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Das inevitabilidades da vida

Segunda-feira, 21.04.14

Gabriel Garcia Marquez morreu, ninguém mata Putin e Pinto da Costa busca, contra todas as provas conhecidas, a imortalidade. A morte, a maior inevitabilidade da vida marca-nos os passos, comanda-nos a vida, toureamos como bestas cegas e enlouquecidas contra moinhos de nada. Gabo viverá para sempre, a memória da vida de Putin será sempre uma lembrança de mortes. Pinto da Costa? Cem anos de solidão de títulos se seguirão ao seu reinado, há vidas inimitáveis.

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publicado por bolaseletras às 19:03

Era uma vez um líder

Quarta-feira, 16.04.14

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publicado por bolaseletras às 23:05

O que falhou, papa Pinto?

Segunda-feira, 24.02.14

 

Nesta história do anunciado mas, atenção, ainda não concretizado falhanço total de Paulo Fonseca à frente dos destinos portistas há várias frentes de ataque. Há quem vá à génese do acto e critique a aquisição de um treinador com provas dadas apenas num fantástico ano mas num pequeno clube como o Paços Ferreira. Depois, há quem olhe para o fenómeno como um sinal de pré-demência de Pinto da Costa, nesta fase em que parece recusar-se a aceitar que a escolha foi má, que o futuro do clube não é nem pode ser com um treinador nitidamente sem recursos anímicos, sem soft skils, sem capacidade de liderança e, pelo que tem demonstrado, sem qualidade técnica para uma cadeira do poder tão exigente. Ora bem, vou tentar explicar o porquê destas duas perceções que atrás referi de uma forma lógica e simples, sem grandes enredos de telenovela que é o que tem lançado a bruma sobre o estado da nação portista.

 

Pinto da Costa, mais do que ter criado os fenómenos precoces Mourinho e Villas Boas, arriscou com eles no escuro, lançou-os e deu-se mais do que bem, deu-se excelentemente. Mourinho fora adjunto no Barcelona, é certo, fizera umas gracinhas por Leiria e pela Luz, mas nunca ganhara nada sozinho. No Porto atingiu o olimpo e quem teve olho para ver nele qualidades inimitáveis foi o eterno presidente portista. Villas Boas dera ainda menos provas de que seria uma escolha vencedora, mas ainda assim Pinto da Costa apostou nele, provavelmente muito movido pelo facto do jovem André ser dragão de alma e coração. Depois de duas experiências com tão incríveis resultados na aposta de dois jovens treinadores, como não arriscar num tão prometedor mister Fonseca que pegara no Paços de Ferreira e o levara à liga dos campeões? Não há duas sem três, pensou Pinto da Costa, esquecendo-se que a experiência internacional de Mourinho e de Villas-Boas foram essenciais para lhes dar estaleca, auto-confiança, conhecimentos e, sobretudo, credibilidade perante os jogadores. Pinto da Costa esqueceu este e outros pormaiores e foi atrás do seu killer instinct que por uma vez o deixou mal. E depois disto, porque não reconhecer o erro, mudar a agulha o mais rápido possível, tentar recuperar o que ainda há para recuperar? O papa do norte sabe bem que à vigésima jornada nenhum treinador conseguirá “virar” uma equipa, sabe ainda melhor que não tem jogadores para tirar o campeonato ao Benfica. Mudar agora e falhar seria dar-se à acusação de dois erros – a aposta em Fonseca e a saída de Fonseca com mais de meio campeonato disputado. Assim, mesmo que nada vença e tudo perca, ficará como o arauto da estabilidade, possivelmente apoiado em mais umas choradeiras com uns casos de arbitragem que sempre acabam por surgir. Não se trata já de corrigir o erro, mas sim de fazer a gestão do erro. Não subestimem o papa Pinto, tudo menos isso.

