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Sobre a seleccção e sobre como lidar com vedetas ingratas

Quarta-feira, 19.11.14

nani.jpg

Depois da exibição de ontem da nossa selecção da bola que rola no relvado apetecia-me escrever muita coisa. Como não tenho tempo e porque já tanta gente escreveu tanta genialidade e patetice sobre o tema, vou resumir as ideias fortes:

- Ontem, mais ainda que contra a Arménia, não tivemos fio de jogo, não acertámos três passes seguidos, tivemos muita sorte e excelentes centrais que evitaram o descalabro.

- Olhando para este futebol diria que o Paulo Bento foi, mais uma vez, um génio incompreendido.

- Se é para jogar mal e porcamente e ganhar jogos por 1-0, a la Grécia, digam desde logo que tenho muitas séries televisivas em atraso para pôr em dia. 

Por último, quanto ao caso Nani que decidiu “largar” a bombinha que isso de sair “não dizia que não, vamos ver” tenho a seguinte reflexão a partilhar com o universo em geral e a turba leonina em particular. Como o Sr. Nani saberá, no dia em que saiu do Manchester ninguém estava a dar meio chavo por ele. Aqui, na nossa casa, integrado numa equipa e estrutura técnica que o valorizaram, motivaram e souberam potenciar as suas faculdades, mostrou que é ainda um excelente jogador, tendo atingido um belíssimo momento de forma. Se lhe apetece cuspir no prato de quem lhe deu a sopa a comer, se é ingrato, se acha que o Sporting planeou toda uma época contando com ele como peça fundamental e que agora vai abdicar disso, tire desde logo o cavalinho da chuva, Sr. Nani. Por mim, se ele quiser forçar a saída ou se fizer birra nesse sentido, fica o resto da temporada sentado na bancada a contar os pingos de chuva. Pode ser que depois regresse a Manchester no mesmo estado em que veio.

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publicado por bolaseletras às 18:14

Obrigado Paulo

Quinta-feira, 11.09.14

 

Paulo Bento não é nenhum Mourinho mas é um homem sério e imune a pressões. O Paulo não deu nenhum título à selecção mas até hoje também ninguém o fez. Era possível fazer melhor com este leque de seleccionáveis? Talvez fosse, talvez outros jogadores pudessem ter sido aposta mas o homem tem convicções tão fortes que chega a ser teimoso. A culpa das fracas exibições e resultados recentes é sobretudo dele? Vejamos: 

Foi o Paulo Bento que fez com que Porto e Benfica não apostassem na formação e não dessem oportunidades decentes aos poucos jogadores com potencial que formaram? Foi o Paulo Bento que enxameou Porto e Benfica de brasileiros e demais latinos americanos, espanhóis e homens do leste na primeira equipa, tantas vezes com resultados risíveis? O Sporting anda há anos a sustentar a espinha dorsal da selecção mas isso não é, como se compreende, suficiente. Além disso, Porto e Benfica e os seus manipuláveis adeptos sempre tiveram muita facilidade em criticar gratuitamente estes jogadores e treinador, a clubite e o facciosismo nunca deixou de ser mais um defeito vincado das nossas gentes. Enquanto a política desportiva de Porto e Benfica não mudarem, enquanto os seus responsáveis preferirem o brilho das comissões fáceis e do negócio rápido ao desenvolvimento do jogador nacional não há Mourinho que nos safe. 

Apesar daquele que sempre achei o teu pior erro, Paulo, essa teimosia em fechares a equipa num núcleo duro e dificilmente mutável, tantas vezes independentemente do seu desempenho, agradeço-te a tua dedicação e os valores que sempre defendeste e colocaste acima de tudo. Boa sorte, que bem a mereces.

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publicado por bolaseletras às 21:44

Portugal 0 - Albânia 1

Domingo, 07.09.14

 

Reacção normal ao ver o Éder a ponta de lança, o Ricardo Costa a central e o Vieirinha com o n.° 10.

 

O Paulo Bento exasperou-me. Os jogadores, cuja qualidade não é superlativa mas também não é tão má como as suas prestações podem fazer suspeitar, não me parece que tenham dado tudo em termos físicos, emocionais e mentais. Vou resumir a coisa a uma feliz frase que li no twitter e deixar mais umas piadolas que me vieram à cabeça. Esta selecção arrisca-se a que deixemos de a levar a sério. Vejam lá isso, rapazes.

