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Run baby, run (but please, leave your smartphone home)

Quarta-feira, 27.07.16

  

run baby, run.jpg

 

Uma amiga, certamente inspirada pelo azul do mar, partilhou, no infinito azul do universo facebookiano, esta pequena pérola sobre a ambiguidade da natureza humana. Há reflexões que não se devem sujeitar a profundas análises, são elas próprias um exaustivo tratado sobre tudo o que há para analisar em nós e na nossa brilhante e absurda duplicidade. Disfrutem.

 

“Deturpando ligeiramente as palavras de Obélix: Estes humanos são loucos. Compramos CDs com o som das ondas para ouvir em casa, e vamos para a praia ouvir kizomba, pop e fado. Temos no ambiente de trabalho imagens de praias paradisíacas, e estamos nas praias paradisíacas a olhar para o monitor do tablet ou iPhone. Ansiamos por mais e mais "conexões" e não nos conectamos a nada nem ninguém.

 

Décadas se passaram e continuamos a cantar “Só estou bem onde não estou” e “I can´t get no satisfaction”. Podes mudar a playlist, sabes? (Mas, por favor, não a leves para a praia).

 

P.S. – Não fossemos nós seres contraditórios, seria estranho eu estar a escrever tudo isto no meu smartphone…em frente ao mar.”

 

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publicado por bolaseletras às 09:33

A febre amarela

Segunda-feira, 30.05.16

  

jaguar.jpg

 

Esta história do Estado estabelecer contratos de associação com estabelecimentos de ensino privado começa a chatear-me. A inocente brincadeira (provocatória, é certo) que se vê na imagem acima e que descontraidamente coloquei no FB animou as hostes e despoletou algumas reacções mais encaloradas. Como é evidente, a malta mais de esquerda ataca os privados que criticam a intervenção do Estado na economia mas que se pelam para serem tocados pelo seu toque de Midas, isto, claro, enquanto a malta mais inclinada para a linha lateral direita do nosso espectro político discorre acaloradamente sobre a “sangria comunista a vingar”. Aqueles que defendem os estudos que demonstram que custa menos ao Estado um aluno financiado no privado do que um pago diretamente pelo estado na escola pública, esquecem, convenientemente, que isto não é assim tão branco e preto, tão pão pão queijo queijo, que a fria realidade dos números oculta demasiadas negociatas feitas neste sector e, sobretudo, que a falta de igualdade no acesso a essas supostas escolas de elite subsidiadas com o dinheiro de todos mas a quem nem todos acedem em pé de igualdade é uma realidade inegável. Não há preto nem branco nesta história, mas há muita gente a contribuir para que o cinzento impere.

 

De qualquer forma, era bom que as pessoas percebessem que o facebook é bom para lançar umas larachas sobre bola ou umas provocações pouco reflectidas sobre as fixações do momento, só para relaxar as meninges. Procurar discutir seriamente assuntos sérios nessa feira de vaidades e parvoíces mais não é que deturpar a dignidade da sã discussão. E então, quem ganha, esquerda ou direita, Estado ou privado? Vou ali ler mais uns 1000 artigos sobre o tema, consultar mais uns números despejados pela Pordata, o Ministério da Educação, o Tribunal de Contas e outros que tais sobre as nossas costas e logo vos digo qualquer coisa. Entretanto, vou pagando a escola privada dos meus filhos pela qual optei nesta fase da vida, pois não tive a sorte de ser bafejado pela febre amarela…

 

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publicado por bolaseletras às 14:50

Da filosofia por praias tailandesas até ao deserto bem lusitano

Quinta-feira, 09.10.14

nuno-crato[1].jpg

Não sei se é de mim, mas tive a sorte e o privilégio de ter beneficiado, ao longo da minha carreira estudantil, dos conhecimentos de fantásticos professores* (não todos, mas gosto de lembrar as pessoas que interessam), com particular destaque para alguns professores de educação física. Não sei porquê, mas sempre me surpreendeu que pessoas tão sábias da vida e de outras artes tenham optado pelo ensino das coisas do corpo e não da mente (isto, sem prejuízo, claro está, de bem saber que mente sã só existe em corpo são). Bom, pensando melhor, essa terá sido provavelmente uma opção sábia - ter como desculpa o corpo para nos cultivar a mente.Um desses professores das artes físicas, fazendo jus à sabedoria que conheci há mais de vinte anos atrás, escreveu hoje no facebook um brilhante e certeiro texto sobre a, hum, o, bem, nem sei como lhe chamar...Fico-me por aqui, deliciem-se. 

