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Au revor et merci, René

Sexta-feira, 27.01.17

 

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Não podia ir de fim de semana sem partilhar que não sou muito de sentir mais as mortes das vedetas televisivas do que a de qualquer outro cidadão do universo. São pessoas, não me são íntimas, posso ficar nostálgico mas não sou de alardear a minha tristeza inconsolável porque morreu alguém que me fazia companhia nas noites frias, do outro lado do écran. Isto não é para dizer que estou muito triste pela morte do grande René Artois (para mim, para a família dele era o Gordon Kaye), é apenas para recordar com um sorriso o humor, a graça e a traquinice encantadora com que ele berrava pela sua Michelle, no inesquecível “Allo Allo”. Obrigado pelas gargalhadas, René, valeu!

 

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publicado por bolaseletras às 14:47

Muito obrigado, Senhor Presidente

Domingo, 08.01.17

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publicado por bolaseletras às 21:42

No fim

Quinta-feira, 29.12.16

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Carrie Fisher aguarda pela mãe, Debbie Reynolds, no seu território, o palco. Uma fotografia que confirma que, mesmo no fim, tudo valeu a pena.

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publicado por bolaseletras às 19:30

Eternos campeões!

Sábado, 03.12.16

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É este o Sporting que eu amo é este o Sporting que eu quero. O Sporting que coloca os valores acima de tudo, que exerce o desportivismo e o fairplay em permanência e acima das vitórias efémeras, um Sporting cujos valores, atitudes e forma de estar tenho orgulho de transmitir aos meus filhos. A solidariedade com os malogrados jogadores da Associação Chapecoense foi uma perfeita manifestação do que é ser Sporting. Que descansem em paz os eternos campeões de Chapecó, que os sportinguistas e quem neste momento comanda os seus destinos saibam seguir este caminho.

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publicado por bolaseletras às 20:06

Obrigado Leonard - Dance me to the end of love

Sexta-feira, 11.11.16

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:02

Da difícil arte de como morrer feliz

Quarta-feira, 21.09.16

  

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O mar, a beleza de uma mulher, uma paisagem de cortar a respiração. Nada mais nem nada menos, isto tudo e só isto. Despidos de civilização, entregues à essência e pureza das coisas. Um sonho.

 

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publicado por bolaseletras às 17:57

A viúva negra

Quinta-feira, 02.06.16

  

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O luto tomara conta de si até ao fundo de si mesma. Uma espada com arestas de diamante rasgara-lhe a carne com uma precisão demolidora. Terminados os rituais fúnebres sorria por dentro por saber que aquela última despedida do seu homem de sempre e para sempre, tinha sido certamente do seu agrado. Depusera-o na terra como ele sempre a conhecera – ousada, única, apaixonada, louca, senhora de si e dos seus desejos. Gostavam de chocar porque desprezavam uma sociedade que se abespinhava com a paixão, o sexo, a pele e a carne, uma sociedade que se ocultava sob a alvura e hipocrisia dos seus lençois impolutos, das paredes cinzentas das suas casas abençoadas. Naqueles corpos semi-vivos fervilhava o desejo que esmagavam sob o peso dos seus pudores, regras e regrinhas. E sorria por dentro por saber que também ele sorria na sua última morada.

 

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publicado por bolaseletras às 18:19

O rebanho

Sexta-feira, 20.05.16

  

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  Fotografia por John Trent

 

O olhar baço replicava as suas almas indiferenciadas.

A fuga desesperada da exclusão

do dedo acusatório a quem se afastava do caminho

mimetizou as suas almas e vontades numa paisagem de indistintas cores

de um branco sujo mesclado pelo cinzento do esquecimento

de transparências opacas imunes à luz do sol.

 

O caminho era agora uma infinita linha recta

paralela ao silêncio das almas penadas

uma estranha comunhão entre uma vida sem sentido

e uma morte que não se sente

pois já nada se sente.

 

O olhar resistia sem razão à força surda da ausência de vontades.

Viver era espreitar eternamente a fronteira indistinta do nada que jaz do outro lado do rio.

  

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publicado por bolaseletras às 08:13

American sniper

Segunda-feira, 08.02.16

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American sniper de Clint Eastwood tem tudo para ser um clássico cliché dos filmes americanos de guerra e não deixa de o ser, porque tudo o que é tratado e repetido até à exaustão o é, porque a vida e a arte que a imita mais não é que um saco cheio de clichés amontados. O cliché é o horror da guerra, o impacto que isso tem para as famílias dos que vão atuar nesse teatro de morte, o trauma pós-guerra desses atores e novamente o impacto que tem nas famílias essa destruída/destrutiva nova pessoa que encarnou num novo espírito, a mais perfeita transformação de um actor. O filme tem tudo isso, mas Clint Eastwood teve o génio de tornar a glorificação de um soldado americano que se tornou um mito na guerra do Iraque em algo mais. Bradley Cooper regressa a casa, para os filhos e a mulher que indubitavelmente ama, mas nunca regressa de facto, o que faz com que por quatro vezes regresse ao Iraque. The legend, como lhe chamam, aquele que matou dezenas de iraquianos para proteger os seus compatriotas, sentia que, como um Deus, podia evitar as mortes dos seus irmãos de armas e de sangue. Amava a família mas sentia que algo maior lhe estava destinado, que regressar à América era abandonar à sua sorte aqueles que tinha o dom de poder salvar. Geralmente o cliché aponta para a dor por estar longe de casa, o sofrimento dos soldados, o regresso ansiado e manchado pelos infinitos traumas da guerra. Eastwood deu esta volta ao enredo e saiu-se bem. Bradley Cooper só redescobre a paz quando, de regresso a solo americano, consegue ajudar veteranos de guerra a atenuarem as suas dores. Antes disso, era como um médico que negligencia a família porque sente que a sua missão é salvar muitas outras, como um cineasta que aos oitenta anos, depois de produzir dezenas de filmes ainda sente que pode mudar a perceção do mundo, aperfeiçoar a arte mais e mais. Como um D. Juan que ama a sua mulher mas que sente que pode dar felicidade a tantas mais mulheres. Nada é preto, nada é branco, o que a milhares de olhos é errado pode criar tanto bem a milhares de outros. Não há mal e bem absolutos, tudo é relativo, tudo depende da perspectiva de quem perde o bem ou de quem dele usufrui.

  

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publicado por bolaseletras às 10:07

A sentinela

Terça-feira, 26.01.16

 

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Não há paz que sempre dure não há agitação que nunca acabe. Por mais que busquemos a calma a nossa natureza encontrará forma de nos devolver à tormenta dos mares revoltos. Mesmo nos casos em que a nossa própria natureza se acomoda melhor na almofada da quietude há sempre alguém que embirrará com essa modorra irritante e nos lançará na mesa do jogo da vida, como um par de dados descontrolados. É a lei da vida, é a lei das gentes. Se tal não fosse o mundo seria um mar morto e para mortes já nos resta aquela que nos aguarda a todos, a derradeira sentinela da vida que nos questionará sobre o que andámos para aqui a fazer. Nesse momento, mais vale ter algo a reportar do que morrer mudos e entediados. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 15:14





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