Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
O pequeno Gaúcho
Fala-se de Messi já esquecendo Maradona, idolatra-se Ronaldo como se Eusébio tivesse sido um fogo fátuo de tempos antigos. É o agora que vale, o momento impera, como se o que ontem foi se desvanecesse na ingrata memória dos homens. Mas como esquecer o Ronaldinho que sorria quando falhava, sabendo tão bem que o jogo mais não é que uma fatalidade, o miúdo que ria quando marcava porque o prazer era o que sabia oferecer aos seus. A bola era um brinquedo só seu do tamanho do que era para ele a vida. Até que o menino Ronaldinho cresceu, abriu os olhos, esqueceu o brinquedo e abriu os braços. À vida.