 

“Andámos durante anos a jogar acima das nossas possibilidades, chegou a hora do ajustamento.”

 

 

Cavaleiro? Gomes? Horta? Éder? What‘s you problem, Mr. Bento? 

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publicado por bolaseletras às 22:38

Portugal 2 - Gana 1, antes do voo de regresso

Quinta-feira, 26.06.14

 

O dever ter-me chamado e a falta de vontade de me desiludir novamente não me deixaram ver o jogo de hoje. As leituras e visualizações póstumas deram-me um belo resumo: jogámos um pouco melhor, o meio campo voltou a carburar (ai William, William), as falhas voltaram a acontecer (ai Moutinho, Moutinho) e CR7, apesar de marcar, não conseguiu ser o nosso salvador, ainda com a confiança abalada pelo joelho e pelo excessivo peso que a nação e a equipa lhe depositam sobre os ombros.

 

Infelizmente, os sinais dados por todos não me faziam crer num milagre, a 26 de junho, por terras de Brasília. O ar nada efusivo de Paulo Bento depois daquele segundo golo contra os americanos, as declarações dos jogadores depois do jogo dando a entender que afinal há milagres impossíveis, as múltiplas declarações de responsáveis técnicos e dirigentes sobre lesões, demissões, renovações de confiança e o diabo a sete, fizeram-me perceber que, infelizmente, havia preocupações bem mais prementes do que gizar uma estratégia táctico-motivacional para espetar 4 batatas ao Gana. Não rapazes, não vos dou os parabéns. Não Paulo, tudo isto não pode ser visto assim com tanta tranquilidade.

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publicado por bolaseletras às 22:22

Portugal 2 - USA 2

Segunda-feira, 23.06.14

 

António Oliveira, ex- extraordinário jogador, ex- falhado seleccionador nacional, perorava ontem na SIC, antes do jogo decisivo da turma das quinas, sobre dois temas. O primeiro, os podres e as vergonhas da Federação Portuguesa de Futebol (ah, os vampiros e abutres, ávidos de sangue), outro sobre o que se iria passar daí a uns minutos por Manaus. Dizia ele, como óbvio conhecedor da coisa, que os jogadores portugueses se agigantam sempre nas dificuldades e desta vez o iriam novamente fazer, só não transpondo o cabo das tormentas se não o conseguissem, porque sangue, suor e lágrimas não iriam faltar. É verdade, os rapazes deram tudo o que tinham, mesmo presos por arames, mesmo com o nosso Cristiano ainda desconfiado das reais capacidades físicas da máquina que tem dentro de si, mesmo com gente fora de posição por falta de opções. No fundo, apesar da minha fezada me fazer dizer o contrário, sempre desconfiei que, como bem disse CR7, há demasiadas selecções no mundial bem mais apetrechadas e preparadas do que a nossa. 

 

E quanto às culpas de Paulo Bento, esse homem sério e teimoso que meio mundo procurará agora sacrificar no altar da justiça popular, aponto-lhe uma, apenas uma, porque é só essa que consigo vislumbrar a olho nu: não ter apostado desde o primeiro minuto num jogador excepcional como William Carvalho, moço que se impôs sem demoras numa equipa com bem mais problemas do que a nossa selecção, rapaz namorado por tudo o que é tubarão no universo dos clubes com dinheiro para dar e vender, jogador que em meia hora provou ser essencial para cobrir espaços, distribuir jogo, recuperar bolas e ver um pouco mais além do que os esforçados mas cansados rapazes que o Paulo insistiu em que o nosso meio campo assentasse. Foi esse o pecado original de Paulo Bento, tudo o resto são especulações de gente que mais facilmente encontra problemas do que reconhece os méritos (sim, já ninguém se lembra do estado desta equipa antes de Paulo Bento pegar nela). Agora, falta deixar tudo em campo para procurar o quase impossível milagre. Podem não ganhar, mas honrem a camisola e a bandeira, rapazes!

