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It´s the end of the world as we know it

Quarta-feira, 31.08.16

 

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A sensação de fim do mundo que regressa na mala de férias é mesmo isso, uma sensação. Teimamos em lutar contra o inelutável, estraçalhamos na nossa cabeça factos consumados até consumirmos o nosso corpo e espírito em dores e sofrimentos indizíveis. Um dia abriremos os olhos à luz e perceberemos que a constante revolta contra as certezas da vida são nada mais nada menos do que um ténue e preocupante sinal de loucura. Não daquela loucura boa, mas da asfixiante loucura, repleta de angústias e de medos. Se tem que ser assim porquê sofrer com isso? Se é preto porque nos contorcemos no irreprimível desejo do branco? Se chove porque insistimos em chorar pela ausência do sol?

 

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publicado por bolaseletras às 11:30

A rotina nas nossas mãos

Sábado, 27.08.16

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Ia escrever sobre rotinas. A rotina laboral que dá lugar à rotina das férias, sendo que inevitavelmente esta acaba por ceder o seu rotineiro pedestal à labuta que alimenta essa possibilidade de mudar de rotinas. Mas isso já não é assim, se estivermos atentos e valorizarmos as pequenas e valiosas mudanças. Já não é uma noite recheada noite de copos e de corpos que me faz lamber os beiços de umas férias à grande. Gosto agora de acordar cedo e de andar, a pé ou de bicicleta, embrenhado na natureza ou no cheiro a mar. O meu filho já não me pede a mão para o levar ao mar, mas implora que o liberte nessa batalha de David contra Golias, ele contra as ondas, o meu medo contra a liberdade dele. No regresso ao trabalho também tudo muda lentamente, embora tudo pareça igual. A forma como o sinto e o enfrento, as soluções que busco e por vezes encontro para os problemas outrora insolúveis. A rotina está em nós, basta querermos acabar com ela, dentro e fora de nós.

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publicado por bolaseletras às 09:51

Enjoy the silence

Segunda-feira, 08.08.16

  

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Há a hipótese de no período estival eu cumprir o sonho de só colocar aqui imagens. Quase sempre, quando as palavras não me fizerem comichão. No words needed.

 

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publicado por bolaseletras às 14:13

O mar, sempre o mar

Domingo, 07.08.16

  

Summer Cruising in the South Seas   -     Wallis M

Summer Cruising in the South Seas, por Wallis Mackay, 1874

 

E quase sem se dar por ela chegam as férias. Três semanas de mar e sol, muita brincadeira e trabalheira com crianças esfaimadas de mar, mar e mar, muita vontade e pouca certeza de conseguir pôr para trás das costas o trabalho, o tanto que se fez e o mais que fica por fazer. Nadar, mergulhar, nadar, mergulhar, o brilho da água salgada mesclada pelo sol, o calor que me faz voltar ao mar, voltar sempre, como se tivesse cinco anos e nunca cessasse de ir em busca do primeiro mergulho. Não sei com que frequência virei aqui ao blog, não sei se me vai fazer falta ou nem por isso. Sei que voltarei sempre a ele, como voltarei sempre ao mar. Sejam felizes, até já.

 

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publicado por bolaseletras às 01:10

Always the sun

Sábado, 16.07.16

  

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Chega de bola e regressemos ao Verão. Epá, espera aí, onde está o sol, o mar e os corpos esculturais? É verdade, é uma triste realidade que assola uma parcela deserdada da humanidade. Diz que há quem passe o Verão longe do mar, quem não busque a espuma dos oceanos, quem despreze a sensação única da areia molhada. Há quem diga que é uma bênção existirem gostos para tudo, até porque em caso contrário a nossa costa tombaria, com o peso de tanta procura, para o fundo do mar. Concordo, meus amigos, o prazer do Verão pode estar no fumo de um cigarro que nos aquece por entre dois golos de cerveja choca. Os corpos negligenciados e pouco dados a músculos luzidios e tezes bronzeadas são também filhos de Deus e têm direito à vida, mesmo que escondidos do sol e alérgicos ao astro rei e ao sal do oceano. Quantos Verões não haverá por aí envergonhados, orgulhosamente encabulados e sequiosos de vulgaridade, de calma excessiva, alheios à agitação que dizem ser a mãe de todos os Verões? Uma cerveja choca sabe pior que uma cintilante caipirinha sob a inclemência do sol à beira-mar? A vida com menos brilho e com a pele translúcida tem uma cotação inferior no mercado da felicidade? Quantos sorrisos amarelos se escondem espraiados em toalhas garridas sobre a areia? Quantos pensamentos mórbidos se enterram em cada mergulho refrescante? Este é o tipo de reflexão de quem já se estendeu demasiadas horas ao sol ou, por outro lado, de quem sofre de gravíssima síndrome de ausência de horas ininterruptas exposto à canícula da grande bola de fogo.

