Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
O gigante careca volta a atacar, o gigante adormecido volta a ser empurrado
Não vi o Benfica-Braga, jogo que só muito dificilmente, com o resultado que teve, não irá decidir o título a favor da lampionagem. Optei por ir de fim de semana para zona campestre, onde não ouvi pevide dos festejos vermelhuscos, já preparando o que irei fazer no dia da efectiva consgração do título. Parabéns a quem os merece (Sr. Ricardo Costa, Sr. Jorge Jesus e mais um punhado de jogadores) que para o ano esperamos que o campeão tenha, além do excelente futebol que o Benfica apresentou este ano, menos ajudas externas.
Para os sportinguistas este jogo lembra-nos irremediavelmente o dia em que Luisão desiquilibrou Ricardo na pequena área, tendo o título ido a voar, não nas asas do frango de Ricardo, mas nas asas das habituais vergonhosas decisões de arbiragem, para as vitrines da Luz. Não vale a pena voltar à discussão, as regras são inequívocas: dentro da pequena área o guarda-redes não pode ser tocado, o resto é a habitual poeira para os olhos. Foi um dia triste em que percebi de vez que a força dos 6 milhões será sempre um factor de desiquilíbrio, nem sempre pelas melhores razões. Para o ano há mais, amigos, esperemos que também haja melhor.