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publicado por bolaseletras às 18:10

Alemanha 4 - Portugal 0

Segunda-feira, 16.06.14

 

Ponto prévio que volto a sublinhar sobre estas coisas da nossa equipa das quinas – sempre apoiei Paulo Bento e esta selecção, calei muitas críticas e opiniões divergentes porque acredito que selecção não se critica – apoia-se. Apesar de uma desilusão profunda e de bastante revolta, não vou, não posso deixar de apoiar a equipa nacional, isto apesar de achar que podíamos ter suado mais, corrido mais, jogado melhor, ter tido mais sangue frio e inteligência emocional. Ainda assim, há muita coisa que - não sei se agora mas mais tarde com certeza – deverá ser questionada a Paulo Bento e, sem rodeios, explicada por este. Fica aqui o meu contributo para jornalistas eventualmente tímidos ou adeptos do respeitinho é muito bonito e evita problemas (exemplares destes não têm faltado por aí, basta ver a flash interview pós-jogo de hoje e as questões colocadas ao seleccionador nacional). Vejamos as questões que urge esclarecer:

- Para que serviram os jogos de preparação pré-mundial? Porque se andaram a testar sistemas tácticos alternativos para jogarmos com o mesmo de sempre? Porque se andou a experimentar e a dar ritmo a Beto, Eduardo, William Carvalho, André Almeida, Ruben Amorim, Éder e Varela, para jogarem sempre os mesmos, mesmo que cansados, mesmo que sem ritmo, mesmo que recém-recuperados de lesões recentes? Se os jogos de preparação serviram para não se cansar mais quem já estava cansado para que serviram afinal? Para encher enchidos ou respeitar compromissos pré-assumidos? Não deveriam ter servido para confirmar que Varela é muito útil porque além de dar golos também defende melhor que Nani? Ou que Éder é muito mais rápido que qualquer outro dos dois pontas de lança e incomoda muito mais as defesas adversárias, entrosando igualmente bem com o resto da equipa? Ou ainda que o poder físico, a capacidade de passe e de ocupar espaços de William Carvalho não tem concorrente à altura no meio campo lusitano - mais que todos, este foi para mim o grande pecado de Paulo Bento no jogo de hoje, tenho muita pena que ande o mundo todo atrás do bom do William menos aquele que nos dava jeito que andasse.

  

Quero acreditar mas está difícil, meus amigos. Os EUA e o Gana não são certamente a Alemanha, mas hoje ficámos sem o nosso melhor central e o nosso único defesa esquerdo, o bom do Fábio que em condições normais seria peça de extrema importância. Para dificultar, há agora uma montanha de bloqueios anímicos e mentais a derrubar, há ainda um meio campo sem força, sem garra, sem condição física personificado por Moutinho (que se passa, João?), por um desgastado e quiçá em trajectória descendente da carreira Meireles e, sobretudo, por um Miguel Veloso que daqui a 10 anos ninguém recordará, porque nada do que ele faz é inesquecível. Paulo Bento sempre privilegiou o seu núcleo duro, os seus guerreiros, aqueles com que iniciou este percurso. Neste momento isso já não chega e ou o seleccionador percebe isso ou a malta ainda volta a tempo de ir aos festivais de Verão. Vê lá isso, Paulo, vejam lá isso, rapazes.

 

p.s. 1 – CR7? Nunca conseguirá fazer tudo sozinho, por melhor que seja. Sobretudo, hoje assustou-me a mim e provavelmente também a ele perceber que toda a equipa queria que ele resolvesse, passavam-lhe a bola mesmo quando havia outros melhor colocados, inclusivamente os que a passavam (vide passe errado de Coentrão para CR7 quando devia ter rematado para o golo). Esta atitude faz lembrar muito o que se vê por muitas empresas e serviços, em que os funcionários se encostam aos chefes, confiando que a responsabilidade é toda deles e adormecendo à sombra dessa confortável bananeira.

p.s. 2 – Pepe, novamente Pepe. Por mais que aprecie o jogador, por mais que perceba que nisto das coisas da bola o descontrolo emocional é mato, gostava, uma vez que fosse, de ver a disciplina exercida como forma de dar o exemplo, de mostrar a todos a responsabilidade que é envergar a bandeira das quinas no peito. De que falo? De enviar Pepe de volta para Portugal, explicando muito bem que este tipo de atitudes não podem ser aceitáveis e terão consequências. É disto que falo, sem contemplações.

p.s. 3 – Rui Patrício – nunca o achei um guarda-redes fenomenal mas sempre achei que quando está bem e confiante pode ser uma mais valia para qualquer equipa. Infelizmente, em demasiados jogos decisivos o Rui vê as suas capacidades prejudicadas por alguma fragilidade mental, por um défice de confiança que não casa bem com um guarda-redes decisivo. 

