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Deus escreve direito pelas linhas tortas dos foras de jogo do Bonfim

Sábado, 06.02.10

Outro título que não ficaria mal neste post seria: "Se o Cardoso fosse precavido, pedia protecção reforçada no túnel...". E não, não era para o proteger da malta do choco frito, mas sim dos desesperados vermelhuscos. Mais uma vez, volto a não falar do jogo propriamente dito. Aquele fora de jogo que impediu o 2-1 para o Setúbal, o penalty no último minuto cometido por um ex-benfiquista...isto já cheira mal demais, haja decoro!

 

 

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publicado por bolaseletras às 23:10

Sporting 1 - Académica 2 (da girafa à sina leonina)

Sábado, 06.02.10

 

 

A dependência sentimental dos sportinguistas pelos meninos da sua academia é na maior parte das vezes louvável, uma imagem de marca que reforça a identidade do clube. Contudo, tal como o que se passa com as paixões assolapadas e irracionais, também estes amores loucos podem cegar o pobre adepto leonino. Rui Patrício, um rapaz simpático e atraente na sua simplicidade, caiu no goto dos adeptos. Alto, como o foram os tristemente célebres Rodolfo Rodriguez e Bella Katsirsz, convence os adeptos de que poderá chegar onde outros não chegam. O problema é que tanta altura também o coloca mais longe do chão...

 

O primeiro golo que sofreu hoje é um fantástico peru. Se há quem o defenda alegando o enigmático ressalto de bola, quem for sério perceberá que nunca o girafa (a alcunha mais bem posta dos últimos anos) poderia, em circinstância alguma, atirar-se para o chão. Como no jogo com o Porto, em que se percebeu que o seu cérebro tem tendência para a súbita paralisia, o girafa confirmou que aquela cara de maluco (característica cada vez mais comum no plantel leonino - vide Vukcevic, Grimi, etc.) teria, inevitavelmente, que ter consequências no seu desempenho profissional. Mas é da academia, vamos lá apostar no girafa...

 

 

Não quero pôr todas as culpas no girafa, é evidente. A descrença da equipa atrai acontecimentos fatídicos, a falta de confiança direcciona a motivação para ínvios caminhos, enfim, todo um conjunto de desgraças que vai minando os já de si frágeis alicerces da equipa e do clube. Este plantel vai ter que ser reforçado com gente com cabeça e experiência, os vícios dos miúdos vão ter que ser temperados por mão firme. Infelizmente, o sonho de um dream team de malta jovem foi um sonho megalómano. Desçamos à terra e olhemos em frente, para o futuro, para dias melhores.

 

p.s. - Parabéns Briosa, parabéns amigos de Coimbra, aka "sweet child of mine" e Ag. Pereira:)- AQUELE ABRAÇO!

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:59

Da gratidão sem limites

Sábado, 06.02.10

 

"Now, when I look back on my life and remember all that I wanted from it as a young boy in the North East, I see more clearly than ever it is a miracle. I see one privilege heaped upon another. I wonder all over again how so much could come to one man simply because he was able to do something which for him was so natural and easy, and which he knew from the start he loved to do more than anything else."
 

1.º parágrafo da autobiografia de Bobby Charlton

 

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publicado por bolaseletras às 09:47

O paraíso

Sexta-feira, 05.02.10

O paraíso, onde está ele? O que nos extasia, o que escondem os nossos sonhos? O que encobre o véu dos nossos mais inconfessáveis desejos? A que tentação nos entregaríamos se nada nem ninguém nos agrilhoasse às amarras deste mundo? Por que irresistível fantasia abandonaríamos tudo e todos? Martin Zurmühle definiu o paraíso de grande parte da humanidade, arrisco eu. As fotografias são dele, o paraíso está ao alcance do nosso olhar, à distância de uma outra vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 23:36

A infinita demanda

Sexta-feira, 05.02.10

 

Fotografia de Jim Kazanjian

 

A arte de transformar a realidade inunda a arte da fotografia. Parece que os fotógrafos se vão cansando da vida real, da beleza das coisas palpáveis. A fuga ao hiper-realismo perpassa agora pelas lentes, o receio da monotonia de um quotidiano atrofiante domina o clicar do momento chave, Henry Cartier Bresson chora o abandono a que foi votado o mundo, as pessoas, o cheiro delas, a tristeza irrecuperável que descobria no ser humano. Castiga-se a realidade pelo que ela não nos dá. O que queremos nunca é suficiente, sempre mais, sempre para além do que nos é concedido, a permanente insatisfação. Animais esfaimados em busca de saciar uma fome ancestral, uma fome que sabem nunca será saciada. O destino irreversível: a infinita demanda do inatingível.

 

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publicado por bolaseletras às 21:26

Espelho meu, qual a medida do meu sonho?

Quinta-feira, 04.02.10

 

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publicado por bolaseletras às 22:37

Memórias, o contra ataque mortífero e o Maradona dos Cárpatos

Quinta-feira, 04.02.10

 

O futebol é terreno fértil para histórias do passado, por entre espuma de cerveja e gritos de saudosismo. Génios de outros Mundiais, jogadores que se imortalizaram na nossa memória em forma de bola de futebol. Gheorghe Hagi e a sua Roménia. Mundial de 1994, batalha contra a Argentina, o drama de Raducioiu estar suspenso para esse jogo. A Roménia preparava-se para, provavelmente, fazer a primeira prova de que o sistema táctico 4-6-0 poderia ser uma arma mortífera. O mortífero terceiro golo da equipa amarela comprovou a riqueza dessa táctica, e, sobretudo, revelou ao mundo todo o potencial do aproveitamento do momento no futebol e do veneno letal que é o contra-ataque.

