Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Obrigado por tudo, Carlos
O primeiro parágrafo desta croniqueta é para Carlos Carvalhal. Extrema e pouco costumeira dignidade (nada habitual no portuguesinho futebol) no momento de confirmar a sua saída, em contraste com a falta de respeito que os dirigentes do clube sempre tiveram para com ele. Carvalhal trouxe os adeptos de volta ao estádio e uma nova dinâmica à equipa, aspectos irremediavelmente perdidos com Paulo Bento. Obrigado Carlos, foste e serás sempre um dos nossos.
O lance do segundo golo de Liedson foi o que sempre devia ter sido esta dupla de atacantes. Heldér Postiga tinha qualidade para ser o parceiro perfeito, mas algo o bloqueou, um constrangimento intrínseco impediu-o de dar o salto para o sucesso leonino. Liedson, este foi o costume, o ponta de lança que queremos ver brilhar na África do Sul: um ponta de lança de luxo, a quem não caiem os parentes na lama por fazer trabalho defensivo. Haverá esperança para Postiga, depois de um jogo com sinal mais? Eu gostava que sim, mas o Hélder geralmente não ajuda nada. Djaló foi hoje superlativo, acredito que irá confirmar muito em breve as esperanças nele depositadas. Quanto aos outros jogadores nada de muito relevante a destacar, talvez o regresso de um bom e firme Carriço e Miguel Veloso do lado direito do meio campo, altivo e afirmativo, a confirmar que é meio caminho andado para os atacantes do Sporting usufruírem de deliciosos cruzamentos à moda de David Beckham.
Depois, o mais importante deste jogo: Marat Izmailov, um excelente jogador, um profissional sempre exemplar até à justiceira chegada de Costinha. Os assobios de alguns adeptos aquando da entrada de Marat são uma vergonha, essa gente deveria ficar em casa ou então mudar-se para o lado errado da segunda circular. Não têm memória, são ingratos, são uma merda de adeptos. Depois, o sr. Pedro Proença. Izmailov, descompensado pela má recepção dos adeptos, faz uma entrada dura e pouco habitual nele. Ainda assim, um lance em que só toca na bola, quando muito merecedor de amarelo. O árbitro decide mostrar o vermelho directo de forma vergonhosa. Aproveita o bad feeling sobre o jogador para lhe dar a cobarde estocada final. Ódio pessoal contra Izmailov? Maldade pura? Não, meus amigos, a esperteza saloia de quem sabe da importância de Izmailov para o jogo da Luz, fazer mais um jeitinho aos 6 milhões, provavelmente à espera de futuras recompensas. La piovra, amici mio, la puta de la piovra.
E o apito, obviamente vermelho
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5 comentários
De Anónimo a 03.04.2010 às 00:14
De bolaseletras a 03.04.2010 às 10:15
De Tite a 03.04.2010 às 15:29
A prova é que os pouco mais de 16.000 assobiaram a incompetência de um árbitro que só não nos tornou a vida negra, ontem, porque o jogo, até chegar o Izmailov não tinha tido ponta por onde se pegar em castigos, senão lá teria o Sr. do apito anulado golos e marcado penalties a favor do Rio Ave.
Infelizmente o Izma escorregou e... pronto! Era o que ele precisava para virar os leões do avesso. Assobiadela MONUMENTAL com toda a justiça.
De Tite a 03.04.2010 às 15:21
Não posso estar mais de acordo com a 1ª, 2ª e 3ª observação.
Tudo tem sido tão mau no nosso clube este ano que o comportamento de CC foi, tem sido e continua a ser altamente louvável. Ismailov não mereceia nem um assobio quanto mais aquela dose. Felizmente que só havia pouco mais de 16.000 espectadores!
O árbitro veio dar crédito aos que têm afirmado que o Benfica, este ano, tem sido levado ao colo para ganhar o campeonato.
Páscoa Feliz
De bolaseletras a 03.04.2010 às 15:29
Como sempre em sintonia, em defesa do nosso Sporting!
Uma Pácoa feliz também para ti.



