Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Parabéns Bandeira, até já Ou Mun!

Quinta-feira, 16.11.17

 

Macau[1].jpg

 

Cerca de 18 anos passados regresso à boa e velha Macau, Ou Mun segundo os locais, terra que tornou os adolescentes lusitanos que aí viveram, nos quais tenho o privilégio de me incluir, personagens fascinantes e misteriosos, os últimos heróis na terra. Amizades inquebrantáveis, amores inesquecíveis, experiências difíceis de igualar, tudo ali era novo e desafiador, tudo era barro para moldar homens em corpos de rapazes. Volto para matar saudades do cheiro inconfundível daquela terra que todos os anos conquista mais um pedaço ao mar, volto para abraçar o nosso amigo irmão, grande Mestre Bandeira que hoje faz anos e que está feliz pois amanhã nos terá nos seus braços, aos seus irmãos! Até já, Bandas!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 14:23

Da amizade e do vinho

Quarta-feira, 20.07.16

  

0.jpg

 

Ontem foi dia de rever amigos de sempre, de convívio, de orgia gastronómico-vínica com um dos maiores sabedores de vinho do país. A desconfiança que já tinha de que os vinhos portugueses estão hoje por hoje num patamar de qualidade fantástico foi mais do que confirmada por provas inesquecíveis de néctares lusitanos. Apesar da paixão pelo que é nosso, tão único e brilhante, houve ainda espaço para provar alguns néctares dos finalistas derrotados do Euro 2016 e até para beber uma bela pomada proveniente da China. Os pratos que acompanharam o repasto proporcionaram ligações harmoniosas e inesquecíveis, mas o fio condutor de toda esta experiência única, que dá sentido a tudo e que tornará este repasto eterno nas nossas memórias é a amizade sem limites, imune a distâncias longínquas e a tudo o mais. Obrigado amigo B., volta sempre que cá estaremos para te acompanhar nestes penosos trabalhos que carregas sobre os ombros!

 

1.jpg

 

 

2.jpg

 

3.jpg

 

4.jpg

 

5.jpg

 

6.jpg

 

7.jpg

 

8.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 14:16

Fazem-me falta, amigos

Segunda-feira, 28.03.16

kitato_2015-12-19_13-43-19.jpg

Vejo esta fotografia de Luís Octávio Costa, fotógrafo do Público, e paro uns minutos para pensar que o que é difícil poderia ser tão mais simples. As horas que não temos, as que justamente dedicamos ao trabalho e à família, são também aquelas que não temos para retribuir as amizades de uma vida, as das pessoas que escolhemos não por laços de sangue mas por afinidades várias. Se mais não podemos dar, pelo menos uma palavra, um telefonema (likes no facebook e sms não, por favor), 5 minutos para dizermos "fazes-me falta", "tenho falta de ti", "sinto a tua falta", "tenho saudades". Escolham amigos, uma que seja, só isso. Fazem-me falta, amigos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 21:14

Hong Kong

Quarta-feira, 24.02.16

  

hong.jpg

 

Ninguém pode ser apelidado de fascinante e misterioso sem ter percorrido as ruelas mal iluminadas de Hong Kong, ou as grandes avenidas infestadas por néons, pela noite dentro, em busca de animação ou de uma estranha paz que é aquela que se encontra no fim do túnel da noite. Não houve uma noite que tivesse passado em Hong Kong que não fosse inesquecível, trágica ou gloriosa. Vocês sabem que eu sei, amigos do peito, meus comparsas fascinantes e misteriosos!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 11:09

Ou Mun

Terça-feira, 24.02.15

 oriente.jpg

Seria o último café juntos naquela esplanada urbana, naquele recanto perdido no Oriente. A última conversa, a última troca de olhares, os últimos sorrisos de jovens inconscientes e timidamente excitados. Não era a primeira vez que enfrentavam a perda, a separação espacial, as consequências que a vida real traçava nos sonhos construídos no irreal mundo das fantasias e dos amores de juventude. Outrora tinham deixado na terra mãe outros amores, agora era na terra adoptiva que abandonavam os novos amores que amanhã seriam já antigos. As feridas já sabiam que nunca saravam totalmente. Só desconheciam se a couraça que este vaivém lhes erguia em volta do corpo e dos sonhos seria uma coisa boa ou perigosa. As muralhas que erguemos protegem-nos dos outros ou afastam-nos deles? É esta a pergunta que ainda hoje fazem a si mesmos.

