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7 anos do pequeno Miguel

Quinta-feira, 30.06.16

 

micas.png

 

Há alguns anos que assinalo aqui o aniversário dos meus dois petizes com textos mais ou menos lamechas, em jeito de retrospetiva sobre o que é isto de ter filhos e, sobretudo, de ser pai. Mais do que um texto para memória futura (imagino-os a ler isto com 20 anos e a rirem-se na minha cara, mas a vida é assim) acho que o faço, se calhar inconscientemente – até agora, momento em que poderei ter ganho um bocadinho de consciência sobre a razão do assinalar destes dias – como forma de refletir sobre esta gloriosa e nobre missão que é ser pai, educar e, sobretudo, não estilhaçar os sonhos futuros de jovens crianças. O que posso dizer sobre o meu pequeno Miguel que hoje faz 7 anos? Que foi com ele que aprendi um novo conceito de amor, aquele que nasce de uma sensação de ligação carnal (o coração é feito de carne) a um pequeno ser sem vontade própria, sem defesa, envolto naquela aura de fragilidade que é o cúmulo da inocência. Ao longo destes 7 anos acho que o maior esforço foi tentar perceber o ser que se foi desenvolvendo, a sua personalidade em construção, o peso certo entre o ralhete e o mimo, sem estragar nem para um lado nem para o outro. Ah, e fundamental, fazer isto abdicando de muitos dos hábitos de vida que tinha sem abdicar da minha felicidade e realização própria, mas integrando nesse novo ciclo novas formas de felicidade e de realização. O Miguel cresceu, venceu boa parte da sua timidez natural, surpreendeu muita gente em certos pontos da sua evolução (quase sempre no sentido positivo do que significa crescer) e não desiste de dar sempre um passo mais à frente, mais acima. Pai babado, eu? Acho que sou mais um pai feliz porque quase sempre o vejo feliz, creio que não preciso de muito mais do que isso. Parabéns Miquinhas, obrigado por tudo, obrigado por 7 anos de amor incondicional.

 

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publicado por bolaseletras às 09:15

5 argumentos inabaláveis em defesa da febre amarela

Terça-feira, 31.05.16

 

1. Sara Sampaio  

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2. Brigitte Bardot

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3. Sophia Loren

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4. Rihanna

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5. Eva Herzigova

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publicado por bolaseletras às 10:08

A febre amarela

Segunda-feira, 30.05.16

  

jaguar.jpg

 

Esta história do Estado estabelecer contratos de associação com estabelecimentos de ensino privado começa a chatear-me. A inocente brincadeira (provocatória, é certo) que se vê na imagem acima e que descontraidamente coloquei no FB animou as hostes e despoletou algumas reacções mais encaloradas. Como é evidente, a malta mais de esquerda ataca os privados que criticam a intervenção do Estado na economia mas que se pelam para serem tocados pelo seu toque de Midas, isto, claro, enquanto a malta mais inclinada para a linha lateral direita do nosso espectro político discorre acaloradamente sobre a “sangria comunista a vingar”. Aqueles que defendem os estudos que demonstram que custa menos ao Estado um aluno financiado no privado do que um pago diretamente pelo estado na escola pública, esquecem, convenientemente, que isto não é assim tão branco e preto, tão pão pão queijo queijo, que a fria realidade dos números oculta demasiadas negociatas feitas neste sector e, sobretudo, que a falta de igualdade no acesso a essas supostas escolas de elite subsidiadas com o dinheiro de todos mas a quem nem todos acedem em pé de igualdade é uma realidade inegável. Não há preto nem branco nesta história, mas há muita gente a contribuir para que o cinzento impere.

