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Disfrutar - não ceder às maléficas e anestesiantes garras do maralhal

Sexta-feira, 14.07.17

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Perdermo-nos no ruído dos outros é esquecermo-nos de nós. Será vantajoso, se é esse o esquecimento que buscamos. Podemos, contudo, optar por nos perdermos em nós. Numa praia deserta ou semi-habitada. No silêncio mais perfeito que só a submersão no nosso mar nos devolve. Aquela esplanada repleta de inspiração visual e morta de sons humanos. Rir sem razão e sem eco, só porque sim. O silêncio aconchegante da música. Como única companhia o sonho nas asas do desejo.

 

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publicado por bolaseletras às 14:30

Como falar sem palavras

Quarta-feira, 21.06.17

 

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There is a language older by far and deeper than words. It is the language of bodies, of body on body, wind on snow, rain on trees, wave on stone. It is the language of dream, gesture, symbol, memory. We have forgotten this language. We do not even remember that it exists.        

    

Por Derrick Jensen, "A Language Older Than Words"

 

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publicado por bolaseletras às 11:34

Cabedal, cetim e taninos

Quarta-feira, 14.06.17

 

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Na esplanada sem graça e sem jeito dois amigos discutiam o porquê de se apaixonarem sempre pelas mulheres erradas, na sua muito particular visão do que era certo ou errado. Um alegava saber a razão de tais desgraças sentimentais, as mesmas se justificando porque sempre, mas sempre contra o bom senso que lhe falava mais baixo do que a luxúria, optar pela beleza exterior em detrimento das qualidade que fazem das mulheres as mais perfeitas mães e amigas. O outro amigo ria-se e abanava a cabeça como que aceitando que a desgraça revelada era afinal partilhada, pois afirmava convicto que a sua paixão existia por flashes. Isto é, quando o objecto da sua paixão reluzia a grande altura, concorrendo com o astro rei e não permitindo que aos seus olhos nenhuma outra mulher fosse tão sexy quanto ela, não conseguia resistir-lhe, mas quando se dava a descida à terra e ao reino dos mortais perdia-lhe o interesse, provocando nela um efeito reflexo até que a paixão esfriasse ao nível do abandono por comum acordo. O outro, percebendo a semelhança das cruzes que carregavam questionou-o, ainda assim, intrigado: “Mas olha lá, o que é para ti uma mulher sexy? Como é que vais fazer para que aos teus olhos ela seja eternamente sexy?” O parceiro na dor, parando 3 segundos para pensar, respondeu sem grandes cerimónias: “Epá, para mim basta-me que ela se vista sempre de blusão de cabedal negro e cuecas vermelhas de cetim e que, de preferência, tenha sempre à mão um copo de vinho, para apresentar sempre um sorriso nos lábios e esconder na mala as existenciais questões do eterno feminino!

 

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publicado por bolaseletras às 17:27

Da série cuidado com as mensagens de significado dúbio

Terça-feira, 02.05.17

 

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publicado por bolaseletras às 10:21

Charlie, Sophia e um segredo mal guardado

Sexta-feira, 21.04.17

  

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Corria o ano de 1966 e Charlie Chaplin e Sophia Loren eram imortalizados nesta imagem. Charlie, idoso e com todo o ar de quem acumulava em excesso o peso de toda uma vida preenchida a fazer rir, Sophia Loren esquecida da idade da figura dos tempos em que dispensávamos as palavras para rir até ao infinito, embevecida por um qualquer brilho que pensaríamos não mais existir no velho Charlot. Com aquele vestido, a sua inimitável beleza e a generosidade do seu decote, Sophia certamente saberia que não passaria despercebida a Charlie. Este, fazendo não dar conta da bênção que a humanidade lhe legara naquele eterno momento, finge nem reparar. Um dia, o mundo em geral e os homens em particular perceberão que a verdadeira e invencível arma da sedução é o humor, a capacidade de fazer uma mulher rir e esquecer-se das suas defesas enquanto se entrega a esses momentos de liberdade física e intelectual. Nesse dia, os homens largarão os ginásios e não mais gastarão fortunas em fatiotas catitas e em automóveis da moda e passarão a ter mais graça e a cair mais em graça.

