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25 de Abril, sempre!

Quarta-feira, 26.04.17

 

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Foi ontem. Não, é hoje. Será amanhã também. E depois e depois e depois, todos os dias que se seguirão se soubermos dar valor ao valor único, irrevogável, inimitável e ilimitável da liberdade. Liberdade não apenas como palavra mas como forma de vida, de pensamento, de acção, de recusa da inacção. Saibamos viver em liberdade, com liberdade, honrando a palavra e o seu ilimitado sentido.

 

P.s. - Um obrigado pela inspiradora tela que encima este post ao ex-jornalista desportivo Marinho Neves (hoje artista e dos bons), a quem indecente mas inocentemente roubei a inspiradora tela que encima este post.

 

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publicado por bolaseletras às 11:25

Da esperança

Domingo, 04.10.15

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Alguns anos depois, votar na escola onde fiz o ciclo preparatório. Ver os meus dois filhos depositarem o voto dos pais nas urnas. Cedo, que com filhos pequenos a preguiça foi encarcerada na urna. É cedo que os nossos velhos vão votar, devagar, passo frágil mas decidido. Olhos sem brilho, cabisbaixos, como se a esperança definhasse na exacta medida dos jovens que rareiam nas mesas de voto. Os meus filhos radiantes pela nova experiência. A esperança a despontar por entre os pingos da chuva.

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publicado por bolaseletras às 11:08

Em busca de uma ínfima réstea de espaço

Sábado, 20.06.15

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O espaço que nos rodeia pode ser uma porta aberta para a liberdade ou a prisão que nos emudece. Tendemos a associar a felicidade ou a ausência dela às “áreas” humanas da existência, ao amor e ao desamor, às pessoas, ao que fazemos delas e elas de nós. Desconhecemos o impacto que o espaço tem na nossa vida, ignoramos as consequências pérfidas ou melodiosas daquilo que a nossa visão transporta para as nossas já de si confundidas sinapses. Olhar e sentir que o que nos é oferecido não foi irremediavelmente destruído pelo homem, é já só isso que pedimos para não sermos condenados à impossibilidade de cheirar a relva, de sentir uma remota hipótese de abraçar a liberdade.

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publicado por bolaseletras às 20:06

É tão bom viver em tempos em que a livre expressão é um direito constitucional

Quinta-feira, 15.05.14

 

Ainda quanto ao jogo de ontem, porque anda por aí muita gente muita incomodada com as naturais e saudáveis piadas de quem não é benfiquista e, pelos vistos, se recusa a ser bom pai de família, tenho a declarar que, como é hábito nestas coisas de jogos internacionais de qualquer equipa portuguesa, durante o jogo desejei sincera, mas moderadamente, é evidente, que ganhasse o clube português (note-se, não o clube com mais jogadores portugueses), porque eu acho mesmo que está em causa o nome de Portugal e porque não gosto de ver os meus amigos sofrer, não obstante as suas infelizes escolhas clubísticas. Depois do apito final, epá, gosto de brincar, achincalhar, relembrar gozações passadas contra o meu Sporting do coração e partir para a saudável e alegre gozação. Como não estou com muita paciência para perorar sobre a parvoeira que é a irritação vermelhusca por ser alvo de trocadalhos do carilho e afins sobre mais um belo momento de cabeça a inchar, fica este óptimo texto de um amigo de um amigo sobre o tema:

 

