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O leão volta a rugir (Sporting 2 - Braga 1)

Domingo, 03.01.10

 

 

Para se peceber que a confiança é um propulsor essencial de uma equipa de futebol, basta analisar o crescimento da equipa do Sporting após o golo marcado ao Braga. Como diz o mister, aos miúdos faltam graúdos que lhes acalmem os nervos. Izmailov, por ora, apresenta-se como o fiel da balança. É para mim, o verdadeiro reforço de Inverno, o russo. Apesar da relativa juventude, a sua maturidade futebolística faz bem à equipa. De Saleiro, um homem que como se sabe inicou a sua existência em laboratório ("Ninguém pára o proveta", muito bom Nandinho), espera-se o ressuscitar de uma espécie em vias de extinção: o lusitano matador. Desmarca-se, recebe bem, sabe para onde passar a bola, remata com sentido.

 

 

Grimi parece querer afirmar que os olheiros italianos que o levaram para Milão não eram cegos de todo. O Postiga continua a esforçar-se como se fosse o último dia da sua vida e aquilo tudo espremido não dá mais sumo que um limão ressequido. O Abel, nunca pondo em causa os litros de suor que deixa em campo, implora que o João Pereira lhe ocupe a faixa e acabe com o sofrimento. Epá, se calhar o Abel  nem esteve mal, mas a fama que o precede não ajuda ao elogio. O Adrien faz-se um óptimo trinco a cada jogo que passa, o Miguel Veloso, regressado que está o estado de ilusão com outros campeonatos, andou por ali à espera do resgate italiano. O passaporte tê-lo-á assinado com o fantástico golo, que seja feliz.

 

 

E o Braga, sempre terá condições para se assumir como candidato? Creio que sim. A sorte do jogo sorriu aos leões, mas percebe-se um fio de jogo consistente, bons executantes, consistência defensiva e profundidade ofensiva. Se além de João Pereira, sair mais algum elemento com relevância no 11 tipo, aí já me parece que a candidatura se desvanece em prol dos cifrões. Bom, o que realmente importa é que o Sporting foi o primeiro dos 3 clássicos grandes que este ano derrotou o Braga. É um prometedor início da segunda fase da época, a que não será certamente alheio o facto destes jogadores sentirem que vem aí mais e melhor concorrência. Esta nova dinâmica era essencial, uma mudança de rumo impunha-se. Desta vez, há que dar os parabéns ao Presidente Bettencourt e ao mister Carvalhal. Força, os sportinguistas estão convosco!

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:10

O luso futebolzinho está de volta (Benfica 1 - Nacional 0)

Domingo, 03.01.10

 

 

Sinceramente, depois da belíssima arbitragem hoje à tarde no circo da luz (sim, quem paga bilhete para aquela farsa ou gosta de palhaços ou adora palhaçadas), é difícil escrever com vontade sobre o que se passou hoje na Taça da Liga. Ainda no início da primeira parte um golo mal anulado ao Nacional por fora de jogo inexistente, foi parcamente comentado pelos energúmenos da SportTv, como se nada fosse. A vergonhosa e nítida agressão de Luisão (ainda na primeira meia hora de jogo) a um jogador do Nacional que estava no chão, foi punida com um amarelo (!!!) pelo sr. árbitro. Ainda se não tivesse visto...agora, ver a agressão e dar amarelo é de bradar aos céus! Os comentadores da SportTv, em jeito de alívio, debruçavam-se sobre a sorte do Benfica, uma vez que em Vila do Conde, na próxima jornada, já o David Luiz estava impossibilitado de jogar.

 

 

Ok, a coisa já tinha roçado a descarada roubalheira, mas eis que, aos 70 minutos, Rodrigo Silva, jogador do Nacional, é claramente rasteirado na grande área do Benfica. Mais uma vez, árbitro e auxiliares fazem vista grossa. Carlos Manuel, o mais sabujo comentador da televisão portuguesa (título que ostenta em simultâneo com o do mais patético treinador que passou pelo Sporting), fala, en passant, num toque na bola e depois no jogador, marimbando-se, sem qualquer réstea de pudor, nas imagens que passam nos écrâs e o desmentem sem apelo nem agravo. Miguel Prates, certamente envergonhado, lá solta que se está em presença de um lance que deixa muitas, muitas dúvidas. Eu, como de papalvo gosto de pensar que tenho pouco, mudo de canal porque o que é demais é demais.

