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O cheiro da liberdade

Sexta-feira, 20.07.18

 

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 Fotografia por Peter Brüchmann, Berlim, 1956

 

São demasiadas vezes difusas as nossas memórias de infância, bem mais do que a clareza com que recordamos as pepitas de pura felicidade então vividas. O que não se esfumou em forma de marcas de alegria em brasa que ainda hoje me queimam a pele foi o espaço, a liberdade, a rua, a descoberta, o cheiro a terra molhada, o suor de felicidade nos dias de calor abrasador. As brincadeiras em casa, os primeiros encantamentos com o ZX Spectrum tiveram o seu espaço, mas não encaixam nesse baú de memórias inesquecíveis. Mandem os vossos filhos para a rua, vão com eles se tiver que ser, mas deixem-nos sentir a liberdade de horizontes sem fim, permitam que o estimulante suor frio do desconhecido lhes aqueça a alma, não lhes castiguem os joelhos esfolados na gravilha e os calções beijados pelo verde sujo e libertador da relva molhada. Lembrem-se do que realmente vos fazia felizes. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 11:03

O feitiço do vento

Quarta-feira, 18.07.18

  

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Passava pela vida sem dono nem rumo, mesmo que, aparentemente, atracasse temporariamente num determinado porto. Sempre que se demorava um pouco mais nas enseadas dos seus desejos o vento, tímido, mas insistente, soprava-lhe ao coração uma canção triste e misteriosa. A melodia, como uma feitiçaria do desencanto, guiava-a de novo ao mar sem fim e sem dono, tomada por uma necessidade férrea e dolorosa de cessar aquele cântico viciante e demoníaco. Ao contrário de muitos dos insondáveis mistérios da vida, um dia, num certo porto, percebeu finalmente o enigma que tanto a atormentara. A música jamais a abandonaria, o que lhe faltara até então era quem a percebesse com ela, quem mergulhasse no mistério da sua vida e sugasse até ao tutano todos os silêncios que a outrora demoníaca melodia lhe adormecia na alma.

 

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publicado por bolaseletras às 16:34

Merecemos enterrar Cristiano Ronaldo

Segunda-feira, 09.07.18

  

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Tanto pasquim desportivo, tanto programa/lixo televisivo em que se perdem horas, dias, vidas a falar de bola e não há uma alma, um jornalista, um comentadeiro que se aproxime um pintelhinho (não resisto em utilizar o termo imortalizado por João César Monteiro em “Recordações da casa amarela”) da clarividencia e da evidente justiça deste artigo do El País aqui do lado. Aqui fica, para vergonha geral e memória futura.

 

Merecemos enterrar a Cristiano Ronaldo

No se trata de lo que ha sido, sino de lo que es. De un jugador así solo se negocia su salida cuando le falten las dos piernas

Es natural que Cristiano Ronaldo se quiera ir, porque esa gente se está queriendo ir todo el rato (de los equipos, de las fiestas, de cualquier lugar), pero es menos natural que el Madrid no se remita a la cláusula de 1.000 millones, o al menos la rebaje a la mitad. Es decir, que el Madrid trate a Cristiano no tanto como a un jugador de 33 años, que es lo que está haciendo, sino como a un jugador que sigue en estado de gracia.

No se desprende uno de la felicidad, ni siquiera cuando se intuye que puede acabar en cualquier momento. Nadie se tira de una montaña rusa en la última curva. No se vende lo que da alegría pensando en que más pronto que tarde empezará a dar tristeza, porque entonces no nos enamoraríamos, no beberíamos, no viajaríamos. El Madrid aborda el negocio que supone un jugador con el que ganar dinero tras nueve temporadas, casi 500 goles y cuatro Copas de Europa. Pero a un fan no se le dice que Cristiano Ronaldo se va a acabar algún día antes de que se acabe.

