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Pausa nas coisas da bola por vergonha dos donos da bola

Segunda-feira, 14.07.14

 

Depois deste texto vou fazer uma pausa no tema futebol, ou, pelo menos, vou tentar. Não porque esteja enjoado, que a mim a boa bola não me enfada, muito menos por me querer dedicar a temas supostamente mais interessantes, profundos e dignos de uma mente superior como a que alguns exagerados néscios me acusam de ter, pelo que me deveria dedicar a temas menos esféricos. Digamos que fá-lo-ei mais por um sinal de protesto contra a clara, vergonhosa e despudorada situação em que nos tempos de hoje assenta o topo da hierarquia futebolística mundial. Se o coitado do Messi se sentiu constrangido ao receber a bola de ouro do mundial, imaginem como não se sentiram os próprios argentinos que viram o seu ídolo sem forças, arte ou génio para lhes dar o tão desejado título. Sem falar em Robben, Schweinsteiger, James ou Neuer, só na equipa da Argentina Mascherano ou Garay mereciam bem mais essa distinção do que Messi.

  

Mas, pior do que isso, foi ver David Luis, um simpático, esforçado e vibrante jogador, que parece ocupar a posição de defesa central, ser distinguido como um dos dois melhores jogadores nessa decisiva posição, sobretudo depois da sua equipa, candidata ao ceptro mundial, ter levado dez golos no alforge em dois jogos, quase metade deles com culpas directas ou indirectas do coitado do David. Percebo que no futebol proliferem os erros, compadrios, escolhas dúbias, mas, quando isso chega ao ponto do insulto básico da inteligência há que dizer basta. Continuem assim que qualquer dia só mesmo no Qatar vos vão aturar…vão-se catar, Blatter e companhia! 

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publicado por bolaseletras às 17:47

Alemanha 1 - Argentina 0

Domingo, 13.07.14

  

Nem a Alemanha teve assim tão menos coração do que a Argentina nem os alvicelestes têm falta de inteligência a jogar à bola. Uma final fantástica, recheada de emoção, golos falhados, defesas divinas, muita arte, muita garra, ambição sem limites, uma final digna de um dos melhores mundiais de sempre. Os melhores jogadores da final foram Schweinsteiger e Mascherano, vencendo para mim o primeiro porque além dos pontos a sangue frio, do sangue vertido e do futebol perfeito que exibiu, não fez faltas para 4 amarelos como as que fez o incrível e inimitável argentino. E o génio por que todos esperavam, Leo Messi? Uma arrancada ali, um passe acoli, mas uma gritante falta de killer instinct, anda por ali uma espécie de descrença que surpreende. Os alemães estão de parabéns, o Brasil pode dormir descansado porque não entregou o ouro ao bandido em casa e, como já todos deveríamos saber, There´s only one Maradona.

p.s. – Para além do melhor futebol os alemães mereceram a vitória sobretudo porque nos proporcionaram o mais belo momento do mundial: ver as suas namoradas, companheiras e esposas a brindar-nos, no final do jogo e durante os festejos, com o verdadeiro esplendor na relva!

 

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publicado por bolaseletras às 23:09

E o burro sou eu?

Sábado, 12.07.14

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publicado por bolaseletras às 23:23

O segundo 7-1 mais importante da história do futebol

Quarta-feira, 09.07.14

 

Outra inimitável beleza do futebol é a sua imprevisibilidade, é saber que se há dois dias perguntássemos aos inúmeros génios da análise táctico-técnico-futebolística qual seria o resultado da meia-final de ontem ninguém se aproximaria do resultado final. Após o jogo, aí não havia cabecinha pensadora que não tivesse explicação para o ocorrido, quem não desse até a entender que a debacle da turma canarinha seria até expectável. Que o Brasil não treinava, que Felipão tinha apostado tudo na emoção em detrimento da táctica, que os dois médios mais o menino Bernard contra o melhor trio de centrocampistas do mundo era suicídio colectivo, que David Luiz errara muito, que Marcelo errara mais ainda, não havia pinguim que não esticasse o pescoço para botar faladura. Não adianta, minha gente. O Brasil perdeu porque tinha todo o peso de uma nação nas costas e, além dos seus dois líderes fora do jogo, tinha pela frente uma equipa que só joga o que quer e o que precisa, quando quer e ao ritmo que quer e que quando o quer é simplesmente avassaladora. Depois do primeiro golo, bastava olhar para a expressão dos jogadores brasileiros para perceber que o medo lhes toldaria os movimentos e o pensamento nos próximos minutos.