“«Filosoficamente todo o agora é passado. Do tempo temos a memória do passado, que é todo o tempo que passa e a expectativa do futuro - esse horizonte que se afasta de nós à medida que ilusoriamente nos aproximamos dele. Verdadeiramente, a única dimensão do tempo que possuimos é o presente! Dos que se mantêm vivos no presente, não significa que se manterão vivos no futuro ».” - Filósofo popular de uma praia de Phuket. 

A mesma criatura, corrigindo, referiu que as pessoas devem estar atentas ao que ele diz. E ao não dizer “as pessoas manter-se-ão”, o Sr Ministro admite que o seu verbo induz os seus interlocutores em conclusões contrárias à sua acção. Normalmente isto seria considerado má fé, coisa que se dispensa em tão alto magistrado da Nação, mas, alevá!

Disse ainda o mesmo magistrado, no que foi entendido como a assunção de responsabilidades pelo descalabro do inicio deste ano lectivo:”Agora voltarei para a minha Universidade de Lisboa”. À cautela, sentei-me à espera! E ainda bem que o fiz, porque o tempo e o modo da asserção ministerial tinha uma pendência semântica e ainda estou à espera do cumprimento da promessa!

Atentemos na especulação sobre o tempo da autoria do Filosofo Budista da praia de Phuket: o advérbio agora é uma intenção comida pelo tempo e a forma verbal voltarei só pode ser uma expectativa. Por consequência, sendo a formulação de um desejo só se poderá concretizar no futuro.

O nosso primeiro, quiçá armado da filosofia oriental, foi veleiro no esclarecimento : “O Sr. Ministro da Educação há-de um dia regressar à sua Universidade de Lisboa. Não será agora!”

Pois claro, o professor universitário Crato ao dizer que voltaria para a Universidade, nunca quis dizer que não fica no ministério da Educação. Neste governo eles passam o tempo a clarificar-se uns aos outros sobre o que uns e outros dizem. Até parece que não sabemos ouvir!

«Já que esta gente não se entende, temos que fazer um esforço para percebê-los», costuma dizer alguém de quem esqueci o nome.”

*Nota de extrema relevância – toda a minha carreira de estudante foi passada na escola e na universidade pública.

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publicado por bolaseletras às 16:56

Intimi(ssi)dades facebookianas

Domingo, 28.09.14

 

Querem saber algo ou tudo sobre alguém que não conhecem bem e sobre quem gostariam de saber um pouco mais? É pesquisarem no Facebook, esse livro a céu aberto (muitas vezes, esse esgoto a céu aberto) que, geralmente, a malta não se lembra que meio mundo pode ver o que por lá escrevem e, mesmo que se lembrasse, não saberia como aprimorar as definições de privacidade. Mas o FB serve para muito mais do que isso. Há por lá gente com uma incrível piada que, apesar de não conhecermos, passamos a seguir porque é amigo de um nosso amigo e nos viciámos nas suas publicações. É o meu caso, que sigo o amigo de um amigo que tem o hábito de abanar os alicerces da nossa seriedade com as suas desventuras do dia-a-dia. Ademais, o rapaz tem amigos e amigas espirituosos, como se percebe pelo diálogo que se seguiu a esta simples publicação:

 

“Os anúncios da Intimissimi fazem-me mal aos nervos.”

- “Não são maus, não...já vi pior e a pagar.”

- “Mas de alguma maneira sinto que estão a gozar comigo.”

- “É como um puto etíope ver um anúncio da McDonalds.”

