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A Marselhesa em crise

Terça-feira, 22.06.10

 

 

Disse-o Maradona há uns dias, referindo-se a Platini: “Toda a gente sabe como são os franceses, pensam que são melhores do que os outros”. Maradona não será a pessoa mais idónea para se pronunciar sobre defeitos alheios, mas aqui, admita-se, El Dieguito acertou na mouche. A razão para a arrogância francesa é por muitos teorizada, eu próprio tenho as minhas conjecturas sobre a temática. Quem já foi a Paris e se perdeu nos ramais da cidade da luz, quem comeu e bebeu nas margens do Sena, quem se enamorou nos bairros típicos daquela capital única, tem de perceber: quem tem uma capital assim tem de se achar o cidadão mais importante do mundo. É uma das mil hipóteses para a cagança de um povo, outras mais avisadas certamente existirão.

 

Ora portanto, estes indómitos gauleses que se reformam cedinho, que trabalham poucas horas por mês, decidem trazer para o mundo da bola o seu entranhado espírito sindicalista, uma espécie de” temos direito a tudo mas não nos obrigamos a nada” (uma versão aperfeiçoada dos sindicalismos europeus). Depois de Zidane, a França nada fez de assinalável em competições internacionais. Para mim, o futebol francês acabava no momento em que Zidane espetou a cabeçada em Marco Materazzi. Porque ali veio ao de cima o cúmulo da arrogância gaulesa, “a mim ninguém me insulta, eu sou inatacável”. Quem já jogou futebol sabe que o insulto fácil e gratuito está na ponta da língua, é parte integrante do fenómeno. Queiroz, esse gentleman da Rinchoa, solta alhos e bugalhos como quem cospe cascas de pevide. O futebol é para homens, não para impolutas donzelas com sensibilidades refinadas. Au revoir France!

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:52

Irina Shayk - mais um prego para o caixão dos que morrem de inveja de Cristiano Ronaldo

Segunda-feira, 21.06.10

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 23:02

ISTO É FUTEBOL TOTAL!

Segunda-feira, 21.06.10

 

 

Hoje, mais do que tudo, é um dia feliz para a selecção e os portugueses. Apesar de poder parecer que não, procuro não criar bodes expiatórios nem apontar sempre o dedo aos mesmos quando as coisas dão para o torto. Das últimas vezes que me debrucei sobre as opções de Carlos Queiroz, fui tudo menos elogioso. Porque os resultados não apareciam. Hoje, dia em que ao Professor tudo saiu bem, quero acreditar que o trabalho que tem vindo a ser produzido está agendado para apresentar resultados progressivos. É normal que assim seja, se bem planeado. Nós, adeptos irracionais, é que queremos a taça do mundo para ontem. Parabéns Professor Queiroz, hoje foi quase tudo perfeito. Foi um prazer e uma emoção assistir ao fantástico futebol produzido, a tantos golos de belo efeito, sobretudo golos resultantes de envolvimentos colectivos de elevadíssima qualidade.

 

Individualmente é difícil não destacar todos. Primeiro que todos Raul Meireles, que na fase da indefinição pegou o touro pelos cornos. Depois, Tiago, o jogo todo, a resistir à pressão das comparações com Deco e a mostrar todo o seu futebol. Hugo Almeida, um ponta de lança com fome de golos e com a escola alemã a temperar-lhe os movimentos. A defesa perfeita, com um Fábio Coentrão superlativo, finalmente um defesa esquerdo à séria na selecção! Cristiano Ronaldo que na primeira parte ainda se deixou afectar pelo fantasma dos golos, mas que na segunda parte percebeu que é possível ser o melhor do mundo sem ser o melhor marcador. A prova suprema que assim é, foi dada pela Providência, quando lhe mostrou que a bola, grande parte das vezes, entra ou não entra por um pequeno capricho do destino e da sorte. Meus amigos, é embarcar nesta onda de confiança e de bom astral e arrasar tudo até à vitória final! FORÇA PORTUGAL!

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:44

Vamos lá cambada todos à molhada, que isto é futebol total!

Domingo, 20.06.10

 

 

Aproxima-se mais uma prova de fogo para a nossa selecção. As receitas milagrosas são apenas esperanças mal direccionadas, precisamos, nesta fase do campeonato do mundo, de uma liderança consciente e focada. Se nos maus momentos da selecção em que jogámos muito abaixo das possibilidades (vide Cabo Verde) faltou uma chamada de atenção robusta - pelo menos esse alerta não se sentiu para fora - essa tomada de posição da equipa técnica deve, imperativamente, ser adoptada internamente. Os jogadores têm de sentir que podem e devem fazer mais quando não o fazem, têm de perceber que lhes é cobrado o máximo rendimento. A defesa incondicional do grupo não pode ser feita à custa de critérios de exigência e do cumprimento de objectivos.

 

Quero apenas realçar a importância de que nos maus momentos sem culpa (vide jogo com a Dinamarca em casa, na fase apuramento) os jogadores devem ser apoiados e defendidos por Queiroz, porque se esforçaram mas não foram felizes, mas nos maus momentos por culpas próprias a responsabilidade deve pesar-lhes nos ombros. Lembre-se de Mourinho, professor. Da defesa acérrima que faz dos seus jogadores quando sente que eles dão tudo. Mas também do que exige deles e como os espicaça quando sente que o grupo não é a sua prioridade. É essencial uma cultura de excelência e exigência e essa passa por se cobrar nada mais do que o devido, nada mais e nada menos do que os jogadores têm para dar. Não escondam nada rapazes, mostrem e dêem tudo o que têm, vamos lá esmagar essa malta de nomes esquisitos!

