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Coelhinhos e coelhinhas

Quarta-feira, 12.04.17

Z_Kate Moss.jpg

 

Ainda me lembro de quando a época Pascal rimava com carestia e penitência, em que se abdicava dos prazeres da carne e se privilegiava refeições em que o peixe mandava na mesa (o que estavam a pensar, seus pecadores?) e se reflectia sobre os pecados cometidos, preparando a alma para a temida presença junto do prior no confessionário. Sim, eram assim os tempos da adolescência e juventude pascal para um jovem nos finais dos anos 80/inícios de 90 que consumia catequese, que não vivia alienado por tablets e por séries televisivas, e para quem o Santo Graal da existência era sinónimo de trepar árvores com os amigos e perseguir uma bola e canelas alheias até ao sol se deitar. Hoje a Páscoa são escapadinhas à neve, viagens para terras onde o sol ofuscou as penitências e reflexões pascais, apenas mais uma pausa na rotina do casa-trabalho / trabalho-casa. Valha-nos a boa e eterna Kate Moss, para nos lembrar que a Páscoa não são só coelhinhos de chocolate mas também coelhinhas de boas carnes e suculentos ossinhos. Fiquemo-nos com a primeira parte do post para refletirmos sobre o que andamos a fazer com as nossas tradições, passando logo a seguir para a descompressão KateMossiana que nos ajuda a aliviar o peso de em permanência buscarmos o sentido da vida.

 

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publicado por bolaseletras às 10:39

PAIXÃO!

Quarta-feira, 05.04.17

 

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Sim, falta paixão em tanto do que se faz, falta sentir que o que foi feito, dito, oferecido, construído, consertado, o foi com a centelha da paixão, não só porque sim, porque tinha de ser. Temos que fazer e dizer imbuídos pelo motor da paixão, para que o resultado seja mais inspirador, para que tudo o que fazemos tenha como valor intrínseco o melhor que de nós temos para dar. Há que garantir que as palavras que plantamos nos outros levam a força da força da nossa paixão, que não dizemos só porque dizemos mas porque sentimos como imperativo categórico da nossa vontade que o que dissemos tinha inequivocamente que ser dito! Botem lá paixão nisso, vejam lá isso!

 

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publicado por bolaseletras às 11:15

No pressure

Terça-feira, 07.02.17

20161228_082608.jpg

 

Sem tempo para passar do Palhinha para o Trump, para postar umas miúdas giras ou para perorar sobre a salvação da nação, recordo esta fotografia perdida tirada algures em Faro. Precisamos de novos homens, de renovadas motivações, de sermos mais sapiens numas coisas e mais animais noutras, bem como o vice versa da predominância da racionalidade sobre a animalidade. Menos sexo e mais amor, menos cérebro e mais instinto, mais equilíbrio sem esquecer a importância dos desiquilíbrios. É mais ou menos isto, hoje, amanhã logo se vê. No pressure.

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publicado por bolaseletras às 21:36

Da passagem do tempo e da vontade de o festejar

Terça-feira, 10.01.17

  

z_party 2.jpg

 

Sempre adorei as festas dos outros. Aniversários, casamentos, despedidas de solteiro, tudo o que envolvesse convívio bravo, aberto e fraterno, com boa comida e melhor bebida. Já no que toca a festejar o meu aniversário com pompa e circunstância já não o faço aí desde os 16 aninhos. Casamentos então nem vê-los, que eu gosto de arroz no cabelo mas é dos outros. Isto a propósito de mais um aniversário que amanhã chega e que conto passar discretamente, sem festividades nem grandes alaridos. Sempre fui dizendo que sou assim porque não gosto de palmadinhas nas costas em demasia nem de ser o centro das atenções. Não será defeito, talvez apenas feitio. Mas os anos passam e o auto-conhecimento das razões que pensávamos bem sabidas aprofunda-se. Será que a idade a avançar piora ainda mais esta má relação que tenho com os meus aniversários, mesmo que inconscientemente? Sim, é possível. Se há 30 anos um aniversário era promessa de mais uns centímetros, se há 25 era esperança de mais liberdade (isso, chegar mais tarde a casa), há 20 já a coisa piava mais fino, pois o peso da responsabilidade já amachucava e me entregava ao mundo. Hoje vejo mais além e, lá à frente, não vejo mais centímetros ou mais liberdade, mas sinto ainda mais o peso da responsabilidade agora que tenho que zelar pelo sono e pelos sonhos dos meus filhos. É mau, isso? Não, é o que é e o que tem que ser, e pode ser encarado com um sorriso nos lábios. Só não me peçam para lançar serpentinas, explodir com garrafas de champanhe e apagar velinhas. O que é demais é demais. Já agora, obrigado aos que me aturam vai para uma data de anos, alguns deles, pobres coitados, fará amanhã 42 anos. Beijos e abraços que amanhã a tasca está fechada, não para luto mas para profunda reflexão (ou para por o sono em dia).

