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O quarto poder, para onde nos leva?

Quinta-feira, 04.09.14

 

Será que ainda há jornalistas competentes? Daqueles que investigam e estudam os assuntos a fundo, para procurar descobrir as causas das coisas, fugindo à tentação da noticiazeca à pressão, mal fabricada e pior parida para confirmar uma qualquer teoria da conspiração que de antemão sabem ser o que a massa popular quer? Será que o quarto poder assim enfraquecido e ignorante não será a maior ameaça aos outros poderes, os legitimamente constituídos? Olho aberto malta, a liberdade de expressão é muito bonita mas, se mal utilizada, pode ser a causa do seu próprio fim.

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publicado por bolaseletras às 21:59

Pawel Kuczynski, artista satírico

Segunda-feira, 02.06.14

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:31

A vergonha da voz única veiculada pelo "Expresso"

Domingo, 13.11.11

  

 

No estado em que o nosso país se encontra já espero pouco. Ainda assim, há algumas instituições que respeito e em que deposito algumas esperanças no que respeita à vontade de empurrar para Portugal para a frente, sobretudo porque assentam na competência e na seriedade. Até ontem incluía o “Expresso” nesse grupo restrito de organizações. Mas a crise afecta a todos, pelo que pouco admira assistir a um jornal de referência vergar-se à demagogia barata, à maioria barulhenta e cega, à voz de quem detém os cifrões. De que falo? Muito simples, falo do triste contributo do “Expresso” para o branqueamento das graves acusações de Alan sobre Javi Garcia, que lhe imputa comportamentos racistas no decurso de um jogo de futebol. Em Inglaterra, Itália e noutros países estes comportamentos são investigados a sério de modo a tirarem-se consequências que cortem pela raiz essas condutas. Em Portugal não. Em Portugal o principal jornal semanal faz uma extensa entrevista com o acusado (Javi Garcia), sem sequer se dignar a ouvir a vítima que o acusa (Alan), de modo a que apenas uma única opinião seja conhecida pelo grande público. Como se não bastasse, e para terminar de vez com o assunto, dá à estampa uma entrevista com Eusébio, destacando para a primeira página uma singela frase em que este afirma que não gosta do Sporting porque no bairro dele era o clube dos racistas. Os responsáveis do jornal que decidiram esta linha editorial são uma corja desesperada, desonesta e cobarde, é só o que me ocorre dizer. Uma vergonha!

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publicado por bolaseletras às 12:46

Mark Twain na terra do nem 8 nem 80

Terça-feira, 12.07.11

 

 

“Há uma história de Mark Twain de que me lembro sempre quando penso nos malefícios de um certo jornalismo da devassa. Twain é candidato a governador do Estado de Nova Iorque. Goza de vantagens sobre os rivais. Tem bom carácter. É independente. Mas começa a campanha e os jornais atiram-se ao candidato. A primeira acusação: perjúrio. A segunda: roubo. A terceira: difamação. Não satisfeitos com isso, os periódicos prosseguem o ataque. Quarta acusação: embriaguez. Quinta: corrupção. Acusações falsas, improváveis. Desesperado, o candidato não sabe o que fazer. No fim, resolve desistir. Faltavam-lhe, segundo os jornais, virtudes básicas para concorrer ao cargo. Na carta de desistência escreve: “Subscrevo-me com estima, em tempos um homem decente, mas agora Mark Twain, mentiroso, ladrão, difamador, bêbado, corrupto”.

 

Com esta deliciosa história contada por Pedro Lomba no Diário de Notícias, o colunista aborda o encerramento do jornal populista News of the World, aproveitando para vociferar contra tudo o que seja intromissão na vida privada dos políticos e governantes. Parece-me muito bem, embora me pareça que Lomba olha demasiado para uma ponta do lençol esquecendo-se de puxar a outra. Se há coisa que me faz muita espécie é a falta de escrutínio sobre as qualidades técnicas e a experiência profissional, enfim, o currículo de todos aqueles que surgem de novo na política, no Governo, em cargos de elevada responsabilidade pública. Se numa empresa é exigido saber a média de licenciatura de qualquer técnico ou gestor, os feitos profissionais alcançados, as avaliações dos últimos anos, por que razão os jornalistas não nos dizem quantos anos demorou o novel Ministro X a tirar a licenciatura, qual a média de curso do Secretário de Estado Z, quais as últimas avaliações obtidas pela Senhora Adjunta Y no seu cargo de Professora Universitária? Pois é Pedro, nem tanto ao mar nem tanto à terra.