 

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publicado por bolaseletras às 15:13

Verão e mais Verão - porque sim. E porque não?

Terça-feira, 05.07.16

  

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Este é já um clássico aqui da tasca. Todos os anos, aproximando-se a época do sol em todo o seu esplendor, aquela em que o seu abraço docemente viciante mergulha no mar e no sal, começam os posts sobre praia, mar e, até parecia mal não o ser, sobre magníficas e sabiamente desnudas moças. É verdade, é preciso muita sabedoria para que um corpo se liberte das vestes com gosto, em harmonia com o azul do céu e em guerra aberta contra o cinzento dos dias que ficaram lá trás. Essa sabedoria resulta depois numa tímida e desafiante entrega ao mundo como só este o viu nascer – o corpo, a mulher no molde original - ou, de uma forma um pouco mais condizente com os tempos modernos, modestamente coberto por uma tira aqui e acoli, habitualmente intitulada de biquini ou afins. Não é por nenhuma razão especial que este fenómeno estival se repete invariavelmente. É porque eu preciso disto enquanto não mergulho eu no mar e na areia, é porque todos nós precisamos de contemplar a beleza nua e crua, de não pensar, de nos entregarmos à lassidão do calor, ao inocente pecado que nele se adivinha, à preguiça original e sem mácula. É tudo isto e nada disto, mas isso pouco importa pois o sol tarda em se deitar.

 

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publicado por bolaseletras às 08:09

A um mês das férias, com a sensação de que por mais que se faça até lá o que se faz é tempo perdido

Segunda-feira, 04.07.16

  

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publicado por bolaseletras às 09:57

Anda comigo ver os aviões

Sábado, 14.05.16

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Gosto de aeroportos. Da confusão nas horas em que os voos se cruzam como bandos de gaivotas enlouquecidas com o cheiro a peixe fresco, da calma nas horas mortas em que os aviões parecem ter adormecido nas nuvens, recolhidos no véu da noite. Gosto da excitação na indesmentível cara dos baptismos de voo, da calma aparente ou mal disfarçada dos que cruzam os céus como aves migratórias. Gosto do medo que tantos sentem na descolagem e na aterragem, como se seguro fosse estar a 10.000 mil pés de terra firme. Gosto de não ter medo, de me bastar a consciência de que voar é seguro como dormir, de saber que nas raras excepções em que não é pouco me adiantaria chatear-me porque nada mesmo haveria a fazer. Gosto de sentir o mundo a palpitar nas linhas cruzadas de milhares de olhares apressados e desatentos. Gosto de não saber se esta ou a próxima serão a última viagem.

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publicado por bolaseletras às 15:05

A Formosa ria e o filho que desonra a mãe

Segunda-feira, 28.12.15

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Deambulo pelas margens da ria Formosa, em Faro, e ainda que a força da natureza, da água e dos melodiosos sons de patos e gaivotas me devolvam alguma paz que o betão e o metal me vão sugando durante o ano, é impossível fugir à marca do homem. Uma fábrica abandonada, um barco que se entrega à sua sorte e destino nas águas cálidas, o homem incapaz de conceder um espaço intocável à sua primeira mãe. As memórias são minhas, as fotografias partilho-as com vocês.

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publicado por bolaseletras às 22:41

Um bem haja às sereias dos areais lusitanos

Terça-feira, 01.09.15

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Se há coisa que a globalização fez pelo país no geral e pela mulher portuguesa em particular, foi torná-la ainda mais bonita. A base estava lá toda, o potencial, a matéria-prima. Agora, com os bikinis da moda, os monokinis, os paréus multicolores, o regresso do fato de banho em formatos mais sexy e todos os outros adereços que casam bem com o sol e o mar e que fazem uma estrela brilhar ainda mais, é complicado que um desprevenido pai de família que se arrasta pelos areais lusitanos na árdua tarefa de evitar que os petizes se afoguem, se abracem a uma linda alforreca ou se deixem raptar por perigosas redes internacionais de tráficos de menores, como dizia, é complicado que um humilde pai de família não sofra consecutivos torcicolos, tal a magnificência do produto nacional que povoa as praias da nossa bela costa. É caso para dizer, viva a globalização, viva a mulher portuguesa!

p.s. – Ok, ok, as fotos são de algumas das mais belas mulheres portuguesas, mas nunca ninguém publicitou os benefícios da fruta com imagens de fruta estragada, certo?

 

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publicado por bolaseletras às 10:48





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