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Para a rua e já!

Terça-feira, 08.02.11

 

 

Por ser um assunto que me irrita e me envergonha como sportinguista, a vontade de esmiuçar a entrevista do senhor Costinha é pouco mais que nula. Sei que se até ao final desta semana este funcionário do Sporting não tiver sido despedido com justa causa a vergonha é ainda maior. Sei que é um hábito entranhado na nossa sociedade laboral criticar o patrão em reuniões com entidades externas, em toda e qualquer sede, como se esse sacana fosse um inimigo a abater. Se as coisas correm mal a culpa é sempre do patrão, dos chefes, dos colegas, do diabo a sete. Costinha é um triste retrato do pior do nosso país, dos nossos trabalhadores, desta sociedade que se degrada a cada dia que passa. A escolha deste personagem foi um gravíssimo erro de casting e, temo eu, um dos que mais prejuízo provocou e irá ainda provocar ao meu Sporting. Sportinguistas destes dispensam-se, amores destes são piores que ódios.

 

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publicado por bolaseletras às 19:24

Woman in red

Segunda-feira, 07.02.11

 

 

Inicia-se uma nova série sobre as estrelas que nos guiam de noite e nos aquecem de dia – as mulheres. As mulheres de vermelho, o vermelho e as mulheres, o mistério dos homens sucumbirem a uma mulher de vermelho. Li em tempos um artigo sobre um estudo científico que confirma que o homem tem tendência a preferir as mulheres vestidas de vermelho, que o mecanismo causador dessa inclinação tem raízes numa herança genética do nosso simiesco passado. Não é novidade o vermelho como cor da paixão, não será certamente aqui que se revelará o segredo das ancestrais causas do fenómeno. Vermelho é a palavra de ordem. Contra o cinzentismo dos dias e das noites solitárias.

 

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publicado por bolaseletras às 18:45

Caprichos por terras de sua Majestade

Domingo, 06.02.11

 

 

 “You should have stayed in a real club”, foi este o cântico com que os adeptos do Liverpool achincalharam Fernando Torres e o Chelsea hoje em Stanford Bridge, na vitória do Liverpool por 1-0. Torres que já no Mundial da África do Sul demonstrou estar numa estranha encruzilhada da carreira, um misto de descrença nas suas capacidades e de desmotivação paralisante, tem demonstrado nos últimos meses estar bem longe de pertencer à elite desse bicho raro que é o ponta de lança mortífero. O Chelsea, pouco preocupado com esses preocupantes indícios, bateu o recorde das transferências de jogadores entre clubes ingleses. Por 58 milhões de euros o Chelsea confirmou que não é um clube, é um capricho de um milionário pouco recomendável.

 

p.s. – Obrigado ao amigo Mancha pela dica.

 

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publicado por bolaseletras às 18:57

Anatomia de um crime

Domingo, 06.02.11

 

 

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publicado por bolaseletras às 12:32

Nunca desistir leões!

Sexta-feira, 04.02.11

 

 

Seguindo o exemplo desta senhora, agora temos que ir à pesca de uma truta - para o ano é que é!

 

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publicado por bolaseletras às 23:59

E agora, sem o levezinho?

Sexta-feira, 04.02.11

 

Ao contrário do que poderia dar a entender o resultado deste miserável Sporting-Naval, devo dizer que a noite nem correu particularmente mal. Um Campolargo Pinot Noir de 2008 adquirido por cerca de 9 € na feira de vinhos do Pingo Doce safou a coisa. Fantástico equilíbrio entre a madeira e a fruta, uma acidez potenciadora de surpreendente frescura, ocultando brilhantemente os exagerados 15º de teor alcoólico. Na despedida do nosso levezinho, ficam as razões da desgraça, que de tão claras não precisaram da inspiração de Baco para me surgirem com nitidez:

  • Paulo Sérgio – Quando a meio da primeira parte tirou Zapater e colocou em jogo Diogo Salomão, assumiu que entrar em campo com 4 defesas mais 3 médios defensivos para defrontar a pior equipa do campeonato é cobarde, estúpido e revelador de uma incompetência incurável.

  • A defesa – É fraquinha, padece de falta de agressividade (Polga e Evaldo) e de dessincronizada agressividade (Carriço e Abel).

  • O efeito Liedson – vender Liedson não é apenas perder um bom ponta de lança. É fragilizar psicologicamente a equipa, privá-la de um líder e de um combatente, é dar todos os indícios de que a época está perdida, de que se desistiu da luta.

  • Rui Patrício – Continua a intervalar bons jogos com momentos comprometedores, grandes defesas com frangos indesculpáveis.

  • O desrespeito dos árbitros – A fragilidade da equipa e a instabilidade no seio do clube são um convite a que os árbitros percam o respeito ao clube, cometam facilmente erros inconcebíveis. Quando um árbitro marca um penalty por um corte voluntário com a mão e não dá o amarelo ao jogador porque este seria o segundo que levaria à expulsão, está tudo dito.