 

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publicado por bolaseletras às 11:51

Da série mini mini mini contos de encantar

Quinta-feira, 20.04.17

 

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publicado por bolaseletras às 11:29

A janela com vista para dentro de nós

Sexta-feira, 31.03.17

 

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Não mais se esquecera daquela imagem. O recorte das suas delicadas formas na penumbra da janela escancarada mas sem vista, debruçada sobre o frio cortante do beco de mais uma cinzenta manhã. O frio ignorara-o, pois passeava no corpo e na alma o fogo de uma noite de paixão. A vista de horizontes sem fim, de prados verdejantes e do esplendoroso sol tinha-a dentro de si, como dentro de si tinha as memórias que eram dele e para sempre dela, tudo o que de inesquecível a vida lhes legara.

 

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publicado por bolaseletras às 10:26

"Caminharemos de olhos deslumbrados", por Ary dos Santos

Sexta-feira, 10.02.17

  

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Caminharemos de olhos deslumbrados

E braços estendidos

E nos lábios incertos levaremos

O gosto a sol e a sangue dos sentidos.

 

Onde estivermos, há-de estar o vento

Cortado de perfumes e gemidos.

Onde vivermos, há-de ser o templo

Dos nossos jovens dentes devorando

Os frutos proibidos.

 

No ritual do verão descobriremos

O segredo dos deuses interditos

E marcados na testa exaltaremos

Estátuas de heróis castrados e malditos.

 

Ó deus do sangue! deus de misericórdia!

Ó deus das virgens loucas

Dos amantes com cio,

Impõe-nos sobre o ventre as tuas mãos de rosas,

Unge os nossos cabelos com o teu desvario!

 

Desce-nos sobre o corpo como um falus irado,

Fustiga-nos os membros como um látego doido,

Numa chuva de fogo torna-nos sagrados,

Imola-nos os sexos a um arcanjo loiro.

 

Persegue-nos, estonteia-nos, degola-nos, castiga-nos,

Arranca-nos os olhos, violenta-nos as bocas,

Atapeta de flores a estrada que seguimos

E carrega de aromas a brisa que nos toca.

 

Nus e ensanguentados dançaremos a glória

Dos nossos esponsais eternos com o estio

E coroados de apupos teremos a vitória

De nos rirmos do mundo num leito vazio.

 

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publicado por bolaseletras às 11:01

No pressure

Terça-feira, 07.02.17

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Sem tempo para passar do Palhinha para o Trump, para postar umas miúdas giras ou para perorar sobre a salvação da nação, recordo esta fotografia perdida tirada algures em Faro. Precisamos de novos homens, de renovadas motivações, de sermos mais sapiens numas coisas e mais animais noutras, bem como o vice versa da predominância da racionalidade sobre a animalidade. Menos sexo e mais amor, menos cérebro e mais instinto, mais equilíbrio sem esquecer a importância dos desiquilíbrios. É mais ou menos isto, hoje, amanhã logo se vê. No pressure.

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publicado por bolaseletras às 21:36

Cinderelas dos tempos modernos

Quinta-feira, 02.02.17

 

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Já não há Cinderelas como antigamente, lamentava-se um bom e velho amigo, com uma incrível sorte no jogo e com um desgraçado azar já estão vocês bem a ver em que área da sua vidinha. Se antes éramos nós que as escolhíamos do alto da nossa sabedoria e quando bem queríamos, aproveitando a placidez e obediência da doce mulher lusitana dos anos idos, hoje - perorava ele de queixo caído – são elas que põem e dispõem de nós, estilhaçando com um estalar de dedos ou um olhar de desprezo as nossas nobres intenções de acasalamento. Sorri e disse-lhe que não era bem assim, que as coisas até podem ser equilibradas, é uma questão de sorte ou do destino cruzarmo-nos com a donzela a quem sirva o sapatinho que para ela temos. Ele olhou para mim como um marciano olha para um humano e senti-lhe a tristeza por pensar que se calhar é mesmo assim mas que o destino com ele nada quer. Estaria ele a percorrer os caminhos certos, a cruzar-se com as pessoas certas? Ou será que as Cinderelas hoje somos nós e ainda não me dei conta disso? Para aprofundamento, em dias menos nebulosos.

 

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publicado por bolaseletras às 11:14





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