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Pérolas da blogosfera - Elogio fúnebre

Quinta-feira, 20.08.09

 

 

Assina como jjc aquele que escreve em http://viumhomem.wordpress.com/ (mais tarde percebi chamar-se João Cardoso, lá se foi o mistério). Em meia dúzia de parágrafos é-nos concedido o vislumbre de duas vidas e de uma morte. Como sempre, é o sentimento com que a morte nos invade que predomina. Como se o sentido de uma vida não se sobrepusesse àquele minuto de dor. Como se a dor de uma morte não devesse ser insignificante face ao sofrimento de toda uma vida. A morte não deveria ser o corolário de uma vida, digo eu. Glorifique-se a vida, exalte-se no dia da morte aquela vida incomparável. Apetece cantar com os Trovante estas palavras de Mário de Sá Carneiro:

 

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

 

 

Fiquem então com o elogio fúnebre de jcc:

 

"Em finais da década de 70 e após uma noitada em que meia cidade tinha vindo parar a minha casa, acordei ressacado, e a desconfiar que andava a abusar da generosa ideia familiar de ir de férias e me deixar  “a estudar”, enquanto fumava o cigarro do desjejum apareceu-me um tipo a pedir lume. Deve ter dito mais qualquer coisa, registei esta frase: “o gajo desta casa é um tipo porreiro, meu, tá à vontade”; aqui está uma bela maneira de começar o dia, e o princípio de uma bela amizade. 

 

O tipo chamava-se Rui Carlos, Paulo de apelido, tinha aterrado em Coimbra com um saco de erva e a vaga função de ir a estudos de Direito. Rui Careca, e também Rui  Moderno sempre Ladino, andámos na missão de manter alguma chama na boémia revolucionária que se ia desvanecendo, trocada por capas, batin  as, praxes, bebedeiras em semanas certas e outras caretices. Fez-se o que se pôde, os tempos não andavam de feição. Era já só missão, trunfó revolucionária.

 

 

Fomos cunhados, colegas e clégas, cúmplices em centos de disparates, e alguns momentos geniais ou nem por isso, aturámo-nos quando as vidas puxavam para baixo, chateámo-nos como não podia deixar de ser, fizemos coisas das coisas que nunca faríamos. Quando, vai para 3 anos, soube pela L. que te tinha dado para a maldita, pedi-lhe que te metesse no carro e te trouxesse a Almodôvar, a ideia era chamar-te uns nomes e etc. Durante uma tarde bebemos e petiscámos, com um silêncio que nunca tínhamos construído. Acho que sabias o que eu queria dizer, acho que percebi que não valia a pena, nem era capaz. Não se discute teologia com o bispo, sabias bem o padre-nosso em que estavas metido.

 

Foi a última vez que nos vimos. Continuavas a ligar para me cravar uma transferência bancária que eu não ia fazer, um destes dias liguei eu, para te contar da morte de um amigo que te dizia respeito. Estavas com uma enorme pressa em mudar de assunto. Ontem soube que te morreste. És um cabrão, um anormal, um crápula. Podes crer que quando te apanhar a jeito te vou ao focinho Rui. Podes querer."

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:30

Sporting 2 - Fiorentina2

Terça-feira, 18.08.09

 

 

Se isto não é o renascer do leão, então o mundo está todo louco. Finalmente viu-se garra, raça, raiva, vontade, muita vontade da maioria dos jogadores em afirmarem a sua qualidade, gritando bem alto que esta equipa não está morta, que tem ainda muito para dar. Só assim seria possível jogar contra uma equipa tipicamente italiana em esperteza e qualidade táctica, temperada ainda por excelentes executantes (Gillardino, Mutu, Vargas, Frey, etc.) e virar um resultado com menos um jogador. Algumas notas sobre o que permitiu ao Sporting realizar um excelente jogo, mas também sobre as razões que impediram a equipa de ir além do empate.