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publicado por bolaseletras às 14:35

Crónicas do mundo da bola - Marionetas, rapazolas e arruaceiros

Terça-feira, 24.09.13

 

 

Os últimos dias futebolísticos vieram confirmar à saciedade uma tese que venho defendendo há já alguns anos: os atuais “donos da bola” do nosso país irão ser os coveiros deste desporto que tanto adoramos e que tão mal é tratado pelos seus supostos líderes. Desde o presidente da Associação de Futebol de Lisboa (que tinha até há uns dias atrás a sorte e o prazer de não fazer ideia quem era) ser um rapazola armado aos cucos, ignorante e pateta, que se diverte a lançar atoardas racistas em redes sociais e que parece ter apanhado uns cascudos certamente merecidos da mafia do norte, até ao novel mister Fonseca que optou por meter no bolso aquela luzidia imagem de novos tempos que parecia ostentar, sujeitando-se a fazer de marioneta da voz do dono da Costa, nada como fechar os eventos do lusopédio com o lustroso comportamento do mister Jesus.

 

 

 

A este, pela importância que o próprio se arvora e que este país lhe dá, dedico um parágrafo. Primeiro, como escrevi há dois dias atrás, parece-me evidente que se não tivessem existido imagens flagrantes e vozes revoltadas com a inércia da polícia no momento das malfeitorias de JJ, o assunto seria varrido para baixo do tapete dos 6 milhões, porque são muitos €€€ para comprar jornais e a subscrever canais televisivos. Não tenho nada de especial contra Jorge Jesus, até me divirto com a sua linguagem popularucha que não nos deixa esquecer a verdadeira média da escolaridade/literacia que ainda predomina no nosso país. Apenas me bule com os nervos o facto deste artista achar que, pela posição que ocupa, pode fazer o que bem lhe apetecer para ficar bem visto nos corações benfiquistas que tanto fez sangrar no ano transacto. Podem dizer que o homem apenas quis defender um adepto de um comportamento que julgou abusivo das forças de segurança, mas para isso bastaria tentar chegar à fala com as mesmas sem aquele comportamento claramente violento, intimidatório e instigador de mais violência por parte de quem assistia. O Benfica tem há anos um arruaceiro como treinador, uma daquelas pessoas que numa discussão de trânsito é capaz de deixar-se descontrolar ao ponto de sacar de um bastão e rachar o crânio ao automobilista que o irritou. Sempre achei que toda a gente merece uma segunda oportunidade, mas nunca vi isso como sinónimo de se deixar por punir o que deve ser punido. Vejamos o que sai daqui, se de uma vez as entidades administrativas/desportivas/judiciais deste país passam a cumprir com rigor o que lhes é exigido por lei e deixam de se vergar à voz do dono.

 

P.s. – Enquanto isso, no Sporting, Leonardo Jardim considera uma hipocrisia os grandes queixarem-se da arbitragem, isto depois do clube ter sido prejudicado por um penaltie claro não assinalado a seu favor. Provavelmente, no estado em que se encontra o nosso futebol esta estratégia de honestidade não beneficiará o clube (falta aqui a tradicional ameaça, choradinho e tentativa de influenciar os árbitros), mas não deixo de me sentir cada vez mais orgulhoso por pertencer a este grande clube. Em grande, Leonardo!

 

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publicado por bolaseletras às 17:39

Azerbeijão 0 - Portugal 2

Terça-feira, 26.03.13

 

A nossa selecção não fez um jogo de sonho, longe disso, mas fez o que se lhe pedia, que era ganhar. Fartos de grandes exibições e vitórias morais está o povo luso pelo que começo a preferir vitórias úteis e cinzentas do que jogos inesquecíveis, mas com regresso a casa de bolsos vazios. Outro ponto muito positivo foi a afirmação grupal de que é possível vencer sem Cristiano Ronaldo. Não contra Cristiano, mas em prol da força do grupo. À volta disto confirma-se que o dinossauro do norte começa a roçar a idade mental da senilidade, atiçando a coragem de um seleccionador nada servil.

