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La più bella storia d'amore

Segunda-feira, 29.05.17

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"Obrigado, Roma.

Obrigado mãe, pai, irmão, familiares e amigos. Obrigado à minha mulher e aos meus três filhos. Quero começar pelo fim, pelas despedidas, porque não sei se serei capaz de terminar estas linhas.

É impossível resumir 28 anos em algumas frases.

Gostaria de fazer isto com uma canção ou um poema, mas não sou capaz de os escrever. Ao longo de todos estes anos, usei os pés para falar, o que tornou tudo muito mais simples. Assim foi desde criança.

Por falar na infância, conseguem adivinhar qual era o meu brinquedo favorito? Uma bola de futebol, claro! Ainda é. Mas crescemos ao longo da vida. Foi isso que me disseram e que aconteceu.

Maldito tempo.

Tempo que, no dia 17 de junho de 2001, só queríamos que passasse mais rápido. Não aguentávamos esperar mais pelo apito final. Ainda me arrepio quando me lembro daquele dia. Hoje, esse mesmo tempo bateu-me nas costas e disse: "Nós precisamos crescer. Amanhã, serás um adulto. Tira os calções e as chuteiras porque, a partir de hoje, és um homem e não poderás continuar a sentir o cheiro da relva, o sol a bater no rosto enquanto assistes ao golo dos rivais, a adrenalina a consumir-te, a satisfação de celebrar'.

Nos últimos meses, perguntei à minha mulher porque é que eu estava a ser acordado deste sonho. Imaginem que vocês são crianças e estão a ter um bom sonho. De repente, a vossa mãe acorda-vos para irem para a escola. Vocês querem continuar a sonhar, tentam dormir outra vez, mas já não é possível...Desta vez, não é um sonho. É realidade. E eu não posso voltar a dormir.

Quero dedicar esta carta a todos vocês. A todas as crianças que torceram por mim. Às crianças de ontem, que cresceram e hoje são pais, bem como às crianças de hoje que talvez gritem "Tottigol". Gosto da ideia de que, para vocês, a minha carreira é um conto de fadas a ser contado.

Agora é realmente o fim. Vou tirar esta camisola pela última vez. Ficará guardada, ainda que não esteja pronto para dizer "chega". Talvez nunca esteja.

Peço desculpa por não dar entrevistas para esclarecer os meus pensamentos, mas não é fácil apagar a luz. Tenho medo. E não é o mesmo medo que se sente quando se está na cara do golo, prestes a bater um pénalti. Desta vez, não posso ver o que está à minha frente como via pelos buracos da rede.

Permitam-me que tenha medo. Desta vez, sou eu que preciso de vocês e do amor que vocês sempre me deram. Com o vosso apoio, vou conseguir virar a página e começar uma nova aventura.

Agora, é hora de agradecer a todos os meus companheiros de equipa, treinadores, diretores, presidentes e todos os que trabalharam ao meu lado nesta jornada.

Para os adeptos e à Curva Sud, faço uma referência a todos os romanos e romanistas. Ter nascido romano e romanista é um privilégio. Ser o capitão desta equipa é uma honra.

Vocês são e sempre serão a minha vida. Os meus pés vão deixar de vos emocionar, mas o meu coração estará sempre com vocês. Vou descer as escadas e entrar no balneário que me acolheu ainda criança e que agora deixarei com um homem.

Estou orgulhoso e feliz de ter dado ao Roma 28 anos de amor.

Amo-vos".

  

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publicado por bolaseletras às 10:04

Parabéns rapaziada

Sábado, 13.05.17

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Aos meus amigos que reúnem na mesma pessoa tão boas qualidades e tão infeliz preferência clubística, desejo uma noite sem incidentes de maior, sem gritarias desnecessárias (há gente em casa a querer pôr o sono ou a leitura em dia), com moderação no consumo de bebidas que aviltam o homem e o animal, que respeitem as indicações das autoridades policiais, que não misturem gasolina com álcool, que se acordarem quando o sol for alto não o vejam por uma janela adornada por grades. Parabéns rapaziada, para o ano é que é!

