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Da série "os slows de que nunca nos esqueceremos"

Sexta-feira, 10.04.09

Depeche Mode, a música é "Somebody", o álbum chamava-se "Some great rewards" e, incrivelmente, foi lançado no longínquo ano de 1984. A música é intemporal e as memórias são as da adolescência, no tempo em que se dançavam slows em festas caseiras ou nas matinés das discotecas - a discoteca Archote ou o Crazy nights, clássicos inesquecíveis. Creio que actualmente os adolescentes já não dançam slows, acham piroso. O que nos dirá isto dos adolescentes de hoje? Não sei e acho que prefiro não saber. Apreciem a música.

 

p.s. - Abstraiam-se do cabelo e da pinta do homem, foquem-se na música!

 

 

I want somebody to share
Share the rest of my life
Share my innermost thoughts
Know my intimate details
Someone wholl stand by my side
And give me support
And in return
Shell get my support
She will listen to me
When I want to speak
About the world we live in
And life in general
Though my views may be wrong
They may even be perverted
Shell hear me out
And wont easily be converted
To my way of thinking
In fact shell often disagree
But at the end of it all
She will understand me
Aaaahhhhh....

I want somebody who cares
For me passionately
With every thought and
With every breath
Someone wholl help me see things
In a different light
All the things I detest
I will almost like
I dont want to be tied
To anyones strings
Im carefully trying to steer clear of
Those things
But when Im asleep
I want somebody
Who will put their arms around me
And kiss me tenderly
Though things like this
Make me sick
In a case like this
Ill get away with it
Aaaahhhhh....

 

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publicado por bolaseletras às 21:45

Trabalhos em curso

Sexta-feira, 10.04.09

 

Ou, como diriam os ingleses, work in progress. Falo de ligeiras alterações ao blogue, como a adição de uma nova categoria na área dos links dedicada a blogues estrangeiros - daí o estrangeirismo utilizado. É como tudo, nunca nada nos parece perfeito, mas creio que isso é saudável, há sempre margem de progressão, para o bem ou para o mal.

 

Há algum tempo que andava para pesquisar blogues de interesse fora do nosso lusitano espaço. Entretanto, confirmando-se o adágio de que não há coincidências, encontrei há uns dias uma listagem da revista Time que seleccionou os 25 melhores blogues, o que me despertou em definitivo o bichinho. Fui consultando um a um quando havia tempo disponível e seleccionei alguns que podem encontrar na referida categoria. Obviamente o critério é mais do que subjectivo, é pessoalíssimo.

 

Podem encontrar um pouco de tudo neste conjunto de blogues para além fronteiras: um blogue de um ex nobelizado (Paul Krugman), a actualidade política americana acidamente escalpelizada, como introduzir a filosofia zen na rotina diária, opiniões dos novos gurus da economia, curiosidade absurdas, ideias geniais, novidades cinematográficas, marketing pessoal e criatividade, é o que se pode chamar um admirável mundo novo a descobrir. E sair da bolha nunca fez mal a ninguém.

 

Outra mudança que progressivamente vou implementar no Bolas e letras é uma maior sistematização das tags. Tenho a mania de me dispersar e vejo em outros blogues de que gosto o mesmo defeito. O ideal seria ter umas 10 tags que indicassem os temas tratados nos posts. Haverá mais de 10 temas no mundo e na vida de que realmente interesse falar? Bom, 10 será difícil, mas tentarei reduzir. Começar por retirar as tags de livros ficando só as dos autores, exterminar as tags de jogadores ficando só os clubes, apagar as actrizes giras que embelezam o blogue ficando só as tags "cinema" e "mulheres". É por aí, no poupar é que está o ganho, tenho que me focar, a dispersão potencia o desinteresse no que realmente importa.

 

Não se percebe, um tipo tem umas mini-férias e põe mãos ao trabalho. Juntando as montagens Ikeanas que tenho atrasadas não me parece que sobre muito tempo para amêndoas e ovos pascais. Porreirinho para a dieta.

 

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publicado por bolaseletras às 00:06

Diálogos de uma crise à portuguesa - Capítulo I

Quinta-feira, 09.04.09

Qualquer semelhança com a realidade não é pura ficção. Personagens destas há já ao virar da esquina, cruzam-se connosco no elevador ao raiar da remela, dormitam na secretária em frente à nossa, insultam-nos no trânsito, escarram no passeio como quem não quer a coisa, enfim, são um qualquer de nós, somos nós, é Portugal!

 

 - E então pá, como é que vão as coisas lá pela empresa?

- Como é que tu achas? Parece que anda tudo a esconder o dinheiro debaixo do colchão. Ninguém compra nada, deixam o material ficar obsoleto e depois queixam-se que não têm clientela.

- Então mas estão com dificuldades de tesouraria? Achas que há empregos em risco?