Además de un presupuesto, el Madrid gestiona millones de emociones en todo el mundo. Hay críos que tenían seis años cuando Cristiano llegó al Madrid y hoy tienen 16: no conocen otro Real que el Real de Cristiano Ronaldo. Esos chicos merecen que el Madrid trate de retener a Cristiano como el Barcelona retiene a Messi. Y si Cristiano quiere marcharse, porque es un coñazo, un insensible y una tortura psicológica para cualquiera, el Madrid debería decirle que está haciendo historia aquí, que es su mejor jugador y el actual Balón de Oro: no se exportan balones de oro, se compran. No, al menos, por 100 millones. Porque el Cristiano de las últimas temporadas vale por lo menos 300.

Con el dinero que deje Cristiano el Madrid podrá fichar a un chaval de 24 años que marque en cuatro temporadas los goles que probablemente Cristiano marque en un año en Turín. O no: a lo mejor este año empieza el final. Pero los madridistas merecemos comprobarlo, no jugar a adivinarlo. Merecemos enterrar a nuestro ídolo. Merecemos la decadencia de Cristiano Ronaldo del mismo modo que al fundador de un imperio no se le empuja a una residencia sino que se le sufre en casa hasta que muera. Sobre todo cuando ese tipo hace tres meses estaba pegando un salto imposible y marcando de chilena el mejor gol de su vida. No se trata de lo que ha sido, sino de lo que es. De un jugador así solo se negocia su salida cuando le falten las dos piernas.

 

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publicado por bolaseletras às 16:50

O Miguel que já não é tão pequeno assim - 9 aninhos

Quarta-feira, 04.07.18

  

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O mundial, o trabalho, a vidinha e o diabo a sete fizeram-me esquecer do habitual textinho sobre o aniversário do meu primogénito, o meu querido Miguel. 9 aninhos de ensinamentos sem fim, de reaprender o que é ser criança e como devemos educar, respeitar, orientar e compreender este estado puro, maravilhoso e tantas vezes tão complexo. A bondade está lá, a alegria ingénua e pura também, tal como estão as naturais frustrações de quem cresce num mundo crescentemente complexo. Creio que ainda ninguém pensou a sério como será, no futuro, um mundo onde os miúdos têm acesso a uma enormidade de informação, onde podem ser muito mais críticos e conhecedores do que nós éramos na idade deles. Como será esse mundo, como serão estes miúdos daqui a 30 anos?

 

Para memória futura fica o Miguel com o apêndice por ele mais adorado e detestado, o seu querido, absorvente, fofo e quantas vezes irritante e desafiante irmão, o pequeno Francisco. Que sejas feliz, Miguel, que eu saiba orientar-te nesse sentido respeitando o caminho que escolheres. Com amor, o teu pai.

 

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publicado por bolaseletras às 17:19

Obrigado rapazes, é futebol

Terça-feira, 03.07.18

  

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Portugal perdeu, fiquei triste com os meus dois rapazes e com mais 10 milhões, mas a expressão “é futebol” faz-me hoje muito mais sentido do que em muitos fins de jogo do meu passado em que as lágrimas que me queimaram a face odiavam o jogador ou treinador que pronunciava esse fatídico dislate. Jogámos bem, jogámos mal, o treinador fez as escolhas corretas? Não sei sinceramente se isso nos leva a algum lado, mas é esse lado do futebol que faz de todos nós os mais iluminados especialistas de bola do planeta e nos atiça ainda mais a paixão por este fenómeno inexplicável. Senti em todos os jogos que a responsabilidade do título europeu nos tirou ousadia, nos pesou nas pernas, nos impediu de arriscar e de por em campo o talento que ainda vamos tendo e vai brotando nas novas fornadas de miúdos geniais que vamos formando (Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Gélson Martins, etc. e tal). Depois, há a realidade que teimamos em não ver para que esta não embacie o irresistível brilho dos sonhos. Os centrais rijos mas envelhecidos, os médios fiáveis mas avessos a grandes velocidades, os pontas de lança que não existem ou que são ainda demasiado verdes para estas andanças (André Silva e Gonçalo Guedes). É assim a vida, meus amigos, é futebol. Saibamos ser gratos pelo que os nossos rapazes nos fizeram sonhar (ah, Professor Marcelo, você sabe sempre o que dizer, que delícia) e continuemos a debater na nossa cabeça e nas mesas de cafés os jogadores e as tácticas que indubitavelmente nos poderiam ter colocado no topo do mundo mas que o malvado do Engenheiro teimosamente ignorou. É futebol.

