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Espelho meu, as portas entreabertas, são uma passagem secreta para o prazer?

Terça-feira, 26.01.10

 

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publicado por bolaseletras às 22:27

Este país não é para velhos - Cormac McCarthy

Terça-feira, 26.01.10

 

 

O meu terceiro livro de Cormac McCarthy é o mais fácil de ler dos três, e, parecendo uma contradição nos termos, o que menos me fascinou. Da complexidade narrativa de "O meridiano de sangue" passamos para uma história bem contada, algo rectilínea e que caminha numa direcção que vamos desvendando pelo desenvolvimento da trama. Se em "A Estrada" nos é dado a conhecer algo de único e assustador (a destruição do mundo como o conhecemos e a possibilidade próxima de vivermos essa realidade), em "No country for old men" (mais uma vez isto soa tão melhor em inglês ) sabemos ao que vamos, há o mal e há o bem e se o bem não vence é porque este país já não é para velhos.

 

 

É um livro fraco ou desinteressante? Meus senhores, para que Cormac McCarthy caísse nessa esparrela teria primeiro o José Rodrigues dos Santos de tornar-se um escritor. Resumo: Llwelyn Moss encontra uma pipa de massa, para mal dos seus pecados essa felicidade provém de negócios de droga, os maus hão-de recuperá-la (personificados nesse fantástico representante do diabo, Chigurh), a autoridade ancestral e envelhecida há-de querer repor a legalidade e defender o pobre inocente (o velho Xerife Bell), mas nada há-de ser como era há 20 anos atrás. Hoje o mal não trava perante a lei, a lei não se adapta à escalada do terror.

 

 

Provavelmente cometi um erro básico antes de mergulhar nesta obra. Por contingências vários ou por meros acasos, e, contrariamente a uma regra a que me auto-vinculei, antes de a ler vi o filme. Consequência dessa violação de regras, foi que cada página seguinte estava indelevelmente associada às imagens que retive, daí a possível perda, mesmo que inconsciente (pois o livro é muito mais rico), de suspense. Por outro lado, associar Chigurh a uma interpretação sobre-humana de Javier Bardem e ler as reflexões do Xerife Bell na pele gasta e na voz infinita de Tommy Lee Jones, traz alguma riqueza e vida à secura das páginas. É um sistema de pesos e contrapesos que talvez tenha prejudicado mais a emoção da leitura, do que a tenha tornado mais palpável. A maior riqueza do livro são os alucinantes diálogos em que intervém Chigurh e, sobretudo, os monólogos do Xerife Bell, este último na incessante busca das razões que a sua razão deixou de conhecer. Simplesmente, porque o seu país já não é para velhos.

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:24

Tá tudo de parabéns

Segunda-feira, 25.01.10

 

 

O Benfica, os adeptos de futebol, as vedetas que responderam à chamada, a boa onda que atravessou toda a festa de solidariedade, a pança do Mats Magnusson, Zidane, Zizou, o único, o mais fantástico esteta de sempre, o homem que fazia amor com a bola sem a mulher se aperceber. Memórias, muitas memórias, a matéria de que o futebol se alimenta e reinventa. Não, não me custa elogiar o Benfica. É também isto que é ser sportinguista.

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:33

O legado

Segunda-feira, 25.01.10

 

 

A passagem de testemunho entre gerações deveria ser o mais importante ensinamento. Ouvir o nosso legado pela voz de quem nos gerou, não duvidar de que os erros do passado podem hoje ser evitados, beber dos nossos antepassados as benfeitorias por eles edificadas. Um filme com pouco mais de dois minutos que deveria durar toda uma vida.

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:57

A maturidade futebolística e o embrulho do Zé

Domingo, 24.01.10

 

 

Sinto-me hoje, sem especial dor ou suado esforço, um homenzinho no que à maturidade futebolística respeita. Marimbei-me na taça da Liga e nas paixões irracionais e dediquei-me à pura arte, AC Milan vs Inter. Em boa hora o fiz. O renascimento da magia de Ronaldinho, o voo do talvez actual melhor guarda-redes do mundo para negar o regresso ao topo da glória do compatriota, a impossibilidade possível de assistir à recusa inabalável do Zanetti em envelhecer, o Beckham que me irrita até à medula com as inúteis lateralizações de flanco para flanco e logo a seguir tira da cartola um cruzamento inimitável, os velhinhos Pirlo e Seedorf que hoje mais do que o que fazem nos recordam do que fizeram.