  

Sim, a preparação técnica e táctica das equipas de Felipão deixa muito a desejar (há o Mundial de 2002, sim, mas há também duas derrotas com a Grécia no ano em que com a melhor selecção de sempre Portugal perdeu o Europeu, há uma curta e patética estadia do sargentão no Chelsea, há um regresso peripatético ao Palmeiras também marcado pelo insucesso). Por outro lado, parece que toda a gente se esquece e ninguém quer lembrar que a Espanha foi campeã do mundo e da europa assente numa equipa toda ela burilada por Pepe Guardiola. Agora é a Alemanha que dá cartas suportada em mais de meia equipa do Bayern de Munique. Espera lá…quem é que treina atualmente a equipa bávara? Às vezes é tudo tão simples de explicar que até dá vontade de não o fazer, não é senhores especialistas e génios do comentário da bola? 

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publicado por bolaseletras às 10:26

O sonho impossível dos americanos no mundo mágico da bola

Terça-feira, 08.07.14

   

Numa das suas excelentes crónicas sobre futebol, as chances do Brasil de erguer a copa e o mundo mágico que é o da bola, Tostão toca no cerne do que é a razão de ser o futebol o mais belo desporto do mundo. O cronista/médico/ex-génio da bola relata que os E.U.A vivem obcecados pela competitividade, pelo que já teriam programado que em 2018 estariam em condições de disputar taco a taco a tão almejada taça. Ora, duvida o bom do Tostão, no que eu o acompanho, dessa quimérica possibilidade. A dúvida assenta no facto dos norte-americanos não terem no seu DNA aquele je ne sais quoi que produz os melhores jogadores do mundo. Ou seja, por mais que treinem, planifiquem e massifiquem o futebol nunca hão-de chegar lá. É uma ideia tão bonita esta de que o futebol elege os melhores não num centro tecnológico de formação de super-homens, mas sim por entre morros e favelas ou num qualquer beco junto a um ferro velho perdido na cintura industrial de uma grande cidade. Fiquem com mais do grande Tostão sobre o tema, é delicioso lê-lo:

“(…) O futebol é diferente de outros esportes. Não basta dominar a técnica, o conhecimento e treinar muito. Em um jogo, há muita imprevisibilidade e grande número de possibilidades. Não é possível extrair o talento de um craque e reproduzi-lo no campo e no laboratório. O craque sabe fazer, mas não sabe como fazer. Não dá para ensinar sua arte. Ele sabe, sabendo.”

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publicado por bolaseletras às 17:26

E quem leva o caneco?

Sábado, 05.07.14

 

À frase mil vezes repetida e imortalizada por Gary Lineker ("o futebol são 11 contra 11 e no fim ganham os alemães"), acrescentou ontem o ex ponta de lança inglês a seguinte reflexão: "o problema com os alemães é que eles são alemães", vincando ainda mais a hercúlea tarefa que é derrubar a muralha teutónica. O Brasil chora Neymar e Tiago Silva, dois esteios da equipa. Tostão, na sua sabedoria, defende que se o Brasil erguer a copa conseguirá um feito ainda mais heróico, se a perder terá a mais perfeita das desculpas. Eu, que sempre disse que isto era dos alemães que jogam sempre só o que precisam para marcar mais um golo que o adversário (excepção a Portugal, que entregou o ouro todo ao bandido), ainda ponho a hipótese que 11 rapazes vestidos de amarelo, carregados ao colo por uma nação, um hino e uma missão (esperemos que sem o colinho de mais um árbitro) possam contornar a máquina germânica. O que seria melhor para o futebol? Talvez que não fosse um árbitro a decidir o que outros pensam que é o melhor para o futebol.

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publicado por bolaseletras às 22:20

Provavelmente, o melhor campeonato do mundo de todos os tempos

Quinta-feira, 03.07.14

 

Têm sido muitas as vozes que defendem que este é, senão o melhor mundial de todos os tempos, um dos 3 melhores de sempre. Tinha tanto para dizer sobre isto, quase concordando em absoluto (talvez o fizesse, não fosse a desilusão lusitana espicaçar-me a invejinha manhosa), mas há quem o diga muito melhor do que eu. Deixo aqui um trecho de um excelente artigo do The Guardian sobre o tema. Gosto particularmente da ideia nele plasmada, na qual se formula a teoria que a decadência da equipa espanhola e o propalado fim da sua predominância, abriu portas para que os jogos passassem a ser decididos, não pela força duma suprema táctica colectiva, mas sim pela inspiração das estrelas que voltaram a ser os jogadores e não os impenetráveis sistemas tácticos ou as geniais filosofias de jogo. Será também por isso que, não fora o naufrágio da nau Catrineta, este poderia ter sido o melhor mundial de todos os tempos. Enjoy!

 

“There is perhaps a purely sporting angle to all this, another side-effect of the collapse of Spain’s supremacy at this tournament. That great team were above all a force for tactical collectivism, a team in which – despite their high-grade talents – the ball was always the star. In its absence there is naturally a sense of bracing contrast at the sight of thrillingly expressive individuals driving on a clutch of often rather flawed teams. It is, in part, Spain’s gift to this tournament. The grown-ups have now left the building. In their absence we can enjoy the ragged edges, games decided by moments not method, the rebirth of the lone star.”