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:07

O adeus à magia

Domingo, 20.06.10

 

 

Se os portugueses foram em tempos conhecidos como os brasileiros da Europa (epíteto que nos dias de hoje será demasiado generoso), os brasileiros, pelo que têm mostrado, podem sem favor ser apelidados dos germânicos da América do Sul. Tirando um verdadeiro fantasista ( Robinho), um ponta de lança com tanto de artista como de autêntico panzer (Luís Fabiano) e um Kaká com as baterias preocupantemente baixas, todo o restante Brasil é composto de atletas, de escrupulosos  cumpridores das esquadrias perfeitas de Dunga. A magia, essa, é cada vez mais uma miragem.

 

A Costa do Marfim, em pleno processo de expurgo das suas características do futebol africano, navega ainda nas águas da transição. Num punhado de meses Eriksson não conseguiu ainda, como se esperava, limpar as cabeças dos jogadores e incutir-lhes as obrigações de um futebol mecanicista. Os jogadores parecem ter duas forças dentro de si, a magia que puxa para um lado e a fria eficácia para o outro. O resultado é fraquinho, como fraquinha foi a ideia de colocar a jogar um Drogba visivelmente condicionado (Ok, concedo, ainda assim marcou um golo). Portugal terá dificuldades em ganhar a este Brasil, mas pontuar não me parece de todo impossível. Depois disto, não se admirem que meio mundo torça pela Argentina. Que é como quem diz, torça pelo futebol.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:17

La pasion

Domingo, 20.06.10

Só por este anúncio, a Argentina quase que já merece o caneco. Fantástico, não percam!

 

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publicado por bolaseletras às 09:51

A magia que se esfuma

Sábado, 19.06.10

 

 

África arrisca afundar-se no campeonato organizado no seu continente. Não sou especialista na matéria, apenas curioso. Mas revolta-me assistir à perda das características genéticas do futebol africano em troca de uma tentativa de europeização à pressa. Em busca dos títulos que lhe faltam, as selecções africanas venderam a alma do seu futebol aos tacticismos europeus. A magia do futebol cor de ébano que deveria ser aprofundada e aliada ao poder físico dos jogadores africanos, está cada vez mais sufocada por federações nacionais ignorantes que renegam as origens do futebol africano.

 

A contratação de treinadores europeus, geralmente por períodos temporais insuficientes para qualquer trabalho de fundo, faz ao futebol africano o que a política europeia fez a África. Se a democracia a la carte europeia se encarregou de estilhaçar o renascer de todo um continente, os espartilhos tácticos europeus asfixiaram um futebol que vivia feliz na sua imaculada selva. Sempre o mesmo erro, sempre a mesma tentação.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:26

Olhares que matam - Rianne Ten Haken

Sábado, 19.06.10

Nas mulheres, por mais curvas que elas ofereçam para os nossos olhos percorrerem até à exaustão, o centro, a alma, tudo o que o código genético comporta está ali, revelado para todos aqueles que se interessam pela verdade e a essência do ser humano: no fundo dos seus olhos, no brilho, na opacidade, na sua força assassina, na placidez que enfeitiça. Inicia-se uma nova série que mergulha nos olhos delas. Para estreia, o olhar convidativo e enigmático da Rianne Ten Haken, simpática moça com nome de jogador de futebol holandês da década de 60. E este olhar, convida a quê? O enigma, agora e sempre, é a fonte de toda a paixão. Protegei-vos, amigos, protegei-vos.

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:42

Uma nação à deriva

Sábado, 19.06.10

É quase pecaminoso para o futebol assistir aos dois tristes espectáculos proporcionados pela Inglaterra neste mundial. Rooney, Lampard, Gerrard  e companhia estão muito cansados? E o Messi, o Higuain e o Tevez, andaram a brincar durante o ano? Isto é tudo mente, corpo, alma e paixão. Ou se tem ou não se tem e o resto é conversa da treta. Ficam as imagens que as palavras estão de luto (por ti, José).

 

 

A ténue esperança

 

O poder do desespero

 

A face da desilusão

 

A prece sem resposta

 

Uma nação por terra e cabisbaixa

 

Porque para não chorar há que rir

 

O caneco vai-se, mas ficam as miúdas giras e a cerveja fresquinha

 

Campeões? Mais depressa o Schreck...

 

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publicado por bolaseletras às 08:43

Descansa em paz, José Saramago

Sexta-feira, 18.06.10

 

 

Não vou aqui alinhavar uma mão cheia de elogios póstumos a José Saramago. Também não vou perorar sobre a grande perda para o país, a humanidade e a cultura. A Nação soube dar a Saramago o que usualmente dá a quem se destaca mais do que devia neste país (é ver Paula Rego, Maria João Pires, Cristiano Ronaldo e outros que tais). Em 1993 Saramago auto-desterrou-se para Lanzarote para fugir à censura lusitana no final do século XXI. Quanto à humanidade, Saramago sabia na sua filosofia humanista que ele mais não era que um simples ser humano. Perdeu-se apenas um homem, nada mais do que isso. Quanto à cultura, não se perdeu nada. Saramago legou-nos preciosidades que só se perderão se não as soubermos honrar.

 

De Saramago li o “Ensaio sobre a cegueira” e “O ano da morte de Ricardo Reis”. Lidos quando era novo demais, dois livros monstruosos, duas obras-primas. Infelizmente, a falta de tempo, a vontade em conhecer outros autores e a fuga a uma literatura intensa e difícil têm-me afastado do universo de Saramago. Hei-de lá voltar. Não porque o homem morreu, mas porque a sua obra merece ser lida, relida e absorvida. Hoje não escrevo sobre bola. Uma humilde homenagem a um homem que sempre recusou todas as mordaças, um homem abençoado na pena. Um homem com um dom incomensurável. Leiam-no. Por vocês.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:32






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