 

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publicado por bolaseletras às 12:31

William, Sir William

Quarta-feira, 27.06.18

 

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Foi Bill Shankly quem afirmou que algumas pessoas pensavam que o futebol era um assunto de vida ou de morte e que repudiava essa atitude. Para ele, simplesmente, o futebol era muito mais importante que essas balelas. Baixando um pouco a fasquia, diria que o futebol não é a vida mas imita-a de perto, reproduzindo fielmente as suas glórias e desgraças. São inúmeros os exemplos de grande homens que, embriagados pela fama e pela adulação popular, não resistiram a tal pressão, acabando por cair em desgraça, depressão ou, como comprovado em demasiadas primeiras páginas dos tabloides do costume, em suicídios desesperados. Também no futebol temos casos desses, também no futebol quem ontem estava no topo da montanha facilmente é aquele a quem hoje o insucesso ou a fatalidade de se ser não mais do que um ser humano bate à porta sem aviso prévio e sem pedir licença.

 

Exemplificando, diria que bastará olhar para os desempenhos aflitos das grandes e afamadas seleções mundiais no Mundial da Rússia para percebermos o peso que as expectativas colocam sobre os ombros de 11 jogadores, as repercussões que podem ter no seu desempenho. A Alemanha qualificou-se contra a Suécia sofregamente, marcando um golo aos 95 minutos. A Espanha ganhou sem saber bem como ao Irão, tendo empatado com Marrocos aos 89 minutos. Portugal foi o sofrimento conhecido para assegurar a passagem aos oitavos de final e a Argentina só lá chegou com a bênção do Papa e a genialidade de Messi. Em termos individuais, Neymar, sufocado pela pressão, desfaz-se em lágrimas quando marca um golo, o semblante de Messi é de profunda angústia antes de cada jogo. Maradona, o maior de todos dentro de campo nunca conseguiu viver verdadeiramente fora dele, neste campo estéril de golos, piques e magia em que já não é a estrela mais reluzente.

 

Depois temos outro tipo de gente, de outra fibra. Mais que todos, Cristiano Ronaldo, o homem que olha o medo e a angústia nos olhos, se ri deles e, se necessário, marca 3 golos aos campeões do mundo para não deixar 10 milhões desamparados. Sobre CR7 haveria tanto para dizer que nem vale a pena dizer mais nada. Outro exemplar de fibra e perseverança é William Carvalho, o novo case study nacional. O novo patinho feio da selecção - um exemplo perfeito de como o amante do futebol pode desconhecer tão profundamente o futebol e mesmo assim amá-lo – um rapaz que depois do furacão que foi nos últimos meses a sua relação com o clube do seu coração, que agora é atacado por tanta gente, continua a fazer o que tão bem sabe, como se o seu futebol cristalino e os seus passes de algodão criassem em volta de si uma cápsula à prova de tempestades. Sem correr como o Usain Bolt, pensa e executa mais rápido que todos os outros, antecipando tudo o que os adversários ainda sonham que irão fazer, fazendo girar a equipa, gerindo e controlando os ritmos de jogo como mais convém à equipa e à fase específica que o jogo atravessa, a maior parte das vezes fazendo-o com tamanha simplicidade que compreender tudo isso é demasiado complicado para o comum dos mortais.

 

E sabem que mais? GANHAR, CARAGO!

 

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publicado por bolaseletras às 14:14

Bora lá, malta!