 

Texto completo aqui:

http://www.theguardian.com/football/blog/2014/jul/02/neymar-james-rodriguez-brazil-colombia-world-cup-2014

 

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publicado por bolaseletras às 17:26

Portugal 2 - Gana 1, antes do voo de regresso

Quinta-feira, 26.06.14

 

O dever ter-me chamado e a falta de vontade de me desiludir novamente não me deixaram ver o jogo de hoje. As leituras e visualizações póstumas deram-me um belo resumo: jogámos um pouco melhor, o meio campo voltou a carburar (ai William, William), as falhas voltaram a acontecer (ai Moutinho, Moutinho) e CR7, apesar de marcar, não conseguiu ser o nosso salvador, ainda com a confiança abalada pelo joelho e pelo excessivo peso que a nação e a equipa lhe depositam sobre os ombros.

 

Infelizmente, os sinais dados por todos não me faziam crer num milagre, a 26 de junho, por terras de Brasília. O ar nada efusivo de Paulo Bento depois daquele segundo golo contra os americanos, as declarações dos jogadores depois do jogo dando a entender que afinal há milagres impossíveis, as múltiplas declarações de responsáveis técnicos e dirigentes sobre lesões, demissões, renovações de confiança e o diabo a sete, fizeram-me perceber que, infelizmente, havia preocupações bem mais prementes do que gizar uma estratégia táctico-motivacional para espetar 4 batatas ao Gana. Não rapazes, não vos dou os parabéns. Não Paulo, tudo isto não pode ser visto assim com tanta tranquilidade.

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publicado por bolaseletras às 22:22

Um dia os domingos serão ainda mais tristes

Quarta-feira, 25.06.14

 

Dinheiro, guita, pilim, carcanhol, cascalho, verdinhas, muitas verdinhas, paletes de dinheiro. Em última instância tudo o dinheiro comanda. Se num boteco nos oferecem um pires de tremoços é na esperança que estes puxem por mais uma imperial. As coisas da bola, por mexerem com as paixões mais irracionais que habitam a nossa irracionalidade, brilham como ouro porque há milhões a pagar bilhetes, a comprar camisolas do Messe e do CR7, a contratar um canal pay per view para ver tanta vedeta, todos os jogos, cada vez mais jogos, até que um dia a irracionalidade da paixão e a racionalidade da ganância que se alimentam da magia da bola matam de vez a galinha dos ovos de ouro. Nesse dia não adianta queixarem-se que os domingos seguintes serão efectivamente tristes tristes tristes.

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publicado por bolaseletras às 22:01

Portugal 2 - USA 2

Segunda-feira, 23.06.14

 

António Oliveira, ex- extraordinário jogador, ex- falhado seleccionador nacional, perorava ontem na SIC, antes do jogo decisivo da turma das quinas, sobre dois temas. O primeiro, os podres e as vergonhas da Federação Portuguesa de Futebol (ah, os vampiros e abutres, ávidos de sangue), outro sobre o que se iria passar daí a uns minutos por Manaus. Dizia ele, como óbvio conhecedor da coisa, que os jogadores portugueses se agigantam sempre nas dificuldades e desta vez o iriam novamente fazer, só não transpondo o cabo das tormentas se não o conseguissem, porque sangue, suor e lágrimas não iriam faltar. É verdade, os rapazes deram tudo o que tinham, mesmo presos por arames, mesmo com o nosso Cristiano ainda desconfiado das reais capacidades físicas da máquina que tem dentro de si, mesmo com gente fora de posição por falta de opções. No fundo, apesar da minha fezada me fazer dizer o contrário, sempre desconfiei que, como bem disse CR7, há demasiadas selecções no mundial bem mais apetrechadas e preparadas do que a nossa. 

 

E quanto às culpas de Paulo Bento, esse homem sério e teimoso que meio mundo procurará agora sacrificar no altar da justiça popular, aponto-lhe uma, apenas uma, porque é só essa que consigo vislumbrar a olho nu: não ter apostado desde o primeiro minuto num jogador excepcional como William Carvalho, moço que se impôs sem demoras numa equipa com bem mais problemas do que a nossa selecção, rapaz namorado por tudo o que é tubarão no universo dos clubes com dinheiro para dar e vender, jogador que em meia hora provou ser essencial para cobrir espaços, distribuir jogo, recuperar bolas e ver um pouco mais além do que os esforçados mas cansados rapazes que o Paulo insistiu em que o nosso meio campo assentasse. Foi esse o pecado original de Paulo Bento, tudo o resto são especulações de gente que mais facilmente encontra problemas do que reconhece os méritos (sim, já ninguém se lembra do estado desta equipa antes de Paulo Bento pegar nela). Agora, falta deixar tudo em campo para procurar o quase impossível milagre. Podem não ganhar, mas honrem a camisola e a bandeira, rapazes!

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publicado por bolaseletras às 18:10





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