 

Pontos fortes

  • Não é ainda Matigol, mas hoje foi sem dúvida Matishow. Saiba o Sporting e Paulo Bento aproveitar um nº 10 todo o terreno como há muito não se via em Alvalade. Assistências, piques com sentido, visão alargada de todo o campo, entrega total, rapidez de execução e de raciocínio, e técnica, muita técnica que se revela em cada recepção, passe ou simulação. Reforço, pelo que mostrou hoje, Matias Fernandez é a melhor contratação dos últimos anos.

  • Miguel Veloso está um senhor jogador e transborda confiança. Neste momento parece-me a única salvação do desgastado losango, pois transmite dinâmica e rapidez na circulação da bola a todo o meio campo.

     

     

  • Postiga fez um grande jogo. Muito incisivo e combativo, trocou hoje as tão portuguesinhas simulações de faltas, por uma acção constante a atacar a equipa adversária. A continuar assim, este poderá ser finalmente o ano da sua afirmação.

  • Muito Carriço, como de costume, mas também um cheirinho do velho Polga, a fazer valer a sua experiência, excepto na desgraça do segundo golo.

  • Rui Patrício com defesas decisivas nos momentos chave do jogo. No golo talvez pudesse ter feito um pouco mais, mas não concordo que tenha facilitado. O remate é puxado ao canto e com potência.

  • André Marques acusa ainda alguma ingenuidade, mas confere poder físico à defesa, sobretudo no jogo aéreo. Actualmente, é melhor aposta do que Caneira.

Pontos fracos 

  • Pedro Silva é um perigo público. Não pode ser, um jogador tão inconstante e com tão pouco critério é um risco permanente para qualquer defesa.

  • Vukcevic assinou por baixo todas as reservas que Paulo Bento tem quanto à sua "personalidade futebolística". Se futebol não lhe falta, falta-lhe espírito de equipa que lhe atenue o ego que só o prejudica. Marcou e quis gritar bem alto o seu valor, esquecendo-se que acima de si está a equipa. Tem a palavra Paulo Bento.

     

     

  • Liedson continua longe do melhor. Tem sido assim todos os inícios de época, mas o que compensa na restante temporada pode não chegar para atenuar o prejuízo dos golos que não marcou nestes jogos decisivos.

  • Djaló não é solução no 11, também não é arma secreta vindo do banco. Sinceramente, custa-me dizê-lo, mas creio que a ideia já transmitida por Paulo Bento acerca de jogadores que chegam a uma determinada fase do seu crescimento futebolístico e deixam de progredir, assenta que nem uma luva a Djaló.

Em jeito de conclusão, tenho esperança que este jogo seja daqueles que marcam uma época. Que a partir daqui a equipa recupere a confiança no seu valor, os jogadores na sua capacidade, que este seja o jogo que marcou o despertar de um jogador de eleição: Matishow.

 

 

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publicado por bolaseletras às 23:08

Silly season - uma bóia de salvação

Segunda-feira, 17.08.09

É sabido que o calor amolece as meninges, que um surto de ideias e notícias leves como a espuma atravessam parte do Verão, com o seu pico durante o Agosto da nossa modorra. Um mês por ano. Eu, cá por coisas, referendava a extensão da silly season a mais duas ou três estações do ano. Dou por mim a pensar que a suspensão de ideias, projectos ou reformas poderia ser a salvação deste país. A foto e o respectivo comentário mostram bem o que perdemos por não sermos tolos todo o ano.