 

 

E tudo se passa como se nada fosse, ninguém fala muito sobre estas tendenciosas incompetências sempre a favor do mesmo. Este ano, ninguém me tira esta convicção, o Benfica há-de ganhar alguma coisa nem que seja à lei da bala. Em jeito de protesto, e uma vez que não reconheço este resultado como verdadeiro, permito-me não tecer comentários sobre o jogo em si. O ano começa bem para os seis milhões que não se importam de ganhar a todo o custo, mas começa mal para o que se pretende que seja um futebol verdadeiro que possa servir de exemplo para os jovens que o idolatram. Se não tem nada de bom para ensinar, pelo menos que não se ensine que roubar compensa.

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:02

Da improbabilidade do futebol como segredo do seu sucesso (Manchester United 0 - Leeds United 1)

Domingo, 03.01.10

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:09

Do sofrimento que a bola pode provocar

Domingo, 03.01.10

 

 

A sério, se gostam de futebol e dos efeitos que os momentos das grandes decisões podem provocar sobre o sofredor povo da bola, não percam este resumo sobre o decisivo jogo do Brasileirão de 2001: Flamengo-Vasco da Gama. Se geralmente a dor da derrota fulmina os frágeis corações dos adeptos, já quando falamos do desespero dos jornalistas que relatam os jogos, percebemos porque é o Brasil o coração do futebol. Outro título para este post poderia ser "Da ética jornalística pelas ruas da amargura". Disfrutem com o som bem alto e com as crianças fechadas no quarto.

 

p.s. - Obrigado pela dica, mancha.

 

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publicado por bolaseletras às 10:47

Vou fazer como a Megan Fox, beber um copinho de leite e fazer óó

Domingo, 03.01.10

 

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publicado por bolaseletras às 00:40

Eastern Promises

Sábado, 02.01.10

 

 

Eastern Promises, filme de 2007 de David Cronenberg, submerge-nos no submundo das mafias russas que habitam Londres, abre-nos a porta para o escândalo da moderna escravatura - o tráfico de seres humanos. Juntamente com Naomi Watts, personagem que nos acompanha na ignorância da miséria humana concreta por que passam as vítimas desse flagelo, somos confrontados com a violência de vidas que, contra o que queremos acreditar, convivem connosco paredes meias nas principais cidades da Europa Ocidental.

 

 

Sobre o cinema que faz e este filme em particular, Cronenberg disse não estar interessado nas histórias dos crimes em si, mas mais no fenómeno da criminalidade e das pessoas que vivem num estado de perpétua trangressão. Por isso, tal como Cronenberg não é um realizador tradicional, Eastern Pomises não é um thriller vulgar. Embora revisitemos os temas e os motivos habituais neste tipo de filmes (os laços de família e a cultura própria das organizações criminais, a honra entre criminosos, etc.), o decurso da trama é assustadoramente intrigante, as cenas de violência são absorvidas pelo espectador de uma forma que quase se sente fisicamente, há em todo o filme uma intimidade que se vai ganhando com as personagens que nos aproxima das dores das vítimas.

 

Mais que todos, Viggo Mortensen marca o ritmo e a credibilidade de Eastern Promises. O penteado imutável, como imutável é a sua expressão de uma rocha sem falhas, essa inimitável tensão muscular transmite-nos toda a tensão dos acontecimentos que pautam o filme. Mortensen não é russo, mas em todo o filme não temos que nos preocupar com o seu sotaque. Ele mergulhou tão profundamente na sua personagem que quando o ouvimos a primeira vez duvidamos se não estamos em pleno coração de Moscovo. Um filme a não perder, pela riqueza das personagens, a qualidade do cinema de Cronenberg, mas, sobretudo, pelo desvendar de uma temática à qual não devemos ficar indiferentes.

