Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
O vírus
"A minha vida é um conjunto de «ses». Se na altura eu não estivesse queimado, se calhar o Ricardo Araújo Pereira agora era um romancista excelente. E o Nuno Artur Silva era um ilustre professor de português".
Declarações do outrora inigualável humorista Herman José
O Herman significa para mim certamente o mesmo que para 95% da malta porreira da minha geração (há sempre os enconadinhos que achavam o seu humor ordinário). O Herman estava avançado para a época, a época e as pessoas que nela assentaram arraiais evoluiram com o empurrão do Herman. Depois, como qualquer apogeu, seguiu-se a queda, inexplicável e incontornável. Não sei porque estava o Herman queimado, sei que ele não poderia esperar que à sua volta ninguém estivesse em espreita de uma oportunidade. O Herman não poderia ter-se acomodado na confortável cama dos seus louros. Nenhum de nós pode. Porque, queiramos quer não, o mundo vive de competição e de melhoria contínua. Sob pena da crise se instalar em nós, sob pena de nós disseminarmos esse vírus pelo país. Se é que já não está irremediavelmente disseminado...