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:31

Muito larara pouco liriri

Domingo, 16.08.09

 

 

Afinal, parece que o bulldozer que se anunciava que ia cilindrar adversários e arrebanhar taças para além da pré-temporada não é o Barcelona lusitano. Claro, vai-se falar do penalty falhado, da lesão do Carlos Martins e do azar, sempre o azar. Do resto, as fragilidades que prenunciam as futuras fraquezas ai Jesus batam 3 vezes na madeira, nem convém falar nisso! Estamos sem laterais? O David Luiz está mais chateado que um melão por jogar a lateral? O Luisão está a fazer um frete? O Saviola falhou no Real e no Barcelona por má vontade da providência ou por outras razões? O Javi Garcia é um destruidor nato e um construtor falido? Epá, não levantem a lebre que isso não vende jornais! Enfim, como sempre, muito liriri, pouco larará.

 

 

Quanto ao Porto, também se percebe que não vai ser um ano fácil. Mas a estrutura está lá, é uma questão de ir reconstruindo uma casa que não deixa de estar bem alicerçada, apenas precisa de uns retoques na pintura. Falcão promete, Belluschi vai crescer mais, lá para trás a coisa mantém-se estável. No miolo pode estar o busilis, mas acho que vão resolver a questão.

 

Conclusão da primeira jornada: Ao contrário do resto do país, no futebol os pobres estão mais próximos dos ricos.

p. s. - Bem vistas as coisas, se calhar não foi o Sporting que perdeu pontos nesta jornada. 

 

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publicado por bolaseletras às 22:43

Nacional 1 - Sporting 1

Sábado, 15.08.09

 

 

O avançar da idade não coincide necessariamente com o proporcional ganho em maturidade. Mas algumas coisas nos vai dando o malfadado rasgar das páginas do calendário, como seja a capacidade de constatar que, em certa medida, tornamo-nos, progressiva e insidiosamente, naqueles seres que sempre criticámos. As arrelias e arremedos de holiganismo que raramente me perpassaram pelo espírito ocorreram, por estranho que pareça, no Estádio de Alvalade e em resposta ao excessivo criticismo da turba sportinguista face aos desempenhos daqueles que diziam seus. Porque sempre abominei quem cuspia no prato em que comia. Assim sendo, é com tristeza que reconheço que me lembro mal da última vez que falei bem desta malta ou que deixei aqui umas palavras elogiosas.

 

Pois bem, não vai ser hoje. Porque não me deixam, porque aquilo que são os defeitos desta equipa estão já identificados há muito mas são repetidos até à exaustão. Porque os mistérios que se adensam insistentemente são tornados engimas irresolúveis. Vamos então às evidências que alguém teima em não resolver e aos enigmas que as mesmas toupeiras decidiram manter no breu do desconhecimento.

 

 

Evidências chocantes:

  • O Abel deve ser o melhor moço do mundo. Tem ar disso e aquele ar sofredor de quem tanto quer e de quem tão pouco pode toca fundo na alma sportinguista. Essa será certamente a única e exclusiva razão porque se paga o ordenado a moço com tão boa índole e tão pouco futebol.

  • Declarou o pai de Rochemback que Fábio lhe confidenciara nunca se ter sentido tão bem fisicamente como agora. Partilho com ele esse sentimento, após um belíssimo arroz de lingueirão e um branquinho à altura. Também eu me sinto em excelente forma após opípara refeição. Mais a sério, peço, rogo, imploro, suplico, alguém explique ao Roca que um livre directo não se torna mais eficaz quanto mais forte for o remate. Bola que não passa a barreira dificilmente dá em golo.

  • Se Ivic foi precipitado ao considerar Gomes finito, afirmar que o Polga está finito é um acto de piedade por aquele rapaz com tão formosa esposa (ver foto comprovativa).

     

Enigmas incontornáveis:

  • Liedson teima em cada jogo que passa em confirmar que algo vai muito mal no reino da Dinamarca. A fragilidade física que nunca incomodou a sua  veia concretizadora parece agora dominar todo o futebol do levezinho. Que se passa?

  • Djaló foi sempre assim inconsequente ou andou a enganar-nos naqueles anos em que nos abrilhantou a esperança? Recepção de bola péssima, opções de passe ingénuas, cruzamentos sofríveis. Se não se põe a pau a Floribela conta-lhe uma história e não é de fadas.