- Eu cá tenho contrato mas a malta a prazo está à rasca. A mim não podem eles mandar embora.

- E andam a pressionar-vos para fazer mais horas?

- Era o que faltava! Eu para sair depois das 6 da tarde só com horas extraordinárias! Se querem poupar cortem nos ordenados dos chefes, nas jantaradas com os cartões da empresa, nos carros de serviço que é só grandes bombas.

- Pois pá, o problema é que se a empresa vai ao fundo não se safa ninguém, nem os que têm contrato como tu nem os chefes. Eu cá já ando a ver se poupo algum ao fim do mês, a coisa lá no ginásio não anda nada famosa. As inscrições não páram de diminuir.

- Epá, eu é chapa ganha chapa gasta. E não vejo maneira de mudar a coisa. É a prestação da casa, do carro, o colégio da miúda, agora ainda nos metemos a comprar uma Bimbi e lá vem mais uma prestação. E a Rita, como sabes, dá explicações, o que nesta altura em que há muitos pais a cortar nos gastos supérfluos torna o caso mais complicado. Enfim, as contas a pagar crescem e o dinheiro a entrar é cada vez menos.

 

- Pois é Rui, isto está mal. Mas deixemo-nos de desgraças e conta-me lá para onde é que estão a pensar ir de férias este ano?

- Se calhar vamos a Cuba. A Rita está farta do Brasil e teima que quer ir à terra do Fidel antes que o velho bata as botas. Coisas de gajas, já sabes como é.

 

(Continua num próximo capítulo da crise económica e, sobretudo, da crise de valores que alastra neste nosso cantinho à beira mar plantado). O Fidel é que a sabia toda, para evitar que os cubanos gastassem dinheiro à toa e sem benefício para a comunidade, fechava-lhes a torneira!

 

 

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publicado por bolaseletras às 17:18

Lições de uma humilhação anunciada (Barcelona-Bayern)

Quarta-feira, 08.04.09

 

Dando o crédito ao meu amigo Nandinho X que me enviou dois sms demonstrativos do seu leonino fervor, há que partilhar com Vosselências dois pensamentos profundamente maturados:

 

1. Equipa que marque 12 golos em 2 jogos ao grande Sporting esgota todas as suas forças para os próximos anos. Só um esforço sobre humano, certamente alicerçado  nos mais inacreditáveis cocktails dopistas poderia propiciar tal tratamento aos leões.

 

2. Não fossem aqueles 12 percalços e estaríamos neste momento a discutir taco a taco o apuramento para as meias com o Barça, não fazendo a ridícula figura dos bávaros.

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publicado por bolaseletras às 21:34

Que fruta é esta? Estará madura?

Terça-feira, 07.04.09

 Mais uma vez, a voz do povo deve ser ouvida:

"O fruto proibido é o mais apetecido".

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:36

Em busca do silêncio perdido (ou temido)

Segunda-feira, 06.04.09

Som. Ausência de silêncio. Fuga às palavras. Isolamento psicadélico.

 

 

Excesso de som. Incapacidade de conviver com o silêncio. Medo do convite imposto pela ausência de som. Fuga à introspecção.

 

 

Só na multidão. Ilusória Invisibilidade. Mergulhado em si.

 

 

Sexo mental. Onanismo cerebral. Reclusão sentimental.

  

 

Autismo voluntário. Abandono.

 

 

Cansaço social. Perguntas sem respostas.

 

 

Vidas intermitentes.

 

Pausa no turbilhão.

 

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publicado por bolaseletras às 21:58

Resumo de mais uma jornada em que a história se repete

Domingo, 05.04.09

1. Já não bastava serem vergonhosamente roubados nos ordenados, os honrados rapazes da Amadora foram também descaradamente espoliados no resultado com o Benfica.

 

2. O Sr. Luís Filipe Vieira devia ter mais tento na língua quando fala de moral e do estado da Justiça. Não é nada ético tirar o pão da boca a quem já tão pouco terá para comer. Sobretudo quando tal é feito violando as leis, mesmo que sejam só as leis do jogo.

p.s. - Como previ no post anterior, mais uma jornada do lusitano futebolzinho em que houve de tudo menos daquilo que o povo gosta: bom futebol. Devia ter poupado as teclas, mas quem não se sente não é filho de boa gente.

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publicado por bolaseletras às 22:17

Calcanhares de Aquiles na bola e na política

Domingo, 05.04.09

Sábado já perto de Domingo, a navegar pelos blogues políticos da nacional blogosfera. Relativa curiosidade em perceber as modas no que respeita às revoltas freeportianas, aos desconchavos pelas supostas intromissões na sagrada teoria da separação de poderes de Montesquieu, mas com a atenção sempre dividida entre as letras lusitanas e as bolas germânicas.

