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Da série o cantinho da música portuguesa: Carlos Paião, a prevenção rodoviária e o pó de arroz

Domingo, 15.03.09

A 26 de Agosto de 1988 Carlos Paião, compositor, intérprete e instrumentista, dirigia-se a mais um espectáculo, desta vez em Penalva do Castelo. Foi então que na antiga estrada EN1, actual IC2, o veículo onde se deslocava embateu frontalmente num pesado provocando a morte a Carlos Paião, tendo apenas um dos três ocupantes da sua viatura escapado com vida.

 

Rever a descrição do acidente na reportagem da altura da RTP, verificar o estado lastimável em que ficou o veículo onde seguia Carlos Paião , divulgar a estupidez do ocorrido, seria uma exemplar campanha de prevenção rodoviária. Vejam, se possível ao som de pó de arroz, porque o Carlos merece, e pensem em tudo aquilo que deviam evitar fazer na estrada. E há tanta coisa, todos nós sabemos.

 

 

Nesse dia estava em Lagos de férias e, na inocência dos meus 13 anos, não me recordo da morte do Carlos, cujas músicas sempre gostei de trautear. O facto de ter morrido no dia seguinte ao incêndio do Chiado levou a que, provavelmente, muito mais pessoas não tenham dado a devida atenção ao seu falecimento. Ficou a lenda urbana, bem portuguesinha, de que o Carlos teria sido enterrado vivo, ainda em coma. Parvoíces que não resistem à visualização do estado em que ficou a sua viatura, tolices de um povo que nunca deixou de viver sob a capa de crendices medievais, de religiosidades atormentadas.

 

Mas fiquem com pó de arroz, uma canção fabulosa que os Toranja tiveram o bom gosto de resgatar ao baú do esquecimento. Um bem haja pelo pó de arroz e por todas as outras que ainda hoje trauteamos, Carlos.

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:13





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