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publicado por bolaseletras às 20:51

Da felicidade nos pés e na cabeça do nosso menino

Quarta-feira, 03.05.17

  

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Ontem, em jeito de lançamento de mais um épico Real Madrid vs Atlético Madrid, era esta a capa do jornal Marca. Esta capa dificilmente seria possível num jornal desportivo português a antecipar um derbie, pois neste burgo de diretores de jornais que acreditam que vende mais o sangue, as polémicas, as diatribes dos dirigentes e as desconfianças dos homens do apito, a essência do futebol já quase nada vale. Ontem, quando após o terceiro golo do Ronaldo, vi a expressão incrédula e extasiada do meu filho Miguel perante mais esse fabuloso feito, percebi que por mais milhões que o nosso Cristiano ganhe, o essencial é o que perdura, ele e o futebol são um só: a alegria de um golo, o sorriso infinito de uma criança feliz. Em troca, ele só quer marcar golos e que não o assobiem. Obrigado Cristiano, por tantos golos, sorrisos, magia, por fazeres tantas crianças e adultos felizes enquanto és feliz a fazer a bola beijar as malhas.

 

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publicado por bolaseletras às 10:27

O menino pobre de olhos tristes com nome de aeroporto

Terça-feira, 28.03.17

   

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Por vezes pensamos em escrever sobre um assunto e surge alguém que se antecipa à nossa intenção (das boas está o inferno cheio). Foi o caso deste texto sobre o nosso Cristiano Ronaldo, a tola polémica sobre a atribuição do seu nome ao aeroporto da Madeira e, essencialmente, sobre a incapacidade tão lusitana de reconhecer o mérito a quem realmente o tem, quando as sombras da inveja e dos preconceitos bacocos toldam o raciocínio. A jornalista Helena Ferro de Gouveia partilhou pelo facebook este texto indubitavelmente lamechas, mas tão, tão verdadeiro.

 

“Não entendo o snobismo dos que acham que CR7 não é nome para aeroporto. Poucos portugueses terão levado o nome do país mais longe do que ele. Mesmo nos cantos mais inóspitos do mundo como os campos de refugiados há meninos a sonhar com o futebolista. Retomo aqui um texto que escrevi por altura da Copa:

Sabem porque admiro o Cristiano Ronaldo? Não é por ser apenas o Apolo musculado de abdominais perfeitos ou pela sua forma poética de jogar. Mas porque vejo no fundo dos olhos do futebolista o menino pobre, que saiu da Madeira aos dez anos, perseguindo um sonho e cumprindo um talento, com muito trabalho e muitas lágrimas. Esse menino no fundo dos olhos de Ronaldo é muito mais fascinante e complexo que o herói, é o Ronaldo-menino que inspira milhões de outros meninos por esse mundo fora. Fá-los sonhar, parar o tempo e ser felizes, ainda que por pouco tempo. Contam-se pelos dedos de uma mão os que têm esse poder.”

 

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publicado por bolaseletras às 10:40

Como não amar o futebol?

Quinta-feira, 09.03.17

 

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O que é se pode escrever depois do milagre ontem ocorrido em Camp Nou? Que não foi um milagre. Que a equipa francesa se amedrontou perante o teatro cénico que foi montado pelos catalães, que Neymar subiu aos píncaros da montanha da genialidade onde um dia destes se sentará para toda a eternidade, que Luis Enrique acreditou com uma força e uma fé que derrubou a robustez dos Alpes franceses, que entre os 87 e os 95 minutos o tempo parou e os jogadores catalães pairaram sobre um rio de franceses esmagados pela força do destino, que Sergi Roberto, o filho da casa, ainda agora não acredita como chegou à bola do sexto golo embora não tivesse outra hipótese que não fosse tocar-lhe com a ponta da chuteira, no milésimo de segundo certo, com a força e a direção que não deixaram margem para dúvidas. Como não amar o futebol?

