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Em busca do reino perdido

Domingo, 05.09.10

Fotografia por Jessica Hans

 

O único conforto encontra-o no mundo que se esconde para lá das pálpebras cerradas. A protectora cortina de ferro, o campo de flores que ninguém fora daquele quarto poderá violar. A cama voadora que lhe oferece a leveza que a vida lhe nega, a sensação de vaguear pelo mundo recostada numa nuvem, o trono de um reino de silêncio e de paz, a existência com que sonha e sonha e sonha. Porquê acordar?, questiona-se quando o sono a abandona, quando a luz que a cega lhe ameaça o reino conquistado no lado de lá da cortina. Cerra as pálpebras e invoca o regresso do nevoeiro. O regresso da única existência que a faz sentir realmente viva.

 

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publicado por bolaseletras às 13:23

Your latest trick - Dire Staits

Sábado, 04.09.10

O grupo da minha vida. O meu primeiro slow. Um solo de saxofone inesquecível. Ai as memórias, as memórias.

 

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publicado por bolaseletras às 21:28

WEEKEND WARNING!

Sábado, 04.09.10

 

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publicado por bolaseletras às 14:35

Os inevitáveis efeitos da bandalheira

Sexta-feira, 03.09.10

 

 

Só um povo pouco avisado e nada habituado a reconhecer que as acções e os comportamentos geram as correspondentes consequências, pode ter estranhado a pouco dignificante exibição da nossa selecção. Esperar que um conjunto de jogadores mantenha a união, concentração e motivação depois de semanas a assistir ao achincalhamento público do seu líder (bom ou mau, isso não é importante neste ponto da discussão), é o mesmo que mergulhar a cabeça na areia para não ver a realidade. Mais ainda, quando estes profissionais percebem que o acusador mor é o representante do Governo responsável pelo desporto português. Toda esta gente devia ter vergonha e noção do mal que está a fazer a uma selecção e a um espírito de equipa que demorou anos a construir (9.000 espectadores, uma vergonhosa assistência, impensável há poucos meses). Cheguem a um acordo, deixem de lavar roupa suja na praça pública e inicie-se um novo ciclo enquanto é tempo. Sim, Queiroz não tem condições para continuar, porque perdeu a credibilidade junto do público e das instituições, mas, sobretudo, junto dos jogadores. Gilberto Madaíl, repreendido e ridicularizado pelo chefe, devia abandonar o poiso, o tacho, o trono que lhe aquece o rabinho tremido e ir à sua vida.

 

Apesar da perturbação ter prejudicado o desempenho da selecção, não se pode esquecer o “crime” de incompetência continuada desta equipa técnica. Colocar Raul Meireles e Manuel Fernandes a titulares no meio campo, dois jogadores com pouco mais do que zero minutos competitivos nas pernas, foi o sinal máximo dessa continuada “falta de jeito”. A falta de competição de Meireles no segundo golo do Chipre é nítida, podia ter-se poupado um excelente jogador àquele ridículo momento. Depois, para reafirmar a asneirada contínua, a chamada, apenas em segundas núpcias, de um Quaresma como há anos não se via, é uma perfeita idiotice. Uma coisa conseguiu esta gente: aproximar finalmente a produtividade da selecção dos miseráveis níveis com que áreas como a economia, a saúde, a educação e a justiça abrilhantam o país. De facto, aquela disparidade começava a ser incompreensível. Há que agradecer à bandalheira dos habituais máximos dignitários da nação por esta necessária harmonização de desempenhos.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 23:01

A mentira a mentira a mentira

Sexta-feira, 03.09.10

  

 

É esquiva e insidiosa. Invisível, pegajosa, mas contudo escorregadia. Vive em todos nós com diferentes graus de descaramento. Mas está sempre lá, qual lapa, qual sanguessuga, a consumir o que de bom há em nós. Há quem passe a vida inteira a tentar expurgar esse cancro da sua mente, das suas acções, das suas promessas. Mas há também quem conviva bem com ela, quem não a considere um parasita indesejado e a acolha com honrarias. Depois, casos mais patogénicos, há quem acredite nela, a ela se submeta e a consagre como a sua verdade. E passamos a vida a procurar descobrir se é ela a verdade que nos atiram para os olhos, ou se o que vemos e ouvimos mais não é do que uma patranha sem igual.

 

A dúvida cola-se sempre a essa realidade indistinta, a verdade vive envolta no nevoeiro incessante. Se o Professor é um arauto da defesa do descanso dos rapazes ou se afinal é um ordinareco que se julga acima da lei e não admite que controlem os níveis de urina da rapaziada. Se o ex-apresentador e ex-amigo da bota Botilde é um pobre perseguido pelo sistema, vítima de maquiavélicas conspirações, ou se é um reles mentiroso que vai até ao fim para negar o nojo que tem de si próprio. Sempre a dúvida, sempre a eterna e incontornável incerteza.

 

p.s. - A justiça pode não falhar, mas vir tarde, ai isso é certinho!

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:01

O discípulo de Jack

Quinta-feira, 02.09.10

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:23

Robbie Savage - estágio pré-jogo

Quinta-feira, 02.09.10

Estou mais habituado a ver o Robbie Savage a varrer rótulas e tornozelos pelos relvados da Liga inglesa, mas isto também é muito bom. Alguém devia ter avisado o Professor Queirós que esta música é tipicamente escutada e cantada por gente com tendência para a javardice.

 

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publicado por bolaseletras às 18:28

As I lay dying (pérola 1) – As palavras, o professor e o polvo

Quarta-feira, 01.09.10

 

 

“Foi quando aprendi que as palavras não servem para nada; que as palavras nunca se adaptam nem mesmo ao que elas querem dizer. Quando ele nasceu compreendi que a maternidade foi inventada por alguém que tinha de arranjar uma palavra para isso, porque as que tinham os filhos não queriam saber se havia ou não uma palavra para isso. Compreendi que o medo foi inventado por alguém que nunca tinha tido medo: o orgulho, por quem nunca tinha sentido orgulho.”

 

Faulkner, um artesão das palavras, sente-lhes o vazio, pesa-lhes a ausência de sentido quando desligadas da substância a que dão forma. Por outro lado, mesmo quando impregnadas de vida, prenhes de inebriantes conjugações de letras e sons, as palavras têm como destino, inevitavelmente, o progressivo aniquilamento, letra por letra, de todo o edifício formal que ambicionaram erigir. Porque a representação do que é sucumbe sempre à perenidade da existência que permanece, independentemente do som com que nos é transmitida, indiferente às infinitas grafias com pretendemos apreender o real. Com dizia o nosso seleccionador, um polvo pode ser uma nuvem ou um terramoto. Palavras para quê?

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 19:50


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