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Longa se torna a espera

Sexta-feira, 26.05.17

  

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Nunca sabemos a falta que nos fará aquela pessoa tão decisiva para a nossa vida, a nossa felicidade e que demasiadas vezes damos por garantida. O olhar de Myke Tyson parecia ser já premonitório de que o seu treinador e pai de substituição poderia muito em breve deixá-lo de novo órfão. Não sei se Tyson teve a sensatez, coragem e sensibilidade de lhe dizer o quanto ele significava para si, o quanto o amava. Estupidamente, dos actos que nos parece exigir mais coragem é aquele que deveria ser mais natural em nós: dizer a quem realmente interessa o quanto gostamos, o quanto a nossa vida é marcada pela sua existência na nossa vida. Não esperemos por termos os olhos turvos do medo da perda. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 11:45

Até ao dia

Quinta-feira, 18.05.17

 

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Hoje, bem cedo pela manhã, o sol, o rio com o brilho único que lhe empresta o astro rei, o vento a bater na face, nada a pensar, só pedalar, mais vento, o rio calmo e aconchegado na modorra daquele calor morno. Nunca temos tempo para nada, alegamos em defesa da nossa vida sedentária. Até ao dia em que decidimos que queremos mesmo ter tempo. Vejam lá isso!

 

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publicado por bolaseletras às 10:02

Obrigado BB, descansa em paz

Quarta-feira, 10.05.17

 

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“Só e apenas a mulher quase faz acreditar, a este velho ateu, na existência de Deus.”

“A História é uma comparação permanente. E aqueles que a não conhecem estão condenados a repeti-la.”

“O meu avô dizia-me para desconfiar sempre dos homens que não bebem e daqueles que andam sempre com ar grave. Segundo ele, os segundos escondem sempre qualquer coisa.”

“Andamos, há muitos anos, a viver de realidades cada vez mais virtuais, sem afeição recíproca, afastadas das pessoas, e criando modos de existir não coincidentes uns com os outros. A ideia de comunidade foi aniquilada, e o conceito de sociedade sofreu um desvio falho de determinações e, por isso, fatal. Que nos resta? Tentar compreender os sinais das novas gerações.”

“O escritor é um ladrão desavergonhado.”

“Não há mortes naturais. Todas as mortes são injustas como uma culpa infundada, e inúteis como uma heresia.”

 

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publicado por bolaseletras às 10:09

Provavelmente

Quinta-feira, 27.04.17

 

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Somos seres aparentemente “normais”, com vidas a maior parte das horas do dia dentro do espectro dessa aborrecida regularidade irritantemente previsível. É exactamente essa a razão que justifica a necessidade de, muito raramente, nos passarmos da marmita, transformando-nos em seres bipolares, e ousarmos o periclitante equilíbrio de viver no fio da navalha que é habitar sensações e mundos diametralmente antagónicos. O amor e o ódio por uma mesma pessoa num curto espaço de tempo - aquele que medeia entre um uivo de ódio e um beijo apaixonado que distam os escassos metros que separam a cozinha da cama – será o exemplo paradigmático. Mas haverá outros exemplos desta necessidade de libertação da absurda normalidade com que pautamos os nossos passos e medimos as nossas controladas palavras. Aquele livro que odiámos no Verão passado e que devoramos hoje como se a excelência da literatura se tivesse agora mesmo abatido sobre nós, aquele sabor forte e agressivo que quase nos fez vomitar há uns anos e agora não conseguimos não adorar. Aquela irritação inexplicável que submergia na pele sempre que ela falava e que hoje é música para os nossos ouvidos. Amamos e odiamos como quem respira e como quem retém a respiração com medo que tanto oxigénio seja demasiado para os nossos delicados pulmões. Amamos quase sempre dentro da norma, da propalada “normalidade”, com medo que tanto amor não nos caiba no coração. Provavelmente, é a semente desse medo a génese do ódio que não controlamos. Provavelmente.

