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A febre amarela

Segunda-feira, 30.05.16

  

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Esta história do Estado estabelecer contratos de associação com estabelecimentos de ensino privado começa a chatear-me. A inocente brincadeira (provocatória, é certo) que se vê na imagem acima e que descontraidamente coloquei no FB animou as hostes e despoletou algumas reacções mais encaloradas. Como é evidente, a malta mais de esquerda ataca os privados que criticam a intervenção do Estado na economia mas que se pelam para serem tocados pelo seu toque de Midas, isto, claro, enquanto a malta mais inclinada para a linha lateral direita do nosso espectro político discorre acaloradamente sobre a “sangria comunista a vingar”. Aqueles que defendem os estudos que demonstram que custa menos ao Estado um aluno financiado no privado do que um pago diretamente pelo estado na escola pública, esquecem, convenientemente, que isto não é assim tão branco e preto, tão pão pão queijo queijo, que a fria realidade dos números oculta demasiadas negociatas feitas neste sector e, sobretudo, que a falta de igualdade no acesso a essas supostas escolas de elite subsidiadas com o dinheiro de todos mas a quem nem todos acedem em pé de igualdade é uma realidade inegável. Não há preto nem branco nesta história, mas há muita gente a contribuir para que o cinzento impere.

 

De qualquer forma, era bom que as pessoas percebessem que o facebook é bom para lançar umas larachas sobre bola ou umas provocações pouco reflectidas sobre as fixações do momento, só para relaxar as meninges. Procurar discutir seriamente assuntos sérios nessa feira de vaidades e parvoíces mais não é que deturpar a dignidade da sã discussão. E então, quem ganha, esquerda ou direita, Estado ou privado? Vou ali ler mais uns 1000 artigos sobre o tema, consultar mais uns números despejados pela Pordata, o Ministério da Educação, o Tribunal de Contas e outros que tais sobre as nossas costas e logo vos digo qualquer coisa. Entretanto, vou pagando a escola privada dos meus filhos pela qual optei nesta fase da vida, pois não tive a sorte de ser bafejado pela febre amarela…

 

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publicado por bolaseletras às 14:50

Tímido e singelo desabafo

Terça-feira, 15.03.16

  

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Alegria! Descontrolada, em excesso de velocidade, sem mordaças, de boca escancarada, sem receios nem vergonhas! Rasgar o fato cinzento, o conjuntinho preto saia casaco e partir para a ignorância! Fazer do chão direitinho e encerado o palco das nossas loucuras, conspurcá-lo com suor, sangue e lágrimas de alegria! Estamos/estou tão longe dessa realidade longínqua que isto é mais um AAAAAHHHHHH submerso por calhamaços legais e pelas teias da tão humana e tão desumanizante burrocracia em que insistimos em nos perder, enredar, sufocar. Pronto, já estou melhor….AAAAHHHHHHH!!!

 

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publicado por bolaseletras às 15:11

SOS café da manhã!

Terça-feira, 24.11.15

  

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Pior que não ter tempo para beber o café pela manhã é chegar a meio da manhã e não me lembrar se já bebi café. A solução passa sempre por beber mais um porque se cheguei a esse estado é porque o dia promete…os minutos escasseiam para tudo, o ritmo é o de um corredor de fundo exausto que sabe que só desistirá depois de soçobrar no alcatrão, mas só, só depois de cortar a meta! Vou fazer mais um sprint, tempos mais calmos e posts mais profundos virão!

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publicado por bolaseletras às 15:08