 

Mas hoje, acima de tudo, ficará para memória futura o delicioso entendimento entre Diego Milito e Goran Pandev, as tabelinhas, as desmarcações em sintonia, os passes açucarados entre si, tudo bem embrulhado, com lacinho e tudo, em dois golos decisivos e que só podiam ser deles. Ultrapassando uma expulsão de Sneijder a meio da 1ª parte (pouco me importa se a culpa foi dele ou do árbitro, isso é discussão para o futebolzinho cá do burgo), Mourinho dominou toda a história do jogo, colocou toda a sua inteligência e frieza em campo e, qual germânico, arrefeceu o fogo dos diabos vermelhos italianos. Pela milionésima vez, embrulhem lá mais esta prova. És o maior, Zé!

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:45

Nerazurri vs Rossoneri - A milionésima prova de fogo do special one

Domingo, 24.01.10

 

 

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publicado por bolaseletras às 19:09

Do pânico

Domingo, 24.01.10

Fotografia de André de Dienes

 

O medo domina-nos. Há quem tema aranhas, quem abomine a escuridão, aqueles que preferem o sono eterno ao som de uma trovoada arrepiante. Comigo é a merda dos pássaros. Talvez tudo tenha começado no clássico trauma de infância, nas Berlengas, 9 ou 10 anos de curiosa inocência, pãozinho para as esfaimadas gaivotas, o convite ao assalto de centenas de bicos à assustada e indefesa criança, o pânico de ser devorado pelos monstros de brancas penas.

 

Hoje, quando conduzo na caótica cidade, sinto que eles me olham. Da caleira dos telhados observam-me silenciosamente, estudam cada curvar do volante, espreitam se a janela do desprevenido condutor segue aberta. Num repente, sem pré-aviso, mergulham na confusão do alcatrão e descobrem-me por entre os milhares de sons, encoberto pelas nuvens do sufocante dióxido. Sabe Deus como até hoje não me entrou nenhum pássaro pelo carro, mas que tentam ninguém duvide. Tenho testemunhas, namorada e amigos que sabem que sou um alvo preferencial da passarada. Que tal umas tréguas, bicharocos do inferno?

  

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publicado por bolaseletras às 09:55

Por mais que nos esforcemos, nunca o nosso reveillon chegará aos calcanhares do Hugh Hefner

Sábado, 23.01.10

 

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publicado por bolaseletras às 21:52

Debaixo do vulcão (pérola 3) - O caminho para a paz

Sábado, 23.01.10

 

 

"Suponho que sei o meu bocado a respeito do que seja sofrimento físico. Mas isto é o pior de tudo - isto de uma pessoa sentir a alma a morrer. Não sei se é porque esta noite a minha alma morreu de facto, que eu, neste momento, sinto qualquer coisa que se assemelha a paz".

 

Passamos meia vida a procurar fugir às dores físicas e às azias da alma. Tememos os acidentes, os azares, a velhice, a morte dos nossos, o desamor de quem amamos, rogamos a altares em que não cremos mas receamos, elevamos a novos deuses os cientistas da vida, os médicos a quem encomendamos a vida eterna. Construímos em toda esta odisseia de forçada dor a estrada que nos aproxima do inclemente sofrimento. E a solução ali, na esquina de tantas agruras, naquele cantinho do desespero. Fechar os olhos e esquecer as dores da alma. Apagar o sentir. E talvez começar a viver sem medo de sofrer.

 

 

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publicado por bolaseletras às 17:22

Macau e as pérolas do Oriente

Sábado, 23.01.10

Vivi em Macau um ano fantástico e inesquecível (1991-1992). Pessoas, lugares, recantos, costumes, ritmos, multidões, cheiros, tudo era único, diferente, fascinante e misterioso. Tive também o privilégio de assistir ao Grande Prémio de Macau, de deambular pelos bastidores daquele circo impressionante. Carros, tempos, velocidades, motores, records? Não, não tenho qualquer inclinação para o desporto automóvel. Os encantos daquele grande prémio eram outros, sobretudo para um jovem de 16 anos pouco dado à mecânica. Acreditem, de pôr os olhos em bico ao mais circunspecto cidadão! Tirem a prova dos nove no filme que se segue.

 

 

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publicado por bolaseletras às 09:21






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