  • Porque não evolui mais Moutinho? Estará preso num sistema táctico que asfixia o desenvolvimento das suas inatas capacidades?

  • Porque não explode Postiga? As amarras que prendem a equipa são a mordaça do seu talento?

     

E enquanto Rui Alves largava as suas baforadas para cima do engomadinho Bettencourt pensava eu no que nos espera. Não está na altura de trocar o smoking pelo fato macaco, Sr. Presidente?

 

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publicado por bolaseletras às 22:56

Da série uma pausa para publicidade - Sexo puro, duro e seguro

Sexta-feira, 14.08.09

Mais uma vez o Bolas e Letras faz uma pausa na silly season e assume uma posição responsável na mediática sociedade bloguistica. Diz o macho latino, o marialva do café da esquina, o betinho da linha, que isso dos carapuços não dá metade do prazer, que pele com pele é que é bom. Dizem elas que no momento da fogueira incontrolável nem se lembram de lembrar o parceiro, que ele não anda para aí com uma qualquer, que se não é para a vida toda é por uma unha negra. Minhas amigas, meus amigos, não sejam tolos. Ele anda aí e morde que se farta!

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:48

Meridiano de sangue (pérola 3) - Ninguém joga a feijões, ninguém devia fazê-lo

Quinta-feira, 13.08.09

 

 

"O juíz sorriu. Os homens nasceram para jogar. Nada mais. Todo o garoto sabe que a brincadeira é uma ocupação mais nobre do que o trabalho. Sabe também que a excelência ou mérito de um jogo não é inerente ao jogo em si, mas reside, isso sim, no valor daquilo que os jogadores arriscam. Os jogos de azar exigem que se façam apostas, sem o que não fazem sequer sentido. Os desportos implicam medir a destreza e a força dos adversários e a humilhação da derrota e o orgulho da vitória constituem em si mesmos aposta suficiente, pois traduzem o valor dos contendores e definem-nos. Porém, quer se trate de contendas cuja sorte se decide pelo azar quer pelo mérito, todos os jogos anseiam elevar-se à condição da guerra, pois nesta aquilo que se aposta devora tudo, o jogo, os jogadores, tudo.

 

Imaginem dois homens a jogar às cartas que nada têm para apostar a não ser as próprias vidas. Quem é que não ouviu já uma história assim? Uma carta virada. Para um tal jogador, a laboriosa progressão do universo inteiro veio desembocar naquele momento decisivo que irá decidir se é ele que vai morrer às mãos do adversário ou o inverso. Haverá certificação mais segura do valor de um homem?"

 

 

Como está na moda dizer, já não há jogos fáceis nem a feijões. Não se joga sem objectivos na relva, perseguindo a bola, a baliza, ou o adversário, não se arrisca um passo na vida sem ter em vista uma vantagem ou um desiderato. Cormac McCarthy entranhou no oeste americano e na época do dente por dente, olho por olho, toda essa assustadora dimensão do homem como um predador de vitórias. Talvez esse espírito seja o que falte a esta nação e aos seus nativos de mansos hábitos. Um pouco de raiva, de tomates para arriscar, uma valente pitada de empreendedorismo agressivo na vida, no amor, no trabalho. Está a acordar, lusitana nação!

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:10

Da série pérolas da blogosfera - Da falta de propósito leonino

Quarta-feira, 12.08.09

Custa-me ler coisas destas sobre o Sporting. Mas quando a escrita provém de malucos sofredores como eu é de divulgar pelo mundo e pelo universo leonino. Temos que fazer mais e melhor. Temos que querer mais, temos que sonhar mais alto. Perceber que jogar bem e ganhar de vez em quando é preferível a sermos medianos e não perdermos. Ao mesmo tempo, o maluco do Maradona (http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/) poderia igualmente aproveitar para perceber que quando escreve sobre futebol sobe a outro patamar da arte das teclas. E o Sporting, como não poderia deixar de ser, é a musa que o inspira. Fica este texto exemplificativo do que digo:

