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Clássicos luso-vermelhuscos

Quarta-feira, 24.11.10

 

O jogo do Benfica em Israel visto pelo canto do olho, que a descendência anda em permanente estado de ebulição, isto é, em processo de imparável absorção da realidade que o rodeia. Algum azar do Benfica no desperdício de boas oportunidades de golo, não disfarçou alguma azelhice no momento fatal (Kardec não engana). Imperdoáveis desconcentrações defensivas em lances de bola parada que originaram os golos, sinal que a muralha de betão do ano passado se vem desfazendo sem explicação. Os jogadores lá de trás são praticamente os mesmos, diria que há ali gente que por si já pisaria outros relvados…

 

Depois do descalabro por terras tripeiras, diria que a ruína benfiquista se começa a agudizar. Se a dupla saída de Di Maria e Ramires foi muito mal planeada e ainda pior compensada, creio que mais grave é o nível futebolístico e de auto-confiança exibido pela equipa. Arrisco dizer que mesmo com a vitória no campeonato do ano passado não se soube consolidar o processo, isto é, entranhar a dinâmica de vitória na equipa. Por culpas próprias dos actores do jogo, mas também do órgão de gestão. Seguindo hábitos bem portugueses, a culpa, essa tia que morrerá certamente solteira, não tem dono nem amante. Um clássico vermelhusco e lusitano.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:34

Always look on the bright side of life

Quarta-feira, 24.11.10

 

Este pequeno filme em homenagem a Graham Chapman, emérito membro dos Monty Python, fez-me pensar na forma como vivemos a morte dos que nos são próximos e de como gostaria (bato 3 vezes na madeira) que os meus sobrevivessem à minha. Sabemos que ela, a dama negra, é o único facto 100% certo da nossa existência. Certamente que quando ocorre de forma inesperada é um choque, mas sabemos que também isso é uma probabilidade, quem anda à chuva molha-se. Não digo que festejemos a vida daquele que nos deixou no momento da despedida, mas seria pelo menos positivo aproveitarmos para recordar as boas memórias que nos lega quem de nós se despede tão irremediavelmente. Sequemos as lágrimas com a riqueza humana que nos foi deixada em herança. Graham Chapman morreu um dia antes do vigésimo aniversário dos Monty Python. Terry Jones qualificou o facto como “o pior caso de furo de festa de toda a história”. Sorrir. Ver o filme e sorrir. Saber sorrir depois de um curto luto. Em honra de quem nos deixa.

 

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publicado por bolaseletras às 20:08

From China with love - Fan Bing Bing

Terça-feira, 23.11.10

 

 

 

  

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publicado por bolaseletras às 22:27

A arte está onde a imaginação de um homem quiser

Terça-feira, 23.11.10

Há quem diga que a imaginação humana não tem limites, descobri hoje que a interpretação artística também não. Vale a pena ver esta pequena reportagem sobre o tema. Como diz o povo, sempre sábio, mais vale sê-lo do que parecê-lo. Ou ainda, de Espanha nem bom vento nem bom casamento. Ou, adaptando a célebre frase de um personagem de Astérix, estes espanhóis são loucos! Vale a pena ver, aconselho.

   

 

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publicado por bolaseletras às 20:59

Os Nomes (pérola 2) - Ídolos com pés de barro

Segunda-feira, 22.11.10

 

"Talvez os objectos sejam consoladores. Em especial os antigos, feitos de barro, feitos por homens com outra mentalidade. Os objectos são aquilo que não somos, que nunca chegaremos a ser. Será que as pessoas fazem as coisas para definir os limites da personalidade? Os objectos são os limites de que necessitamos desesperadamente. Mostram-nos onde terminamos. Dissipam temporariamente a nossa tristeza."