 

p.s. – Ainda no mesmo artigo, Pedro Lomba afirma-se “estupefacto quando encontro, em certos jornais portugueses, notícias sobre as dívidas fiscais de pessoas com visibilidade pública (…)”. Eu afirmo-me estupefacto pelo facto de uma pessoa inteligente como o Pedro Lomba considerar que a principal obrigação cívica de qualquer cidadão não deve ser objecto de escrutínio relativamente a um cidadão com responsabilidades acrescidas.

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publicado por bolaseletras às 20:10

The new New Deal

Segunda-feira, 04.07.11

 

 

Políticos europeus defendem new deal para superar crise.

 

Era bom que se pensasse mais neste tipo de soluções e menos em medidas restritivas puras e duras que tudo secam à sua volta. Não falo, obviamente, de investimentos em que o custo-benefício resulte nas parvoeiras dos últimos anos (auto-estradas desertas, pontes megalómanas, TGV´s incompreesíveis, PPP´s criminosas). Mas cortar cegamente as parcas hipóteses de poupança, secar as já de si secas possibilidades de investimento ou desincentivar inabilmente o consumo, não são certamente as melhores formas de estimular uma economia tão débil e anémica como a lusitana. Eu perdia uns minutos a pensar nisto. Não sei, digo eu.

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publicado por bolaseletras às 18:38

Giggs, Ryan Giggs - O futebol a quem dele sabe

Sexta-feira, 15.10.10

 

 

No Guardian, o meio de comunicação que melhor trata o futebol, uma entrevista de vida ao eterno Ryan Giggs. Fale-se, escreva-se, debata-se o que se quiser, nada como ouvir um jogador de elite, de preferência com cérebro, a acompanhar os competentes pezinhos, para percebermos do que é que falamos quando falamos de futebol. Sobre o que é, o que o rodeia, como influencia a sociedade e transforma aqueles que o alimentam – os jogadores. Podem ler a entrevista completa aqui: (http://www.guardian.co.uk/football/2010/oct/02/ryan-giggs-interview). Ficam algumas pérolas intituladas por mim.

 

O dinheiro

How have they managed to stay so normal in the era of the egomaniacal footballers? "It's just your character," Giggs says. Why have so many players lost touch with reality? "Too much money at a young age," he says instantly. "It just takes your eye off the ball. And you're not as hungry as players used to be. You think you've made it before you've done anything. Even me, I still feel I can do things, there's still unfinished business."

Giggs: "When I made my debut, I was on YTS, earning £29.50 a week, and £10 expenses. Forty quid, and I was in the first team. It didn't bother me."

Swales: "I bet you felt that you were a millionaire."

Giggs: "And the manager promised me that the more you play, the more I'll reward you. That's gone out of the window now. It's not just the players, it's the culture. Sometimes it's the people around them; the people who are looking after them – the money they're given. Some of the families give up their jobs and live off their sons. That would never have happened 10 years ago."

 

 

 

A cultura da exigência

What's the worst thing Ferguson has said to him? "He might have said a couple of times, 'You'll never play for the club again.' " What had he done to merit that? "I don't know. Probably shot when I should have crossed!

 

O balneário

Is it true that he was next to Beckham when Fergie kicked the football boot into his face? "Yeah, Becks used to change next to me, so it just flew past me." Was it a hard shot? "It was unbelievable. Unbelievable. You couldn't do it if you tried a million times." Where did it hit Beckham? "Just on the eye." What was the mood like in the changing room after that? Look, he says, so much has been made out of this one incident. "What you've got to realise is that footballers, and me in particular, have seen everything in the changing room. Everything. I've seen the manager kicking off with the players, the players kicking off with him, players fighting each other, managers fighting, everything."