- “Mas não são badalhocos...Está uma tipa a esfregar-se na cama com um soutien sem costuras e tu não dizes «ah sua rameira de higiene rude». Dizes: «Para com isso, estás a aleijar-me o coração. Toma uma aliança»."

- “Sinto exactamente o mesmo. Um suplício... Prefiro que me atirem imagens pornográficas para cima a essa insatisfação mais refinada que conseguem gerar enquanto nos roubam a auto-estima.”

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publicado por bolaseletras às 09:53

Nem só os ricos têm facebook, Senhor

Terça-feira, 10.06.14

"É Mais Fácil um camelo passar pelo buraco da agulha, que um rico entrar no reino dos céus".

 

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publicado por bolaseletras às 17:03

O Manuel e o grito de Munch

Segunda-feira, 28.10.13

 

 

Por terras facebookianas sigo um homem que não conheço, Manuel Forjaz de seu nome (http://forjaz.com/).  O Manuel insiste diariamente em escrever pérolas sobre os mais variados temas. O Manuel está doente e insiste também em combater a doença (sim, aquela maldita doença, o cancro) com um entusiasmo, uma raiva e um realismo que abanam o espírito mais macambúzio. Diz-me um amigo que também o segue que isto da morte andar a rondar deve ajudar a escrever sem meias medidas, a ir ao cerne das questões. Eu cá não sei nada disso, mas desconfio que mesmo são como um pero este homem escrevia e pensava fora da caixa. Deixo aqui uma das mais recentes pérolas do Manuel:

 

"Gelada no semáforo de peões da Rua Politécnica, o espectro de uma mulher, camiseiro rosa e calças pretas; não esperava a mudança de sinal, esperava tudo, a vida que não chegava, uma luz; olhos, nariz, testa, cabelos tudo caído, um desarranjo quase requiem; nunca vi, a não ser talvez no sentido do medo e desespero, no grito de Munch, uma tão plástica representação da tristeza; num segundo suspira quase até rebentar e deixa os ombros cair quase até ao chão....não podia ter ido mais fundo...devia ter parado a mota; devia ter-lhe ido dar um abraço! perdi uma oportunidade de fazer a diferença no dia de alguém que precisava...

Somos assim a maioria; guardamos para nós o que temos para dar de borla; pressionados, condicionados desde pequenos a estar longe, a estar só, a não ser ridículos.

Está quase tudo para re-escrever no modo como crescemos e nos tornamos estas pessoas que seguem em frente!"

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publicado por bolaseletras às 20:33

A culpa

Sexta-feira, 18.10.13

 

 

"A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das 'strippers' que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina.
A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum.
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos.
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio, que já não joga a bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS, do PS e do PCP
E dos que não querem o TGV.
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa."

 

Por autor anónimo, desesperadamente vociferando por terras facebookianas

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publicado por bolaseletras às 17:09

Os pontos nos ii´s, antes que a jangada vá ao fundo

Sexta-feira, 27.09.13

 

 

Tenho uma data de amigos. Não de conhecidos, mas de amigos. Das coisas que me orgulho na vida é de ter muitos e bons amigos. Amigos do bairro da infância, o mítico bairro olivalense onde a malta é toda tão porreira que dificilmente não fica amiga para a vida, amigos das diferentes escolas, de Macau, da faculdade, do trabalho, da vida, da má vida e da boa vida. Malta decente e honesta (mas não parva), inteligente (do chicoespertismo lusitano à sapiência escolástica) e divertida - mesmo quando a vida não está para isso sabem rir-se nas fuças da adversidade. Um desses bons e inspiradores amigos escreveu por terras facebookianas sobre a mais premente problemática jurídico-político-constitucional que embala a nação. Como eu não diria melhor, cá fica e, parece-me, salvo melhor opinião, que é isto tudo e mais nada:

 

“Não costumo debitar aqui toda a minha sapiência (que é imensa, claro está), porque acho que não é o lugar nem o modo mais adequados, mas àqueles que dizem que o país está a ser governado pelo Tribunal Constitucional, eu lembraria que estamos num Estado de Direito e que, como tal, o poder executivo deve, naturalmente, governar de acordo com o quadro normativo, maxime, constitucional em vigor e o poder judicial fiscalizar o cumprimento desse exercício. Não concordam com o quadro jurídico vigente, altere-se o mesmo. Não façam é dos juízes aquilo que eles não são nem devem ser. E pronto, não vou dizer mais coisas importantes, vou regressar ao meu registo das banalidades.”

