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Pausa Sudoeste

Sexta-feira, 06.08.10

 

 

Sudoeste a partir de amanhã, já com dois ouvidos. Convívio com companheiros 5 estrelas, petisco, praia, música, um cheirinho à juventude que já lá vai. Às vezes é preciso retroceder, sentir que o espírito ainda não se deixou esmagar pelas agruras do quotidiano e pelo sufocante acumular de responsabilidades. Acampado, mal dormido e pior lavado, mas com o sorriso de "those were the days". Até segunda-feira poupo-vos as meninges e poupo o país às farpas que lhe tenho vindo a espetar. Fiquem bem.

 

p.s. - Nada vi do Sporting, mas pelo que já li parece que a coisa esteve tremida. O Postiga quer ressuscitar, o Maniche quer comandar, não me soa a péssimas notícias. Aliás, passámos e mai nada, objectivo cumprido. Os vermelhuscos nem uma alegria conseguiram dar à lenda que lhes alenta as memórias, portanto está tudo bem quando acaba bem.

 

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publicado por bolaseletras às 00:36

Revista de imprensa - Isto vai dar para o torto

Quinta-feira, 05.08.10

 

Não sou particularmente apreciador das análises de sua eminência, o Dr. Pacheco Pereira. Há ali um misto de narcisismo com uma incompreensão prática do que é a vida das pessoas normais e o Portugal do cidadão médio. Narcisismo que pode ser definido como “uma perturbante mistura de arrogância, de sensação de se ter direito e de uma incapacidade de empatizar”. Deixem-me dizer-vos que a definição não é minha, li-a hoje de manhã na praia, num livro do psicólogo Richard Weissbourd, cidadão que tem a pretensão de evitar que os pais transformem os seus rebentos em futuros monstrinhos da sociedade. Bom livro deste Senhor, “Os pais que desejamos ser”. Patético, dirão alguns, um livro de auto-ajuda para a parentalidade. Talvez, mas foi o resultado de fazer tempo entre uma urgência e uma consulta, perdido numa estante de livros de um hipermercado pouco dado à literatura. Foi a flor que melhor me cheirou no meio do entulho.

 

 

 

Bom, mas voltando a Pacheco Pereira, que o sol e o mar têm o efeito de me fazer misturar diversos assuntos, como o Whisky, a cerveja e a caipirinha. Ah, nos próximos dias não, que graças a dois monstros da medicina, estou no terceiro antibiótico da semana. Pelo menos já oiço dos dois lados, o que me vai permitir um Sudoeste em Dolby surround. Mas o Pacheco, voltemos ao Pacheco! Apesar de não prestar qualquer tipo de vassalagem à personagem, acto próprio e obrigatório de quem se considera minimamente culto e virado para as actividades intelectuais, a crónica que ele verteu a semana passada nas páginas da “Sábado” sobre as férias dos portugueses, foi do meu agrado. As férias que antes eram uma merecida libertação das obrigações de um ano de esforçada labuta, são agora um escape desesperado às turbulentas águas que agitam um barco em forma de país que mete água por todos os lados. O Pacheco teve olho e alguma piada, coisa que acaba por ser perfeitamente antagónica à sisudez do génio de barbas. Certamente um descuido, nada de preocupante. Fiquemos então com umas pérolas do douto Pacheco.

 

“A vida de todos os dias é tão pobre afectivamente, tão despovida de conforto psicológico que ir a banhos e não ver o patrão, o escritório, s colegas de trabalho, os doentes para quem trabalha na saúde, as criancinhas para quem trabalha na educação é um bálsamo para a existência.”

 

“ (…) Não sei se o «rei dos gnomos» é culpado ou inocente, mas foi Portugal, o mesmo Portugal que está de férias, que produziu o “rei” e os “gnomos”, vindos da província profunda que vai a banhos na Nazaré. Pelas praias emergem, entre pais e filhos, os sinais de enorme grosseria e má educação que existem por todo o lado. Muito pouca gente lê nas praias e quase todos são estrangeiros. As estatísticas sobre a baixa qualificação dos portugueses percebem-se muito bem em férias: consumos de baixa qualidad, sem critério, muito menos o do preço, lixo, berros, tererés e fitas de pano à volta do pulso. É, há qualquer coisa de anómalo em tudo isto, e parece-me bem que, quando regressarem às irritações outonais, isto vai dar para o torto.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 15:49

O país a saque, a saúde pelas ruas da amargura

Quinta-feira, 05.08.10

 

 

Tinha tanto para escrever sobre o tema dos serviços de saúde em Portugal. Três visitas ao novérrimo e finérrimo Hospital Particular de Faro para resolver uma merdinha de uma otite permitiram-me a revelação do país em todo o seu esplendor. Incompetência incontornável, irresponsabilidade entranhada, gestão miserável, desresponsabilização infantil, um rol de gente inútil, mal preparada e mal educada. Enfermeiros? Administrativos? Não, para mal dos meus pecados falo de duas médicas em três que me atenderam. Dois diagnósticos vergonhosos fizeram-me regressar uma terceira vez para finalmente um médico a sério acertar e me confessar que o que andava a tomar até ali não fazia qualquer efeito no ouvido. Dois terços de incompetência, a equação de um país a saque. Bom, vá lá, sempre sobra o ouvido esquerdo para ouvir qualquer coisa do que irá passar no Sudoeste. Triste sina a deste país, nas mãos de poucos e maus médicos.

