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Um país invariavelmente atrasado

Quarta-feira, 14.12.16

 

z_watch.jpg

 

Estava para aqui a refletir sobre este grande mal lusitano que é chegar atrasado a todo o lado, achar isso muito normal e, das duas uma, ou não ligar pevide a quem esteve à espera e não pedir desculpa, ou apresentar uma qualquer desculpa esfarrapada que por vezes cai pior do que a ausência de desculpa nenhuma. Eu, doente, me confesso. Não chego atrasado e, para não ter desculpas (trânsito, afazeres de última hora, uma nódoa na camisa, etc. e tal) quase sempre chego adiantado a todos os compromissos, reuniões eventos e outros que tais. Estou plenamente convencido que o país não vai melhorar enquanto esta questão não mudar. Acredito que isto é uma questão de educação (pais, educar é dar o exemplo!), que as pessoas continuam a atrasar-se porque não sabem gerir-se, porque este é um maldito hábito entranhado, que faz perder horas, organização, capacidade de ser produtivo. Pode dar-se o caso de ser eu que sou doente, mas era capaz de apostar que neste caso em concreto estou eu certo e o resto do mundo errado.

p.s. – A foto é só para vos dizer que olhar para o relógio pode ser sexy e não é sinónimo de serem uns atormentados burocratas!

 

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publicado por bolaseletras às 17:53

O tempo do fim do tempo

Quarta-feira, 30.11.16

IMG_20161129_140946.jpg

 

Querer ter tempo para escrever e não o ter. Desejar uma tarde sem a pressão dos ponteiros, só para contemplar o rio, a calma enervante de um pescador sem horas, mergulhar nas horas sem tempo, sem princípio e sem fim. Uma suave sensação de paz, instigadora de sorrisos de amena felicidade. Nada mais que isso, apenas isso. É preciso tão pouco.

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publicado por bolaseletras às 08:46

A falta de tempo, a Irina, a Laetitia...

Segunda-feira, 21.11.16

 

Z_Irina Shayk_Nico Bustos.jpg

 

Sim, voltou o tempo em que não há tempo para escrever, refletir e afins. Quando o tempo escasseia a vida perde alguma beleza, porque quase sempre a falta de tempo deriva de situações pouco dadas às belezas do mundo e da humanidade. Quando assim é nada como recorrer à beleza. Não há tempo, mas há felizmente a Irina, a Laetitia, and so on and so on...podemos não ter tempo, mas convém manter a pestana aberta, minhas queridas amigas e meus diletos amigos.

 

z_laetitia casta.jpg

 

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publicado por bolaseletras às 17:48

Boca na botija

Sexta-feira, 07.10.16

 

z_boca na botija.png

 

Estou sem tempo, minhas caras amigos e meus estimados amigos. Quando se está sem tempo e se tenta fazer algo que não encaixa nessa minúscula janela temporal geralmente sai boçalidade inocente ou asneira da grossa. Nesta fase vou tentar limitar-me ao primeiro estádio da coisa, o da boçalidade, mas nada posso prometer, pois a fronteira entre os dois hemisférios é fina como um frágil lago de gelo no final do Inverno, exposto aos primeiros raios de sol da Primavera...

 

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publicado por bolaseletras às 14:14

O tempo do fim do tempo

Sexta-feira, 23.09.16

 

ztempo_Jean-Yves Lemoigne.jpg

 Arte por Jean-Yves Lemoigne

 

Por mais que procuremos fugir dele sabemos que nunca deixará de nos encontrar, que a nossa derrota pertence ao mundo das certezas inabaláveis. Sabemos que o seu invisível peso é esmagador, que a incerteza com que se entretém em desenhar o nosso último segundo é a chave para a masmorra onde aprisionou esse poder silencioso. A ampulheta dos nossos sonhos desistiu de abraçar em desespero os venenosos ponteiros, os guardiões da sua caixa negra. O fim do tempo é meramente o fim da boleia que o tempo nos dá, novos viajantes se seguirão, as angústias que os aguardam são inúteis mas inevitáveis como o tempo que se esgota.

 

Tic tac tic tac.