"Aos meus amigos Benfiquistas: vamos a ver se nos entendemos. Deverão encarar com absoluta normalidade que existam pessoas que não são benfiquistas que se sintam... livres para não vos acompanhar no vosso desgosto futebolístico. Tal como vocês foram e são livres para não sentirem as nossas dores, infelicidades e misérias (falo pelos sportinguistas). É que , muito simplesmente, nenhum português adepto de outro clube tinha qualquer obrigação moral de apoiar (ou de fingir que apoiava) o Benfica na Final de ontem. Por muito que não vos entre na cabeça não era Portugal ontem que estava em causa: não jogava a Selecção Nacional, nem sequer jogavam muitos portugueses (havia mais portugueses até a jogar pelo Sevilha, salvo erro). E para efeitos de ranking das equipas portuguesas, importante foi vocês terem chegado à final, sendo irrelevante se a ganharam ou não. Quanto ao patriotismo, vocês fazem parte de Portugal, também valorizam e projectam positivamente o nosso País (algumas vezes), mas Portugal não se subsume ao Benfica. Já não vivemos no tempo da Ditadura em que o vosso Clube era o suporte de um regime e em que tudo aquilo a que os portugueses tinham direito era a cantar uns faditos e ouvir umas cançonetas na rádio, beber uma vinhaça, bater na mulher, ver a RTP, ir a Fátima, e gritar pelo Benfas. Já lá vai o tempo em que "quem não é do Benfica não é bom chefe de família". Houve entretanto um 25 de Abril. E para o pior, ou para o melhor, o Mundo mudou. E o Futebol também.

  

E quem como o vosso básico treinador Jesus andou todo lampeiro a invocar o apoio dos adeptos do Torino contra a Juventus ou do Betis contra o Sevilha não pode vir agora exigir que Sportinguistas ou Portistas chorem com vocês ou tenham de calar o seu humor. Há sportinguistas e portistas estúpidos, insensíveis, e sem piada nenhuma? Com certeza. Mas a sua livre expressão é um direito constitucional. Quanto ao jogo de ontem vocês têm naturalmente razão de queixa: do árbitro sim. Mas sobretudo da vossa qualidade de jogo, e das insuficiências do vosso treinador. Lamento sinceramente que ontem tenham perdido - porque não gosto nada de ver amigos tristes e porque o meu clube em nada seria prejudicado com a vossa vitória. Mas vocês sabem bem que ontem não foi o fim do Mundo - para ninguém. E um conselho: tentem ser mais humildes e magnânimos nas vossas vitórias. E lúcidos: é que vocês podem achar que são gigantes neste país pequeno e submisso ao Poder da incultura e do dinheiro (e vocês têm mais para gastar). Mas lá fora vocês não asfixiam ninguém. Melhorem, trabalhem, projectem-se pela qualidade e mudem de treinador - quer queiram quer não, e por muito engraçado que seja, o Jorge Jesus nunca passará de um grunho incompreensível aos olhos de todos." 

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publicado por bolaseletras às 22:16

Para quando o pós Abril?

Sábado, 26.04.14

 

O meu post de ontem causou algum mal estar em pessoas que admiro e respeito. Algumas sentiram que as acusei de saudosistas, algo que para mim só tem uma conotação negativa se tornado na tal saudade paralisante de que ontem falei. Referiram-me algumas pessoas nascidas antes do 25 de abril a importância da data e o que lhe devemos. Meus amigos, lá porque nasci uns meses depois desse evento único da nossa história, não pensem que não admiro o feito, que não estudei (ainda hoje estudo) as causas e as consequências dessa marcante “revolução”. Porquê “revolução” entre aspas? Porque se mudou um regime muitos dos vícios do passado persistiram e muitos erros se repetiram. Não vou sobre o tema fazer nenhuma tese de doutoramento, limito-me a constatar que em 40 anos de democracia elegemos demasiada gente sem qualidade para nos governar, deixámos que os partidos supostamente democráticos se tornassem em focos de clientelismo que instalam no governo gente tantas vezes movida pelo seu interesse em detrimento do interesse público. A revolução foi bonita, essencial para abrir as portas da liberdade, mas depois dela faltou a verdadeira revolução: a dos costumes, a de uma cultura verdadeiramente democrática, a de uma sociedade que se conduz e que evolui impulsionada pelo mérito, não pela cunha, pelo amiguismo, pelo cartão do partido. Era só isso que queria dizer.

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publicado por bolaseletras às 21:23

25 de Abril sempre, mas também p´rá frente!