 

Confesso que gosto de gente assim, que não se verga perante os poderosos fácticos do costume, aqueles perante quase sempre os poderes legais fecham os olhos às aleivosias. Gosto, mas acho que seria aconselhável Paulo Bento ter dominado os seus instintos e optado por uma bofetada de luva branca, deixando Pinto da Costa a falar sozinho. Porque não tendo perdido o norte, Paulo Bento arrisca-se a perder o povo do norte. E este tão pequenino país não merece mais facções e facciosismos, porque não é o momento histórico para isso. Tenha juizinho monsenhor Pintinho, tenha mais sangue frio mister Bento. A bem da nação.

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publicado por bolaseletras às 20:44

Málaga 2 - Porto 0

Quarta-feira, 13.03.13

 

 

No futebol há regras universais e irrevogáveis. Uma delas é que é possível uma equipa vencer competições europeias sem ser a melhor equipa (mais que todos, o Inter de Mourinho), mas é impossível uma óptima equipa como o Porto aspirar a um papel de relevo na Champions com um treinador medíocre como Vítor Pereira. Creio que até o Málaga sabia ser inferior ao Porto, pelo que ao apresentar uma equipa com 4 médios defensivos Vítor Pereira permitiu que os espanhóis acreditassem que era possível. Porque o Porto não tinha velocidade nem acutilância ofensiva, porque Jackson Martinez se viu privado da bola devido a essa desastrosa opção estratégica. Uma equipa como o Porto não merecia ter um cobarde no banco de suplentes. Pinto da Costa should know better.

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publicado por bolaseletras às 22:18

Pior do que um cego são aqueles que não querem ver

Terça-feira, 04.09.12

 

 

Há tantas perguntas que tantos jornalistas deixam por fazer, tantas investigações que tantos senhores investigadores têm “preguiça” de iniciar. Sei lá, assim a título de exemplo lembro-me de um cavalheiro que ganhava bem, mas nada que previsse uma futura vida de luxuriantes destinos e hábitos (Paris, milhares de euros gastos por mês, ex-primeiro ministro de um país habitado por jornalistas e investigadores preguiçosos). Lembro-me também de um presidente de um clube nortenho, esse mesmo, Dom Pinto da Costa, que faz os melhores negócios de compra e venda de jogadores a nível mundial, com mais-valias arrasadoras (comprou Hulk, Falcão e Lisandro por pouco mais de 11 milhões de euros e vendeu-os por um total de 114 milhões), mas que para manter as finanças do clube a respirar corta em modalidades que custam tostões e que se diz tem dificuldades em pagar ordenados de funcionários e jogadores. De onde veio o dinheiro? Para onde foi o dinheiro? Perguntas tão curtinhas e simples, senhores jornalistas e investigadores, experimentem fazê-las que não vos hão–de cair os parentes na lama.

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publicado por bolaseletras às 18:08

Braga 0 - Porto 1

Sábado, 07.04.12

 

 

Creio que com esta derrota do Braga chegou o momento apropriado para se abordarem as razões do Braga não ter conseguido, mais uma vez, dar um passo decisivo no caminho do título. Se por vezes aliviar o peso da responsabilidade pode ter efeitos positivos, por outro, evitar imputar a um grupo de jogadores  a assunção das responsabilidades próprias dos melhores é meio caminho andado para amolecer motivações e desculpabilizar insucessos. Não diria que a estratégia dos responsáveis do Braga foi cobarde, diria apenas que não deu os resultados previstos, antes pelo contrário, e que estes demoraram a perceber esse equívoco. Em suma, ao querer tirar o peso da responsabilidade de cima dos ombros dos jogadores, esperando que isso se traduzisse numa equipa a jogar sem medos o futebol que sabe, António Salvador e Leonardo Jardim acabaram por desresponsabilizar os jogadores.