 

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publicado por bolaseletras às 14:36

Bardamerda para a escassez de amor e o excesso de ódio

Segunda-feira, 06.03.17

 

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Quero-te assim, meu querido leão, cheio de garra e energia, sem receio do mundo e dos outros, sempre em busca da glória! Quero que venças sem atropelar os outros, sem os odiar. Quero que venças com amor, porque és melhor e não porque odeias com mais força! Vencer não significa esmagar, ter adversários não é o mesmo que ter inimigos. Se só te amar a ti contra tudo e contra todos nunca vencerei nada porque os outros não serão adversários mas sim meros alvos a abater. Não estarei a competir mas sim a guerrear, não saberei dar um abraço depois de uma contenda justa e aguerrida. E eu quero que o meu Sporting seja isso, quero que os meus filhos cresçam sabendo que o seu Sporting é um clube com garra mas com coração, que ama bem mais do que odeia. Veja lá isso Presidente, experimente pensar antes de falar. Dizem que por vezes dá frutos proveitosos.

 

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publicado por bolaseletras às 11:20

A culpa é do Palhinha (shame on you, JJ)

Sábado, 04.02.17

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Soares é fixe e Palhinha foi ainda mais, pelo menos na perspectiva das gentes do Norte. O remate do Adrien à barra pode ser considerado azar, mas eu diria que azar é ter um lateral débil como o Zeegelar e ter que substituí-lo pelo esforçado mas insuficiente Esgaio. Casillas fez talvez a defesa do ano, o que aliado aos dois golos do estreante Soares só ajuda a vincar que continuamos a ser os campeões do azar. No fim Jorge Jesus diz que Casillas ganhou o jogo e que o Palhinha o perdeu. Eu digo que o Jorge pode ser um ganda treinador mas como pessoa não vale peaners.

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publicado por bolaseletras às 22:49

A paixão de Bruno e Jorge, onde anda ela?

Quinta-feira, 19.01.17

 

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Não, não me obrigam a falar do meu Sporting e da crise que parece que por lá se instalou. Ok, pronto, eu falo, fui torturado pela curiosidade mórbida dessa multidão indistinta e confusa que é a dos fanáticos da bola! Esta manhã dizia a um colega que sofre das mesmas dores que, não advogando a saída de Bruno de Carvalho e de Jesus, é imperativo que estes deixem de focar a atenção e as responsabilidades em factores externos, assumindo sim o que correu mal e corrigindo o rumo. Bruno de Carvalho falou (porquê no facebook, presidente, porquê??? – Ah, espera, o futuro presidente dos EUA também fala à plebe pelo twitter, é moderninho), assumiu culpas e responsabilidades, conseguindo não falar de factores externos. É um começo. Ainda assim, quanto à explicação dos erros e ao que se vai fazer para mudar o rumo das coisas, quer-me parecer que não basta optar pelo emagrecimento do plantel e pedir o apoio dos sportinguistas para a coisa se compor. Continuo a aguardar que a paixão do presidente e o génio do treinador saiam da lâmpada de Aladino e se transformem em vitórias, paixão dos jogadores no terreno de jogo, bom futebol e, se possível, títalos, mister Jasus, os títalos que tanto queremos e prometeu!!! Vejam lá isso, meus senhores.

 

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publicado por bolaseletras às 10:28

QUERO O MEU SPORTING SEXY DE VOLTA!

Sábado, 07.01.17

  

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Neste momento custa-me muito escrever sobre o meu Sporting. E é por isso, não por preguiça ou falta de tempo, que a transcrição que abaixo coloco, da análise do Nicolau Santos no Expresso, serve para retratar um pouco daquilo que sinto. Sou do Sporting porque sempre senti o Sporting como um clube realmente diferente. Um clube com uma luz diferente, que vivia o desporto com um misto de desportivismo e alegria, que procurava ganhar jogando bem e não sacrificando os valores desportivos e humanos em prol do objetivo único das vitórias. Ganhar era também dar espectáculo, espalhar alegria, fazer diferente, e quando se fazia isso e mesmo assim não se conseguia ganhar (não se pode ganhar sempre, ora bolas, é o princípio básico do saber estar no desporto) as palmas eclodiam no estádio com a mesma paixão de quando efectivamente se ganhava. O meu Sporting é alegre e sexy, não é zangado, rancoroso, permanentemente contra os outros e o mundo. O meu Sporting é sexy, porra!

 

“O Sporting mandou regressar André Geraldes e Ryan Gauld a Alvalade, jogadores que estavam emprestados ao Vitória de Setúbal, no dia imediatamente a seguir a ter perdido na cidade do Sado para a Taça da Liga, sendo afastado das meias-finais. Ora se em política o que parece é, no desporto acontece exatamente o mesmo.

