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Charlize, la Tigresse Theron (chega de futeboiszinhos, vamos ao que interessa)

Segunda-feira, 03.05.10

 

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publicado por bolaseletras às 22:10

Do triste estado da Nação, também no que ao futebol respeita

Segunda-feira, 03.05.10

 

 

Novamente a equipa do Sapo honrou o Bolas e Letras com um destaque na sua página principal, desta vez chamando à fama a crónica do último post relativa ao Porto-Benfica. Novamente a liberdade de expressão foi dilacerada, novamente uma mão cheia de energúmenos desrespeita a opinião alheia e responde com impropérios próprios de gente baixa e mal formada. Se não gostam da minha opinião não leiam (ou leiam e esqueçam), critiquem com argumentos válidos, mas guardem os insultos para quem vos gerou, que eu, felizmente, não contribuí para essa causa. Ainda assim, não será desta que a censura entrará no Bolas e Letras. Até porque penso guardar estes comentários para incluir numa qualquer análise sociológica futura, do género tese de mestrado com o tema "Das frustrações dos adeptos vermelhuscos quando confrontados com uma derrota inesperada".

 

Falou-se também, pelas caixas de comentários, do vergonhoso clima intimidatório criado pelas gentes do Norte. Eu só me pronunciei sobre o que se passou dentro das 4 linhas, mas subscrevo em absoluto a indignação com o comportamento de dirigentes, funcionários e adeptos portistas que contribuiram para um clima próprio de guerra e não de desporto. Filmou-se gente a atirar isqueiros e outros objectos para o campo, proiba-se essa gente de ir aos estádios (já agora, nada a dizer da simpática devolução de um isqueiro para a bancada pelo Luisão???). Se as forças de segurança foram ineptas (ex: vidros de autocarros partidos, milhares de bolas de golfe dentro de um estádio onde não se pratica a modalidade) apurem-se responsabilidades. Mas quem usou os vergonhosos e tristes insultos na caixa de comentários do post anterior, deve perceber bem como surgem os ódios que provocam estes patéticos acontecimentos. Enfim, não há inocentes.

 

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publicado por bolaseletras às 19:48

F.C. Porto 3 - S.L. Benfica 1

Domingo, 02.05.10

 

 

Antes do início do jogo pus-me a reflectir sobre a importância relativa deste jogo para os dois contendores. O Porto, em defesa da sua honra e de toda uma mística guerreira que pertence aos genes do clube, não queria, naturalmente, entregar de mão beijada o título ao Benfica em pleno Estádio do Dragão. Para o Benfica poder-se-ia pensar que o que estava em causa era ganhar o título neste jogo ou apenas adiá-lo para a semana. Não, neste jogo o Benfica tinha em jogo a verdade deste campeonato: jogar bem e ganhar (ou empatar) limpo e sem ajudas externas ao rectângulo de jogo seria a forma de dizer que o título era merecido, que a glória não chegara por via dos túneis ou das dúbias arbitragens como acusam os seus adversários. Em parte incluo-me na turba que afirma que a vida do Benfica foi facilitada por esses factores no ano que passou, independentemente do mérito futebolístico da equipa. Neste jogo estava em jogo, afinal, a afirmação inequívoca de um campeão. 

 

Terminado agora o jogo, o que fica? Que o Benfica não confirmou que é melhor que o F.C.Porto, que não tem ainda estofo que permita considerar que é um campeão justo, que, pior que tudo, as decisões de arbitragem estranhas e temerárias vão sempre em seu favor. Benquerença fez uma arbitragem incompetente, por vezes prejudicando o Benfica, mas, no momento em que expulsa Fucile aos 60 minutos, por uma queda normalíssima que interpreta como simulação, deixa todas as desconfianças em aberto. É precisa muita temeridade para estragar um jogo decisivo desta forma num lance tão pouco claro. E, não variando, o Benfica é o beneficiado. Ainda assim, o Benfica em superioridade numérica não se conseguiu impor, não mostrou vontade e capacidade de campeão. A garra e a competência foram todas do Porto. Jesus não tirou nenhum coelho da cartola, pôs sim a viola no saco.

 

 

 

Quanto a destaques individuais no Benfica gostei sobretudo da dinâmica de Saviola. Ainda sem grande ritmo, mostrou que foi ele a grande força do Benfica neste campeonato. Durante a sua ausência o Benfica perdeu gás, e agora, ainda sem ritmo, foi mesmo assim a maior força da equipa. Maxi Pereira incansável mas o resto da equipa cansada. O medo também pairou por uma equipa que pareceu pouco convencida do seu valor. Quanto ao Porto o grande destaque foi a equipa. Sempre achei que seria muito difícil que o Porto permitisse o erguer da taça pelo adversário no seu terreno. Independentemente dos problemas desta época, é uma equipa com personalidade, garra e com bons jogadores. Bruno Alves um portento de força e vontade, Belluschi um jogador intermitente mas com excelentes e decisivos pormenores, Álvaro Pereira um fortíssimo lateral e Beto um guarda-redes de selecção.