 

Quanto ao Porto, é muito simples: Hulk, James e um grupo de jogadores suficientemente competentes e sólidos. Provavelmente, isso será o bastante para o Porto arrebatar o título, valendo-se dos erros dos seus adversários mais directos. Vítor Pereira, um treinador mediano, arrisca-se a superar o grande Jesus e a promessa Domingos Paciência, ajudando a perceber que muitas vezes a bola não é redonda e que Pinto da Costa não sendo eterno vai dando para os gastos.

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publicado por bolaseletras às 22:59

Papel de parede

Sexta-feira, 06.01.12

 

 

Subscrevo em boa parte este excelente post deste excelente blog sportinguista sobre a parvoeira do momento. Dar esta relevância a um papel de parede no balneário, numa primeira página de um jornal de referência, é revelador do estado desesperado a que a imprensa portuguesa chegou para vender e é também um espelho da qualidade do jornalismo português. Se acho as imagens de bom gosto? Nem por isso, mas acho bem mais abominável a gaiola vermelhusca. Interessam-me muito mais as razões por trás do timing desta notícia. Como diz um bem avisado amigo, pelos vistos Pinto da Costa teme muito mais o Sporting do que aparenta revelar às claras…

 

Bom, mas o que me interessa é que o Sporting vença, e para ganhar contra a astúcia de Pinto da Costa e companhia não podemos andar a fazer de cordeiros. Se calhar o que tem faltado ao Sporting é mostrar os dentes e músculo, se calhar temos que ser um bocado rufias para combater os nossos principais adversários. Se potências económicas como a China, os EUA e a Alemanha não fazem jogo limpo para o serem, queremos nós ser os santinhos lá do bairro e aspirar em simultâneo a ser os melhores de Portugal e dos melhores do mundo? Não, não acho as imagens de bom gosto, mas já vi muito pior vindo da Luz e das Antas e nem nota de rodapé deu. Deixemo-nos de ser anjinhos e toca a caçar dragões, rapazes! GANHAR!!!

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publicado por bolaseletras às 23:11

O falcão cabisbaixo e o lobo das estepes

Terça-feira, 21.06.11

 

 

Esta história do miúdo Villas-Boas veio desviar o Bolas e Letras do seu trilho menos futebolístico. De facto, tudo o que seja o universo da bola a passar a perna ao Senhor Jorge Nuno Pinto da Costa é merecedor de destaque pelo inesperado da coisa. Parecendo estranho, diria que as diatribes da bola devolvem à sociedade e ao cidadão comum as mais relevantes questões éticas com que o homem se deveria preocupar, desafiam a condição humana a escolher entre os opostos que, parecendo antagónicos, por vezes fatalmente se atraem. Vale mais a lealdade à sua tribo ou o assegurar em definitivo de uma vida confortável e faustosa às suas crias? O pardal deve obedecer reverencialmente ao falcão, ou deve desferir o golpe quando menos expectável este seria, aproveitando assim a sua única vantagem, a surpresa imprevisível? Por quanto tempo deve o homem ser grato a quem lhe deu o prato de sopa, a quem lhe permitiu voar mais alto do que algum dia sonhara? Um ano, dois anos, para a eternidade?

 

 

 

Fugindo a estas inelutáveis questões existenciais, há que agradecer ao Senhor Abramovich o facto de, com um espaçamento temporal de cerca de meia dúzia de anos, se lembrar de passar pelas indómitas terras da cidade invicta e resgatar umas pérolas que por lá andam, contribuindo assim para o equilíbrio da competitividade interna do campeonato português. Já que ao contrário da natureza, este não se reajusta por si mesmo, bem-vindo seja esse milionário lobo das estepes. Ainda assim, para deixar de se incomodar, talvez o melhor fosse o Senhor Abramovich resolver o problema em definitivo, levando consigo sua Santidade, o Senhor Jorge Nuno.

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publicado por bolaseletras às 18:01





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