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Quem guarda os nossos guardas?

Terça-feira, 11.07.17

  

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Os 18 (18!!!) agentes de uma esquadra da PSP de Alfragide, todos os agentes dessa esquadra (todos!!!) foram acusados pelo Ministério Público, entre outros crimes, pela prática de crimes de tortura e racismo contra alguns jovens de etnia africana. Independentemente da punição exemplar, disciplinar e criminal, que venha a ser aplicada a estes elementos - caso as acusações venham a provar-se em sede de julgamento, claro está - é preciso, por uma vez, irmos mais longe. Quem, como, com que critérios são recrutados os agentes de autoridade que confiamos defenderão as nossas vidas e bens e a segurança dos nossos filhos? Estes 18 agentes de autoridade (custa tanto escrever isto, considerar que esta gente é agente de alguma coisa, quanto mais de autoridade) são sujeitos a que provas que comprovem a sua honorabilidade, humanidade, educação, etc. e tal, para o exercício de uma das missões mais nobres do Estado? Ou importará apenas a sua destreza física e conhecimentos técnicos? Quem são os responsáveis máximos por validar os critérios e regras que regulam o recrutamento desta gente? Quem permitiu esta desbunda total? Por uma vez, foquemo-nos nas questões por trás das questões imediatas e retiremos consequências sérias de mais uma vergonha nacional. O que é demais é demais.

 

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publicado por bolaseletras às 14:42

Um abraço, Bruxelas

Terça-feira, 22.03.16

  

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A dor e o medo que habitam o peito de todos os cidadãos europeus voltou. Estes sentimentos são também o reflexo da impotência europeia em saber adaptar-se a estes tempos de uma nova e renovada barbárie. Quando a reação a problemas globais que estão à vista de todos (terrorismo, refugiados, guerras que estão na origem dos dois primeiros) são discutidas e “decididas” pelos novos donos disto tudo (os euroburocratas encerrados nos seus luxuosos gabinetes) e não por aqueles que deveriam ser os decisores finais legitimados pelos votos diretos dos diferentes povos europeus, as decisões são demoradas, periclitantes, defensivas e cobardes. Enquanto não percebermos e não resolvermos o nó górdio da impotência a que as nações europeias se entregaram nos corredores labirínticos de Bruxelas não perceberemos nada. União Europeia sim, burrocracia europeia não.

 

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publicado por bolaseletras às 10:59

Laranja mecânica

Segunda-feira, 15.02.16

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Há filmes que nos acompanham a vida toda pois a cada esquina nos confrontamos com eles. De uma forma ou de outra recordo invariavelmente " A laranja mecânica" de Stanley Kubrick. Assistir à violência que grassa no mundo actual, sobretudo aquela para a qual não encontro sentido, raízes, um mínimo de justificação, transporta-me sempre à violência gratuita do bando de delinquentes liderados por Alex, agredindo com um sorriso nos lábios ao som de "I'm singing in the rain". O vento que sopra num deserto inóspito ou numa escarpa montanhosa tem uma razão científica, a violência pela violência oculta as suas razões nas profundezas negras desta triste condição que é a nossa, supostos humanos. Demorou anos, muitos, mas abro agora as páginas da obra de Anthony Burgess que deu origem ao filme. Em busca das raízes do mal, de algo que me explique os porquês de Alex e deste mundo cada vez mais incompreensível. Vou dando notícias, que isto é uma história com pano para mangas. Poderei não trazer respostas, mas espero divertir-me enquanto garimpo os túneis da nossa vergonha.

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publicado por bolaseletras às 23:12

American sniper

Segunda-feira, 08.02.16

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American sniper de Clint Eastwood tem tudo para ser um clássico cliché dos filmes americanos de guerra e não deixa de o ser, porque tudo o que é tratado e repetido até à exaustão o é, porque a vida e a arte que a imita mais não é que um saco cheio de clichés amontados. O cliché é o horror da guerra, o impacto que isso tem para as famílias dos que vão atuar nesse teatro de morte, o trauma pós-guerra desses atores e novamente o impacto que tem nas famílias essa destruída/destrutiva nova pessoa que encarnou num novo espírito, a mais perfeita transformação de um actor. O filme tem tudo isso, mas Clint Eastwood teve o génio de tornar a glorificação de um soldado americano que se tornou um mito na guerra do Iraque em algo mais. Bradley Cooper regressa a casa, para os filhos e a mulher que indubitavelmente ama, mas nunca regressa de facto, o que faz com que por quatro vezes regresse ao Iraque. The legend, como lhe chamam, aquele que matou dezenas de iraquianos para proteger os seus compatriotas, sentia que, como um Deus, podia evitar as mortes dos seus irmãos de armas e de sangue. Amava a família mas sentia que algo maior lhe estava destinado, que regressar à América era abandonar à sua sorte aqueles que tinha o dom de poder salvar. Geralmente o cliché aponta para a dor por estar longe de casa, o sofrimento dos soldados, o regresso ansiado e manchado pelos infinitos traumas da guerra. Eastwood deu esta volta ao enredo e saiu-se bem. Bradley Cooper só redescobre a paz quando, de regresso a solo americano, consegue ajudar veteranos de guerra a atenuarem as suas dores. Antes disso, era como um médico que negligencia a família porque sente que a sua missão é salvar muitas outras, como um cineasta que aos oitenta anos, depois de produzir dezenas de filmes ainda sente que pode mudar a perceção do mundo, aperfeiçoar a arte mais e mais. Como um D. Juan que ama a sua mulher mas que sente que pode dar felicidade a tantas mais mulheres. Nada é preto, nada é branco, o que a milhares de olhos é errado pode criar tanto bem a milhares de outros. Não há mal e bem absolutos, tudo é relativo, tudo depende da perspectiva de quem perde o bem ou de quem dele usufrui.

