Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Espelho meu, a Gwyneth está extasiada com o seu próprio reflexo ou é impressão minha?
O poder que nasce com ela. O suave vale que lhe aparta os seios. As rendas que lhe tecem a interminável sedução. Percebemos no ofuscante olhar toda a confiança de uma força ancestral, um fogo que percorre todo o corpo, que diaboliza o contorno dos lábios. Centelhas que lhe afagam os cabelos, fios de ouro que esmagam a massa de homens a seus pés. Sabe-o. Sabe-o com a certeza de um inabalável dogma. Sabe-o na indesmentível verdade do límpido reflexo. Afoga-se no fascínio do espelho mágico. Afogamo-nos, enfeitiçados, na voluntária submissão. Entrega, devoção, perdição. No seu eterno reflexo.
