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Luxos raros

Sexta-feira, 07.04.17

 

Porque há sempre uma televisão ligada. Porque para as crianças não é um luxo, é dormir enquanto se está acordado. Porque força o pensamento e a introspecção. Porque tememos o que revela. 

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publicado por bolaseletras às 10:11

Da série doces memórias de infância - para começar bem a semana

Segunda-feira, 03.04.17

 

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publicado por bolaseletras às 12:20

Que fazer?

Terça-feira, 21.03.17

 

Leila Alaoui.jpg

 

Contemplo esta imagem incrível da fotógrafa francesa Leila Alaoui e dissipo todas as questões que tendem a estimular as dúvidas ontológicas do ser humano. O que andamos aqui a fazer? Na dúvida, nada como procurar fazer felizes alguns (sim, não temos que gostar de todos, excepto se forem crianças, essas obrigatoriamente temos que fazer por ver felizes) ou pelo menos contribuir para que sorriam de quando em vez, não deixar que a tristeza e a melancolia se instalem nas suas vidas. Se fizermos isto e outros fizerem o mesmo por nós embrenhamo-nos neste ciclo vicioso, neste ciclo vicioso e virtuoso que mal não faria ao mundo em que vivemos e às vidas que vivemos. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 11:15

A falta que faz gente desta estirpe

Terça-feira, 07.03.17

 

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publicado por bolaseletras às 10:06

Profissão: brincador

Sexta-feira, 02.12.16

  

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«Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for. Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for. Quando for grande, quero ser um brincador. Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor. Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer. Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador… A mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida”. Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar. A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever: “Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.»

 

Excerto do livro de Álvaro Magalhães, "O brincador"

 

 

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publicado por bolaseletras às 09:43

Tempos estúpidos

Terça-feira, 15.11.16

 

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A Yoko Ono, que não deve ser parva de todo, pôs-me a pensar em cenas da vida quotidiana que têm tendência para um preocupante recrudescimento. Falo das crianças que devoram séries, programas, tardes de café com adultos e afins e que, naturalmente, reproduzem todo esse manancial de prejudicial informação para a sua natureza, a sua inocência, manifestando comportamentos desviantes do que deve ser uma criança, tristemente refletidos em défice de sorrisos e de desbragadas brincadeiras, submersas que estão em falas de adultos, em dramas de adolescentes que brilham nos néons da televisão lá de casa que passou a ser a sua melhor amiga, a sua mãe ou o seu pai com falta de tempo. 

Em contraponto, temos os adultos que não conseguem soltar as amarras da doce juventude, tudo fazendo para eternizar esses tempos, esses hábitos, essa confortável ausência de responsabilidade, de horários, de amarras, vivendo numa incessante corrida contra o relógio do tic tac assustador, como se temessem adormecer um dia de fato e gravata e não mais pudessem passar a noite de bar em bar, de engate em engate, de biscate em biscate. Vivemos tempos em que o que somos ou o que temos nunca nos preenche, nunca é o que se quer ou se sonha, como se estarmos bem connosco ou com a nossa vida fosse um frágil sinal de comodismo, de falta de ambição. Vivemos tempos estúpidos.

 

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publicado por bolaseletras às 11:13

Another day at the beach, part II (Nikki Boon, fotógrafa)

Sábado, 13.08.16

 

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publicado por bolaseletras às 15:33

Another day at the beach (Suzan Pektas, fotógrafo turco)

Sexta-feira, 12.08.16

 

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publicado por bolaseletras às 21:45

Ser criança

Quarta-feira, 01.06.16

  

kids.jpg

 

Ser criança é ser puro, feliz, irresponsável, sorridente, berrar e chorar livremente contra as contrariedades, ser amigo de quem se gosta e dizer-se sem travões de quem se não gosta. Se não é assim devia ser. Crescer é perceber o valor dessa pureza mas saber que nem sempre se pode sê-lo, é aprender que a tristeza é a outra face da moeda e até pode ser-nos útil, é estar triste de vez em quando porque a pureza branqueadora se esfumou, é aprender a contornar as contrariedades, é ser também amigo de gente cheia de defeitos e não as tornar piores pessoas com mais o nosso fel. Como criança que fui sei bem que uma infância feliz e repleta de experiências é meio caminho andado para ser um adulto realizado, útil e feliz na maior parte dos dias que por cá ando. Sei que os meus dois rapazes nunca esquecerão o seu baptismo de voo, sei que as asas que hoje lhes dou são aquelas que lhes permitirão voar em liberdade e segurança amanhã. Um beijo, rapazes, um abraço daqui até à lua, que é o que vos adoro.

 

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publicado por bolaseletras às 14:42

Kiko - 4 anos de encantamento

Domingo, 17.04.16

  

Kiko.png

 

Uma velhota cumprira há pouco o seu ritual matinal de espalhar na relva alguns bocados de pão para alimentar os pombos da vizinhança. O Francisco, louco pela natureza e os bichos que a povoam, parou e esteve alguns minutos a observar os pombos a debicar os pedaços de pão. Faz hoje 4 anos que é assim, o pequeno Kiko passa os dias a encantar-se com tudo o que mexe e, se não mexe, é garantido que ele vai encontrar maneira de pôr a coisa a mexer. Desde as cascas de caracóis vazias que ele adora apanhar nos canaviais da praia e despedaçar sob as solas dos ténis, aos cães que abraça indiscriminadamente (vá lá que começou a respeitar mais aqueles cães que acusa de serem tímidos e não lhe darem grandes sorrisos…), aos seus amigos melros (todos os melros que existem no nundo são amigos dele, onde quer que seja, não me perguntem porquê), aos bichos de conta que adora ver rolar por tudo o que é ribanceira. Eu sei que os nossos miúdos são sempre os mais engraçados, únicos e amorosos do mundo, eu sei. O Kiko não é nada disto, é um pouco para além disso tudo…como costuma dizer uma das avós, o Kiko é “alma velha”, porque parece já saber tudo, porque as suas reacções tantas vezes deixam perceber que ele já sabe muito bem o que esperamos ou não esperamos dele. Por isso mesmo faz sempre os possíveis por nos surpreender. Parabéns Kiko, embora eu saiba que quando não estás para aí virado chamar-te Kiko dará inevitavelmente origem à irascível resposta “Eu não sou Kiko, eu sou Francisco Almeida”! Parabéns e obrigado por tudo o que não páras de me dar, meu querido filho. Que tudo o que te faz feliz, tudo o que o mundo e a vida te dão, não deixe nunca de te encantar.

 

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publicado por bolaseletras às 10:26





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