Quinta-feira, 24.04.14

 

Desde miúdo que adoro tudo o que rodeia o 25 de Abril. O significado, as histórias, a nostalgia, as imagens a preto e branco, o cravo, sempre o cravo, geralmente na ponta de uma espingarda ou na mão de uma criança. Hoje irrita-me ouvir os arautos da enferrujada saudade criticarem que os jovens de hoje não sabem o que foi o 25 de Abril, que desconhecem a história e os seus protagonistas, que são, ao fim e ao cabo, uns ingratos e uns seres desconhecedores das suas obrigações cívicas. Não é que os queixosos não tenham uma parte da razão, o que me irrita é perceber que por trás desta conversa está um imobilismo perigoso, um saudosismo que conduz ao beco do passado e ao receio de soluções futuras. O 25 de Abril hoje deveria significar a nossa vontade em libertarmo-nos da dependência externa para pagarmos o que devemos, devia conduzir-nos no caminho das soluções para quebrarmos esse desgraçado estado económico que é também um estado de alma. O 25 de Abril hoje deveria significar que estamos prontos para ir em busca do que realmente nos faz felizes, esquecendo os ditames de uma sociedade cinzenta que teima em olhar para trás. O 25 de Abril hoje deveria ser um grito de esperança e não um suspiro de saudade.

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publicado por bolaseletras às 22:32

A carne

Quinta-feira, 19.12.13

 

Os medos tinham como fonte a carne, as palavras não tinham rimas, não pareciam alinhadas no sentido de levar a um destino concreto mas a morada onde acabavam por se alojar não variava: era na carne que a história terminava. Fraca ou forte, forte ou fraca, a carne arrombava os sonhos, a carne pusera-a naquele sofá. Era a carne que lhe estrangulava a liberdade, que lhe chicoteava a própria carne, que a prendia na carne de que não conseguia fugir.

 

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publicado por bolaseletras às 18:37

Onde andas tu, liberdade?

Terça-feira, 27.08.13

 

 

Numa sociedade em que tudo está regulado, estrangulado por leis e portarias, amordaçado por ditames morais e padrões de comportamento, onde reside a pureza do espírito dessa cada vez mais vã palava – liberdade? Há margem de manobra para um filho que vive à sombra do que os pais acreditam ser o melhor para ele, há espaço de criação para o funcionário que mais que tudo trabalha para cumprir o que as hierarquias determinam? E os pais que querem mergulhar nus no mar da meia-noite ou dançar loucamente até ao raiar do sol, que liberdade têm se estão presos à obrigação de bem educar os filhos? Não será hoje em dia a liberdade a possibilidade que nos é dada de escolher as grades em que nos encarceramos? Parar uns minutos para escrever isto, para pensar sobre o sentido dessa interminável e cada vez tão mais limitada palavra – também isso é uma golfada de liberdade.

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publicado por bolaseletras às 18:13

A que cheira o Verão? A liberdade!

Quinta-feira, 30.05.13

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:12

Ainda a liberdade e umas pitadas de inveja

Sexta-feira, 26.04.13

 

 

O toque da areia no corpo, o abraço irresistível do sol.  O horizonte sem fim, invariavelmente azul, doce e retemperador. O mergulho noutra realidade, esquecer tudo, sentir a vida a pulsar no corpo. Estes momentos e luxos são a riqueza de Portugal. Como disse a minha amiga Teresa insistimos em correr sorridentes para o mar, numa fuga incessante para aqueles irrepetíveis e eternos momentos de felicidade. Será que lá fora, os perfeitos nórdicos, os rigorosos e produtivos alemães não resistem em castigar-nos por disfrutarmos destes imerecidos luxos? Será que a sua inveja é tão dilacerante que conduza à negação da solidariedade que o ideal europeu pretendeu implantar? Será o corpo entregue às carícias do sol um pecado tal que tenhamos que espiar tais malfeitorias num futuro incerto e penoso? Meus senhores, venham até nós, banhem-se nas nossas águas, sintam a nossa alegria, entreguem-se à modorra do sol e deixem de nos fecundar o juízo!

 

 

 

P.s. – fotografias tiradas ontem na praia da ilha de faro, em pleno exercício da liberdade.

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publicado por bolaseletras às 14:25





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