 

De qualquer forma, era bom que as pessoas percebessem que o facebook é bom para lançar umas larachas sobre bola ou umas provocações pouco reflectidas sobre as fixações do momento, só para relaxar as meninges. Procurar discutir seriamente assuntos sérios nessa feira de vaidades e parvoíces mais não é que deturpar a dignidade da sã discussão. E então, quem ganha, esquerda ou direita, Estado ou privado? Vou ali ler mais uns 1000 artigos sobre o tema, consultar mais uns números despejados pela Pordata, o Ministério da Educação, o Tribunal de Contas e outros que tais sobre as nossas costas e logo vos digo qualquer coisa. Entretanto, vou pagando a escola privada dos meus filhos pela qual optei nesta fase da vida, pois não tive a sorte de ser bafejado pela febre amarela…

 

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publicado por bolaseletras às 14:50

Da importância de uma educação esmerada

Quarta-feira, 02.09.15

tronco frente 14.jpgGente que se julga o farol das boas maneiras e da moralidade, gente que abre a boca para soltar o fel quando o sabor que na boca lhe fica é a mel. Gente que distrata inferiores hierárquicos ou empregadas de mesa porque sim, porque pensa que é essa a moral vigente. Gente que escreve uma mensagem de correio eletrónico com a graciosidade de uma adolescente iletrada e perturbada pelos suores próprios da idade. Gente que só vai lá com um par de estalos. E outro, e mais outro.  

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publicado por bolaseletras às 16:06

Da filosofia por praias tailandesas até ao deserto bem lusitano

Quinta-feira, 09.10.14

nuno-crato[1].jpg

Não sei se é de mim, mas tive a sorte e o privilégio de ter beneficiado, ao longo da minha carreira estudantil, dos conhecimentos de fantásticos professores* (não todos, mas gosto de lembrar as pessoas que interessam), com particular destaque para alguns professores de educação física. Não sei porquê, mas sempre me surpreendeu que pessoas tão sábias da vida e de outras artes tenham optado pelo ensino das coisas do corpo e não da mente (isto, sem prejuízo, claro está, de bem saber que mente sã só existe em corpo são). Bom, pensando melhor, essa terá sido provavelmente uma opção sábia - ter como desculpa o corpo para nos cultivar a mente.Um desses professores das artes físicas, fazendo jus à sabedoria que conheci há mais de vinte anos atrás, escreveu hoje no facebook um brilhante e certeiro texto sobre a, hum, o, bem, nem sei como lhe chamar...Fico-me por aqui, deliciem-se. 

“«Filosoficamente todo o agora é passado. Do tempo temos a memória do passado, que é todo o tempo que passa e a expectativa do futuro - esse horizonte que se afasta de nós à medida que ilusoriamente nos aproximamos dele. Verdadeiramente, a única dimensão do tempo que possuimos é o presente! Dos que se mantêm vivos no presente, não significa que se manterão vivos no futuro ».” - Filósofo popular de uma praia de Phuket. 

A mesma criatura, corrigindo, referiu que as pessoas devem estar atentas ao que ele diz. E ao não dizer “as pessoas manter-se-ão”, o Sr Ministro admite que o seu verbo induz os seus interlocutores em conclusões contrárias à sua acção. Normalmente isto seria considerado má fé, coisa que se dispensa em tão alto magistrado da Nação, mas, alevá!

Disse ainda o mesmo magistrado, no que foi entendido como a assunção de responsabilidades pelo descalabro do inicio deste ano lectivo:”Agora voltarei para a minha Universidade de Lisboa”. À cautela, sentei-me à espera! E ainda bem que o fiz, porque o tempo e o modo da asserção ministerial tinha uma pendência semântica e ainda estou à espera do cumprimento da promessa!

Atentemos na especulação sobre o tempo da autoria do Filosofo Budista da praia de Phuket: o advérbio agora é uma intenção comida pelo tempo e a forma verbal voltarei só pode ser uma expectativa. Por consequência, sendo a formulação de um desejo só se poderá concretizar no futuro.

O nosso primeiro, quiçá armado da filosofia oriental, foi veleiro no esclarecimento : “O Sr. Ministro da Educação há-de um dia regressar à sua Universidade de Lisboa. Não será agora!”

Pois claro, o professor universitário Crato ao dizer que voltaria para a Universidade, nunca quis dizer que não fica no ministério da Educação. Neste governo eles passam o tempo a clarificar-se uns aos outros sobre o que uns e outros dizem. Até parece que não sabemos ouvir!

«Já que esta gente não se entende, temos que fazer um esforço para percebê-los», costuma dizer alguém de quem esqueci o nome.”

*Nota de extrema relevância – toda a minha carreira de estudante foi passada na escola e na universidade pública.

