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Obrigadinho vikings...tenham lá juizinho agora, ó lusitanos!

Sábado, 10.10.09

 

 

Esta malta nórdica é séria e não nos deixou ficar mal. A solidariedade com os vizinhos suecos só criou desconfiança nos espíritos que não conheciam a seriedade de um povo, aliada aos saudáveis ódios de vizinhança. Nunca esquecer que se formos ao Mundial é por causa desta boa gente.

 

De destacar o sangue, suor e lágrimas de Cristiano Ronaldo. Sempre me fez muita confusão ouvir as pobres vozinhas dos habituais críticos colocarem em causa a dedicação do Crisitano à selecção. É exactamente essa a questão: por tanto lhe querer dar a ansiedade geralmente prejudica-o quando joga com as quinas ao peito. Hoje, marimbou-se nos milhões e arriscou a sua saúde por esta paixão. Obrigado miúdo.

 

 

Pedro Mendes - um trinco à séria, um equilibrador nato, mais um sinal da pouca sagacidade de Carlos Queiroz (não hoje, sim em todos os outros jogos).

 

Simão Sabrosa - ele sabe que é esta a última oportunidade de se cobrir de glória na selecção. Se formos à África do Sul vai dar tudo, saiba Queiroz perceber isso.

 

Bruno Alves - é com Cristiano a alma desta selecção. Classe, garra, dentes cerrados, gritos de revolta. Um dos dois postos de central tem de ser dele, Pepe e Carvalho que tenham paciência.

 

 

Liedson - às vezes fico com a ideia que é mais o que ele chateia os adversários do que o que joga com a bola nos pés. Mas quando a redondinha lhe chega raramente falha. E Portugal tinha muita falta disso.

 

Fraquezas: Deco tem de jogar no Chelsea para ganhar ritmo, Eduardo tem de acabar com a tremideira nos cruzamentos.

 

Queiroz - Está a melhorar no final, mas o percurso foi demasiado sinuoso. Uma coisa Queiroz nunca largou: uma inabalável confiança na qualificação, que a certa altura parecia louca megalomania. Provavelmente, contagiou os jogadores com essa estranha dose de loucura num homem tão racional. Endireite a rota, professor, pode ser que o seu pé frio aqueça em definitivo.

 

Agora, é cumprir a obrigação com Malta e, se tudo correr bem, voltarmos a ser a verdadeira selecção de Portugal no playoff!

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:55

Das razões profundas da abstenção

Sábado, 10.10.09

 

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publicado por bolaseletras às 14:33

Impressões digitais

Quinta-feira, 08.10.09

 

Uma ligeira cedência à boçalidade ou um singelo contributo para a investigação criminal nacional, sobretudo em época de veraneio.

 

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publicado por bolaseletras às 22:55

10 coisinhas que me davam jeito até ao final do ano *

Quarta-feira, 07.10.09
  1.  Um plano de contingência para a gripe A;

  2. Uma redução generosa de Kg, ou, algo que me parece menos doloroso, mais 15 cm de altura;

  3. Um emprego que não me meta em trabalhos. Pode ser na tua empresa, com certeza, para ti era um descanso;

  4. Um novo sistema táctico para o meu Sporting que não envolva figuras absurda e inflexivelmente geométricas;

  5. Uma infinita variedade de cocktails, uma praia, um mar sem limites geográficos e temporais;

     

     

  6. Um país sem Jardim mas com flores;

  7. Uma maioria relativamente estável;

  8. Uma onda de lesões devastadora pelos lados da Luz;

  9. Um Mourinho em cada gestor público;

  10. Que o sorriso deste sacaninha não deixe de me arrasar.

     

    * Post especialmente dedicado aos caríssimos elementos do agregado familiar, aos mui apreciados rapazes e raparigas que constituem o meu selecto núcleo de firmes amizades e, por fim, aos maravilhosos colegas que tornam os nossos dias de incansável laboração menos pesados, a todos estes que sofrem de insónias por não saber o que me oferecer na época natalícia. Ora aqui estão 10 boas fontes inspiradoras.