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publicado por bolaseletras às 20:48

Apesar de tudo, eu acredito! FORÇA PORTUGAL!

Quarta-feira, 11.06.14

 

O facto de ter que me levantar com as galinhas e de já não ter vinte anos não me permitiu ver em directo o último jogo da minha selecção (não digo nossa, porque há por aí muito boa gente a renegar esta equipa) antes de iniciar a saga do Mundial. Pelos resumos que já vi e pelo que li, percebo que, com tranquilidade, Paulo Bento vai levando a água ao seu moinho e construindo uma verdadeira equipa. Não tem 11 jogadores de igual valia, como bem sabemos, mas tem tido a arte de tirar de cada um deles o que é preciso para ir tornando a equipa cada vez mais coesa e robustecida.

 

Depois desta sucinta análise, constato que não tenho escrito muito sobre o mundial que aí vem e não sei bem porquê. A paixão que tenho pelo evento mantém-se acesa, talvez com uma pinga de racionalidade a temperá-la, mas a chama continua a carburar bem do lado esquerdo do peito. Continuo a querer que a minha selecção me faça gritar loucamente, que me deixe os nervos em franja, que me faça bater o coração até ao limite. Talvez isto de ler, saber e investigar o despudor que é o Brasil gastar tantos milhões num evento para umas semanas de bola, quando as suas escolas e hospitais públicos continuam uma vergonha me irrite mais do que irritaria há uns anos atrás. Também esta nuvem negra que cobre os céus das nossas cidades e aldeias em forma de empréstimos, apertares de cintos e afins não convida a grandes euforias sobre temas considerados pelas mentes superiores do nosso país como fúteis. Por outro lado, entristece-me que tanta gente que considero ande a bater e a renegar a selecção por causa de embirrações contra certos jogadores que foram ao Brasil, ao mesmo tempo que vociferam por aquelas inebriantes vedetas que Paulo Bento decidiu deixar cá pela nação. Como já afirmei anteriormente, também eu poderia fazer outras escolhas, mas como alguém é pago para as fazer por todos nós, com muito mais conhecimentos e expertise para exercer essa função, um minuto depois das escolhas anunciadas assumi: ESTA É A MINHA SELECÇÃO!

  

Apesar destes irritantes engulhos, felizmente que o meu pequeno Miguel tem feito renascer em mim a alegria infantil pelo jogo, com aquele apelo constante a “vamos jogar à bola, papá!”, “Quem está a jogar, pai?”, “Diz-me os jogadores todos do Gana, pai!”. Em suma, o mundial vem aí e ainda bem. E prognósticos para as nossas cores? Muito bem, aqui ficam as minhas apostas, seguindo uma longa tradição de apostas com a malta olivalense:

 

Fase de grupos

Portugal 1 – Alemanha 1

Portugal 2 – E.U.A. 0

Portugal 1 – Gana 0

 

Oitavos de final

Portugal 1 - Bélgica 1 (Portugal vence nos penalties, no pain no gain)

 

Quartos de final

Portugal 2 - Argentina 1

 

Meia final

Portugal 1 - Itália 0

 

Final

Portugal 2 - Espanha 1

 

Se não acreditarmos em nós quem irá acreditar? GANHAR MALTA! FORÇA PORTUGAL! 

 

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publicado por bolaseletras às 17:36

Portugal 0 - Grécia 0

Sábado, 31.05.14

 

Soa o apito final pelo Jamor e pelas paredes da sala cá de casa, logo seguido de algumas críticas desiludidas do pequeno Miguel por não ter visto golos e do comentário da cara- metade, ligeiramente agastada por perceber que a preceder um mês de futebol sem parar ainda vai ter que aguentar estes importantes jogos particulares: “Então essa desgraça acabou 0-0?”. Coloco a minha expressão de génio incompreendido n.º 6 e solto, lenta e pausadamente, a frase cujos pontos que se seguem irei explanar na perfeição:” O jogo foi óptimo, mas apenas para quem realmente percebe de futebol”. Vejamos:

1)     Jogámos sem quatro dos mais valiosos titulares (Pepe, Coentrão, CR7 e Moutinho) e mesmo assim dominámos quase por completo uma ultra-defensiva Grécia. Podíamos ter marcado por várias vezes e só nos arriscámos a sofrer nos últimos minutos de descompressão do jogo, um comportamento a que Paulo Bento terá de estar atento.