 

Agora, para a última jornada, que esperar? Creio que será muito difícil, mesmo sem Javi Garcia, Di Maria e Fábio Coentrão, o Benfica não ser campeão na Luz contra o Rio Ave. Mesmo com o medo a pairar como sucedeu hoje, será obrigatória essa vermelhusca consagração. Nem que seja à força do apito, vermelho, pois claro.

 

 

 

p.s. - Não vi o meu Sporting, troquei-o pelo jogo do título. Espero que para o ano não precise de mudar de canal para sentir a emoção da disputa, o sal do futebol. A derrota em casa perante a Naval é mais uma tristeza de um ano triste. Não tenho grandes expectativas para o próximo ano. É pena, espero que não seja sina incontornável.

  

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publicado por bolaseletras às 22:22

Modo de usar-se

Domingo, 02.05.10

 

 

Através do Facebook, essa enciclopédia de lixo e inutilidades, encontrei uma agulha no palheiro. Um inspirador texto de uma tal Martha Medeiros, via um interessante portal brasileiro: http://jornale.com.br/portal/. Leiam o texto sem reticências, à confiança, usem-no, usem-se.

 

 “Coitada, foi usada por aquele cafajeste”. Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no guarda-sol ao lado. Pelo visto a coitada em questão financiou algum malandro, ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei com pena da coitada, seja ela quem for. Não costumo ir atrás desta história de “foi usada”. No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.

  

 

Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer. Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde. Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas. Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto.

 

E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou “apenas” 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu. Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida. Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. E você virará assunto de beira de praia.

 

 

  

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publicado por bolaseletras às 11:41

Pérolas da blogosfera - Estratégia vermelhusca para o título

Sábado, 01.05.10

 

 

Dificilmente eu faria um melhor lançamento do jogo do título do que foi feito pelo João José Cardoso no http://www.aventar.eu/. Não é mau feitio ou mau perder, é apenas, nada mais nada menos, a singela e indesmentível verdade dos factos. Isso de jogarem melhor à bola não interessa nada, o apito é vermelho e mai nada! Fiquem com esta bela prosa do João Cardoso.

 

"Estranhamente, ou talvez não, já se conhece a equipa com que o SLB enfrentará os seus adversários no próximo Domingo: no Dragão alinha com Olegário Benquerença, e na Pedreira com João Ferreira. Lucílio Baptista descansa esta jornada, resguardando-se para o Benfica-Rio Ave da próxima. O mesmo acontece com Pedro Henriques, um homem fatigado depois de ter acertado em cheio num Falcão. Não se pode dizer que a dupla Jesus / Rui Tuneleiro Costa não seja uma dupla de  homens previdentes."

 

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publicado por bolaseletras às 14:35

Da aberrante normalidade

Sábado, 01.05.10

 

Fugimos incessantemente do que se afasta do nosso conceito de normalidade. Temos pavor de quem se passeia pelas franjas da sociedade, de quem nos aproxima de um sonho desfasado da realidade. Nos tempos que correm, o circo da vida entronca na solenidade dos salões, presta constante vassalagem à rectidão do passeio que por esta vida damos. Era preciso abandonarmos os pedestais e as poltronas de tanto falso conforto e tremida decência e elevarmo-nos à altura das fantasiosas nuvens, dos algodões doces que nos amparam os sonhos. Sentir nas veias o sangue de facto a ferver, carregar nos braços todo o peso da vida permanentemente em risco, não mais deixar de sugar o tutano da existência. O palhaço que há em nós tem que extirpar de si a incrustada tristeza, a criança erguer-se por entre as trevas dos nossos rostos fechados. A criança sempre lá esteve, a criança somos nós. Basta abandonar a tola ambição de ser quem não somos.  

 

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publicado por bolaseletras às 10:40

"Já é hora do Sporting ter uma mulher na presidência" - Bettencourt dixit

Sábado, 01.05.10

 

 

Com todo o respeito que tenho pelas mulheres deste país, com especial realce para as nossas queridas leoas, já é hora deste parvalhão se olhar ao espelho, ver o reflexo de toda a confusão que se lhe emaranha nos brancos cabelos, perceber a constante infelicidade que lhe brota da insana boca. Estes betinhos da treta ainda vão dar cabo do nosso clube, é o que é.

 

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publicado por bolaseletras às 00:03


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