Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
O pequeno Gaúcho
Fala-se de Messi já esquecendo Maradona, idolatra-se Ronaldo como se Eusébio tivesse sido um fogo fátuo de tempos antigos. É o agora que vale, o momento impera, como se o que ontem foi se desvanecesse na ingrata memória dos homens. Mas como esquecer o Ronaldinho que sorria quando falhava, sabendo tão bem que o jogo mais não é que uma fatalidade, o miúdo que ria quando marcava porque o prazer era o que sabia oferecer aos seus. A bola era um brinquedo só seu do tamanho do que era para ele a vida. Até que o menino Ronaldinho cresceu, abriu os olhos, esqueceu o brinquedo e abriu os braços. À vida.
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3 comentários
De Teresa a 30.04.2010 às 16:40
As pessoas não são elogiadas (só) pelo que valem mas sempre em comparação e com uma necessidade de rebaixar alguém para erguer o outro - no futebol mas não só.
De Teresa a 30.04.2010 às 16:53
Ainda me lembro - eu que sou fascinada pelo futebol per si e não pelo clube ou País - de ver documentários a explicarem como o Ronaldo (o não Cristiano) era fisicamente dotado para jogar com aquela magia.
E tal como os divinizam depois há que demonizá-los pois não viveram à altura das expectativas cada vez mais em crescendo. Dizia uma criatura do meu escritório há umas semanas - "vi um video do youtube com jogadas do Messi. aquilo sim é que é um jogador. deviam correr com o ronaldo da nossa selecção porque na selecção nunca marca." assim em rajada (e não me pergunte o que tem a ver o dito com as calças) e eu disse-lhe que poderia pesquisar também belíssimos videos do ronaldo e até de outros jogadores menos conhecidos que ficaria com os olhos em bico pois eles chegaram onde chegaram porque dão, acima de tudo, show de bola.
Bençãos e Milagres não é de facto a área deles.