Quinta-feira, 21.06.18

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Terminado o jogo contra Marrocos, fica na boca e na pele ainda suada de tantos sobressaltos e picos cardíacos o sabor amargo e o frio ácido de quem se safou não se sabe bem como. O resultado foi excelente, a exibição a roçar o medíocre, mas os sinais que retiro do jogo são muito positivos. Vejamos:

- Bem ao contrário do que estamos habituados neste universo tão específico da bola, após o jogo os protagonistas lusitanos, do treinador aos jogadores, foram unânimes em considerar que, independentemente do óptimo resultado, a exibição foi muito fraca e há que obrigatoriamente melhorar o rendimento individual e colectivo. Olhar para dentro de si e do grupo é sinal de inteligência e maturidade, tenhamos esperança que a introspecção traga benefícios à exteriorização com a bola no pé.

- O peso da responsabilidade parece estar a sufocar a capacidade de muitos dos jogadores. É importante que os jogadores sintam que os seus feitos recentes lhes puseram às costas o peso do sucesso, resta agora saber lidar com isso e virar o bico ao prego, isto é, o peso do seu sucesso deve sair-lhes do lombo e ser colocado em cima dos adversários. Como? Mostrando em campo porque ganhámos o europeu, fazendo com que nos temam verdadeiramente.

- Ronaldo. Este é o torneio de Ronaldo e ele sabe-o como ninguém. Alguém acredita que este monstro de motivação e ambição deixe a equipa soçobrar face ao Irão, por mais lutadora que seja a equipa tão bem comandada por Carlos Queiroz? Até pode haver quem acredite que corremos o risco de ser eliminados, mas Ronaldo não será certamente essa pessoa.

- Fernando Santos, o nosso Engenheiro. Melhor que ninguém ele já diagnosticou o que está a prender o talento dos nossos jogadores. Tem falado bastante para fora, picando os jogadores e criticando as exibições da equipa, mas acredito que sabe bem o efeito que isso terá nos jogadores, como acredito que internamente irá encontrar a chave para libertar as pernas presas e as mentes bloqueadas.

 

Malta, vocês não são os melhores do mundo (Ok, só um de vocês), mas vocês juntos, como equipa, podem valer mais do que cada um por si, podem ser a melhor equipa do mundo. Vamos a eles, carago!

 

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publicado por bolaseletras às 09:58

Um cheirinho de mundial

Segunda-feira, 18.06.18

  

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Com alguma tristeza minha não tenho escrito sobre o Mundial que nos alegra os dias e abrilhanta a alma. Parece uma parvoíce dizer isto, dirão muitas esposas e namoradas desprezadas e abandonadas nestes 30 dias (são 30 dias em 4 anos, senhoras, calma!), mas a verdade é que a falta de tempo obriga-me a aproveitar os poucos tempos livres que tenho para ver e beber jogos, para me deliciar com as análise do “The Guardian” e de outros media que adoram e sabem falar sobre futebol. Se tivesse que fazer um resumo da coisa, em poucas palavras, que frases ou palavras chave usaria? Deixa cá fazer um pequeno exercício:

- É sempre bom quando nos poupamos à discussão sobre quem é o melhor do mundo logo no primeiro jogo entre dois candidatos. Cristiano, filho, como queres tu que os ingratos dos espanhóis não te odeiem?

- É certo e sabido que os alemães nunca se deram bem na Rússia.

- Li algures, com muita piada e ainda mais razão, que uma mão cheia de portugueses iriam ficar divididos a assistir ao Brasil-Suiça. É o que dá ter muito dinheiro guardado na Suiça e estar em vias de fugir para o Brasil.

- Rui, William, Gélson, Bruno…porque é que tentaram que o meu fervor pela selecção arrefecesse? Boa tentativa mas não conseguiram. Não consigo desejar-vos mal, longe disso, mas tenho tanta pena que não fossem um bocadinho mais resistentes. Grandes jogadores serão sempre recordados, mas só aqueles que aliam à arte a coragem e a fidelidade acima de toda a prova ficarão na história e nos nossos corações.