A fama

 

"I don't think that's just football. Celebrity culture, it's everywhere, isn't it? It's reality TV, Big Brother. I didn't become a footballer to be famous, I became a footballer to be successful. I didn't want to be famous. Now people want to be famous. Why? Why would you want people following you about all day? I couldn't think of anything worse."

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:13

O MEC e o macho lusitano

Terça-feira, 14.09.10

 

"O homem português confunde a fidelidade com a lealdade. É infiel à mulher mas considera-se (e orgulha-se de ser) leal. Porquê? Porque não a deixa. Porque é mãe dos filhos dele e isso nunca pode ser perdoado. Mas também porque quer ter, ao mesmo tempo, o máximo número possível de mulheres. Como o maior terror do homem português é ser encornado, ser infiel à primeira oportunidade é como tirar um seguro contra o cabronato. Os cornos não lhe doem menos mas pode sempre dizer aos amigos que foi ele que a encornou primeiro, com a viúva do padeiro, e que ela com o desgosto se atirou para os braços do sósia do George Clooney que agora é presidente do BPI."

Miguel Esteves de Cardoso, revista "Nós" do jornal i

 

Além de ser um génio sem igual à escala nacional (confesso que não tenho acompanhado os candidatos a génio para lá da linha fronteiriça), o Miguel Esteves Cardoso é também um profundo conhecedor das idiossincrasias do macho lusitano. Mais balde de whisky menos balde de whisky, menos traço de coca mais traço de coca, o MEC é o maior. Desde há uns anos, agora e enquanto por cá andar. O resto é conversa.

  

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publicado por bolaseletras às 20:03

Nós somos todos muito estúpidos e o Senhor Professor é muito espertinho

Terça-feira, 31.08.10

 

 

Visto com alguma incredulidade em directo na SIC, confirmadas as alarvidades no site de "A Bola". O texto infra é um pequeno exemplo de uma personagem em autêntica roda livre. Sem menosprezar o vergonhoso processo que montaram contra Queiroz, é impossível não sentir asco pela vitimização infantil do professor ou pela sua inacreditável teimosia em não assumir a responsabilidade pelas aleivosias que tem dito por aí. Em suma, citando o próprio, há que varrer a merda que contamina a FPF.

 

"Carlos Queiroz recusou esta noite, em entrevista à SIC, ter querido fazer qualquer associação entre a expressão «cabeça do polvo» e a máfia quando disse, em entrevista ao Expresso, que o vice da federação Amândio de Carvalho era a cabeça do polvo que queria vê-lo afastado da Selecção. «O que disse é que o senhor Amândio de Carvalho estaria de acordo com aqueles que pensavam que eu tinha de ser suspenso, chamem-lhe polvo, nuvem ou terramoto. O mundo caiu-me em cima quando aterrei em Lisboa. Naquela altura, se pudesse votar, até eu votava contra mim», esclareceu Carlos Queiroz.

O treinador explicou o que esteve na origem das palavras que dirigiu a Amândio de Carvalho: «Quando estava a apresentar a minha defesa no Conselho de Disciplina, há uma entrevista do senhor Amândio de Carvalho à Lusa, onde o senhor não admite outra coisa que não seja a minha suspensão, algo que estranhei porque CD não se tinha pronunciado e porque não tinha sido isto que eu tinha combinado e presidente da FPF. Não quero acreditar que um membro da direcção soubesse decisão antes de eu apresentar a minha defesa».  Carlos Queiroz disse mesmo que não sabia que polvo era uma expressão associada a máfia - «eu estive 16 anos no estrangeiro», disse ao jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, que conduziu a entrevista."

 

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publicado por bolaseletras às 22:22

Revista de imprensa - Isto vai dar para o torto

Quinta-feira, 05.08.10

 

Não sou particularmente apreciador das análises de sua eminência, o Dr. Pacheco Pereira. Há ali um misto de narcisismo com uma incompreensão prática do que é a vida das pessoas normais e o Portugal do cidadão médio. Narcisismo que pode ser definido como “uma perturbante mistura de arrogância, de sensação de se ter direito e de uma incapacidade de empatizar”. Deixem-me dizer-vos que a definição não é minha, li-a hoje de manhã na praia, num livro do psicólogo Richard Weissbourd, cidadão que tem a pretensão de evitar que os pais transformem os seus rebentos em futuros monstrinhos da sociedade. Bom livro deste Senhor, “Os pais que desejamos ser”. Patético, dirão alguns, um livro de auto-ajuda para a parentalidade. Talvez, mas foi o resultado de fazer tempo entre uma urgência e uma consulta, perdido numa estante de livros de um hipermercado pouco dado à literatura. Foi a flor que melhor me cheirou no meio do entulho.

