Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Sporting 3 - Benfica 2 (com uma segunda parte a lembrar o massacre dos inocentes)
Que bela jogatana de futebol! Houve golos, como pedi no post em baixo, houve um Liedshow a fazer as vezes do velho Manel. De uma primeira parte equilibrada passámos para uma segunda parte em que só jogou uma equipa, em que o Sporting deslumbrou e esmagou um Benfica que mal cheirou a bola. Aos 3-1, parecia que o Benfica estava a defender o resultado. Razões para tão grande supermacia? Serão muitas certamente, mas destaco aqui 3 que me parecem bem relevantes:
1. O Benfica iniciou o jogo com 5 jogadores que só este ano chegaram a Portugal: Sidnei, Yebda, Reyes, Aimar e Suazo. Quando individualmente as coisas saiem bem, como nas Antas, a coisa disfarça. Mas contra uma equipa coesa e com mecanismos sólidos o Benfica tem geralmente muitas dificuldades. Aconteceu hoje, acontece em muitos jogos contra equipas menores do campeonato, aconteceu na taça Uefa.
2. Liedson. O Sporting mantém há já alguns anos este fabuloso ponta de lança, à custa de esforço financeiro, de muito carinho da Direcção, da equipa técnica e dos adeptos. Quando não há muito dinheiro para segurar jogadores, há que apostar na boa gestão de recursos humanos. Um jogador que se sinta acarinhado, que perceba que o clube está a pagar tudo o que pode, é capaz de abdicar de mais uns cifrões para ser feliz.
Por outro lado, o Benfica investiu o ano passado 9 milhões num belíssimo ponta de lança, Cardoso. E o que fez de um ano para o outro? Recompensou Cardoso com o banco, com o estatuto de figura de segundo plano. Em detrimento dele apostou em Suazo, um jogador emprestado que apesar de potente e com inequívocas qualidades, não fez ainda a mínima sombra ao que Cardoso mostrou o ano passado. É compreensível esta forma de gerir as expectativas de um jogador? Pensem nisso.
3. As propaladas vedetas Reyes e Di Maria. Somando os 90 minutos do primeiro e a meia hora do segundo, esses 120 minutos não chegaram aos calcanhares dos 10 minutos do humilde Pereirinha. Pensem também nisso, benfiquistas.