     

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publicado por bolaseletras às 21:26

A dona de uma vida - diálogos e memórias olivalenses

Terça-feira, 06.10.09

 

 

Cresci num bairro que me presenteou com uma interessante mistura de estratos socio-culturais, a bem dizer. Para o bem ou para o mal, os Olivais fizeram de mim o que hoje sou. Aprendi durante o ensino primário que para além de saber ligar as letras e de somar os números, era igualmente importante fazer contas de sumir, de quando em vez, e, sobretudo, saber esconder os guelas do China e do Paulo Maluco (sim, com letra maiúscula que aquilo só podia ser o apelido do espécime). Toda esta miríade de conhecimento infligido pelo meio envolvente, aliada a um precoce instinto de sobrevivência, podem enrijecer o mais fofinho dos petizes.

 

Vivendo agora num novo bairro que faz igualmente questão de fornecer aos seus habitantes toda essa riqueza de experiências multiculturais, gostaria de partilhar este delicioso diálogo que teve, há uns dias, a arte de me fazer lembrar outros tempos tão longínquos na memória mas tão próximos da porta, pelos vistos.

 

"- Ó Julio, sabes do Zé?

- Foi à dona!

- Qual dona?

- À metadona, otário!"

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:35

Pérolas da blogosfera - As angústias de um chileno morto

Segunda-feira, 05.10.09

 

 

A propósito da febre elogiosa que tem rodeado o lançamento em português (atrasadíssimo, como sempre) da magna obra 2666 de Roberto Bolaño, Bruno Vieira Amaral escreve esta pequena grande genialidade. Nestes escassos parágrafos está a angústia que sente ao mergulhar no meio cultural português, está a angústia que o consome ao pegar na caneta para escolher o futuro, que dizem, não será radioso. Isto e muito mais em circodalama.blogs.sapo.pt/. Resumindo e concluindo, urge ler o livro do chileno morto, nem que seja para não morrermos parvos.

 

"O fim-de-semana começou no tenebroso evento. Críticos, escritores, actrizes, um ministro da cultura, margaritas que teimavam passar ao largo da minha sede e empregados de mesa. Aquilo estava tão bem organizado que ouvi alguém perguntar se o autor ainda demorava muito. “É chileno”, disse um sujeito com cara de estar habituado à falta de pontualidade dos latino-americanos. Francisco José Viegas, o editor, abriu as hostilidades. António-Pedro Vasconcelos leu um excerto, não sem antes reconhecer que ainda não tinha lido o livro todo, atitude merecedora da simpatia de um público que se encontrava maioritariamente nas mesmas condições. 

 

 

 

Seguiu-se a actriz Carla Bolito que ia bem lançada para ler a obra na íntegra. A sensatez impediu-a de cometer essa genialidade. Foi então a vez de José Eduardo Agualusa. O escritor angolano escolheu um trecho que lhe permitiu chamar filho-da-puta a Estaline e a Lenine e deitar as culpas num chileno morto. José Mário Silva também chamou filho-da-puta ao chileno morto, embora a sua intenção fosse elogiosa.

 

Desconheço se a leitora seguinte, Soraia Chaves, chamou filho-da-puta a alguém, porque quando ela iniciou a intervenção eu fui para a rua aproveitar os favores do Outono. Quando regressei, Carlos Vaz Marques, o único na sala que seria capaz de, naquela noite, entrevistar o chileno morto, tal a quantidade de escritores latino-americanos com quem já falou, declamava fervorosamente uma passagem que o chileno morto dedicou a esse grande tema da literatura mundial: os benefícios de engolir esperma em grandes quantidades em tempos de guerra.

