Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Vida e morte do pai Natal
A dificuldade em entranhar a mudança dos tempos e a obstinação em recusar a travessia para uma outra realidade, serão mais duas vincadas idiossincrasias do lusitano povo. Se o povo, na sua infinita sabedoria, sabe como ninguém que “no poupar é que está o ganho”, essa mesma populaça foge como o diabo da cruz ao cerrar das bolsas, à aborrecida preocupação com o forrar do porquinho mealheiro. Não digo que lá porque a economia portuguesa se recusa a crescer deixemos de viver e de gastar. Digo apenas que este estado de letargia a que o nosso tecido socioeconómico se habituou fatalmente, deveria levar-nos a perceber que não mais é possível.
Não mais é possível inundarmos os centros comercias de desejos consumistas imparáveis, não mais é possível esquecermos que amanhã podemos não ter nada se não aprendermos a aforrar. Se as intenções natalícias para este ano eram de contenção, olhamos para as nossas e as outras casas e vemos os sapatinhos cheios, as meias do pai Natal a transbordar de inutilidades, as crianças despassaradas com tanta fartura e nós saciados na alegria que lhes brilha nos olhos. Um dia havemos de perceber que o dinheiro pode e deve ser reprodutivo, um dia havemos de fazer as contas e chegar à conclusão que somando os gastos em tanta prenda inútil poderiam ter sido salvas centenas de empresas que a nossa letargia enterrou. O pai Natal não nos salvará e muito provavelmente acabará por soçobrar perante os nossos sonhos megalómanos. Porque somos assim, compatriotas?
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Vai uma tarte acabadinha de fazer?
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Festas, das Boas, para Todos!!!
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Para o sul, sempre para o sul
Vou para o sul, uma semana de férias e de estudo. Parar um pouco, respirar, repensar um ou outro pormenor da azáfama da vida. O próprio blogue deverá ser alvo dessa reflexão. Dar mais espaço entre os posts, mais conteúdo e menos actualização. Andamos todos rápido demais, uma correria desenfreada para chegarmos a todo o lado, apagarmos todos os fogos, comprarmos as mais belas e mais baratas prendas. Se é urgente não deve ser importante, se é importante não é certamente urgente. Parar para pensar, é a mensagem deste Natal. Ah, e a felicidade, sentá-la no trono das nossas prioridades. Porque o amanhã todos os dias é um bocadinho menos certo.
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Pérolas da blogosfera: da educação por amor
Por amor de Deus, leiam este texto integral do grande Tolan (http://tolanbaranduna.blogspot.com/2010/12/educar-namorada.html). Deixo aqui os parágrafos iniciais para enriquecerem o Bolas e Letras. És grande, Tolan.
"O problema com as namoradas é que nunca são exactamente aquilo que queremos que fossem. Então é preciso educá-las a pouco e pouco. Eu considero uma namorada uma espécie de obra de arte inacabada, um produto em desenvolvimento, um cão inteligente que pode aprender truques como gostar de Sonic Youth e Tourgueniev. Esta aqui está a ser o maior desafio de todos os tempos mas pelo menos, toda ela é uma folha em branco para eu criar. A cultura geral dela é um cruzamento entre o Cavaco Silva e a Luciana Abreu. Tem aquelas referências clássicas (“música clássica é boa”, “gosto muito de museus com arte antiga”) e aquelas irreverências modernas (“os gostos não se discutem”, “sintoniza a rádio cidade por favor”).
Mas com paciência pode ir ao lugar. Ontem, pela primeira vez, convenci-a a irmos à Fnac comprar livros. Sei que não é perfeito, mas temos de ir um passo de cada vez. Ela acha absurdo ir a livrarias quando há livros no Continente e pelo caminho dá para comprar papel absorvente em promoção, lombo de porco e pacotinhos de vinho branco dos grandes para cozinhar (os pequenos não compensam)."
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Contra os mitras natalícios, marchar, marchar!
Na ressaca natalícia do ano passado escrevi o post que recrio infra. Há um ano assumi a promessa de dar caça aos mitras natalícios, este ano não me escapam!
"Este Natal estava com pouca paciência para fazer amiguinhos, mas para o ano não me escapam. Quem são eles? Os detractores do espírito Natalício, a sua ala mais radical. Há também a ala mais moderada, aqueles que apenas afirmam estar fartos e tal, mas lá entram na onda, lá dão a prendinha da praxe, devoram os sonhos e o bacalhau e não chateiam por aí além. Eu incluo-me neste grupelho. Ofereço uns livros de que gosto (se não gostam deviam gostar - em prol do bom gosto), recebo um par de meias e umas camisas catitas, e dou ao dente enquanto renego o consumismo desenfreado.
Depois, há os radicais, os terroristas natalícios. Recusam-se a comprar prendas apregoando essa excelsa qualidade aos sete ventos, abominam os centros comerciais, chicoteiam os vergonhosos gastos com as iluminações de rua que apenas servem para o Socras passar a mão no eriçado pelo dos pacóvios que fazem bichas domingueiras para as admirar (vulgo povinho). Para o ano não me escapam. Quando os vir, no meio da confusão da troca de prendas a espreitar, bem caladinhos, a prenda que lhes calhou em sorte, perguntarei a plenos pulmões: “Então, comprar prendinhas vade retrus Satanás, mas a cuequinha da moda e o perfume que até dá jeito não se recusa, não é?”. Enfim, o Natal é porreiro, também para descobrir a careca aos mitras encapotados."
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É o Sporting
Um dia de muito trabalho impediu-me de ver o Setúbal-Sporting. Pelo que ouvi e leio o meu clube continua a brincar ao elástico, para cima e para baixo, derrotas injustificáveis e vitórias convincentes logo a seguir. Djaló patético um dia, Djaló decisivo no jogo seguinte. Os adeptos a exigirem mudanças, os adeptos de barriga cheia na jornada subsequente. É o Sporting.
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A dinâmica dos casais
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OK Go - Back From Kathmandu
Os OK Go, uma banda que não conhecia e que destila qualidade e alegria, decidiu pôr um grupo de 100 amigos a cantar e a tocar durante 8,5 milhas. O percurso foi por Los Angeles, sendo que o destino definiu-o um GPS: as coordenadas eram o nome da banda. Haja alegria, que de música estamos nós fartos.