A última tentação de Evo Morales e uma questão de bom gosto ou da falta dele

Quinta-feira, 09.07.15

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O mau gosto não tem limites. O gosto pela falta de gosto é uma doença que envenena as ruas das nossas cidades, os escassos lugares do metropolitano em que ainda conseguimos vir à tona e respirar, a televisão, os jornais, o cubículo onde sacrificamos a imaginação ao Deus todo poderoso que é o cumprimento de tarefas que sempre se cumpriram mesmo que não se faça puto de ideia porque ainda se continuam a executar. O mau gosto é a prova cabal de que a beleza e a sensatez estética estão pela hora da morte. Não, o bom gosto não é um mero pormenor decidido pela subjectividade de cada ser que habita este mundo em decadência estética. Há padrões, porra, tem que haver! Uma velha desdentada que grita que nem uma possessa num elevador quase cheio de gente que vem do calor da rua, pós almoço, que vocifera que isto já não cabe mais ninguém, que isto ainda cai, ai que devia sair gente, fo%&$E-s$, que subjetividade é que poderá estar aqui em causa que possa classificar isto como um acto que não seja de mau gosto? A gorda do café que nos atende com um fio dental a sair pela calça de lycra fora, como se pretendesse testemunhar ao mundo que a sua retaguarda é feia, gordurosa e celulitosa mas que é dela e é para se ver, isto não pode nunca ser um acto que roce sequer um mínimo dos mínimos do bom gosto. Gente que comete as maiores patifarias ao longo da carreira profissional e política e que perora como o último dos santos beatificados em tudo o que é canal televisivo, esta merda não pode ser de bom gosto segundo nenhum padrão estético ou moral! Pronto, desculpem, já tenho os tímpanos a ressuscitar dos berros da velha com problemas irremediáveis ao nível da dentição. Obrigado pela atenção.

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publicado por bolaseletras às 13:55

Pausa para reflexão (e trabalho) au Luxembourg

Segunda-feira, 23.03.15

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publicado por bolaseletras às 20:43

Novidades sobre a minha paixão pelo Carnaval...

Quarta-feira, 18.02.15

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Em contraste com o optimista e cor de rosa post de ontem, relembro que nesse maravilhoso e solarengo dia de Carnaval, depois de enfrentar o trânsito nulo, de largar os miúdos numa escola semi-vazia, decidi ir almoçar a terras de Moscavide para afastar o pensamento de que a troika conseguiu um feito extraordinário: fazer com que no dia de Carnaval trabalhem os funcionários públicos da administração central - aqueles que não faltaram, que não ficaram convenientemente engripados ou que não meteram férias. O que isso contribui para a produtividade e para o PIB nacional não interessa nada, mas lá que se moralizou esse bando de bandalhos como eu ai isso moralizou. Depois de uma belíssima vitela estufada acompanhada de uma geladérrima imperial (ai estes sacanas, continuam a gastar à tripa forra!) decidi ir fazer arte e tirar a maravilhosa fotografia que encima este post, reveladora do contraste entre o novo e o antigo, entre a Lisboa moderna e a Loures de um passado que queremos para sempre escorraçar (ai estes madraços, que em vez de devorarem um papo seco com manteiga à frente do PC para pouparem tempo e dinheiro ainda se põem a passear à hora de almoço).

Moral da história? Logo a seguir à captura deste quadro real, intemporal e inesquecível, senti o bolso do meu estimado casaco prender no corrimão da escada que conduz à passagem de Loures para Lisboa, com o triste e consequente rasgar de boa parte da bombazina que me cobria o pelo. Confirmo horrorizado o pior cenário e profiro as libertadoras palavras: “Ó Angela, se te fosses é %&#$%%#”&%!” 

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publicado por bolaseletras às 16:48

Da urgência e da importância das coisas

Terça-feira, 13.01.15

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No top das frases um dia lidas de que nunca me esqueço, a qual já devo ter em tempos partilhado aqui pelo blog, está a seguinte: “Se é importante não deve ser urgente, se é urgente não é certamente importante”. A frase/adágio é atribuída aos “alemães” e lia-a num artigo escrito pelo antigo ministro Luís Campos e Cunha. Creio que não há dia em que não me depare com uma situação que me desperte a vontade de gritar bem alto esse adágio. As urgências são o sal dos corredores do poder deste país, das repartições, dos serviços, das empresas. Parece que em 99% dos casos só naquele momento exacto se soube que era preciso ter aquele documento concluído amanhã, só naquele minuto se soube que aquela encomenda tinha que ser preparada para expedição, só naquele exacto segundo o senhor ministro percebeu que tinha que fazer um balanço daquela medida para daqui a umas horas. Neste mundo de correrias loucas planear é visto como uma futilidade ou modernice, o que interessa é dar resposta na hora, não frustrar os gestores das urgências diárias. Enquanto corremos e suamos asseguramos que seja feito muito bem e a horas um mundo de tarefas que não são pensadas nem realmente importantes, fica por pensar e por fazer tudo aquilo que poderia, sem urgência mas com eficácia, ajudar-nos a sair deste buraco sem fim onde nos vamos afundando. No atletismo temos um fantástico histórico nas corridas de fundo, no mundo real somos os tristes campeões de sprints inúteis e de estéreis correrias.