 

Seria demasiado audaz considerar que todos os fundamentos da voracidade capitalista, do materialismo sufocante que actualmente domina as sociedades modernas, possam estar encobertos neste trecho de “Os Nomes”, nesta pequena pérola de DeLillo. Ainda assim, poucas dúvidas permanecem sobre a essencialidade dos objectos no saciar dos desejos do homem, esse feixe de bens materiais invade todo o horizonte da ambição humana. A última versão do mais recente gadget tem a força de atenuar uma existência solitária, o último modelo da mais cara marca alemã de automóveis pode fazer esquecer toda uma vida de desamores. Mais singelamente, diria que um trapo com uma etiqueta celebérrima pode cobrir a mulher de felicidade, ocultando com perfeição a tristeza que lhe dilacera  a alma. Arriscando ir um pouco além de DeLillo, diria que os objectos, mais que nos delimitarem, tapam-nos os buracos da fraca personalidade.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 18:35

O que é demais é demais

Domingo, 21.11.10

 

 

Não sou daqueles adeptos que critica gratuitamente os jogadores do seu clube. Mas tenho olhos, joguei muitos anos de futebol (mesmo a brincar), tenho horas a mais a ver jogos de futebol. Isto a propósito de Yannick Djaló. Estou genuinamente saturado de o ver correr desalmadamente e sem critério, de assistir a jogadas rocambolescas em que acaba por atrapalhar os colegas no momento da decisão final, de perceber a olho nu que o rapaz não tem a mínima estratégia de jogo, isto é, o que faz num determinado momento do jogo não é pensado tendo em conta a sequência da jogada – é feito porque sim e porque até é bonito. Depois, por vezes, como até tem algumas qualidades interessantes (muita velocidade e um remate razoável), acontece um oásis naquele deserto de futebol e lá faz uma flor (neste caso, um golo de ressalto). Mas já chega, já é demasiada insistência num jogador que não tem futebol para o meu clube. O “nascimento” na academia não pode justificar tudo.

 

O jogo foi fraquinho, muito por culpa do Paços de Ferreira que pouco fez para animar a coisa. Encolheu-se, esperou, parecia que vinha cumprir um destino pré-determinado. Gostei novamente de Valdez, continuo a pensar que André Santos pode ser um jogador de futuro e continuo preocupado com Liedson. Mesmo a recuperar o ritmo após a lesão, parece-me que a sua luz começa a perder o brilho. De resto, missão cumprida com recurso a serviços mínimos. Acreditem, às vezes é bom saber dosear os esforços, adaptá-los às necessidades. Foi isso que o Sporting fez e com sucesso. O resto é conversa.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:20

David Bowie - Space Oddity

Domingo, 21.11.10

 

"This is major Tom to ground control, I'm stepping through the door
And I'm floating in a most peculiar way
And the stars look very different today
Here am I floatin' 'round my tin can far above the world
Planet Earth is blue and there's nothing I can do"

 

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publicado por bolaseletras às 12:28

Are you looking to me? (versão LBB)

Sábado, 20.11.10

 

 LBB - Loira burra e boa

 

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publicado por bolaseletras às 18:29

Intolerância de ponto

Sábado, 20.11.10

 

 

A tolerância de ponto de ontem na capital pretendeu evitar problemas de segurança, mais caos no trânsito, enfim, quaisquer inconvenientes que incomodassem Suas Excelências ou que dessem má imagem da nação lusitana. Para amostra, nem uma tentativazita de atentado, nem uma manifestação digna desse nome. Parece que houve apenas uns maduros desocupados que se deitaram nas calçadas do Rossio, simulando numas colunas manhosas um alarme de alerta antiaéreo. Ah, parece que também encontraram uma mochila perdida em Moscavide que, afinal, continha cartuchos de caça de um caçador perdido numa qualquer tasca da zona oriental de Lisboa. Portanto, um feriado jeitoso para os funcionários públicos lisboetas. Os bons hábitos cultivam-se, a liderança faz-se de exemplos. Palavras para quê?

 

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publicado por bolaseletras às 14:01

Lykke Li - Get some

Sexta-feira, 19.11.10

 

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publicado por bolaseletras às 19:31






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