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Da série "O olhar do amor" - 19.º

Sexta-feira, 16.11.18

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Fotografia por Alex Webb/Rebecca Norris Webb, em Nuevo Laredo, Mexico, 1996, ano em que o casal de fotógrafos celebrou o 19º aniversário do seu casamento.

 

Provavelmente há imagens que espelham melhor o amor do que outras. Há também a possibilidade da imagem que julgamos melhor mostrar o amor apenas revelar o nosso entendimento sobre esse amor, o que é para nós o amor. É possível associar o amor a uma infinidade de atos, estados de espírito, manifestações: carinho, sensualidade, alegria, conforto, paixão, protecção, olhares esgazeados de tesão, olhos marejados pela água mansa de um manso amor. Inicia-se aqui a série “O Olhar do amor”. Porque amor precisa-se.

 

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publicado por bolaseletras às 12:30

Sobre o Sporting e a sua essência - o amor ao desporto e ao futebol

Sexta-feira, 09.11.18

 

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Que bom foi ver 5.000 adeptos leoninos, em pleno Emirates, contra todas as agruras, renegando as sombras dos dias difíceis, cantar bem alto o seu amor pelo Sporting que é, obviamente, indissociável do seu amor pelo futebol. Que bom foi ver o orgulho e a alegria do Tiago Fernandes, filho do nosso Manel, por poder representar e dignificar o clube do seu coração. Tivemos pouca posse de bola, fizemos pouca mossa no ataque, mas lutámos que nem leões e dignificámos as nossas cores e o nosso país. Sem e-mails a amaciar apitos, sem toupeiras a desviar a bola da baliza, só os nossos rapazes, cheios de garra e de esperança num amanhã melhor. Obrigado Tiago, boa sorte Kaiser!

 

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publicado por bolaseletras às 15:30

A busca incessante

Quarta-feira, 31.10.18

 

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Chuva. Pesada e insistente. O frio que regressa. Os dois putos no carro a caminho da escola, ainda ensonados, como que sonâmbulos a caminho de um qualquer cadafalso. O barulho da chuva, o trânsito, o céu cinzento escuro. O Francisco, 6 aninhos, parece, lentamente, despertar do seu torpor:

- Pai, porque é que existimos?

A meio das reviengas na rotunda do relógio, mais concentrado em não estragar a chapa do que em atingir a profundidade do Francisquinho, levo uns bons 20 segundos para responder:

- Há quem diga que foi Deus que criou o mundo e os homens, Francisco.

O Miguel, 9 anos e mais dado às filosofias terrenas, contrapõe:

- Não não, foi o big bang!

O Francisco, eternamente insatisfeito com as explicações para os porquês da vida, clarifica:

- Não é como é que existimos, é porque é que existimos?

Mau…mais 20, 30 segundos, e tento uma escapatória:

- Se calhar existimos para ser felizes e ajudar outras pessoas de quem gostamos a ser felizes, Francisco. O que achas?

- Sim, talvez pai!

Desta vez é o Miguel que fica insatisfeito:

- Hum, não sei pai, não sei se é bem por isso.

Antes de fechar o debate teológico com mais uma música do Agir que os traga de volta à simplicidade da música simples, fecho a questão deixando-a em aberto:

- Não penses muito nisso, Miguel, boa parte das pessoas morrem sem descobrir a resposta a essa questão. E olha, muitas morrem felizes, mesmo sem o ter descoberto a tempo.

 

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publicado por bolaseletras às 15:25

Disfrutai do fim de semana, boa e nobre gente

Sexta-feira, 19.10.18

 

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publicado por bolaseletras às 16:40

O carrossel

Quinta-feira, 11.10.18

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Gira que gira e volta a girar.

 

Creio que esta era uma lengalenga entoada nos idos da infância, provavelmente a acompanhar a dança do pião de madeira, embalado pela corda suja e coçada dos nossos sonhos. Éramos felizes como jamais o voltámos a ser e pouco interessa se o sabíamos ou não, pensar nisso era um absurdo visto aos olhos de crianças sorridentes e de joelhos esfolados, era uma perda de tempo, apenas mais uma parvoíce aborrecida do mundo dos adultos. A lenta valsa do pião, naqueles vagarosos segundos que antecipavam a sua inevitável queda por terra, era um vislumbre nebuloso da tristeza que ainda não conhecíamos. Arrumávamos o pião no bolso do fato de treino e rumávamos aos casulos onde a alcatifa já não cheirava a relva, onde os joelhos já não se esfolavam no mar de risos dos nossos amigos. Vinha o banho e a pele enjoativamente cheirosa, o jantar invariavelmente a contragosto, os trabalhos de casa sem necessidade de qualificativos, os traumáticos deveres que diziam ser as ferramentas do nosso futuro, daquele futuro que hoje conhecemos e que sabe a saudade e a desperdício.

 

O carrossel de ontem, de corridas sem fim, saltos e gargalhadas, é hoje o passo esbaforido e exausto para impedir que mais uma porta do autocarro se feche nas trombas dos nossos sonhos. Os saudosos gritos estridentes de alegria pura e descontrolada são hoje as buzinas irritadas e chorosas que temperam o túnel de alcatrão gasto e de prédios tristes, a rua dos nossos pesadelos.