Olhar para as bancadas e ver homens de barba feita a cerrar os dentes para não chorar. Outros sem resistir e desfazendo-se em lágrimas de gratidão e tristeza. E a dor do levezinho. E o Sporting a definhar. Obrigado Liedson, mais uma vez. Nunca te esqueceremos.

   

 

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publicado por bolaseletras às 22:27

"The final cut" - Pink Floyd

Quinta-feira, 03.02.11

 

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publicado por bolaseletras às 22:52

O mundo submerso

Quinta-feira, 03.02.11

 

Submergir o pensamento, apagar as marcas de realidade. Turvar o dia de sol, ignorar toda e qualquer possibilidade de comunhão com pessoas. Isolamento. Redescobrir a beleza do silêncio, eleger como meta o desconhecimento do que é exterior. Partir do nada para o vazio. Negar ambições, vetar o contacto humano. Por 5 minutos, nem que seja por 5 minutos.

 

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publicado por bolaseletras às 19:23

Nortada encarnada

Quarta-feira, 02.02.11

 

Se há factor que torna o futebol viciante é a sua constante imprevisibilidade. Se é certo que o Benfica tem estado a subir de forma, ainda assim poucos apostariam que a agremiação encarnada fosse ao Dragão impor-se com convicção, empurrando o Porto para uma subalternidade pouco comum esta época. Ver Cardoso com uma genica pouco vista esta época, Peixoto em pleno estado de afirmação contrariando tudo o que tem vindo a fazer (jogar fora da Luz pelos vistos ajuda), Gaitan em pleno processo de DiMariazação, não deixa de ser uma pedrada no charco no status quo futebolístico desta época. O Porto entranhou mal a arrogância de Villas Boas transformando-a em excesso de confiança, o que somado com a falta de Falcão, a adaptação de Hulk e as lesões dos laterais esquerdos, resultou em feridas mal curadas. Sobretudo, olha-se hoje para a equipa do Porto e não se vê aquele habitual “patrão” da equipa com muitos anos de Porto. E no Porto sabe-se a importância que tem a passagem da mística. Bruno Alves, Lucho e Lisandro foram-se, ficou Helton que não parece ser suficiente. Se o sangue fresco pode ser importante para quebrar com hábitos mal instalados, demasiada mudança pode acabar com os bons hábitos. Enfim, parabéns aos meus amigos benfiquistas, que eu também sei dar o braço a torcer.

 

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publicado por bolaseletras às 22:30

Antes havia fartura de tudo

Terça-feira, 01.02.11

  

 

Creio que já por aqui, algures perdido no Bolas e Letras, falei no mestre Chico, pescador algarvio de muitas águas e muitos anos. Dizia ele aos velhos do Restelo que ressuscitavam nas tertúlias da desgraça as “riquezas” de uma passado salazarento, a seguinte e certeira frase: “Antes havia fartura de tudo, até de fome havia fartura”. O Maradona, O blogger de Portugal (http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/), aprofunda essa cegueira de lamentar os tempos que foram em troca dos tempos de hoje. Dizer mal sem critério é muito portuguesinho, bem sabemos, mas há tradições que são para abater. Porque o que é demais é demais. Fiquem com o nosso Maradona:

  

 

"Volto a contar a minha história, que me continua a impressionar: quando andava na escola primária, na primeira metade da década de oitenta, às portas de Lisboa, em 35 miúdos da minha turma, 20 passavam fome; desses 20, uma boa porção chegava às aulas de manhã a cheirar a álcool; muitos, muitas vezes, andavam descalços; e havia mesmo quem fumasse algo mais que cigarros. Toda a gente sabia isto tudo porque esses eram tempos em que não existia pobreza envergonhada (apesar da inusitada publicidade que o bispo de setúbal, o bispo comunista, deu à expressão): ninguém ali tinha sequer dinheiro suficiente para comprar a moral necessária para envergonhar a pobreza. Nenhuma dessa gente chegou ao ciclo preparatório; aos 14 já andava tudo na pesca e na droga; aos 18 anos, com o primeiro filho nos braços, se se juntassem todos e fizessem uma colecta, não conseguiriam reunir os 32 dentes normais na boca de um adulto; e hoje em dia, só dois é que parecem ter menos de 50 anos e, coerentemente, aos 37 já estão praticamente todos na confortável categoria de avôs.

 

Os "nossos governantes" são uma merda, volto a admitir que sim; seria uma vergonha considerar menos que isso quando confrontados com um caso como o descrito. Mas quando é que crescemos o suficiente para aprender que ao desprezarmos o presente estamos também a jogar no lixo um caminho que foi feito? E temos a garantia de que, daqui por 20 anos, sem os "nossos governantes" estaremos tão melhor em 2030 relativamente a 2010 como estamos hoje comparados com 1980?  Duvido muito de quem coloca essa fé toda, quase idólatra, nos nossos não governantes." 

 

 

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publicado por bolaseletras às 19:06


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