 

Na Sport TV repetia-se o Wolfsburgo-Bayern Munique, jogo importante para a definição do líder da Bundesliga. Não conhecia bem a equipa deste surpreendente Wolfsburgo, pelo que fui acompanhando a coisa enquanto lia na diagonal (as coisas que o professor Marcelo nos ensina) a habitual gritaria dos destronados do poder. Os lobos (acho que é assim que chamam à malta do Wolfsburgo) adiantavam-se, o Bayern empatava e os lobos decidiam, sem pedir licença aos bávaros, fazer o jogo das suas vidas.

 

2, 3, 4-1 e , pausa para o melhor golo da época, uma obra de arte do braileiro Grafite, um slalom gingão por entre as torres da defesa do destroçado Bayern, finalizada com um calcanhar de leviano desprezo, ao de leve, batendo em contrapé toda a estrutura dos bávaros. É incontornável assistir a este golo e não recordar Madjer, o calcanhar de Viena.

 

 

Diferenças? Dirão alguns que este golo é superior, porque teve slalom, ludibriou meia equipa, um momento de inspiração e superação individual inigualável. Rabah Madjer deu um singelo toque de calcanhar, culminando um cruzamento do esquecido Juary. Diferenças? Grafite aproveitou a apatia de uma equipa que só queria sair de campo, um jogo já decidido. Madjer empatou uma final da Liga dos Campeões, Madjer fez isto no mais superlativo jogo de todos. Que me desculpe o Grafite, mas a arte brasileira não supera a coragem argelina. Está em causa comparar o Carnaval no Rio com uma guerra mundial e isso não tem comparação.

 

 

p.s. - Não me levem a mal se este fim-de-semana não botar palavra sobre os joguinhos da liga portuguesa. Hão-de compreender, depois deste jogo e do golo de Grafite, não faria muito sentido voltar a falar de apitos dourados, castigos por vídeo, treinadores de clubes históricos que mostram satisfação pela medalha de bronze, putativos candidatos a substituir-se a si próprios, acusações vergonhosas e absolvições que não convencem ninguém, enfim, creio que ficamos todos melhor com a visão de Grafite e não com a do nosso futebolzinho para consumo interno.

 

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publicado por bolaseletras às 17:48

O clube dos poetas anónimos - Politicamente correcto

Sábado, 04.04.09

 

Voltei ao livro dos tais poetas anónimos sobre os quais há algum tempo atrás escrevi (bolaseletras.blogs.sapo.pt/19893.html). Lembrei-me deste poema há uns dias porque na realidade nunca me esqueci dele. Porque mal ou bem acaba por nos tocar a todos. A nós que vivemos imersos em responsabilidades profissionais, sociais, familiares. A nós que maldizemos os irresponsáveis e, contudo, sonhamos todos os dias enxotar dos nossos ombros esta carga que nos há-de acompanhar até à cova. É assim tão louco este poeta sem nome?

 

 

Politicamente correcto
 
Há dias assim.
Só apetece subir árvores
caçar pássaros
libertar o índio que há em mim.
Estava a ser metafórico.
Nunca cacei e muito menos tive hábitos de trepador.
Nem em criança.
 
Mas aprendi a libertar-me
gritar como um louco
espremer a infância que me resta
sugar o tutano da existência.
Querem fazer de mim um velho
tudo e todos.
Para onde me viro regras
mais um passo imposições
como que uma estreita e polida tábua
que atravessa o rio da unanimidade.
Um passo em falso
cadafalso.
 
Dizem que sim, que posso ter uma vida desregrada.
Mas se tenho cultura, educação,
um bom e ch$rudo emprego
a vida é só uma,
a que eles querem.
Há que ser marginal
se quero idolatrar a Baco e seus comparsas.
 
Baixar a cabeça ou reagir
that´s the fucking question.
E se me apaixono, caso e tenho filhos?
Morri? Matei a criança?
Mais uma seta no peito ardente do louco índio
um definhar do grito
fechar a porta
voltar ao quarto escuro.
 
Rir. Estridentemente.
A evitar em público.
Alegria demasiada
loucura praticada.
E se o chefe sabe…
Um sorriso ligeiro, rir o quanto baste.
Moderadamente,
talvez comprar um gargalhadómetro.
 
Puta que os pariu!
Hei-de beber foder
fumar snifar
andar no ar
até ao último suspiro.
Sempre que a vontade de fugir me o exija
as correntes que me prendem me sufoquem.
Sempre que não conseguir reagir à dor.
Que a felicidade transborde e apele à loucura.
Sempre que sinta que me não amas.
 
 

 

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publicado por bolaseletras às 23:54

Em honra de Frederico Gil - uma Sharapova para ele

Sexta-feira, 03.04.09

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 23:04






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