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Teatro de Sabbath (pérola 4) - O que realmente importa

Terça-feira, 03.02.09

"Apesar de todos os meus muito problemas, continuo a saber o que importa na vida: ódio profundo. É uma das poucas coisas que ainda levo a sério. Uma vez, por sugestão da minha mulher, tentei passar uma semana inteira sem o sentir. Quase me arrumou. Foi uma semana de grandes atribulações espirituais para mim."

 

Termina aqui a série de Sabbath. Com uma mensagem de ódio? Não, com um convite à reflexão: o que importa de facto na vossa vida? Já pensaram nisso?

 

Agora que já pensaram, invistam tudo o que têm na sua realização. Focalizem-se, não divaguem, não façam como o Sabbath, não passem uma semana sem se dedicarem ao que realmente interessa.

 

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publicado por bolaseletras às 23:11

Parabéns Pedro

Domingo, 01.02.09

Que o futebol e a paixão que gera é 95% de irracionalidade e 5% de encanto pelo desporto em si, não é novidade. Mas cada momento que nos relembra as profundas raízes dessa paixão é um momento mágico. Como o foi, quer para os benfiquistas quer para os verdadeiros amantes deste desporto único, o momento em que o mártir Mantorras entrou em campo, soltando um lancinante grito de revolta contra o destino (em forma de remate enrolado) que abanou todo o estádio, dando assim a vitória ao Benfica contra o Setúbal.

 

Como sportinguista vibrei com esse momento, pelo homem, pelo que significa para todos os adeptos de futebol poder acreditar que a magia continua a ter uma importante fatia nos destinos do jogo, apesar dos cifrões, dos apitos dourados, dos salários em atraso. Esqueci-me que para o meu Sporting a coisa não fica muito famosa com este golo, esqueci-me que há alguns anos, quando o então relativamente desconhecido Mantorras jogava pelo Alverca assisti, em pleno Estádio dessa cidade, ao então jovem com um futuro que se adivinhava brilhante, marcar dois fabulosos golos a uma defesa leonina despedaçada, creio que comandada pelo grande André Cruz.

 

Parabéns Pedro Mantorras, que continues a relembrar-nos a paixão do jogo. Se o Suazo tivesse um décimo da tua paixão, o Benfica seria campeão. Assim, felizmente, só os teus milagres mantêm a chama acesa. Felizmente os milagres são cada vez mais raros.

 

O que Mantorras poderia ter sido sem a grave lesão que o atingiu ninguém poderá saber. Mas talvez possamos levantar um pouco o véu que estas palavras de Mourinho, escritas em Fevereiro de 2001, deixavam antever:

 

in www.maisfutebol.iol.pt/mourinho/cronicas/artigo17.php

 

«Decorria a época 1998-99 e um dos nossos observadores regressa de uma das suas digressões com a informação: «Vi um George Weah com 16 anos, é angolano e pode vir a Barcelona para um período de observação». Van Gaal, apaixonado por Kanu, Babangida, Kluivert e companhia, chegados ao Ajax de forma similar, anuiu.

 

 

 

 

 

 

 

Passadas algumas semanas chega o Pedro, curiosamente num período de compromissos internacionais que devastavam o nosso plantel e nos deixavam reduzidos a uma dezena de jogadores.

 

O jovem Pedro Mantorras, que se destinava à equipa «B», foi assim, durante um par de dias, integrado nas nossas sessões. Acredito que o choque de realidades foi abrupto; estar em Luanda num dia e no dia seguinte estar com «as estrelas de Hollywood» será certamente uma sensação que só ele poderá descrever e daí as dificuldades encontradas para exteriorizar o potencial que consigo viajou. Sensibilizado pela inocência e solidão, influenciado pelo sentimento que nos continua a unir aos africanos de expressão portuguesa, preocupei-me.

 

Recordo-me que o levei ao armazém da marca desportiva com quem tinha contrato e o enchemos de material para que pudesse fazer face ao inverno catalão. Recordo a expressão facial de um rapaz simples mas ainda perdido. As dificuldades de comunicação e de afirmação eram inequívocas.

Regressam as estrelas maiores dos seus jogos de selecção e Pedro passa a integrar os trabalhos da equipa «B». Ronald Koeman, o treinador, gostou mas tinha dúvidas e solicitou o alargamento do período experimental. Pedro Mantorras tinha compromissos em Angola e o seu clube exigia o regresso. Nunca mais o vi.

 

Com o meu regresso ao futebol português, o reencontro. Mais forte, mais potente, mais rápido, tecnicamente mais elaborado, tacticamente mais inserido no «habitat» de jogo. Parabéns a Jesualdo Ferreira, parabéns a Mariano Barreto. Parabéns a José Couceiro, que soube escolher uma equipa técnica com argumentos formativos e capaz de proporcionar «maturações consubstanciadas».

 

Hoje, Mantorras é um homem confiante. Deseja jogar contra os grandes, desafia jogadores de alto nível, assume o seu poderio e ambições, destrói os adversários, ganha. O menino que chegou a Barcelona envergonhado e assustado é hoje um jogador «arrogante» e reclama estar entre os melhores. Continua, Pedro.»

 

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publicado por bolaseletras às 16:04


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