2)     Ganhámos três jogadores chave. William Carvalho, sem deslumbrar e faltando-lhe ainda a confiança com que desliza nos relvados com a camisola verde e branca, mostrou estar alguns furos acima de Miguel Veloso, oferecendo qualidade de passe, presença física e enorme abrangência e dinamismo na cobertura do meio campo. Nani, com o corpo descansado e a mente certamente em processo de limpeza da sua pior época de sempre, confirmou que reúne todas as condições para ser o parceiro de CR7 nas alas lusitanas. Quanto ao eterno problema português, a cabeça da área, Éder, sem ter resolvido de forma inequívoca o problema, longe disso, demonstrou sageza (aquele cabeceamento em antecipação nos primeiros minutos merecia melhor sorte), muita vontade, capacidade de cobertura da bola, boas tabelas e uma disponibilidade física bem superior à dos dois concorrentes directos (Postiga discreto, Hugo Almeida atabalhoado).

Estou convicto que com o regresso dos titulares e estes três reforços poderemos surpreender. Temos que saber ver o lado bom das situações e ter a coragem de ser optimistas. Força rapazes, força Portugal!

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publicado por bolaseletras às 22:16

Paços de Ferreira 1 - Sporting 3

Sábado, 05.04.14

 

Volto a pedir perdão à minha mulher, mas estou decidida e perdidamente apaixonado pelo William Carvalho. A calma e decisão com que resolveu, desde que recebeu o passe de calcanhar do outrora tosco e hoje elegante Slimani, o que iria fazer nos segundos seguintes, fez lembrar a pertinácia de um serial killer. E o que fez o bom do William? Recebeu a bola com os olhos na baliza, fez dos adversários meros e impotentes espectadores e terminou a jogada com um inclinar de corpo que enganou em definitivo o guarda-redes pacense. William defende, organiza, impõe o físico e enche o campo com a sua inteligência e, não satisfeito com tudo isso, ainda marca golos à número dez de inegável qualidade. De resto, cada jogo do Sporting é hoje uma oportunidade por suspirarmos por uma flexibilização na teimosia de Paulo Bento. Pensar em Ruben Micael, mesmo em Meireles, a ocuparem o lugar que parece assentar que nem uma luva em Adrien angustia-me. Do outro lado, olhar para Bebé, para a sua velocidade, capacidade de remate e poderio físico e ver no seu lugar o habitué Nani faz-nos pensar se Paulo Bento, em toda a sua honestidade e vontade de preservar um grupo coeso, não se está a trair a si mesmo e à sua obstinada vontade de ser sério nas suas escolhas. Paulo, esta equipa e estes rapazes merecem que olhes para eles com olhos de ver. Rapazes, obrigado mais uma vez, foram grandes!

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publicado por bolaseletras às 22:32

Paulo, deixa o minino jogar!

Quinta-feira, 20.03.14

 

Partilho com um amigo por sms o golo de Quaresma ao Nápoles e a minha esperança de que aqueles segundos de bailado, aquele momento artístico só ao alcance dos predestinados, representem o carimbar do passaporte de Quaresma por Paulo Bento. Do outro lado respondem-me que o remate foi um bocado chouriço e que os defesas napolitanos limitaram-se a olhar, enfeitiçados pela dança do cigano. Irrito-me e afirmo que essa visão é má vontade, o bailado e o remate foram pura arte, porra! Que não, diz ele, e ouviu até dizer que o rapaz nada mais fez durante o jogo, que não é por marcar uns golos jeitosos que estará no Brasil, que tem que fazer mais e merecer muito. Enervo-me com este argumentário e riposto que os golos fantásticos que Quaresma marcou desde o regresso às Antas, o facto de ter carregado a equipa ao colo em tantos jogos, tudo isto depois de meses parado, dizem muito sobre a vontade do miúdo Ricardo e da qualidade que ainda tem e nos faz o favor de colocar em campo. Para mim, depois de CR 7 não temos extremo melhor, o resto são tecnicismos e embirrações. And I rest my case!

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publicado por bolaseletras às 22:23





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