 

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publicado por bolaseletras às 16:20

Correr, saltar, ver, sonhar

Quarta-feira, 19.04.17

 

Não corro como corria

nem salto como saltava

mas vejo mais do que via

e sonho mais que sonhava...

 

(Agostinho da Silva)

 

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publicado por bolaseletras às 11:06

Luxos raros

Sexta-feira, 07.04.17

 

Porque há sempre uma televisão ligada. Porque para as crianças não é um luxo, é dormir enquanto se está acordado. Porque força o pensamento e a introspecção. Porque tememos o que revela. 

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publicado por bolaseletras às 10:11

PAIXÃO!

Quarta-feira, 05.04.17

 

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Sim, falta paixão em tanto do que se faz, falta sentir que o que foi feito, dito, oferecido, construído, consertado, o foi com a centelha da paixão, não só porque sim, porque tinha de ser. Temos que fazer e dizer imbuídos pelo motor da paixão, para que o resultado seja mais inspirador, para que tudo o que fazemos tenha como valor intrínseco o melhor que de nós temos para dar. Há que garantir que as palavras que plantamos nos outros levam a força da força da nossa paixão, que não dizemos só porque dizemos mas porque sentimos como imperativo categórico da nossa vontade que o que dissemos tinha inequivocamente que ser dito! Botem lá paixão nisso, vejam lá isso!

 

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publicado por bolaseletras às 11:15

Que fazer?

Terça-feira, 21.03.17

 

Leila Alaoui.jpg

 

Contemplo esta imagem incrível da fotógrafa francesa Leila Alaoui e dissipo todas as questões que tendem a estimular as dúvidas ontológicas do ser humano. O que andamos aqui a fazer? Na dúvida, nada como procurar fazer felizes alguns (sim, não temos que gostar de todos, excepto se forem crianças, essas obrigatoriamente temos que fazer por ver felizes) ou pelo menos contribuir para que sorriam de quando em vez, não deixar que a tristeza e a melancolia se instalem nas suas vidas. Se fizermos isto e outros fizerem o mesmo por nós embrenhamo-nos neste ciclo vicioso, neste ciclo vicioso e virtuoso que mal não faria ao mundo em que vivemos e às vidas que vivemos. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 11:15

Por entre a luz e as sombras

Sábado, 18.03.17

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No adeus ao Luxemburgo nada de novo nos habituais contrastes que marcam um país de brilho e de sombras. Os fatos acetinados e perfeitamente ajustados aos emproados executivos são a marca de imagem de uma sociedade exteriormente perfeita na sua inegável eficácia e elogiada produtividade. Os sapatos brilhantes e robustos, ao preço de um carro em segunda mão cá pelo burgo, disfarçam mal o que se esconde por trás das vidraças harmoniosamente perfeitas que se multiplicam nas fachadas dos infindáveis quarteirões de escritórios, de fundos, de seguradoras, de bancos, de serviços financeiros. Quem se afasta um pouco desse mundo de lantejoulas arrisca-se a dar com as trombas no outro lado do espelho. Numa qualquer circular externa que conduz o Luxemburgo à sua não perfeita cintura industrial (mais serviços, mas mais baratos), um baldio perdido por entre vias rápidas e pintalgado por cinzentos contentores serve de teatro a meia dúzia de farrapos humanos que se injectam em plena luz do dia, a uma mulher com corpo de criança etíope que mal sustém o equilíbrio enquanto procura defecar com as calças pelos joelhos. As caras dentro do autocarro fingem não ver o que entra pelos olhos dentro, eu não consigo desviar o olhar porque o cheiro a realidade cheira, ainda assim, menos mal do que o fedor da desumana sobranceria financeira.

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publicado por bolaseletras às 10:24

A falta que faz gente desta estirpe

Terça-feira, 07.03.17

 

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publicado por bolaseletras às 10:06





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