 

Ora bem, foquemo-nos no golo. A Argentina de José Basualdo ameaça a Roménia num pontapé de canto. Repentinamente, num clássico volte face que caracteriza um jogo de futebol, a Roménia decide agir como se lhe tivessem concedido 10 segundos para marcar um golo. Illie Dumitrescu arranca decidido pelo centro do terreno, galga dezenas de metros. Enquanto isso Tibor Selymes, matreiro como um cigano, arrasta a atenção da Argentina para o lado esquerdo da sua defesa. Dumitrescu usa Selymes não o usando e, em vez disso, faz uma ligeira pausa na sua cavalgada fulgurante. Espera, uma fracção de segundo de tranquilidade, a aparição de Hagi pelo lado direito. Quando este surge, a bola sai dos pés de Dumitrescu no timing perfeito e Hagi, com o seu pé cego, o direito, dispara para a baliza com precisão milimétrica.

  

 

Por mais brilhante que a concretização deste momento tenha sido - em particular a pausa de Dumitrescu antes do passe fatal (talvez uma versão mais masculina da pausa romântica que Pelé executou para o golo de Carlos Alberto, na final do campeonato do mundo de 1970) - muitas equipas atingiram este nível de excelência técnica. Contudo, muito poucas equipas poderiam ter percebido que a oportunidade tinha surgido naquele momento preciso. Ah, não me esqueci, fiquem com a romântica pausa de Pélé em 1970.

  

 

p.s. - A descrição e a lembrança destas memórias do futebol podem ser encontradas na seccão desportiva do www.guardian.co.uk/, minha fonte de inspiração para estes momentos de regresso ao glorioso passado futebolístico.

 

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publicado por bolaseletras às 22:00

Doxology - Uma curta-metragem de Michael Langan

Quarta-feira, 03.02.10

Imperdível. Uma comédia experimental acerca de bolas de ténis, carros que dançam e Deus. Os caminhos para atingir a plenitude espiritual são ínvios e tortuosos, estes 6 minutos provam-no. Disfrutem, riam, aborreçam-se. Mas vejam.

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:45

Try my love

Quarta-feira, 03.02.10

Obra de Costa Dvorezky

 

O amor que se vende, o amor que se compra, a transacção mais velha do mundo. A mais gasta, rasgada, desprezada, procurada, profissão do velho e dos novos continentes. O amor que vale uma nota, o desespero que vale tudo, a falta de amor que corrói, que implora por amor, a vida rasteira nos becos da vida. Try my love, suspira ela, anseia ele.

 

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publicado por bolaseletras às 21:13

Porto 5 - Sporting 2

Terça-feira, 02.02.10

 

 

O habitual na análise a este tipo de jogos e resultados é massacrar a equipa derrotada, esquecendo-se os méritos do adversário. Hoje, o Porto fez um jogo simplesmente fantástico. Colectivamente a equipa funcionou em perfeita harmonia, as transições todas facilmente executadas, os passes saíam que nem cerejas, a garra e vontade de vencer foi o combustível que alimentou a equipa. Depois, os ovos que originaram esta bela omolete. Falcão superlativo, ágil, ambicioso, imparável. A locomotiva Varela a carrear jogo e desiquilíbrios, até Mariano Gonzalez decidiu jogar à bola (golo divinal). Mas o que realmente impressiona é Ruben Micael. Só numa equipa como o Porto, em que quem chega é visto como uma mais valia para o grupo e não como um intruso, é possível que um recém chegado renda desta maneira. Enfim, ao Porto saiu tudo bem.

 

Pelo contrário, ao Sporting o atabalhoado esforço afundou-se irremediavelmente perante a enxurrada tripeira. Apontar a dedo os principais culpados é fácil num jogo destes, demasiado fácil e demasiado cruel. Tudo saiu mal à equipa e ao treinador. Demasiado mauzinho para ser poupado foi o Grimi, um rapaz que passou por Milão mas que dificilmente disfarça laivos de amadorismo. Se há jogos em que disfarça, quando apanha gente graúda pela frente não há maneira de esconder a coisa.

 

 

Depois um rol de merdas que me enervam. O Liedson, apesar de ter molhado a sopa, pode e deve dar mais - devia falar menos e jogar mais, correr menos e marcar mais. O Carvalhal no banco quase a chorar, sem reacção. O Moutinho com aquele jogo curtinho curtinho curtinho. O Carriço sempre com aquela expressão de que aquele lance é o lance da sua vida. O Patrício idem, sempre com cara de desespero. Calma, porra! E o Matishow, coitado, não confiam nele para o mais fácil mas lançam-no às feras, a um miúdo, quando o caldo está entornado - ó Carvalhal, lê os livros, fosga-se! O Sinama, o Sinama...será que novamente ninguém vai ser responsabilizado por desbaratar assim uma mão cheia de milhões de euros??? Em resumo, uma merda de serão, safaram-se os sorrisos do petiz que, indiferente a tanta desgraça, espalhou alegria e bom humor por toda a casa. Parabéns aos meus amigos tripeiros, vejam lá se fazem o mesmo no campeonato - há que derrubar a vermelhusca armada!

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:43






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