 

P.s. – Este post é dedicado a todos os meus amigos, amigas, ex-namoradas (mas ainda amigas) que comigo viveram o sonho macaense.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:07

Da filosofia por praias tailandesas até ao deserto bem lusitano

Quinta-feira, 09.10.14

nuno-crato[1].jpg

Não sei se é de mim, mas tive a sorte e o privilégio de ter beneficiado, ao longo da minha carreira estudantil, dos conhecimentos de fantásticos professores* (não todos, mas gosto de lembrar as pessoas que interessam), com particular destaque para alguns professores de educação física. Não sei porquê, mas sempre me surpreendeu que pessoas tão sábias da vida e de outras artes tenham optado pelo ensino das coisas do corpo e não da mente (isto, sem prejuízo, claro está, de bem saber que mente sã só existe em corpo são). Bom, pensando melhor, essa terá sido provavelmente uma opção sábia - ter como desculpa o corpo para nos cultivar a mente.Um desses professores das artes físicas, fazendo jus à sabedoria que conheci há mais de vinte anos atrás, escreveu hoje no facebook um brilhante e certeiro texto sobre a, hum, o, bem, nem sei como lhe chamar...Fico-me por aqui, deliciem-se. 

“«Filosoficamente todo o agora é passado. Do tempo temos a memória do passado, que é todo o tempo que passa e a expectativa do futuro - esse horizonte que se afasta de nós à medida que ilusoriamente nos aproximamos dele. Verdadeiramente, a única dimensão do tempo que possuimos é o presente! Dos que se mantêm vivos no presente, não significa que se manterão vivos no futuro ».” - Filósofo popular de uma praia de Phuket. 

A mesma criatura, corrigindo, referiu que as pessoas devem estar atentas ao que ele diz. E ao não dizer “as pessoas manter-se-ão”, o Sr Ministro admite que o seu verbo induz os seus interlocutores em conclusões contrárias à sua acção. Normalmente isto seria considerado má fé, coisa que se dispensa em tão alto magistrado da Nação, mas, alevá!

Disse ainda o mesmo magistrado, no que foi entendido como a assunção de responsabilidades pelo descalabro do inicio deste ano lectivo:”Agora voltarei para a minha Universidade de Lisboa”. À cautela, sentei-me à espera! E ainda bem que o fiz, porque o tempo e o modo da asserção ministerial tinha uma pendência semântica e ainda estou à espera do cumprimento da promessa!

Atentemos na especulação sobre o tempo da autoria do Filosofo Budista da praia de Phuket: o advérbio agora é uma intenção comida pelo tempo e a forma verbal voltarei só pode ser uma expectativa. Por consequência, sendo a formulação de um desejo só se poderá concretizar no futuro.

O nosso primeiro, quiçá armado da filosofia oriental, foi veleiro no esclarecimento : “O Sr. Ministro da Educação há-de um dia regressar à sua Universidade de Lisboa. Não será agora!”

Pois claro, o professor universitário Crato ao dizer que voltaria para a Universidade, nunca quis dizer que não fica no ministério da Educação. Neste governo eles passam o tempo a clarificar-se uns aos outros sobre o que uns e outros dizem. Até parece que não sabemos ouvir!

«Já que esta gente não se entende, temos que fazer um esforço para percebê-los», costuma dizer alguém de quem esqueci o nome.”

*Nota de extrema relevância – toda a minha carreira de estudante foi passada na escola e na universidade pública.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 16:56

Por terras do Instagram - Jethro Mullen

Sábado, 02.08.14

 

 

As cores, a confusão, o exagero, gente, gente e mais gente, enxames de olhos, bocas, pernas e braços, tudo em excesso, andares em excesso, metros quadrados divididos por mais olhos, bocas e braços, uma estranha beleza, uma indescritível magia, o Oriente, os cheiros, a humidade, a vertigem e a força salvadora de sermos o herói ocidental no meio da multidão.

 

 

http://instagram.com/jethromullen

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 20:34

Conversas de café por fibra óptica

Sábado, 04.01.14

 

Por entre os votos cibernéticos de um bom 2014, cinco bons rapazes, ligados por fortes laços de amizade nascida no misterioso e fascinante território de Macau, discorrem despreocupadamente sobre a realidade lusitana. Dois deles estão emigrados, um no Macau que nos uniu, outro em Moçambique, de regresso às origens de que o destino o tinha separado. Aproveitando os votos de um dos confrades resistentes e residente no nosso cantinho à beira mar plantado, desejando que em 2014 nos pudéssemos ver e juntar mais, lancei o repto (não inocentemente…) para que os nossos emigras regressassem aos braços da nação e ao calor da nossa amizade. O confrade africano agradeceu mas dispensou, alegando a seu favor a imagem que coroa este post, só possível no mês de Janeiro pelas Áfricas do seu coração (sim, lamento, aquelas garras que poluem a foto são mesmo do homem das Áfricas, mas fica a boa notícia de que as imagens não têm cheiro). Não desisto e faço-o ver que o calor amolece, que a chuva e o frio são matéria indispensável para fazer dos rapazes homens. O meu amigo não se deixa ficar e faz-me notar que as depressões nascem do frio e da chuva e que em terras quentes as estruturas metálicas não correm o risco de demorar a levantar-se, if you know what I mean… Aproveitando o balanço, o homem de África desafia o emigrante asiático, a passar as festas no nosso Portugalzinho, a pronunciar-se sobre como foi conhecer a “crise” de que tanto se fala, a concretizar esse conceito tão debatido mas pouco visto. Este, confirmando o que todos suspeitamos, responde que até agora só viu malta a gastar dinheiro e centros comerciais à pinha. Um dos confrades residentes retalia e diz sentir a crise, não estando afastada a hipótese de se juntar ao grupo de “evadidos”.

