Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Portugal 3 - Camarões 1
Por motivos de força maior impostos por um irresistível menor, não assisti à primeira parte do jogo da nossa selecção. Também a segunda parte foi vista entrecortada com palhaçadas do dia da criança, executadas por este fantástico diabrete que me entrou pela vida adentro. Do que vi e me apercebi, singelas notas:
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Ponto prévio – que a desilusão e o texto menos entusiasmado após o jogo com Cabo Verde não nos desviem do que realmente importa. A nossa selecção é para apoiar, jogue bem ou jogue mal. No fim, feitas as contas, logo se condene quem houver para condenar ou louve quem houver para louvar. Apoiar é necessário, deixemo-nos de manias portuguesas de procurar antecipadamente bodes expiatórios. Vou fazer um esforço, façam-no também.
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Raul Meireles pode ser um esteio deste meio campo, esperemos que venha a confirmá-lo. Precisamos de poder de fogo e de garra, e ele tem-nos de sobra.
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Gosto muito da forma de jogar de Danny, da velocidade que imprime ao jogo, da constante e elevada rotação que mete nas jogadas. Muito lucraria a selecção se o mister Queiroz conseguisse encaixá-lo no 11 inicial.
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Nani tem que jogar sempre, Ronaldo pareceu-me mais calmo e menos ansioso, só lhe falta agora pegar fogo ao rastilho. A Deco faltam pilhas, vamos a ver se o clima africano ajuda…
Apenas estas notas, que incidem sobretudo no ataque e na parte criativa da nossa selecção. É esse o principal handicap, é aí que os automatismos e as soluções têm que surgir. Ah, para terminar, lamentar a historieta das vuvuzelas. Não percebo o que têm a ver com Portugal, não percebo esta histeria infantil. Chateia-me e cheira-me a agoiro. Vá, ainda assim, força rapazes!


