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Verdes anos - Carlos Paredes

Quinta-feira, 07.02.19

 

 

Carlos, filho de Coimbra e da alma musical dessa mítica cidade, não fez por menos e fez-se igualmente filho e neto de Artur e de Gonçalo, exímios feiticeiros da guitarra portuguesa. Como qualquer vocação que se quer contrariada, Carlos negou os desejos de sua mãe e aprendeu “a tirar da guitarra sons mais violentos, como reacção ao pieguismo langoroso a que geralmente a guitarra portuguesa estava ligada”.

Tenho em mim uma memória longínqua e adolescente de um concerto de Carlos Paredes, não me recordo onde nem quando, só retive as cordas vibrantes e desesperadas, os gritos surdos que se me colaram, a quem, muito provavelmente, deverei esta minha torta natureza de poeta vadio. Verdes anos.

 

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publicado por bolaseletras às 14:28

Da beleza

Quarta-feira, 06.02.19

 

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publicado por bolaseletras às 15:11

Xeque-mate

Quarta-feira, 30.01.19

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Sabia que a melhor defesa era o ataque. Não porque seguisse as tácticas estéreis dos livros da moda mas, simplesmente, porque a vida lhe ensinara essa crua lição. Esperar pacientemente era mais da sua natureza, mas os resultados que obtivera refugiada nessa confortável passividade revelavam à saciedade que o conforto não era sinónimo de sucesso. Fora quando avançara a dama e as torres sem medos, enfrentando o rei e seus bispos de peito aberto, que conquistara terreno, que ganhara o respeito e a admiração das suas presas. Ao invés, quando caminhara passo a passo, lenta e cautelosamente, com os seus tímidos e inofensivos peões, apenas obtivera um sorriso sarcástico do rei e suas tropas, prontas para a espezinhar. A conquista implicava risco e era o risco que a mantinha viva. O receio era o rastilho para uma derrota humilhante.

 

No último lance, no xeque final, olhou o rei nos olhos e ele cedeu-lhe a sua casa, o destino desejado, a derradeira entrega, o momento em que a vitória de um significava a vitória do outro e em que os medos, a ambição, e a vitória se fundiam e esfumavam no calor daquela entrega.

 

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publicado por bolaseletras às 10:30

2019

Sexta-feira, 04.01.19

 

Steve McQueen and Neile Adams taking a sulfur bath

Steve McQueen e Neile Adams, fotografados por John Dominis, 1963

 

Decisões irrevogáveis para o ano que se avizinha. Convicções inabaláveis. Objectivos perfeitamente definidos. Rotas traçadas a regra e esquadro. O sucesso ao virar da esquina, a felicidade é já ali, é só querer, como se o resto do mundo e todos os que nos rodeiam não tivessem outra hipótese senão conformar-se ao destino que traçámos para os próximos 365 dias.

 

Outra hipótese:

 

Respirar apenas. Lentamente, como se cada segundo fosse uma bênção. Sorver o néctar dos Deuses gota a gota, como se a próxima fosse a última e daí não viesse mal ao mundo, porque um dia, inapelavelmente, esse dia há-de ser o último. Ouvir sem pressa. Falar devagar. Silêncio. Falar só se apetecer. Perceber a importância de calar. Amar. Beber mais um golo, lentamente.

 

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publicado por bolaseletras às 09:43

Francisco Gómez - Bicycle in the Atrium of a Church in Paris, 1962.

Quarta-feira, 02.01.19

 

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publicado por bolaseletras às 14:19

Ahhh o Natal, as prendas, as luzes, as renas, os sininhos, a espada de Dâmocles...

Quarta-feira, 19.12.18

 

Ahhh a indecisão, os suores frios, o receio de falhar e de desiludir mortalmente a pessoa amada! A espada de Dâmocles que paira sobre a nossa cabeça, balançando ameaçadoramente, aguardando que alguém, aquela pessoa que venha a odiar a prenda para ela escolhida corte o frágil e quase invisível fio que nos prende à vida, que a espada do ultraje e da rejeição nos entregue à perdição! Minhas amigas e meus amigos, ficam aqui algumas sugestões natalícias que poderão fazer de nós pessoas mais serenas, felizes e agarradas à vida. Não têm de quê.