 

 

 

Bom, mas voltando a Pacheco Pereira, que o sol e o mar têm o efeito de me fazer misturar diversos assuntos, como o Whisky, a cerveja e a caipirinha. Ah, nos próximos dias não, que graças a dois monstros da medicina, estou no terceiro antibiótico da semana. Pelo menos já oiço dos dois lados, o que me vai permitir um Sudoeste em Dolby surround. Mas o Pacheco, voltemos ao Pacheco! Apesar de não prestar qualquer tipo de vassalagem à personagem, acto próprio e obrigatório de quem se considera minimamente culto e virado para as actividades intelectuais, a crónica que ele verteu a semana passada nas páginas da “Sábado” sobre as férias dos portugueses, foi do meu agrado. As férias que antes eram uma merecida libertação das obrigações de um ano de esforçada labuta, são agora um escape desesperado às turbulentas águas que agitam um barco em forma de país que mete água por todos os lados. O Pacheco teve olho e alguma piada, coisa que acaba por ser perfeitamente antagónica à sisudez do génio de barbas. Certamente um descuido, nada de preocupante. Fiquemos então com umas pérolas do douto Pacheco.

 

“A vida de todos os dias é tão pobre afectivamente, tão despovida de conforto psicológico que ir a banhos e não ver o patrão, o escritório, s colegas de trabalho, os doentes para quem trabalha na saúde, as criancinhas para quem trabalha na educação é um bálsamo para a existência.”

 

“ (…) Não sei se o «rei dos gnomos» é culpado ou inocente, mas foi Portugal, o mesmo Portugal que está de férias, que produziu o “rei” e os “gnomos”, vindos da província profunda que vai a banhos na Nazaré. Pelas praias emergem, entre pais e filhos, os sinais de enorme grosseria e má educação que existem por todo o lado. Muito pouca gente lê nas praias e quase todos são estrangeiros. As estatísticas sobre a baixa qualificação dos portugueses percebem-se muito bem em férias: consumos de baixa qualidad, sem critério, muito menos o do preço, lixo, berros, tererés e fitas de pano à volta do pulso. É, há qualquer coisa de anómalo em tudo isto, e parece-me bem que, quando regressarem às irritações outonais, isto vai dar para o torto.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 15:49

Dos bufos e dos lambe botas

Sexta-feira, 30.07.10

 

 

“Abandonei” a televisão aos 3-1, com a certeza de que o Benfica deste ano continua forte, virtuoso, uma equipa que é um perigo público no momento ofensivo do jogo. Pode-se falar em Cardosodependência no que a golos respeita, é verdade, mas a excelência do futebol de David Luiz e Saviola, cada qual no seu papel, claro está, alicerçada a um Fábio Coentrão que explodiu em definitivo, a um Ramires em rotações elevadíssimas e a um Franco Jara que dá ares da garra de Lisandro Lopez, anunciam mau tempo no canal para os competidores directos do Benfica. 

 

A expectativa com a prestação de Roberto foi colmatada por um inenarrável lambe botismo dos novéis comentadores da SportTv que, para fazerem o jeito ao chefe Oliveirinha 2, descobriram que uma defesa pode redimir um guarda-redes, uma defesa pode tornar a exibição de um guardião fantástica. Se foi uma filha da putice o que fizeram aos profissionais da SportTv vergonhosamente espiados em conversas pessoais (quantos de nós não fazemos comentários jocosos acerca do nosso trabalho, chefes, clientes, nos intervalos da labuta???), mais nojento ainda me soou o discurso pateticamente elogioso destes rapazolas que, a terem uma desculpa, será certamente a de estarem muito bem mandados. A minha solidariedade para com o Jorge Goulão e restantes colegas, a minha incredulidade para aqueles que querem fazer do povo um grupo de cegos papalvos.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 23:21





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