 

 

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publicado por bolaseletras às 17:16

Com a esquerda, Mozart é de olhos fechados

Sábado, 02.01.10

"Dava o meu braço direito para ser pianista"

Declarações de Sir Bobby Robson, após ser questionado acerca do seu emprego de sonho fora do futebol.

 

 

Pensava que já não teria mais razões para admirar Sir Bobby Robson. Depois de ler esta fabulosa resposta, propositada ou distraída, pouco me importa, ponho este admirável cavalheiro nos píncaros da minha caderneta de imortais. Dêem-me uma pessoa que não goste deste homem (sim, utilizo o tempo verbal no presente, porque há quem viva para sempre), dar-vos-ei uma má pessoa.

 

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publicado por bolaseletras às 11:00

Tanto que ensinam e não aprendem o básico

Sexta-feira, 01.01.10

 

 

É difícil aceitar que o cerne da questão está, sem margem para dúvidas, nos bancos da escola, no giz que rabisca os quadros negros, ou, se preferirem, nos dinâmicos powerpoints ou nos interactivos magalhães. Sem jogos de palavras, é preciso afirmar convictamente que o futuro deste, de qualquer país, está directa e irremediavelmente ligado à qualidade do seu sistema educativo. Este está nas mãos dos professores, estes têm nas mãos o futuro dos nossos filhos. Por isso vamos satisfazer-lhes todas e quaisquer pretensões corporativas? Não, é preciso ser mais inteligente que isso, diria que nenhuma sociedade pode dar-se ao luxo de ser refém de qualquer grupo profissional.

 

Todo o meu percurso educativo, dos bancos da primária ao canudo final, foi feito na rede educativa pública. Tive alguns excelentes professores, tive alguns caricatos docentes que ainda hoje não sei como construiram uma carreira no ensino sem que ninguém lhes retirasse a responsabilidade de educarem alguém (quanto mais permitir-lhes progredir na carreira), tive na maior parte dos casos professores bem formados e que percebiam e assumiam o sentido da sua missão. Contudo, tenho sérias dúvidas que ainda assim seja.  

  

 

 

 

Como é possível que uma classe com este peso social permita que o futuro da sua profissão, do sistema educativo, dos nossos filhos, esteja nas manipuladoras mãos de artistas da estirpe de um Sr. Mário Nogueira? 38 pontos para chegar a um acordo? Mas será que o tanto que ensinam não lhes ensinou nada? Será assim tão difícil perceber que a razão da existência deste tipo de sindicalistas é o eterno confronto, que o encontrar de soluções significa o extinguir das razões da existência de parceiros sociais como os que estão por detrás dos Srs. Mários deste portugalzinho?

 

Quero acreditar que os professores irão, antes que seja tarde, perceber o pântano em que progressivamente se vão atolando. Um pântano de perda de credibilidade, de mesquinhas discussões por regalias inexistentes em quaisquer outras carreiras públicas, um pântano que poderá conduzir ao pior desfecho de uma guerra: o de uma guerra sem fim. Para este desfecho basta que eles não queiram ceder naquilo que a sociedade entende como injustificáveis regalias. Sim, porque nisso o Estado não poderá ceder, é o interesse público e o princípio de um tratamento igualitário que o impõe. Os nossos filhos são também os vossos filhos, Senhores professores, nunca se esqueçam disso.

 

 

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publicado por bolaseletras às 19:48

Tonalidades femininas - Jaime Ibarra

Sexta-feira, 01.01.10

 

 

O olhar que recai sobre uma mulher é único, como única é essa mulher. Aos meus olhos ela é leve como a espuma, solta e refrescante como o vento, aos teus será provavelmente cinzenta e desinteressante como uma insuportável cefaleia. Há olhares que vêem nas mulheres as cores de um infinito arco íris: doçura, pura felicidade, dor lancinante, tristeza sem fim à vista, aquela pureza da ingénua esperança, a certeza inabalável de que não há remédio para a dor. Jaime Ibarra (www.ibarraphoto.com/), fotógrafo de mulheres e outras temáticas sempre menos interessantes, olha-as nos olhos, entra por eles para o fundo da alma das musas. Percam-se no seu arco íris.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 10:35


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