é aquele que deveria ser mais natural em nós: dizer a quem realmente interessa o quanto gostamos, o quanto a nossa vida é marcada pela sua existência na nossa vida. Não esperemos por termos os olhos turvos do medo da perda. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 11:45

Até ao dia

Quinta-feira, 18.05.17

 

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Hoje, bem cedo pela manhã, o sol, o rio com o brilho único que lhe empresta o astro rei, o vento a bater na face, nada a pensar, só pedalar, mais vento, o rio calmo e aconchegado na modorra daquele calor morno. Nunca temos tempo para nada, alegamos em defesa da nossa vida sedentária. Até ao dia em que decidimos que queremos mesmo ter tempo. Vejam lá isso!

 

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publicado por bolaseletras às 10:02

Obrigado BB, descansa em paz

Quarta-feira, 10.05.17

 

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“Só e apenas a mulher quase faz acreditar, a este velho ateu, na existência de Deus.”

“A História é uma comparação permanente. E aqueles que a não conhecem estão condenados a repeti-la.”

“O meu avô dizia-me para desconfiar sempre dos homens que não bebem e daqueles que andam sempre com ar grave. Segundo ele, os segundos escondem sempre qualquer coisa.”

“Andamos, há muitos anos, a viver de realidades cada vez mais virtuais, sem afeição recíproca, afastadas das pessoas, e criando modos de existir não coincidentes uns com os outros. A ideia de comunidade foi aniquilada, e o conceito de sociedade sofreu um desvio falho de determinações e, por isso, fatal. Que nos resta? Tentar compreender os sinais das novas gerações.”

“O escritor é um ladrão desavergonhado.”

“Não há mortes naturais. Todas as mortes são injustas como uma culpa infundada, e inúteis como uma heresia.”

 

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publicado por bolaseletras às 10:09

Provavelmente

Quinta-feira, 27.04.17

 

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Somos seres aparentemente “normais”, com vidas a maior parte das horas do dia dentro do espectro dessa aborrecida regularidade irritantemente previsível. É exactamente essa a razão que justifica a necessidade de, muito raramente, nos passarmos da marmita, transformando-nos em seres bipolares, e ousarmos o periclitante equilíbrio de viver no fio da navalha que é habitar sensações e mundos diametralmente antagónicos. O amor e o ódio por uma mesma pessoa num curto espaço de tempo - aquele que medeia entre um uivo de ódio e um beijo apaixonado que distam os escassos metros que separam a cozinha da cama – será o exemplo paradigmático. Mas haverá outros exemplos desta necessidade de libertação da absurda normalidade com que pautamos os nossos passos e medimos as nossas controladas palavras. Aquele livro que odiámos no Verão passado e que devoramos hoje como se a excelência da literatura se tivesse agora mesmo abatido sobre nós, aquele sabor forte e agressivo que quase nos fez vomitar há uns anos e agora não conseguimos não adorar. Aquela irritação inexplicável que submergia na pele sempre que ela falava e que hoje é música para os nossos ouvidos. Amamos e odiamos como quem respira e como quem retém a respiração com medo que tanto oxigénio seja demasiado para os nossos delicados pulmões. Amamos quase sempre dentro da norma, da propalada “normalidade”, com medo que tanto amor não nos caiba no coração. Provavelmente, é a semente desse medo a génese do ódio que não controlamos. Provavelmente.

 

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publicado por bolaseletras às 16:20





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