Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
A bela e o fantoche
O namorado palhaço. O parceiro para preencher espaços vazios. Um objecto que faz ãoão e tem como trela a dedicação doentia, um rasto de idolatria que desiquilibra todo o jogo a dois. Passeiam-se colados ao objecto amado, ladram quando sentem o seu espaço invadido, procuram marcar o terreno com o cheiro a medo que se sente à distância. Invadem as noites como cães de guarda, de dia são sombras que perseguem o que nunca hão-de possuir. São usados por desconhecidas razões. Porque é cómodo ser superior. Porque não dão luta. Porque o amor é difícil. Porque há mulheres que preferem o certo ao incerto. Porque o belo sexo é por vezes muito fraco.