- E quanto aos prognósticos para a nossa selecção? Eu com o nosso Engenheiro acredito em tudo. Juntando a isso a fome descontrolada do nosso Cris direi que, não tendo que enfrentar a Islândia, está tudo nas nossas mãos. Força rapazes, ganhar!

 

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publicado por bolaseletras às 14:54

Estado de alma

Sexta-feira, 15.06.18

  

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As coisas não estão fáceis para os corações leoninos. Já não me interessam os meandros jurídicos das assembleias, das destituições e das comissões, das providências cautelares e do diabo a sete. Neste momento procuro resolver em mim a desilusão, a tristeza, a raiva e sabe-se lá mais o quê provocados pela loucura desse furacão chamado Bruno. Depois, deixando o Bruno para trás, procuro perceber o que sinto sobre os jogadores que, não obstante serem profissionais e estarem no desempenho da sua atividade profissional - logo guiados por critérios profissionais – decidiram rescindir unilateralmente os seus contratos com o Sporting, para boa parte deles o clube que sempre disseram ser o do seu coração. Isto não é branco nem preto, eles não têm razão nem deixam de a ter, basicamente isto é tudo uma grande merda. Tentando resumir em pontos e contrapontos, resultado de uma conversa aberta e sofrida com dois amigos leões como eu:

 

  1. É por demais evidente que Bruno de Carvalho hostilizou os jogadores e, propositadamente ou não, acendeu para níveis insuportáveis as luzes vermelhas dos fracos cérebros dos adeptos mais irracionais, os barrabravas como lhes chamam na Argentina. Por outro lado, não consigo deixar de pensar que os jogadores deixaram-se manipular por empresários, que lhes acenaram com os milhões dos prémios de assinatura (não lhes falando, claro está, dos outros milhões que esses vampiros receberiam como comissões dessas assinaturas).
  2. Um clube é uma empresa? Um clube não é uma empresa apenas para quem nele não trabalha. Não há razão para que a paixão, a lealdade e a entrega de um profissional de futebol ou de uma empresa sejam distintas. Os adeptos não mudam de clube, os jogadores sim. Quem deveria ter lutado mais e não desistido deveriam ter sido os sócios e adeptos, os verdadeiros sportinguistas e não os jogadores, funcionários do clube. Por outro lado, no fundo de mim acredito que um clube não é uma empresa, daí as paixões que desperta. Um clube não é um presidente, é os treinadores, os mentores, os educadores de centenas de jovens atletas, nomeadamente do Gélson, do Rui, do William e do Rafael Leão. São os adeptos apaixonados que sempre os acarinharam, não são duas mãos cheias de energúmenos que os agrediram. Não consigo deixar de pensar que os jogadores se esqueceram de tudo isso demasiado facilmente. Gosto de acreditar que no lugar deles não teria desistido com esta leveza do clube da vida deles, das histórias de afectos, das pessoas que os fizeram crescer, que fizeram deles profissionais ricos e de sucesso.
  3. Em suma, oportunistas sempre houve e neste caso foram dadas demasiadas oportunidades por Bruno de Carvalho aos oportunistas. Por outro lado, estes rapazes desiludiram-me como homens. Um homem pode e deve resistir mais à adversidade do que eles o fizeram. O Bruno é o principal culpado, eles lutaram menos do que deviam. De um lado está a versão da empresa, dos deveres e direitos profissionais, do outro está a visão de um eterno romântico que sempre serei.

 

Para terminar, há quem esteja a torcer para que as coisas corram mal aos jogadores que rescindiram com o Sporting e que hoje representam a selecção nacional. A isso digo não: a selecção está acima de tudo, quero que todos os jogadores façam o jogo das suas vidas. Dói-me a alma, mas não mais do que amo o meu país! Ganhar malta!

 

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publicado por bolaseletras às 16:40

Rir para não chorar

Terça-feira, 12.06.18

 

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publicado por bolaseletras às 16:58





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