 

Confesso que sou contra a mercantilização da literatura, contra a conspurcação editorial do talento. O verdadeiro escritor, aquele que almeja a eternidade e não apenas o pão, aquele que deseja a imortalidade literária com tal intensidade que se esquece que tem o gás para pagar, nem se deve sujeitar à vergonha de publicar o que escreve. Sócrates escreveu algum livro? Jesus? Alguém se lembra da festa de lançamento d’ A República? O verdadeiro escritor deve deixar tudo na arca ou, no máximo, pendurar as folhas A4 no estendal, sujeitas ao teste do tempo e do Tempo. Ao editor, admitindo a existência de tão negra figura, ser-lhe-á concedido o privilégio de passar as molas ao génio.

 

 

 

Terminada a sessão de leitura o público dispersou e eu regressei a casa já em estado de reflexão. No sábado de manhã dirigi-me à Fnac. Comprei um livro de Philip Roth para poder insultá-lo com conhecimento de causa. Passei a tarde a ler o livro para chegar à triste conclusão de que um bom insulto depende em certa medida da nossa ignorância acerca do objecto que queremos insultar. Lentamente comecei a sentir a angústia do voto. Dediquei o resto do dia a pensar num símbolo que, uma vez inscrito no boletim e observado de um certo ângulo pelo escrutinador, pudesse ser contabilizado como um voto a menos no Bloco de Esquerda. Adormeci. 

 

Ainda era madrugada quando me levantei. Pensei que seria agradável que um outro eu votasse por mim e que votasse em branco, que a ceifeira interrompesse, por um dia, o seu eterno movimento pendular e que a humanidade inteira comemorasse o acontecimento num centro comercial qualquer. Ah!, suspirei, apesar de não ser aconselhável suspirar com um Ah!, se a vida pudesse ser como nos romances de Saramago! Entretanto vesti-me e fui votar, não exactamente por esta ordem. À porta da escola, alguns cidadãos comparavam as canetas com as quais profilaticamente se tinham apetrechado. Um deles, de bigode proletário, garantia que comprara a caneta para o efeito, visto não ser ele homem de convivência com artefactos tão burgueses. Naqueles olhos reluzia um misto de orgulho democrático e de consciência sanitária. Nunca, em toda a história da democracia portuguesa, o dever cívico de votar e o medo de contrair uma gripe se uniram num gesto tão elevado. Abençoados porcos mexicanos! 

 

 

 

Votei. Não levei a minha caneta. Tive de utilizar a caneta pública, a meretriz democrática que a todos, à excepção dos mais cuidadosos, oferece os seus préstimos. A Marianne do nosso regime é aquela caneta solitária, hóstia dos republicanos ateus. Na íntima reclusão do biombo, carregando o peso que cai sobre os ombros do cidadão na hora das decisões soberanas e sagradas, venci os meus escrúpulos e escrevi: “Filhos-da-Puta!”. Assinei: “Um chileno morto”.

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:30

Sporting 0 - Belenenses 0 (mais pozinhos sobre o futuro campeão...)

Domingo, 04.10.09

 

 

Como não deve ser difícil de perceber, hoje não é um bom dia para falar sobre futebol, muito menos sobre o meu Sporting. A equipa joga sobre brasas, a bola toca no pé e parece que embateu numa mola, sobretudo quando Djaló tenta desesperadamente efectuar o gesto técnico básico de receber a bola sem que ela tenha que se afastar 4 metros para além do seu pé. A irritação com que assiti à segunda parte do jogo (chegaram 45m) até me faz escrever à Saramago, de um só fôlego.

 

Depois é sentir que o problema, além de técnico, é sobretudo uma questão de confiança. Onze tipos que se juntam para jogar à bola têm que fazê-lo com um mínimo de prazer, e não como sofredores vendedores de seguros que sabem que o seu ganha pão depende de uma comissão de venda. Porra pá, vocês fazem o que todos nós pagávamos para fazer, vivem da bola! Se há uns assobios da bancada isso não pode ser motivo para que a angústia vos tolha as ideias e as qualidades, não podem encolher-se quando se devem agigantar.