 

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publicado por bolaseletras às 12:47

O fiel companheiro

Terça-feira, 24.05.16

  

copo.jpg

 

Beber um copo, ler um livro, saborear um prazer sem sentir o peso das horas, sem nos submetermos à tirania dos ponteiros que nos conduzem à próxima paragem, ao compromisso seguinte. O tempo deveria ser um fiel companheiro que nos permitiria organizar a vida, não o dono e senhor dos nossos dias, horas, minutos, segundos, um tiranete que nos esvazia a liberdade de fazer com o tempo o que dele queremos, como que um túnel que nos suga para o interior de uma ampulheta com paredes de grades. Não sei qual foi o exacto momento em nos sujeitámos a deixar de dispor do nosso tempo para que ele passasse a dispor de nós, sei que esta melancólica submissão, por mais sentidos e utilidades que tenha, não pode ser mais importante que a nossa felicidade. Olhemos para o relógio: ainda vamos a tempo de ser felizes?

 

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publicado por bolaseletras às 10:50

Um mundo ao contrário

Segunda-feira, 04.04.16

 

tete3.jpg

 

Os días sucedem-se alucinantes na velocidade com que nos esmagam. O que ontem era assumido hoje esfumou-se na urgência imprevista, na incontornável obrigação de decidir em segundos, como se a melhor decisão fosse aquela que recrimina a ponderação e o tempo para a maturar. Abominam-se os estados de espírito estáveis. Se hoje sentimos o mesmo que ontem somos seres enfadonhos e tristemente previsíveis. Odiar hoje o que amámos ontem é o pão nosso de cada dia e o incrível vice-versa a manteiga que amolece o pão que o diabo amassou. Os beijos ontem desejados estilhaçaram-se nas 24 horas que passaram, deles resta apenas uma ténue neblina de esquecimento que estende um manto sobre almas e corpos que se atropelam, aglomerados de juízos e contra-juízos em circuitos entrecruzados onde só a permanente violação dos limites da reflexão e do sentir é consentida. Um mundo ao contrário.

 

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publicado por bolaseletras às 10:54

A falta que me faz o tempo em que o tempo não me fazia falta

Quarta-feira, 27.01.16

     

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Nota para memória futura: convencer os meus filhos daqui a uns aninhos, inicialmente com argumentos lógicos e facilmente assimiláveis por jovens imberbes e inconscientes, depois, se necessário, com gritos desesperados e lancinantes embrulhados em chantagens tonitruantes (tudo a vosso bem, meus queridos rapazes) que a melhor forma de preencher os tempos mortos em que passam o tempo a martirizar-se com as grandes angústias da adolescência ou a carpir mágoas pelos amores correspondidos e pelos desamores (*#)odidos, é ler, ler sem parar, encher a cabeça de histórias, ideias, de combustível para o cérebro e para a acção bem fundamentada. Não quero que cheguem à vetusta idade do vosso pobre pai com a triste convicção de que ficaram tantos livros por ler, não por falta de tempo mas por completa estupidez no preenchimento dos vazios de tempo que deixou escorrer por entre os dedos. Isto não é por mal, rapazes, é só porque gosto de vocês acima de tudo. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 15:33

Ora aqui está uma boa prenda natalícia, vem em boa hora!

Domingo, 28.12.14

 

2012.png

Há dois anos era esta a capa de Natal da New Yorker, a imagem de um Pai Natal desesperado pois as suas fiéis renas tinham trocado a dedicação à causa natalícia pelos seus interesses, vícios e prazeres. Para o meu Natal e os dias que se seguem gostava que todos os restantes seres do planeta que tanto me fazem esperar, que acham que isso da pontualidade é coisa de idosos desocupados, que não percebem que fazer alguém desperdiçar tempo é a maior prova de desrespeito que lhe podem prestar, gostava, dizia eu, que esses seres para quem um relógio é um mero adorno decorativo sem ponta de utilidade chegassem, um dia que fosse, à porra da hora que combinámos! Era só isto, o Natal também serve para desabafarmos.

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publicado por bolaseletras às 15:51

Tic tac, tic tac...

Terça-feira, 01.07.14

 

Tic tac, tic tac, tic tac, voraz, diabólico, em modo non stop. O esforço para alimentar o blog com temas de interesse razoável tem sido nos últimos tempos titânico, sobretudo devido à falta de tempo de qualidade para o fazer. Vejo comentários interessantes ou provocadores a que não consigo responder com a merecida análise crítica, vejo tudo a acontecer neste mundo em permanente mutação e não encontro forma, segundos, minutos para jorrar no blog a minha apreciação sobre todas as mundanidades e essencialidades da condição humana e da falta dela. Assim, dou prova de vida neste queixume tão lusitano, esperando que o meu mal não seja o de tanta gente que se queixa do mesmo mal: não há falta de tempo, há sim muita dificuldade em estabelecer prioridades.  

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publicado por bolaseletras às 18:15





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