Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Mulheres e saltos altos
Nova série dedicada à mulher, essa razão de viver, essa luz na escuridão, essa cor dominadora que nos atenua os cinzentismos. Haverá quem ache que esta história de associar mulheres a objectos, gestos, vícios, etc. e tal, é uma manhosíssima desculpa para fazer do "Bolas e letras" mais uma das inúmeras passereles de gajas jeitosas que infestam a Internet. Pensem o que quiserem, cada vez mais cultivo a refrescante atitude zen de "estou-me perfeitamente a marimbar para o que os outros pensam", quando esses pensamentos têm raízes pouco saudáveis e não estão alicerçados numa critica construtiva. Estas séries dedicadas ao belo sexo têm um só intuito: agradecer-lhes por fazerem que a nossa existência faça afinal algum sentido. Se isto fosse só copos e bola não tinha a mínima piada. Bom, vamos então ao que interessa. Pausa, ganhar fôlego, seguir para o próximo parágrafo.
Saltos altos, sapatos mortais que as tornam ainda mais esmagadoras no seu poder, seja este agressivo ou subreptício. Revestem-lhes o passo de confiança, torneiam-lhes os músculos das pernas de sensualidade, plantam-nos nos sonhos mais fetichistas a improvável experiência de as possuirmos do alto dos seus saltos. Como facas afiadas picam-nos o desejo, atiçam-nos o fogo. Como fatais instrumentos de sedução são apenas um complemento à ancestral arte de sedução. Tudo o resto é a mulher.


