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O país em chamas

Segunda-feira, 16.10.17

 

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Temos que nos adaptar às novas condições climatéricas. Toda a Europa e a Califórnia estão a arder. As pessoas não podem estar à espera dos bombeiros e dos aviões, têm de se organizar e auto-proteger. Organizações terroristas apontadas como suspeitas dos incêndios. No meio de tantas alarvidades já ouvidas vem a cereja no topo do bolo pela Ministra, que diz que o mais fácil era demitir-se e tirar as férias que não teve este ano. Mas ainda não chega. Assobios para o ar, dedo acusatório ao tufão Ophelia, aos agricultores que fazem queimadas, ao descuido das populações. A esta hora já morreram mais de 30 pessoas em Portugal por causa dos fogos (nas últimas 24 horas!), bem mais do que no resto da Europa toda e não há ninguém que assuma responsabilidades, que perceba que o sistema de protecção civil do país não funciona, que o Estado está a falhar clamorosamente na sua principal missão, a de assegurar a segurança dos seus cidadãos. Ou a solução passa por termos que substituir todas as florestas por betão, porque não somos capazes de proteger a natureza do mal que os homens teimam em infligir-lhe?

 

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publicado por bolaseletras às 13:15

Ao cuidado do xor Eng.º Sócrates

Quinta-feira, 12.10.17

 

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publicado por bolaseletras às 16:45

O sinal

Quarta-feira, 04.10.17

 

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Escrevi o texto seguinte há dois anos. Poderia tê-lo feito hoje, pois no domingo tudo se mantinha igual, no mesmo sítio, como se o tempo tivesse parado. Os rapazes continuam a adorar o ato de depositar o papel na urna (hoje já com maior consciência da importância do mesmo), os velhos continuam velhos, de passo lento e frágil, mas decididos, os seus olhos com o brilho que, creio, acompanha sempre os olhos dos velhos, como se não existissem muito mais razões no mundo para lhes fazer brilhar a alma e iluminar o olhar. No domingo passado não choveu como há dois anos, brilhou sim um sol abrasador, talvez o mais sublime sinal de que a esperança afinal faz sentido.

 

“Alguns anos depois, votar na escola onde fiz o ciclo preparatório (a boa e velha “Fernando Pessoa”, aos Olivais). Ver os meus dois filhos depositarem o voto dos pais nas urnas. Cedo, que com filhos pequenos a preguiça foi encarcerada na urna. É cedo que os nossos velhos vão votar, devagar, passo frágil, mas decidido. Olhos sem brilho, cabisbaixos, como se a esperança definhasse na exacta medida dos jovens que rareiam nas mesas de voto. Os meus filhos radiantes pela nova experiência. A esperança a despontar por entre os pingos da chuva.”

 

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publicado por bolaseletras às 17:18

Quando a realidade supera a ficção

Segunda-feira, 02.10.17

 

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Primeiro que tudo gostaria de vincar que acho de uma estupidez inqualificável o drama criado pelo facto de no dia das eleições ocorrerem jogos de futebol, nomeadamente o Sporting vs Porto. Mas esta gente da CNE e afins acha que somos algumas crianças irresponsáveis que, por dá aquela palha, negligencia o nobre dever/direito de eleger democraticamente os seus representantes? Já agora só falta dizer que, distraídos com os dribles hipnóticos do Brahimi e as defesas miraculosas de S. Patrício, haveria gente letrada que poderia sentar no cadeirão do poder gente de má estirpe, quiçá ex-condenados populistas e comprovadamente mais ciosos da sua fortuna e bem estar pessoal do que com o cumprimento zeloso dos seus deveres públicos. Tende juízo, senhores, o povo é sereno e quem mais ordena!

 

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publicado por bolaseletras às 17:03

Pedrógão Grande - três meses depois

Quarta-feira, 20.09.17

  

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Pedrógão Grande - Reportagem do The Guardian

 

Passaram três meses da tragédia de Pedrógão Grande e pouco sabemos sobre o que falhou, o que podia ter sido feito para minorar as enormes perdas humanas e materiais. Não se conhecendo/reconhecendo/auditando o que falhou dificilmente serão avançados planos ou soluções concretas com qualidade para evitar tragédias semelhantes no futuro. Sem se debater e colocar no papel o que não foi e deveria ter sido feito (a prevenção que não existiu, as falhas no combate ao fogo, a falência ou insuficiência de meios) qualquer reforma legislativa ou de recursos humanos e materiais será uma falácia, uma forma de atirar areia para os olhos dos cidadãos. Até à próxima e inevitável tragédia.

As funções essenciais desempenhadas pelo estado, de defesa do território e das populaçãoes (a tão propalada protecção civil) revelam fragilidades mais que preocupantes e pouco ouvimos sobre o que será feito para melhorar e reformar o que tão torto está e que, pelo andar da carruagem, tarde ou nunca se endireitará. Não chegam demissões por motivos laterais, não chega responsabilizar contratos mal paridos e pior geridos. É preciso colocar o dedo na ferida, de modo a que doa, a que o país grite de revolta, a que alguém tenha a coragem de dar a volta ao texto e a vergonha de não deixar tudo ficar como está. Por nós, pelo país, pela memória dos que morreram.

 

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publicado por bolaseletras às 09:34

Coca cola é que é!