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publicado por bolaseletras às 16:56

Silly season - Sobre os genes amolecidos

Segunda-feira, 28.07.14

Não sei se este ano já aqui falei dos terríveis efeitos da silly season sobre as meninges próprias e alheias e, consequentemente, sobre os irrecuperáveis danos que esta época de calor, fastio e moleza provocam na qualidade média desta humilde morada. Hoje queria escrever sobre a debatida questão do predomínio dos genes sobre o meio ambiente, ou vice versa, no que respeita ao resultado dos nossos gloriosos ou inglórios esforços na criação de seres humanos decentes ou, pelo menos, que não desemboquem em refinados serial killers. Tinha tanto para dizer sobre isto que nem vos digo. Contudo, atendendo ao sol inclemente, aos jogos de pré-época que me ocupam por completo o cérebro, fica aqui um belo resumo desta controvertida questão na linguagem universal dos preguiçosos, isto é, em imagens idiotas que valem mais do que mil inúteis palavras.

 

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publicado por bolaseletras às 17:16

E o melhor do mundo...

Domingo, 01.06.14

 

Sim, o melhor do mundo são as crianças, sobretudo quando estão a dormir e reluzem que nem anjos, permitindo-nos aquelas abençoadas horas de descanso até ao próximo round de intensa educação, brincadeira, ralhetes, alimentação, banhos, gestão de conflitos, etc., etc., etc. Está cada vez mais na moda discutir as melhores formas de educar as crianças de hoje e os homens de amanhã. Enquanto o aceso debate se eterniza (para um bom resumo, este excelente artigo de João Miguel Tavares - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/e-se-ter-filhos-nao-for-assim-tao-giro-1637635), os pediatras enriquecem perante as angústias dos pais, a busca desenfreada pela solução miraculosa que faça deles próprios os melhores pais do mundo e dos seus rebentos the next big thing. Eu, como tenho preguiça de ler esses calhamaços e porque o que neles encontrei sempre me pareceu partir de um princípio muito suspeito (as crianças serem esterótipos e cópias umas das outras, pelo que as receitas a aplicar surtiriam efeito quase certo, assentes numa estranha realidade em que as diferenças entre os petizes seriam escassas), formulei alguns princípios que me conduzem nessa estrada de Damasco de não legar ao mundo um par de serial killers. Senão vejamos: 

Em primeiro lugar, confiar no nosso instinto. Os nossos patrões ainda não nos substituíram por robots exactamente por essa extraordinária capacidade inata que abençoou a raça humana. Em segundo lugar, deixar que o pouco ou muito que temos da criança dentro de nós ressurja nos momentos em que brincamos, falamos e rimos com os nossos filhos. Dessa forma, eles olharão para nós não como um adulto chato e distanciado, mas como um adulto próximo e que os entende, abrindo assim as portas para um mais fácil e eficaz exercício da autoridade. Nada temam, não irei escrever o próximo milagre sobre a arte de bem educar, cometo demasiados erros para isso, grito demasiado quando deveria contar até 10, esqueço-me mais vezes do que devia que também eu já fui uma criança que abominava o estranho mundo daqueles adultos carrancudos e afundados em regras. Ainda assim, é com alegria que mudei a minha vida por vocês, pelos vossos sorrisos, por vos ajudar a crescer e a aprender, por reaprender com vocês o valor inestimável da infância. Sejam muito felizes, rapazes, darei o couro e o cabelo por vos facilitar esse intrincado mas maravilhoso caminho.

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publicado por bolaseletras às 22:15

Um calhau será sempre um calhau, em Londres ou na Amadora

Sexta-feira, 14.03.14

 “It’s difficult to be diplomatic when talking about Jorge Jesus as a man. ‘Prickly’ is probably the most suitable term we could use to describe the Portuguese. (...) Jesus should know better and, presuming his gesture was made in the heat of the moment, should have apologised to Sherwood instead of continuing with a verbal tirade. Indeed, Jesus’ own staff remonstrated with their boss after the incident, and he responded by shoving and bawling at them. Coming face-to-face with Sherwood though, he turned away. Wonder why that is?”