Se o Sporting queria os dois jogadores de volta porque necessita deles para a 2ª volta da Liga devia ter avisado o Vitória de Setúbal antes do jogo de quarta-feira. Depois do que aconteceu, então seria do mais elementar bom senso não o fazer de imediato, para que a decisão não surgisse como uma retaliação ao Vitória de Setúbal, que não tem culpa nenhuma do Sporting ter falhado dois golos escandalosos, de ter permitido um golo na recarga a um canto e do árbitro ter marcado um penálti a favor dos sadinos aos 94 minutos. Assim, é a imagem do Sporting que sai muita maltratada desta decisão. E isso é inaceitável para um clube que reclama para si ser diferente dos outros.

Tão importante como saber ganhar, é saber perder. E o Sporting não soube perder na quarta-feira perante o Vitória de Setúbal. O Sporting pode e deve queixar-se de uma arbitragem miseravelmente incompetente. Pode e deve queixar-se de pelo menos dois cantos escamoteados, de um fora de jogo mal tirado que daria golo, de outro também errado e do escandaloso penálti que o árbitro, por indicação do fiscal de linha, marcou ao minuto 94.

Tudo isso é verdade. Mas quando começamos a olhar demasiado para os erros dos árbitros esquecemos os nossos próprios erros. E eles começaram com a construção da equipa para esta segunda época de Jorge Jesus em Alvalade. Da montanha de reforços que aterrou em Alvalade só dois pegaram: Bas Dost (que é bom mas não faz esquecer Slimani) e Campbell, que não é a última Coca-Cola no deserto nem faz a diferença mas é um bom jogador, útil em certos jogos e situações.

Quanto ao resto, foram flops atrás de flops, com Markovic à cabeça, logo seguido por Elias, Lukas Spalvis (que não sabemos o que vale), Alan Ruiz, Marcelo Meli, André Souza, Lucas Castaignos, Petrovic… Temos ainda decisões muito discutíveis: Douglas é melhor que Paulo Oliveira? Matheus Pereira não tem lugar nesta equipa? Bryan Ruiz já fez esta época algum jogo em que não andasse a dez à hora ou que marcasse algum golo?”

 

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publicado por bolaseletras às 08:03

De quem é a culpa?

Segunda-feira, 19.12.16

 

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Jogadores cansados, espremidos, sempre as mesmas 11-12 caras, jogos a meio da semana, gritante falta de qualidade dos restantes elementos do grupo de trabalho. André o baladeiro não embala a bola para dentro da baliza, Castaignos pouco pisa a relva e quando o faz não engana nem a mãezinha, Petrovic deve estar ainda a adaptar-se não se sabe bem a quê, Melli não é certamente Messi, Alan Ruiz foi um excelente negócio para alguém mas infelizmente não para o Sporting, o guarda-redes Beto poucas oportunidades tem (com tudo o que isso tem de negativo para manter o Rui Patrício bem atento e a 100%), o central Douglas parece estar a anos-luz dos titulares, and so on and so on. Depois há ainda os problemas do habitual 11. William não chegou ainda ao nível do ano que passou, sendo muito bem secundado nisso por um Bryan Ruiz que, temo, começa a acusar o facto de a idade não voltar para trás. Adrien está de rastos. Bas Dost é bom quando a bolinha lhe chega redondinha, mas não esperem que ele vá em busca dela. Os laterais não estão à altura do nosso clube e das exigências que lhe estão associadas. De quem é a culpa? Dos árbitros, da bola que bate na trave, da Federação, da Liga, dos vouchers, do diabo a sete? Anda por aí colinho a mais às águias tresmalhadas, não tenho dúvidas disso. Nós, que já não somos bebés e gostamos de dizer que não precisamos de colinho, devíamos assumir a nossa parte das culpas, perceber o que está mal e necessita de ser rapidamente resolvido e fazer pela vida, sem desculpas e bodes expiatórios. Vejam lá isso, caro presidente, treinador e jogadores. Para que o Natal não seja sempre para os mesmos…

 

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publicado por bolaseletras às 11:39





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