Sexta-feira, 15.09.17

 

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O Tony Carreira? O drama da bola em dia de eleições? O Medina que não teve o bom senso de ir morar para Massamá? Os enfermeiros que usam o poder da importância da sua função, um poder que pode determinar se um bebé sobrevive ou morre, para reivindicarem aumentos que ninguém neste país vê há anos? Um alucinado que dispara mísseis de teste só para cutucar os meninos maus de quem não gosta, pondo em risco a vida à face da terra? O dirigente máximo da Proteção Civil que nada fez com competência para evitar que o país ardesse, uma ministra que lhe põe um processo não por causa das más decisões técnicas que não impediram esses fogos, mas por meras questiúnculas legalistas de acumulação de funções e o homem afinal demite-se porque tirou o curso superior à base de equivalências? Epá, e querem que eu não me dedique à coca-cola???

 

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publicado por bolaseletras às 14:44

Quem guarda os nossos guardas?

Terça-feira, 11.07.17

  

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Os 18 (18!!!) agentes de uma esquadra da PSP de Alfragide, todos os agentes dessa esquadra (todos!!!) foram acusados pelo Ministério Público, entre outros crimes, pela prática de crimes de tortura e racismo contra alguns jovens de etnia africana. Independentemente da punição exemplar, disciplinar e criminal, que venha a ser aplicada a estes elementos - caso as acusações venham a provar-se em sede de julgamento, claro está - é preciso, por uma vez, irmos mais longe. Quem, como, com que critérios são recrutados os agentes de autoridade que confiamos defenderão as nossas vidas e bens e a segurança dos nossos filhos? Estes 18 agentes de autoridade (custa tanto escrever isto, considerar que esta gente é agente de alguma coisa, quanto mais de autoridade) são sujeitos a que provas que comprovem a sua honorabilidade, humanidade, educação, etc. e tal, para o exercício de uma das missões mais nobres do Estado? Ou importará apenas a sua destreza física e conhecimentos técnicos? Quem são os responsáveis máximos por validar os critérios e regras que regulam o recrutamento desta gente? Quem permitiu esta desbunda total? Por uma vez, foquemo-nos nas questões por trás das questões imediatas e retiremos consequências sérias de mais uma vergonha nacional. O que é demais é demais.

 

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publicado por bolaseletras às 14:42

Tancos - apelo ao optimismo da nação ou quando a desgraça pode ser uma oportunidade

Quinta-feira, 06.07.17

  

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Somos um povo pessimista como o raio! Mas por que diabo é que um roubozito de umas armas, granadas, explosivos e afins tem obrigatoriamente que ser visto como uma desgraça épica, uma ameaça à segurança nacional ou uma fonte de alimento para os filhos da mãe dos terroristas? Porque não equacionamos nós a hipótese deste material letal ter sido desviado para fins lúdicos, artísticos ou cénicos? Meus amigos, sejamos optimistas e coloquemos a hipótese deste maléfico arsenal ter caído em boas mãos e melhores corpos. O exército da beleza poderá ter escrito direito por linhas tortas!

  

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publicado por bolaseletras às 11:43

Pátria que nos pariu

Sexta-feira, 23.06.17

 

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Não sou um tipo que aprecie dizer alho por dá cá aquela palha, mas sempre concordei que por vezes só com uma boa dose de alho se conseguem vincar determinadas ideias e fazer ouvir a nossa voz. Um amigo de um amigo no facebook opinou, como podem ler mais em baixo, sobre o estado do território, utilizando sempre o vernáculo da “f word” para se fazer ouvir. É ordinário? Talvez, mas acho muito mais ordinário tanta asneira que se fez com um dos mais belos territórios do mundo.

 

"Como foder o território de um país em 100 anos para totós: Primeiro veio o Salazar e fodeu o Alentejo todo com a ideia do "celeiro de Portugal". Depois vieram os Jotas Pimentas e foderam o Algarve todo com a construção de merda sem ordenamento. Não satisfeitos fizeram a mesma coisa à volta de Lisboa. Depois vieram os emigras e foderam as aldeias todas, os que ficaram que não queriam ficar atrás foderam o resto e o que sobrou os autarcas acabaram de foder. A seguir vieram as empresas de pasta de papel e foderam tudo entre o Douro e o Tejo. A seguir vai chegar a regionalização e vai acabar por foder as reservas naturais protegidas e tudo o que ainda resta."

 

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publicado por bolaseletras às 17:42

Pedrogão Grande

Domingo, 18.06.17

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Dor incomensurável. A morte a tomar nos seus braços gente simples, crianças, o terror que só pensávamos existir em filmes de países distantes. Os bombeiros e a GNR a salvar muito mais vidas ainda do que as que se perderam. A dor e a solidariedade de um país impotente. Um Secretário de Estado da Administração interna de carne e osso, humano, calmo por entre o caos, emocionado mas a manter a razão. A natureza em toda a sua fúria. E no entanto sabemos há anos que há muito para prevenir, para atenuar essa força destruidora dos elementos. Os milhares de terrenos privados e os milhares de km de florestas por limpar. O excesso assassino da cultura do pinheiro e do eucalipto. Ainda assim, um presidente omnipresente, humano e solidário a sentenciar que nada mais podia ser feito. Podia sim, mas o elogio aos que ontem e hoje tanto lutaram trouxe-lhe aquelas palavras da alma dorida à boca, ao microfone de jornalistas vorazes. Jornalistas, alguns contidos e humanos, demasiados em busca do sangue e do sensacionalismo do desespero. Choremos os mortos e ajudemos os vivos. E não nos esqueçamos do tanto que ainda pode ser feito para não vivermos mais infernos desta dimensão.

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publicado por bolaseletras às 21:30





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