                                                           Extracto de texto publicado no Eurosport online

Como já alguém disse, repetindo uma verdade tantas vezes utilizada sobre outras personagens e outros bairros ou localidades do país que marcam a ferro em brasa a personalidade dos seus autóctones, é difícil não afirmar convictamente, após mais um rol de tropelias executadas por Jorge Jesus no mítico White Hart Lane que “podes tirar o Jesus da Amadora, mas não podes tirar a Amadora de dentro dele”. Mais difícil deve ser ainda para os benfiquistas viver com a terrível contradição que é vibrar com algum do futebol espectáculo que Jesus pôs a equipa a jogar nos últimos anos, sabendo que à frente dos destinos da equipa está um tipo arruaceiro, básico, mal educado, desonesto, mentiroso e, contra todos os ditames do que deveriam ser os valores desportivos, um tipo que despreza os adversários e que no momento da vitória só se lembra de que o adversário está ali para ser humilhado perante toda a sua suposta genialidade. Não deve ser fácil aos vermelhuscos explicar aos filhos que não se dão palmadas nas mãos de agentes da autoridade, que não se goza/humilha um colega de profissão quando se está por cima, que não se empurra colegas que tentam evitar que se faça mais uma vez figura de urso, que não se masca pastilha de boca aberta, que não se fala como um selvagem que toda a vida parece ter vivido debaixo de uma pedra. Ganhar não é tudo, não pode ser tudo. O Benfica não é isto, não pode ser isto.

 

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publicado por bolaseletras às 16:59

O caminho

Sábado, 08.02.14

 

Fotografia de Hauro Ohara

 

Digam os pais o que disserem, mas por mais que se armem em modernaços os caminhos que trilharam pouco diferem daqueles para onde procuram orientar as crias. Pensam que com toda a experiência adquirida o trilho está agora livre de obstáculos, nítido e prometedor como sempre o desejaram. Até que chega o dia, o fatídico dia, aquele que sempre temeram mas que preferiram acreditar não surgiria. O dia em que as crias sorriem, condescendentes e  preparadas para a tempestade que se aproxima, informando que esse caminho é história e que a história delas não será essa. Choro e ranger de dentes, acusações, premonições, recriminações e incessantes recomendações para evitar o desvio do virtuoso caminho. A insistência repele as crias, o confronto tende a esvaziar o balão do amor, ameaçando a harmonia até então vivida. A sabedoria está num equilíbrio que o homem insiste em desconhecer, como se o dia seguinte fosse sempre o último, como se não houvesse milhões de caminhos para a felicidade. O segredo para dobrarmos esse cabo das tormentas poderá estar na capacidade de nos auto-questionarmos com duas singelas perguntas: este caminho, fez-nos real e devidamente felizes? É este o grau de felicidade que queremos que os nossos filhos alcancem? Pensem e questionem-se, pensem nisso.

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publicado por bolaseletras às 19:57

O mundo está perigoso

Sexta-feira, 20.12.13

 

Não obstante a época supostamente festiva que atravessamos, os habitantes deste mundo insistem em torná-lo um local pouco aconselhável. Por terras lusitanas, enquanto os professores se comportam como adolescentes arruaceiros, reiterando desbragadamente que constituem uma casta única imune a qualquer processo avaliativo, pelo arquipélago madeirense os deputados fazem birras como putos traquinas. O Governo da nação, alucinadamente temerário, não desiste de jogar à cabra cega com a Lei mãe e com os supostos princípios que jurou cumprir, pondo-se mais uma vez a jeito, agora não para uma bofetada de luva branca, mas para uma chapada de mão aberta dos todo poderosos Senhores do Palácio Ratton. Poderíamos pensar que lá por fora está tudo bem, que os loucos habitam apenas esta tosca imitação de aldeia gaulesa revoltosa, mas não é bem assim. A brutalidade da guerra na Síria mostra à saciedade que o homem pode ser o pior inimigo de si próprio. A outrora nação mais poderosa do mundo, a referência moral do mundo civilizado, desmorona-se lentamente por entre as denúncias de Mr. Snowden e as vergonhosas revelações das atividades pouco recomendáveis da NSA. Em França, o Sr. Hollande foi uma montanha que pariu um rato. Por Espanha, nem a casa real escapa à sensação de que a corrupção se instalou, em definitivo, nos corredores dos poderes que representam nuestros hermanos. As luzes de Natal continuam bonitas, tudo continua na mesma. O mundo está perigoso.

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publicado por bolaseletras às 19:12





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