 

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publicado por bolaseletras às 14:47

Da série pensamentos profundos para o fim de semana

Sexta-feira, 16.12.16

 

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publicado por bolaseletras às 11:04

Um dia

Quinta-feira, 15.12.16

 

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 Arte por Malcolm T. Liepke, "Bedside", 2016

 

As mulheres insistem em afirmar que não as entendemos, que por mais que nos esforcemos nunca entraremos dentro das suas intrincadas cabecinhas, que jamais sentiremos um décimo do que elas sentem, que o facto de não passarmos pela porra da TPM que as atormenta todos os meses faz de nós seres inferiores, menos dados ao conhecimento dos dramas da humanidade e da condição feminina! Um dia as mulheres perceberão que o dia em que as entendermos será o dia em que o mundo deixará de fazer sentido, em que os mistérios e o fascínio da existência cairão por terra, será esse o dia em que não mais seremos seres distintos, tantas vezes antagónicos, conflituantes e eternamente apaixonados pela busca um do outro.

 

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publicado por bolaseletras às 11:51

Menina estás à janela

Sexta-feira, 09.12.16

 

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Só para desanuviar de posts menos optimistas e que nos mostram um mundo que nem sempre é aquilo que poderia e deveria ser. Lembremo-nos que à janela (ou à varanda) haverá sempre alguém que espera por nós. Mesmo que ainda não saibamos, mesmo que andemos distraídos.

 

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publicado por bolaseletras às 10:09

Aparvalhar

Sexta-feira, 25.11.16

  

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Começar o dia com algo completamente diferente, a dizer frases sem sentido, a trocar larachas com gente de um universo paralelo. Deveríamos ter um dia no ano, no mês, na semana (consoante a capacidade de aparvalhamento de cada um) para mandar o bom senso e o juízo às malvas e falar sem pensar, rir sem conseguir parar, amar sem medo da dor. Não há nada mais inteligente do que fazer de parvo de quando em vez. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 08:48

Perspectivas, excessos de importância e perfeitas irrelevâncias

Sexta-feira, 21.10.16

 

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Cada dilema, cada momento, cada experiência sensorial que a vida nos oferece tem a importância que escolhemos atribuir-lhe. Uma contrariedade pode ser encarada como o fim do mundo, uma perfeita desculpa para que o nosso dia, uma dada hora do mesmo, ou até a própria vida que julgamos afetada por essa desventura possa ser considerada inapelavelmente hipotecada. A perspectiva com que olhamos e enfrentamos os problemas e as vicissitudes da vida é tudo. A capacidade de rir perante a adversidade, de percepcionar que todos os obstáculos que se nos deparam são uma anedota quando relativizados perante os males do mundo são as melhoras armas, são o que devíamos ser. Devíamos ser o sorriso de quem se sabe um singelo grão de areia, uma agulha no palheiro que se ri por não se importar de estar perdida no palheiro. Tudo é tão importante como sabermos retirar-nos a importância que a vida parece exigir que nos atribuamos a nós próprios, por entre os néons das imponentes lojas das avenidas principais, das palavras grandiloquentes e opacas, dos grandes feitos ocos de vontade. Isto não tem importância nenhuma mas é dito com vontade e isso, não valendo muito, já é alguma coisa.

 

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publicado por bolaseletras às 17:37

À atenção dos fanáticos do queixume

Terça-feira, 18.10.16

 

z_o que parece dificil.jpg

 

O que parece duro e intransponível para mim pode ser ridiculamente acessível para gente de carapaça coriácea e superior resistência à adversidade e à dor. Uma vida miserável nas mãos de uma alma sensível pode ser a vida que tem que ser e é mesmo assim nos ombros de almas tenazes e pouco dadas a queixumes. A arte da relativização poderia ser a chave para não nos vermos tão desgraçadamente prejudicados pelo destino, mas para interpretarmos o rolar dos dados como uma oportunidade para fazer do que temos entre mãos o melhor possível. Não é necessário ligarmos a caixa mágica para nos compararmos com a fome em África ou com o desespero indescritível de mães e filhos na Síria. Basta olhar por cima do ombro para nos cobrirmos de vergonha por um miserável queixume que libertemos, um queixume de enfado pelas nossas vidas privilegiadas mas tão mal aproveitadas. Vejam lá isso, gente boa.

 

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publicado por bolaseletras às 10:10





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