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publicado por bolaseletras às 17:16

O Luís maluco

Quinta-feira, 08.08.13

 

 

Do Luís maluco lembro-me da voz grossa como um trovão, das roupas andrajosas invariavelmente acompanhadas de um sobretudo negro e seboso, da barba por escanhoar, das calças tantas vezes a cair e a revelar as vergonhas, dos insistentes “dá-me um cigarrinho” ou “20 escudinhos prá bica”. Emociono-me quando vejo tanta gente que o recorda com estima num grupo facebookiano dos Olivais, quando a fotografia acima é postada é acompanhada de dezenas de likes e comentários saudosos. Na infância o Luís maluco inspirava-me medo, na ignorante adolescência algum desprezo pelo que me parecia uma vida desperdiçada, mais para a frente achava curioso como o Luís ia vivendo a sua vida tão longe do que parecia ser a vida de toda a gente, naquele seu estranho jeito de ser feliz. Podia aproveitar esta personagem para encetar uma brilhante teoria sobre se os loucos deveriam, não apresentando perigo para a sociedade, vaguear à solta e poder ser felizes nessa liberdade inconsequente, ao invés de institucionalizados e fechados para o mundo. Não me apetece quebrar os votos jurados no início da silly season, mas creio que um dia não resistirei em voltar ao tema (para memória futura, desenvolver o tema juntamente com uma análise ao filme “Os idiotas”, de Lars Von Trier”).

 

Leio os comentários dos olivalenses saudosistas na montra da rede social por excelência e relembro outros deliciosos pormenores do Luís maluco. Para o Luís o presidente da Rússia era o Demis Roussos e o rei da França o Chales Aznavour. O Luís lia o jornal de pernas para o ar melhor do que muita gente o lia com as letras devidamente ordenadas. O Luís dizia que na barriga tinha um sapo e explicava às crianças que o apêndice clinicamente não tinha qualquer função no corpo, mas que se um dia fossem para um safari e se vissem encurraladas por um leão podiam fazer uma incisão, retirar o apêndice e oferecê-lo aos leões ganhando assim tempo para a fuga. Descobri também no facebook, por um sobrinho que interveio nos comentários, que afinal o Luís não morreu por “fogo posto”, mas que de facto foi queimado numa axila. Na sequência, os tratamentos no hospital não evitaram uma fatal paragem cardíaca. O Luís morreu há duas mãos cheias de anos e é recordado por tanta gente, com tantos pormenores. A falta que fazem os loucos nas nossas impolutas ruas.

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publicado por bolaseletras às 01:26

A vingança serve-se quente

Quinta-feira, 01.08.13

 

 

Há uns dias armei-me em tipo engraçado e coloquei esta bela imagem no facebook acompanhada deste provocatório mas inocente comentário: “Sim, estou-me a vingar de todas as fotografias mete nojo que tive que aguentar nas últimas semanas de trabalho. A vingança serve-se fria (excepcionalmente, neste caso, quente).” Entre alguns simpáticos mas escassos votos de boas férias, recebi os seguintes comentários, bem ilustrativos de como é bom ter amigos saudavelmente espirituosos e um irmão olivalense:

 

- Com umas pitadas de sal grosso e barrada a massa de pimentão, já ia para o forno! Medo!

- Aquilo que se vê, para além do céu, do mar, e da areia, é a barbatana duma morsa?

- Bom move mano, esse de tapar as garras com areia para a foto... ;)

- Ai o que deu à costa!!!

 

p.s. – Um tipo percebe que a silly season está no auge quando começa a postar partes do corpo num blog outrora sério e civilizado.

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publicado por bolaseletras às 23:33





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