 

Não, a vida não é assim tão triste quando abandonamos a criança que fomos. Não é? Será que a vivemos com uma réstia do brilho da nossa infância? Será que percebemos que é aí que estará a nossa salvação, o Santo Graal da felicidade? Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 14:30

Histórias da carochinha

Segunda-feira, 08.10.18

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Há quem grite ao vento e à pessoa amada que é um livro aberto, que o seu passado é nítido como as águas do rio que corre cristalino e sem percalços, como se quisesse convencer-se a si e ao mundo que a vida não é uma vaga descontrolada que continuamente se estilhaça e reconstrói contra as rochas afiadas que ladeiam o ribeiro tortuoso que é o caminho que todos percorremos. Gente perfeita com passados e presentes impolutos são sonhos de gente que não sabe o que é ser gente, como se os milhares de corpos que se cruzam e fugazmente se olham nas alamedas caóticas da cidade fossem carapaças de aço de robots imunes ao erro, à inveja e à paixão. Somos todos potenciais serial killers, Casanovas ou candidatos a vigários, somos o exemplo humano da fidelidade canina ou intrépidos traidores que não resistem ao cheiro da carne fresca. Somos Yin e Yang, força e fraqueza, passividade mórbida e energia destruidora, somos tudo e nada somos, mas todos temos histórias só nossas, pecados inconfessados e sonhos proibidos. O resto são histórias.

 

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publicado por bolaseletras às 09:44

Acreditar...ou talvez não

Sexta-feira, 28.09.18

  

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Ao contrário da impressão geral, não são as ideias dos outros que nos condicionam o caminho ou nos paralisam os avanços, forçando a recuos ou paragens estratégicas. É a nossa mente, os nossos medos inculcados, as nossas dúvidas ancestrais que nos prendem os movimentos, que nos dizem que o desconhecido é sinónimo de perigo, que tudo o que não consta no nosso cardápio de experiências já vividas pode dar para o torto. Pensamos assim sem pensar que é exactamente o nosso pensamento que nos impede de evoluir. As teias das nossas meninges e sinapses parecem, demasiadas vezes, cristalizadas no tempo assumindo a forma de teias de aranha bafientas e castradoras. Tudo o que pensamos deveria ser objecto de dúvida e de constante interrogação, mas encostamo-nos ao conforto que é obedecermos aos ditames da pessoa de quem mais deveríamos desconfiar, pelo menos enquanto não a questionamos até ao tutano. Vejam lá isso.

 

 

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publicado por bolaseletras às 12:00

Calma - não dar o corpo pela alma

Segunda-feira, 24.09.18

  

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publicado por bolaseletras às 10:51

Cristiano Ronaldo vs UEFA

Quinta-feira, 20.09.18

 

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Os senhores do poder nunca gostaram de histórias bonitas em que os anões se agigantam, em que quem veio do nada consegue, à custa do seu sangue, suor e lágrimas escalar ao topo da montanha, ombreando com os poderes e hábitos instalados, tapando o sol aos que julgavam que o sol eternamente nasceria só para eles. Cristiano Ronaldo, nascido no seio de uma família pobre (não era humilde, era mesmo pobre), contra todas as adversidades, invejas e vaticínios, tudo venceu, tudo derrubou, sempre sem padrinhos, só com a sua imparável força interior, talento e esforço sobre humano que sempre pôs em tudo o que fez pela sua paixão, pelo seu sonho de ser o melhor jogador do mundo.

 

Há umas semanas a UEFA atribuiu o prémio de melhor jogador do mundo a Modric, um belíssimo jogador que fez uma excelente época. Cristiano, que fora a estrela da Liga dos Campeões, que com o fruto do seu trabalho a deu de mão beijada ao Real Madrid, foi preterido face a um belíssimo jogador, mas que em nada se pode comparar a ele, sobretudo num ano magnífico para o jogador português. Cristiano, ferido mas amigo, deu os parabéns a Modric mas não pôs os pés na cerimónia da UEFA, pois recusa ser um fantoche nas mãos dos grandes senhores (sempre recusou) e porque não é hipócrita. A UEFA, velha e vingativa, ontem expulsou-o de campo, sonhando que assim conseguirá terminar com o sonho do nosso menino. A UEFA declarou internamente, em surdina, nos meandros cinzentos dos corredores do seu poder bafiento, que Cristiano é persona non grata. A UEFA só não sabe que quem comeu o pão que o diabo amassou, e ainda assim passou fome, e ainda assim não desistiu até chegar ao topo, quem assim é não verga, não desiste, chora mas não vira a cara. É a tua última batalha, Cristiano, e todos os que amam verdadeiramente o futebol, todos os que sabemos quem és e o que nos deste sabemos que a vais vencer, mais uma vez, com sangue, suor e lágrimas, até ao fim, até à derradeira glória. Força miúdo!

 

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publicado por bolaseletras às 10:51

Voltar?

Quarta-feira, 19.09.18

 

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Nunca voltar a um sítio onde se foi feliz ou voltar sempre, insistentemente, convicto de que a receita original poderá eternamente ser repetida? A vida muda-nos mas o que nos mudou poderá ser fonte de renovada evolução? E será que mudar estará sempre mais próximo do que nos torna um pouco mais felizes? E mudar é evoluir? Não haverá um ponto em que irmos para lá do que somos e de onde estamos, essa insatisfação constante, essa interminável busca de melhor mais não é do que sinónimo de inadaptação, de incapacidade para disfrutarmos do que temos e do que somos? Porque perdemos nós tempo a pensar em todos estes irresolúveis dilemas e simplesmente não nos limitamos a ser e a estar, ao sabor da maré, seja ela forte ou calma como um mar morto e terno?

 

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publicado por bolaseletras às 10:03





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