 

Um par de conchas 

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Uma bicicleta com selim

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Um veículo de transporte não poluente

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Um ananás bem madurinho

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Um animal de estimação multifunções

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Um pôr do sol inesquecível

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publicado por bolaseletras às 11:12

Histórias quadradas da bola redonda

Quarta-feira, 12.12.18

  

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As histórias e historietas da bola que rola na relva, dos seus vergonhosos bastidores e do futebol português que a cada dia mais apodrece têm, felizmente, andado arredadas deste cantinho que se quer sério e honesto. Hoje, na sequência de uma “sã” e “amigável” troca de mensagens com amigos com má filiação clubística, foram tecidas diversas considerações sobre o estado da arte que, na possibilidade de um destes amanhãs eu poder já não estar entre vós, decidi partilhar com a humanidade em geral e com quem nada mais interessante tenha que fazer em particular. Fica aqui um relevante resumo das ilações retiradas e expressas por gente com alguns cursos, doutoramentos e experiência de vida e destas coisas da bola:

 

  1. Uma esmagadora maioria apoiou inicialmente Bruno de Carvalho. Posteriormente, vendo que o rumo seguido descambou por completo, abominaram o mesmo, defendendo, tal como mais de 70% dos sportinguistas, que o mesmo fosse corrido da presidência do Sporting.
  2. Do outro lado da segunda circular, parece existir um herói da gestão financeira e desportiva moderna, provavelmente embalado pelo famoso powerpoint em que a sua Direção explicava como dominar o futebol português “seduzindo” tudo e todos.
  3. Se de um lado da famosa circular lisboeta uns gostam de ter o clube limpo, mesmo que isso não lhes dê títulos, outros preferem ter o cofrinho recheado de taças e tacinhas, mesmo que para isso tenham que abdicar da honra, engolir sapos gigantescos e sabe-se lá mais o quê, tendo ainda que patrocinar gloriosas noites de núpcias à custa do seu pecúlio.
  4. Isto passa-se há mais de 10 anos e há quem ache que o problema deste país é a Justiça. Talvez seja…ou talvez nestes processos existam semelhanças de atitudes, posicionamentos e dignidades, mas parece-me a mim que existem sobretudo chocantes diferenças. Talvez seja por isso que uns vestem de verde e outros de vermelho.

 

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publicado por bolaseletras às 11:23

Da série "O olhar do amor" - Arco íris de areia e sal

Quarta-feira, 28.11.18

 

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O olhar do amor é quente como o sol que banha o mar, sabe a sal e a lágrimas de felicidade e de dor este amor que turva o que os olhos alcançam, que tudo torna cristalino sem nada deixar ver. O olhar do amor é de sexo adocicado e de ternura cor de mel, abraçado por nuances de tesão desenfreada e enjoativos xi-corações. O olhar do amor é da cor de um arco-íris a preto e branco.

 

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publicado por bolaseletras às 12:06

Da série "O olhar do amor" - 19.º

Sexta-feira, 16.11.18

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Fotografia por Alex Webb/Rebecca Norris Webb, em Nuevo Laredo, Mexico, 1996, ano em que o casal de fotógrafos celebrou o 19º aniversário do seu casamento.

 

Provavelmente há imagens que espelham melhor o amor do que outras. Há também a possibilidade da imagem que julgamos melhor mostrar o amor apenas revelar o nosso entendimento sobre esse amor, o que é para nós o amor. É possível associar o amor a uma infinidade de atos, estados de espírito, manifestações: carinho, sensualidade, alegria, conforto, paixão, protecção, olhares esgazeados de tesão, olhos marejados pela água mansa de um manso amor. Inicia-se aqui a série “O Olhar do amor”. Porque amor precisa-se.

 

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publicado por bolaseletras às 12:30

Sobre o Sporting e a sua essência - o amor ao desporto e ao futebol

Sexta-feira, 09.11.18

 

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Que bom foi ver 5.000 adeptos leoninos, em pleno Emirates, contra todas as agruras, renegando as sombras dos dias difíceis, cantar bem alto o seu amor pelo Sporting que é, obviamente, indissociável do seu amor pelo futebol. Que bom foi ver o orgulho e a alegria do Tiago Fernandes, filho do nosso Manel, por poder representar e dignificar o clube do seu coração. Tivemos pouca posse de bola, fizemos pouca mossa no ataque, mas lutámos que nem leões e dignificámos as nossas cores e o nosso país. Sem e-mails a amaciar apitos, sem toupeiras a desviar a bola da baliza, só os nossos rapazes, cheios de garra e de esperança num amanhã melhor. Obrigado Tiago, boa sorte Kaiser!

 

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publicado por bolaseletras às 15:30





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