  

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publicado por bolaseletras às 10:07

Por aqui também somos Charlie

Quinta-feira, 08.01.15

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Mais uma homenagem e uma manifestação de repulsa pelo assassinato dos jornalistas, civis e polícias na tragédia Charlie Hebdo, apesar de chover no molhado nunca é demais. Estes momentos têm pelo menos o condão de nos fazer pensar no valor da vida e no horror da violência e dos fundamentalismos, quaisquer que sejam as suas raízes. Em suma, é nos funerais que tantas vezes encontramos em nós aquilo que de mais humano temos, a compaixão pelos outros e o amor pela vida humana. Dito isto, gostaria ainda de dizer que antes de se fazer deste infeliz episódio a semente que nos lance numa guerra de religiões ou de civilizações, devemos todos estar conscientes que doidos varridos habilitados a causar desgraças quando na posse de uma arma sempre existiram, sempre existirão e, infelizmente, nunca conseguiremos extinguir da face da terra. Mais depressa se acabam os linces da Malcata do que estes animais.

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publicado por bolaseletras às 16:51

Um mundo cada vez mais nas mãos de bandos de cobardes

Terça-feira, 16.12.14

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No Paquistão militantes talibãs atacaram uma escola matando 141 pessoas, 132 delas crianças. O mal ganha contornos desconhecidos quando se torna inexplicável. No México os protestos e a violência eternizam-se pelo desaparecimento de 43 estudantes que no momento errado confrontaram a polícia municipal da cidade de Iguala. Pior que o terrorismo irracional só a assassina arrogância daqueles que supostamente nos protegem.

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publicado por bolaseletras às 22:04

O Clint é que a levava direita

Quinta-feira, 14.11.13

 

 

Não sou apologista do olho por olho, dente por dente, nunca fui miúdo, rapaz e mesmo homem de partir para a violência de modo a fazer valer a minha razão. Aliás, o mero levantar da voz para impor argumentos enerva-me ao ponto de quase negar tudo isto que estou para aqui a escrever. Em suma, queria mesmo era dizer que a violência apenas gera violência e nunca resolveu realmente nenhum mal neste mundo. Ainda assim, enerva-me terminantemente ouvir paiszinhos e mãeszinhas perfeitas dizerem que nunca tocaram sequer com um dedinho num fiozinho de cabelo que seja dos seus adorados e perfeitos filhotes. Eu cá acho que os poucos tabefes que levei dos meus paiszinhos nunca caíram em saco roto e, à distância, terão tido jusitificação em mais de 90% dos casos. Não sou apologista da educação pela palmada sistemática mas, no momento certo, com a devida justificação póstuma, uma singela palmada ou carolo podem resolver uma data de futuros problemas. Não vale a pena chamar a protecção de menores, o Clint ensinou-me a não deixar marcas (sim, neste cantinho mal afamado o humor negro também habita).

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publicado por bolaseletras às 17:29

Já não há heróis

Terça-feira, 28.02.12

 

 

Aventuro-me no metro cedo pela manhã e encontro carruagens despidas e ainda estremunhadas, como se pode esperar num princípio de fim-de-semana. Uma rapariga remelenta e assustada num dos bancos, um velhote semi ébrio despejado pela vida noutro assento. E, vindos não sei bem de onde, risos, gritos, grunhidos que irrompem repentinamente do meu lado esquerdo. Percebo que são 5 polacos do Légia de Varsóvia, sobreviventes de acidentes rodoviários, bastonadas da polícia e apresentações ao tribunal, seres nauseabundos que ingerem litradas da nossa tão lusitana Sagres como bebés famintos pelo biberon matinal. Mais de 2000 anos depois sinto-me capaz de perceber Judas. Hoje, se estes moços me perguntassem qual o meu clube, também eu renegaria a minha fé. Já não há heróis.

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publicado por bolaseletras às 18:29

Não é suficiente?

Quinta-feira, 02.02.12

 

"A police alsatian attempts to relieve Fortuna Dusseldorf forward Dieter Woske of his shorts after sliding into the net trying to convert a cross against Koln, 1959" (fotografia roubada aqui)

 

 

Se há coisa que sempre me fez impressão foi a “educação” de cães para efeitos de “segurança”. Ainda mais quando todos sabemos que o que esses cães formatados para atacar o ser humano irão fazer é atacar todo aquele que fugir ao padrão que lhes tentaram meter nas pobres cabecinhas. Como o mais natural é que o ser humano ande pelas margens do padrão, um desgraçado que deslize pela relva na tentativa de marcar um golo arrisca-se a ser rasgado pelos dentes da fera. Se na natureza do animal está em boa parte a ferocidade porque razão atiçar-lhe ainda mais esse hemisfério do instinto? Não é suficiente a maldade e a violência humana? 

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publicado por bolaseletras às 21:00

To Paco or not to Paco

Segunda-feira, 02.01.12

  

 

Paco Bandeira acusado de violência doméstica

 

Quando era miúdo contaram-me uma piada que só mais tarde compreendi em toda a sua extensão. Tinha a ver com o porquê do Paco Bandeira se chamar Paco Bandeira. Contou-me um amigo menos jovem que tinha a ver com o facto da mãe do músico se chamar Maria Ninha e o pai João Naça. Como não ficaria bem que o rebento se chamasse Paco Ninha nem Paco Naça ficou mesmo Paco Bandeira. Uns anos mais tarde percebi a brejeirice da coisa. Hoje convenço-me que não há bela sem senão.

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publicado por bolaseletras às 19:59





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