 

"Não tenho falado do Sporting, pelas razões que se compreendem. Queria só acrescentar que, para além desta evidência, estive a limpar a casa e achei, delicamente guardados, os O Jogo, A Bola e Record do dia dos 12 a 1 contra o Bayern de Munique. Não os deitei fora, ao contrário do que aconteceu com os O Jogo, A Bola e Record do dia mágico do Miguel Garcia contra o AZ Alkmar. Depois desta bandalheira com o Távento, deixou de haver propósito em continuar a alimenar espécies de insectos desconhecidas para a ciência através da acumulação réplicas jornalísticas do momumento do Cutileiro. 

 

 

O que mais me custa no futebol do Sporting é a falta de propósito. Os jogadores não têm um propósito, a táctica não tem um propósito, o próprio clube anda sem propósito para além do déficit. Não me aborrece que tenhamos maus jogadores, mas chateia-me não ter um único jogador com horizonte. Por exemplo: aquela golpada do Alexandre Pato que depois provocou o golo do Sidnei (não foi um auto-golo, aquilo foi um golo, tenho que andar sempre a explicar as coisas às pessoas) é algo que não faz pensar nenhum jogador que tenha ertencido às ardosias do Sporting nos últimos quatro anos. Eu não me importa que eles não saibam fazer, mas põe-me doido que eles não tenham pena de não conseguirem arranjar um buraquinho no seu jogo para tentar fazer aquilo. 

 

Caí nesta tristeza quando no outro dia vi na televisão o Amaral sentado ao lado de um senhor dos seus cinquenta anos que me era perfeitamente desconhecido (era o Nelson) e senti que a corrente electroquímica do meu cérebro estava prestes a provocar-me saudads do Amaral. O Amaral era um gajo que tinha tanta habilidade como um pinheiro com a doença do nemátodo, mas ao mesmo tempo sabia o que ser extremo do Sporting exigia à sua imaginação. Estes agora que lá temos, não. Perdeu-se qualquer coisa, é o que vos digo."

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:58

O que parece é?

Terça-feira, 11.08.09

A fotógrafa Alison Jackson tem o interessante hábito de fotografar celebridades em situações embaraçosas. Ou tem o estranho hábito de encontrar duplos facilmente confundíveis com os originais? Parece que a realidade continua a entranhar-se na percepção que dela temos e vice-versa. Enfim, dúvidas existenciais.

 

Um típico dia nas compras com Brad e Angelina

 

Entretenimento entre declarações de guerra

 

Espelho meu, haverá princípe mais piroso do que eu?

 

Nada como fazer o trabalho dos serviçais para dar valor ao dinheiro que neles gastamos

 

O paraíso segundo Jack

 

Mais um mito que cai por terra. Afinal a realeza também se senta em tronos mais mundanos.

 

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publicado por bolaseletras às 21:10

Da série diálogos e pensamentos laranjinhas (episódio 1)

Segunda-feira, 10.08.09

Em linguagem futebolística costuma dizer-se que um campeonato é tanto mais forte quando mais fortes são os clubes que o disputam, com a consequente competitividade que isso traz ao campeonato em causa. Poderá fazer-se uma analogia para muitos outros campos da actividade humana, como por exemplo a política, através da ilação de que quanto mais fortes e preparados são os partidos da oposição, mais competente terá de ser o partido do Governo e, consequentemente, melhor será a qualidade da democracia de um país. Neste ponto, quer-me parecer que em Portugal o futebol dá uma abada à política no que a competitividade interna respeita. Como dizia o outro, não habia nexexidade, D. Manuela.

 

 

* Outro título possível: "Dos tiros nos pés e dos auto-golos patéticos". 

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publicado por bolaseletras às 22:09






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