 

Faço uma ligeira pausa para refletir, e partilho com o grupo que podíamos dizer que os pobres estão mais pobres, mas na realidade não vemos as ruas mais cheias de pedintes ou sem abrigo. Descontando quem já estava mal (esses mesmo sem abrigo, mais quem não tinha emprego ou outros apoios) e os que viram a sua situação de facto piorar (os novos desempregados, as novas insolvências), arrisco dizer que muita gente andou a viver folgada, gastando sem critério e necessidade, pelo que agora só sai para as compras no Natal e nos saldos. Por vezes a realidade concreta é tão mais simples do que a pintamos...Para rematar, o meu bom amigo amante dos prazeres das Áfricas fecha com chave de ouro o debate: “Como dizia o outro: querem trabalhar como os marroquinos e ganhar como os alemães...”. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 14:53

Enquanto isso, por terras do Oriente

Sexta-feira, 25.10.13

 

 

Deixo o blog descansar, que ele, tal como eu, merece parar de pensar no fim-de-semana. Deixo-o e deixo-vos com esta imagem, este símbolo da beleza e do fascínio do Oriente. Porquê o Oriente? Porque acordei hoje com a boa nova que um amigo de outrora que ficou pelo Oriente, soltou pelo facebook: “It's official: I have found the love of my life!”. Não pode, não deve haver melhor despertar do que este.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 16:37

A Odisseia

Sábado, 30.03.13

 

 

Haverá a ínfima possibilidade deste casal de velhotes (não gosto da palavra idosos, é demasiado…demasiado…não sei, soa-me a classificação estatístico-deprimente), dizia, haverá uma possibilidade muitíssimo remota deste casal de velhotes se ter conhecido no baile de terceira idade do último fim-de-semana da japonesa cidade de Kyoto, ali para os lados do Palácio Imperial da mesma cidade. Quero acreditar, como 99% da população mundial assim o desejaria, que décadas de alegrias, promessas de amor eterno, de filhos adoráveis, de netos inimitavelmente fofinhos, antecederam este passeio deste enternecedor casal de velhotes, por entre as mais belas cores das mais belas folhas do oriente longínquo.

 

Quero acreditar que o amor pode ser uma comunhão assim, sem fim e sem destino, um eterno passeio por entre um jardim atapetado de folhas. Folhas de cores que fogem aos nomes que conhecemos das cores, cores para além do arco-íris, cores que nos entregam na bandeja da vida um banquete celestial. Sei que o amor não é isso, que tem também dor e alamedas cinzentas e sem folhas, que a velhice muitas vezes desconhece o amor, que são mais os passeios solitários do que as travessias de mãos dadas. Almejar a perfeição sabendo-a inatingível mas nunca dela desistir - a eterna odisseia dos loucos.

 

p.s. – Fotografia doce e amavelmente cedida pela minha amiga Moquinha, amizade dos tempos longínquos mas inesquecíveis da eterna juventude macaense. Ao meu burocrato-respeitoso pedido de “empréstimo” da fotografia, respondeu-me esta maravilhosa mulher/artista de mil talentos: “Claro que sim meu querido!!! A vida é uma partilha!”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 16:01





mais sobre mim

foto do autor


subscrever feeds



Flag counter (desde 15-06-2010)

free counters


favorito


links

Best of the best - Imperdíveis

Bola, livres directos & foras de jogo

Favoritos - Segunda vaga

Cool, chique & trendy

Livros, letras & afins

Cinema, fitas & curtas

Radio & Grafonolas

Top disco do Miguelinho

Política, asfixias & liberdades

Justiça & Direito

Media, jornais & pasquins

Fora de portas, estrangeirices & resto do mundo

Mulheres, amor & sexo

Humor, sorrisos & gargalhadas

Tintos, brancos & verdes

Restaurantes, tascas & petiscos

Cartoons, BD e artes várias

Fotografia & olhares

Pais & Filhos


arquivos

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

pesquisar

Pesquisar no Blog