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publicado por bolaseletras às 17:00

Tímida aproximação à causa das coisas

Sexta-feira, 14.11.14

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Porque é que chegámos a este estado de alma da nação? Não sei qual foi o factor decisivo, mas sou rapaz para identificar alguns factores que não devem ser alheios ao que se passa neste nosso cantinho à beira mar plantado (eu sei que devo escrever esta expressão dia sim dia não, mas não conheço forma mais fofinha de me referir ao nosso Portugal):

  • Uma boa fatia da população feminina acredita piamente que é nas revistas cor-de-rosa que encontrará o caminho para a felicidade, o sentido mais profundo do que andamos para aqui a fazer, a cura de todos os males, o segredo da beleza eterna.
  • Há rapazes e raparigas a oferecer o corpo, a nudez e os valores que alguém se lhes esqueceu de transmitir ao mundo, via televisão, em direto, em troca de uns cobres ganhos durante uns meses, como estrelas, entertainers, DJ´s, o diabo a sete nas discotecas da parvónia e da cintura industrial de Lisboa e Porto.
  • Os políticos e os servidores públicos deixaram que aquele que deveria ser o seu objetivo último - a promoção, salvaguarda, respeito e defesa da coisa/causa pública - se esfumasse por um canudo.
  • O Bruno de Carvalho tende a esquecer-se que sem amor ninguém, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, conseguirá, por mais que queira forçar isso, dar o seu melhor.

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publicado por bolaseletras às 20:06

Trabalhar p´ró bronze - Da fuga desesperada do lodo

Terça-feira, 28.10.14

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Na minha terra diz-se que um tipo “está no lodo” quando não sabe para onde se virar. Ora, isso dá para tudo. O desgraçado em causa pode estar cheio de trabalho, inundado de solicitações de todo o lado para as quais não tem tempo nem resposta ou até, imagine-se, pode viver o difícil momento de ser assediado em simultâneo por diversas ninfas insaciáveis. Como a minha condição de bom e comprometido rapaz não me permite qualificar para o último estado (não fora isso e ai que nem vos conto), é oficial: estou no lodo. Os mails carregam sem cessar, as obrigações pessoais e profissionais ultrapassaram a velocidade do milagre da multiplicação dos pães. Como tal, pausa para respirar e toca a trabalhar p´ró bronze!

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publicado por bolaseletras às 17:03

Trabalhar p´ró bronze - o paliativo perfeito

Quarta-feira, 15.10.14

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Esta série de seráficas sereias deleitadas e derretidas pela força e os encantos do astro rei tem sobretudo um objectivo paliativo. As dores do dia-a-dia já há muito que deixaram de exercer sobre mim uma força destruidora, mas quem não se sente não é filho de boa gente. Como tal, torna-se imperioso lançar mão a todos os artifícios que ajudem a amansar os efeitos da falta de bom senso de tanta e tão bem colocada gente, da ausência de profissionalismo alimentada pela completa incapacidade de auto-conhecimento e consequente auto-crítica, enfim, se não há dia em que a humanidade me poupe à espiral da preguiça congénita e de incompetências várias com que a nação insiste em brindar-me no seu todo (público, privado, chefes, assalariados, empresários, etc. e tal), apenas a visão de corpos desnudos afogados no prazer dos sentidos pode libertar-me deste sofrimento atroz. Bom, além dessas visões reconciliadoras, sou capaz de melhorar um bocadinho por saber que há quem pense de mim exactamente o mesmo que eu penso de demasiada gente. É bom não nos sentirmos sozinhos na desgraça nem nos acharmos o suprassumo da batata doce que flutua, incólume, neste riacho de talento desperdiçado. E é isto, agora toca a trabalhar p´ró bronze!

 

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publicado por bolaseletras às 18:23





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