 

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publicado por bolaseletras às 00:09

A pantera negra murchou

Terça-feira, 03.08.10

  

 

Não vi o jogo, mas não é esse o fulcro deste mini-post. O Benfica perdeu em casa a taça do seu maior símbolo, há que celebrar o feito, lançar foguetes, regozijarmo-nos pela vermelhusca derrota. Porque pelo que a equipa da Luz vai mostrando vão ser poucas as ocasiões para exercer o achincalho fácil e gratuito no presente ano. Porque o futebol também é isto.

 

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publicado por bolaseletras às 22:03

A inevitável e irrenunciável cenoura

Terça-feira, 03.08.10

 

 

Violando novamente o espírito da silly season, debruço-me sobre a politiquice preferida da silly season, um assunto tão importante e estruturante do futuro da nação que só neste país poderia ser discutido em plena silly season. Silly silly silly. Falo da pretensa intenção da Dr.ª Isabel Alçada em acabar com os chumbos. Não vou filosofar sobre a temática, muito menos debater as várias correntes sócio-educativas que variam entre a fria e eficaz leveza nórdica aos ditames da reguada do antigamente. Vou fazer algo que parece cada vez mais ser desprezado nos dias de hoje. Colocar-me na pele dos alunos e introduzir a minha experiência pessoal por debaixo dessa pele.

 

 

 

Ok, mergulho dado, voltei aos anos 80 e sou agora um aluno que passa pela preparatória e o secundário. Sou bom aluno, utilizo mais a atenção nas aulas do que o estudo para cumprir o meu principal objectivo ano após ano: passar o ano e, se possível, tirar boas notas. Imagino que me tiraram a cenoura, que o fantasma do chumbo deixa de me perseguir e de me atazanar nos pesadelos pré-testes/exames e caio no vazio. Aos 11 anos, aos 14 anos, quem me vai fazer crer que devo estudar para me preparar para uma futura profissão, para assegurar o sustento da vida independente que inevitavelmente irá surgir, quem me convence que o amor pela cultura, as letras e os números são mais decisivos e relevantes para este jovem estouvado do que o futebol pelos cimentos do bairro, do que o ZX Spectrum, do que o bate pé nas traseiras da escola? Eu que tive como professora da minha vida a co-autora dos livros “Uma Aventura” escritos pela Senhora Ministra (a fantástica professora Ana Maria Magalhães), acho que está tudo muito perto de se entregar à irracionalidade e ao profundo desconhecimento da realidade lusitana. E o país, ansioso pelos impulsos dos seus governantes, dá desgovernados passos em frente, sempre em direcção ao abismo, sempre a brincar com o perigoso exercício que é equilibrar-se na corda bamba. Até que a corda rebente ou que o pé falhe. Até que caiamos em nós.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 14:44

Para tratar insónias - Promessa de sonho com a Rachel Weisz

Segunda-feira, 02.08.10

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:08

Sam the Kid e os poetas de karaoke

Segunda-feira, 02.08.10
 
 

Não sou de me preocupar com defesas intransigentes da língua pátria, muito menos quando mergulhado na modorra que atravessa o período estival. Mas não há como negá-lo – com honrosas excepções (assim à 1.ª vista só me lembro dos Moonspell e dos The Gift) essa canalhada lusitana que anda por aí a cantar em inglês soa-me invariavelmente ridícula, artificial, uma cambada de pacóvios em busca da fama fácil e das sonoridades para seduzir adolescentes consumistas. Sam The Kid chama-lhes poetas de karaoke, não poderia concordar mais. Imitações do que já ouviram, limitações para fazer crescer a nossa língua e lhe expandirem a alma, são estas as marcas que se lhes agarram aos microfones. Como representante mor dessa ignóbil raça tresmalhada destaco o David Fonseca, um menino bonito que só foi pena não ter nascido um lorde britânico para ir afundar a velha Albion naquelas enjoativas melodias. Enfim, mais um triste poeta de karaoke.

 

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publicado por bolaseletras às 15:45

A caminho do Sudoeste 2010 - Peixe:avião

Domingo, 01.08.10

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publicado por bolaseletras às 23:45

Uma dinastia de luxo

Domingo, 01.08.10

 

 

Teacher: "Can you tell the name of 3 great Kings who have brought happiness and peace into people's lives ?"
Student: "Smo-king, Drin-king and Fuc-king" !!!

 

Não esperem muito mais de mim nos próximos dias...o calor, o calor, o mar, o mar. O cérebro em baixíssimas rotações. They call it férias. 

 

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publicado por bolaseletras às 23:27


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