 

 

Depois, há os pequenos pormenores. Quando um tipo pensa que há golos que são impossíveis de falhar aparece o Postiga a desmentir-nos. O Angulo que tem pinta de boa gente e de futebolista acabado mas em quem o Paulo vai insistir até nos levar ao desespero. O Caicedo que está a subir e a mostrar que não é um armário tosco, mas que não entra de início. O eclipse do Liedson, o Moutinho que além de chamar puta à bola pouco fez para levar o barco a bom porto.

 

O Senhor presidente Bettencourt entrou cheio de gás, com promessas de novos tempos e investimentos. Numa empresa, numa casa de família, quem manda e muda os ventos é o chefe máximo ou o pai de família. Está à espera de quê, Senhor Presidente? Chegou a hora de mostrar que é uma mais valia e não mais um que chegou lá e embatucou com o peso da responsabilidade e da história do clube. Acorde, homem!

 

 

O Porto joga futebol à séria. E bastaram-lhe-lhe 45 minutos para ganhar o jogo contra um interessante Olhanense, que joga para a frente com gosto. Falcão e Álvaro Pereira, serão estes dois jogadores que não deixarão o Benfica ser campeão. Porque o Benfica falhou as suas contratações, porque o Porto os aproveitou com os frutos que estão à vista. Ou a diferença entre Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira.

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:02

Vão-se os dedos ficam os anéis

Sábado, 03.10.09

 

 

É da praxe. País com problemas socio-económicos que se preze tem as prioridades bem definidas. Primeiro a festança, o fogo de artifício e orgiásticas celebrações do que quer que seja, depois as maçadoras preocupações com os milhõezitos de excluídos logo serão debatidas, e, com sorte, alvo de alguma medidazita com efeitos práticos que se vejam. Não quero com isto dizer que pelo facto de um país ter problemas mais graves com que se preocupar, não haja direito à folia e ao empanturranço. Ainda assim, quer-me parecer que colocar a folia e o samba como projecto estratégico nacional vai deixar muito boa e pobre gente de fora.

 

Bom, mas como o que a malta gosta é de festa, fiquemos com as belas imagens daquele que dizem o povo mais feliz do mundo. Não havendo pão, haja vinho!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:48

Da série gostamos desta garota - Yana

Sexta-feira, 02.10.09

A modelo chama-se Yana, a artista por trás da máquina Ana Tavares, o local do crime foi o Hotel Infante Sagres. O produto final é de uma beleza ofuscante, a delicadeza da Yana cala-me as palavras, cego que já estou. Fiquem apenas com as imagens. Sem palavras.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:40

Resumo da ronda europeia

Quinta-feira, 01.10.09

 

 

Devido a afazeres vários e a tarefas domésticas inadiáveis (3 mesinhos dão muito trabalho), fui espreitando o jogo do Porto, o Benfica não vi e o Sporting fui vendo com um olho no burro e outro no cigano (só para não estragar o dito popular, que o rapaz não é cigano nenhum).

 

Do Porto, como tem sido hábito, de destacar Hulk e Falcão. Doces memórias de Madjer para os lados do Dragão. Ah, e o sentimento de que Pinto da Costa vai fazer muita falta quando se reformar ou quando o mandante lá de cima o "reformar" - a classe com que achincalha os adversários será para sempre recordada.

 

 

Quanto ao Benfica a registar a água fria na fervura de fanatismos ingenuamente exagerados. Quero crer que os milagres de jesus ainda irão desembocar em crucificação sem ressuscitação.

 

Para terminar, de referir que o meu Sporting fez um jogo fraquinho, mas chegou para garantir praticamente a qualificação para a próxima ronda, coisa de que o Benfica não se poderá por ora gabar. Mas realço sobretudo o facto de termos entrado em campo com oito portugueses, seis deles feitos nas camadas de formação do clube. É obra face ao que se vê por aí. Sabe tão melhor torcer e sofrer por gente da nossa que sente o clube, do que por um punhado de argentinos, paraguaios, brasileiros e afins, que do clube sentem não o emblema, mas a conta bancária que lhes enche os bolsos. É também isto ser um clube diferente.

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:05


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